É impossível gostar de Diego Costa; Mas Mourinho agradeceu

Imagem: Daily Mail
O Chelsea até estava a fazer a melhor exibição da época, com uma subida de rendimento colectiva e individual (Fàbregas, que tinha sido uma nulidade frente ao Everton, foi o melhor em campo), mas foi o comportamento anti-desportivo de Diego Costa que decidiu o derby londrino. 

Pode ser um ponto de viragem na época do Chelsea. Os blues, que hoje não tiveram Terry (por opção), titular em todos os jogos da época passada, derrotaram o Arsenal por 2-0, com um golo de Zouma e outro de Hazard, e atenuaram a série de maus resultados que têm tido na Premier League. O jogo decidiu-se à beira do intervalo, quando Diego Costa conseguiu provocar a expulsão de Gabriel Paulista depois de agredir Koscielny várias vezes. Os gunners acusaram o facto de estar com menos um elemento e o golo de Zouma, na sequência de um lance de bola parada, e de Hazard, com um remate desviado, decidiram mais um duelo entre Mourinho e Wenger. 

Na primeira parte não houve um grande desequilíbrio no jogo, embora o Chelsea tenha estado por cima. Os blues demonstraram uma atitude completamente diferente em relação aos encontros anteriores e conseguiram ter excelentes momentos no ataque, mesmo sem criar ocasiões claras para marcar. As transições, que marcam o futebol do conjunto de Mourinho, finalmente tiveram alguma qualidade (Hazard e Diego Costa, importante pela pressão na saída de bola contrária, estiveram em evidência pela positiva), com Fàbregas a assumir-se como o dínamo do meio campo, apresentando um excelente rendimento frente ao "seu" Arsenal. Do lado da turma de Wenger, com Özil e Alexis (em péssima forma) pouco participativos , não houve grandes iniciativas perigosas, sendo que a velocidade de Walcott foi bem anulada por Zouma. O momento do jogo aconteceu a fechar a primeira parte e viria a revelar-se decisivo no desfecho do encontro, com a expulsão de Gabriel.

Inicialmente, nem se fez notar particularmente a diferença em termos numéricos, mas o golo de Zouma, respondendo de cabeça a um livre de Fábregas, praticamente matou o Arsenal, incapaz de ir atrás do marcador. Na única falha de Zouma (grande jogo do francês, rapidíssimo e com grande timing de corte), Alexis quase empatou, sendo que este foi o único lance em que a vitória do Chelsea esteve em perigo. Em vantagem no marcador, os blues puderam fazer o seu jogo mais habitual, recuando no terreno para explorar as saídas rápidas para o ataque. A reacção do conjunto de Wenger passou pelo jogo directo, mas perdeu todo o fulgor com a expulsão de Cazorla, que deixou a equipa reduzida a 9 unidades. Já em tempo de compensação, Hazard, que esteve mais próximo do nível que se espera, vê um remate desviar num defesa contrário e trair Cech, fazendo o 2-0 final. 

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