Dupla Gonçalo Guedes-Jonas imparável; Brasileiro bisou pela 3.ª vez nos últimos 4 jogos; Extremo "matou" o jogo com um golo e uma assistência; Encarnados já apontaram 16 golos na Luz; Jota voltou a dar nas vistas

Benfica 3-0 Paços de Ferreira (Jonas 34' e 73', Gonçalo Guedes 67')

O Benfica voltou a vencer em casa, e com mais um resultado folgado (nos 4 jogos na Luz para a Liga soma 16 golos), ao derrotar o Paços, por 3-0. Uma vitória justa, os encarnados foram superiores, que permite diminuir a diferença para o FC Porto para apenas 2 pontos, mas mais complicada que o marcador indica, já que o conjunto da Mata Real criou vários lances de desequilíbrio e defensivamente, sem "estacionar o autocarro", apresentou uma organização que contrariou os anfitriões. Jonas (que apontou o 3.º bis nos últimos 4 jogos para a Liga) com um golaço fora da área desbloqueou o jogo no 1.º tempo, tendo Gonçalo Guedes, com um golo e uma assistência (para Jonas), desfeito as dúvidas em relação ao vencedor. Nélson Semedo foi dos mais activos na 1.ª parte, André Almeida (que fez novamente dupla com Samaris) também voltou a ter nota positiva; No Paços, o jovem Diogo Jota com a sua velocidade e técnica individual, criou algumas situações de perigo; Christian deu qualidade na posse; Marco Baixinho na defesa e Marafona na baliza também estiveram em destaque.

Quanto à partida, os encarnados entraram fortes, pressionantes, e logo aos 5 minutos tiveram uma boa oportunidade para marcar. Gonçalo Guedes combina bem com Jonas, mas Marafona negou o golo ao jovem extremo do Benfica com uma bela mancha. Depois desse ímpeto inicial, os visitantes começaram a respirar melhor, mas foram novamente os homens da casa a estarem perto do golo, com Marafona a anular a tentativa de chapéu de Gaitán. Os castores iam conseguindo ter bola, pressionando a saída do Benfica, mas aos 33 minutos deu-se um dos momentos do jogo. Obra-prima de Jonas, que com um remate em jeito de pé esquerdo de fora da área, consegue colocar a bola no ângulo e abrir o marcador. Os pacences responderam logo de seguida, com uma grande arrancada de Jota, a culminar com um remate ao lado. Até ao intervalo, destaque para mais uma oportunidade para Jonas, que à entrada da área disparou forte (novamente com o pé esquerdo), mas ao lado. No 2.º tempo os encarnados não entraram bem, com dificuldades em construir jogadas de perigo e acumulando passes falhados. Aos 60 minutos, Mitroglou dispôs de uma flagrante oportunidade de golo, mas depois de ultrapassar Marafona quando seguia isolado, não conseguiu desfeitear o guardião do Paços. Esse lance acordou os homens da casa e, à passagem do minuto 67, acontece o segundo golo da partida. Jogada de Gaitán pela esquerda, assistindo Guedes, que rematou para o fundo das redes (a bola ainda desviou num defesa). Esse golo deu mais tranquilidade ao clube da Luz, que a partir daí começou a jogar com mais segurança e a construir jogadas de perigo. O terceiro surgiu naturalmente, com Guedes, após amortecer, a servir para Jonas bisar. Até ao final, destaque para um remate forte de Hélder Lopes para boa defesa de Júlio César e para um cabeceamento de Luisão ao poste (na recarga, Jonas falhou a oportunidade para o hat-trick).

Benfica - Registo 100% vitorioso em casa, e apesar de algumas dificuldades no momento de transição defensiva o triunfo é incontestável. Rui Vitória repetiu o 11 do Dragão e parece ter encontrado finalmente a equipa titular, até pela boa resposta que André Almeida (no meio campo) e Guedes (na ala) tem dado. Mas, apesar do maior rendimento colectivo, a vitória tem o rótulo de Jonas, que, com um golaço fora da área, desbloqueou o encontro que se podia tornar perigoso. Guedes na 2.ª parte em 6 minutos também apareceu para resolver, numa partida em que Gaitán não esteve ao nível de antes do Dragão. O argentino foi decisivo no 2-0, mas foi menos influente que é habitual.  Mitroglou também teve uma exibição apagada.

Paços - Táctica habitual de todas as equipas neste tipo de encontros, mas com mais qualidade nos 2 momentos, apesar do 3-0. Os pacenses, que ainda não tinham perdido fora, demonstraram uma boa organização defensiva, tentaram fazer posse e foram perigosos nas acções de transição. Neste capítulo, Roniel e principalmente o jovem Diogo Jota (incrível como, com a sua velocidade e técnica, se desfaz da concorrência) estiveram em destaque. Na defesa Baixinho impressionou com a sua presença, mas o meio campo sentiu a falta da presença física de Pelé, apesar da boa prestação de Christian e Andrezinho.

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