Dortmund não é só golos... também está a criar o futuro lateral direito e médio defensivo da Mannschaft

Numa palavra, é fácil descrever a temporada do Dortmund até ao momento: perfeita. Thomas Tuchel, com a serenidade que transmite a partir do banco, voltou a fazer dos schwarzgelben uma máquina bem oleada e em que cada peça sabe qual é o seu papel em campo. Quando o colectivo funciona, os jogadores disfarçam melhor os pontos fracos que têm e as suas qualidades sobressaem. É por isso que vemos, de novo, Schmelzer como uma locomotiva pelo lado esquerdo, um Gundogan ao nível dos melhores médios do mundo e um Kagawa a espalhar o perfume que o caracterizou aquando da primeira passagem pelo clube. Mkhitaryan também está a ter a sua época de explosão definitiva, e Aubameyang é cada vez mais um goleador. Todos estes casos não são propriamente surpreendentes, mas há duas revelações no 11 do Dortmund: Julian Weigl, que vai crescendo a olhos vistos no meio campo, e Matthias Ginter, que, a jogar adaptado na lateral direita, tem sido um dos destaques da equipa.

O médio, contratado ao 1860 Munique, tinha potencial, é certo, mas poucos esperariam que fosse aposta de Tuchel no imediato. No entanto, apesar de ter apenas 20 anos tem demonstrado uma maturidade muito acima da média, que se revela na forma como entende as necessidades da posição. Um jogador com um sentido posicional extraordinário, sempre activo na procura de espaços para receber e assim poder lançar os homens mais avançados. Em poucos jogos tornou-se um elemento fundamental na manobra da equipa, até porque é um médio com altos níveis de eficácia no capítulo do passe (curto e longo). Na lateral direita, Ginter também está a ter um crescimento incrível. Há uns tempos era a grande promessa alemã na posição de central, podendo também jogar a médio defensivo, mas estava numa fase em que parecia estagnado, não passando do banco de suplentes. Contudo, a lesão de Piszczek, que não estava propriamente em boa forma, precipitou a entrada no 11 e permitiu que o ex-Friburgo mostrasse capacidade para fazer a lateral direita com qualidade, juntando à qualidade defensiva, que já se conhecia, uma surpreendente facilidade de se integrar no ataque, tendo contribuído com golos e assistências. A época ainda está a começar, mas Ginter parece ter lugar cativo no 11, bem como Weigl. Ainda jovens, têm tudo para se tornarem nas referências do Dortmund de Tuchel, como Reus, Hummels ou Gundögan foram no Dortmund de Klopp. Se isso acontecer, não admirará ninguém se também conquistarem o estatuto de indiscutíveis na Mannschaft dentro em breve. 

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