Demasiado fácil para Bruma, Rony Lopes e André Silva

Albânia 1-6 Portugal (Rashica 83'; R. Neves 32', Rony 36', André Silva 43', 45', 62' e R. Horta 70')

A nova geração dos sub-21 de Portugal iniciou a qualificação para o Campeonato da Europa Polónia 2017 com uma goleada na Albânia, por 6-1. Um resultado expressivo, que evidencia bem a qualidade dos comandados de Rui Jorge, num jogo em que ficou claro que bastava Rony Lopes e Bruma acelerar para criar situações de finalização. André Silva destacou-se com um hattrick, Rúben Neves, Rony Lopes e Ricardo Horta também marcaram, tendo Rashica reduzido já numa fase em que a selecção nacional já tinha "tirado o pé".

Jogo que tinha tudo para se tornar difícil - relvado desgastado, deslocação e uma equipa com o autocarro estacionado -, mas que os pupilos de Rui Jorge simplificaram. A selecção entrou agressiva e a pressionar os Albaneses, beneficiando dessa forma de recuperar a bola em terrenos mais avançados. A partir daí, foi natural a superioridade e criatividade dos homens da frente da selecção Portuguesa, nomeadamente Bruma, Rony Lopes e André Silva, fez a diferença. A dinâmica entre sectores foi tremenda e nem um meio-campo aparentemente frágil defensivamente - Rúben Neves, Bruno Fernandes e Rony Lopes - foi motivo de preocupação. Nesse sentido, na 1.ª parte, os golos surgiram em cascata por Rúben Neves (32), Marcos Lopes (36) e André Silva (43 e 45), sendo em quase todas as ocasiões desbloqueados por excelentes iniciativas de Bruma. No segundo tempo, e quando parecia que o ritmo ia baixar, Rui Jorge deu minutos a outros elementos (Ricardo Horta, Gelson Martins e Raphael Guzzo) e a equipa não abrandou. André Silva aproveitou para fazer o hattrick e Horta também picou o ponto após passe de Guzzo. Já perto do fim, numa boa jogada Rashica reduziu.

Rui Jorge alinhou com Bruno Varela; Mauro Riquicho, Edgar Ié, Tobias Figueiredo e Rafa; Rúben Neves, Rony Lopes e Bruno Fernandes - Cap.; Carlos Mané, André Silva e Bruma - Um 11 onde a surpresa foi a titularidade de Ié em detrimento de Vezo, que esta época já teve minutos de Champions. A título individual, foi uma tarde/noite de sonho para todos os elementos. Bruno Varela (a outra dúvida em relação à equipa titular) reagiu bem quando testado, assim como toda a linha defensiva, salvo alguns calafrios de Rafa na 1º parte. Rúben Neves esteve tremendo na saída de bola, juntando apetência na finalização e Bruno Fernandes (envergou a braçadeira nesta partida) foi o elo de ligação entre a defesa e o ataque. Mais à frente, Rony Lopes e Bruma foram os verdadeiros desequilibradores (Mané foi o homem menos, dando lugar a Gelson ao intervalo) e André Silva fez 3 golos plenos de oportunidade, aparecendo sempre no sítio certo para aproveitar as sobras ou ofertas dos companheiros.

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