A caminho de ser um dos 3 melhores de sempre

10.º Grand Slam na carreira. Já só está a 1 de Borg e a 4 de Sampras e Nadal, e considerando o seu percurso (a juntar à pouca rivalidade que parece ter na actualidade) desfazer esta diferença pode ser apenas uma mera formalidade. O Sérvio, talvez o jogador mais forte na história na resposta ao serviço (além de ser o fisicamente mais impressionante, mesmo psicologicamente é fortíssimo), este ano marcou presença nas 4 finais dos torneios de Grand Slam e vem de sequências incríveis: 4 vitórias na Austrália nos últimos 5 anos, 3 finais de RG nos últimos 4 anos, 3 finais consecutivas em Wimbledon; 5 finais nos últimos 6 anos em Nova Iorque. Aliás, apesar de ser apenas o 7.º com mais Majors, é o 4.º com mais presenças em finais (18, apenas menos duas que Nadal).

Novak Djokovic voltou a vergar Federer e conquistou pela 2.ª vez o US Open. O n.º 1 Mundial, que parece estar com tudo para ser um dos 3 melhores de sempre nesta modalidade, derrotou Federer pelos parciais de 6-4, 5-7, 6-4 e 6-4. Um confronto que não defraudou as expectativas, mas com o sérvio, que teve uma queda aparatosa a meio do 1.º set, quando já tinha quebrado o serviço a Federer, mas nem assim foi abaixo, a levar quase sempre a melhor nos momentos decisivos (Federer deu espectáculo no 2.º set, até podia ter resolvido mais cedo, mas no 3.º quando tinha o ascendente permitiu a quebra sem explicação, até liderava nesse jogo por 40-15, ainda recuperou, mas voltou a vacilar e depois não aproveitou 2 break points que podiam ter dado o 5-5, à semelhança do que aconteceu no 4.º set... aliás só aproveitou 4 dos 23 break-points que dispos). Com este triunfo, o líder do Ranking ATP, que consolida ainda mais o seu estatuto nesta modalidade, igualou os duelos com Roger, 21 vitórias para cada 1, mas essencialmente aumentou o jejum do suíço, que continua em branco em torneios do Grand Slam desde 2012, e este ano perdeu dois Majors para o n.º 1 do Mundo (já tinha sido derrotado em Wimbledon). Federer, que esta época perdeu 4 das 6 finais que disputou com Djokovic, apesar dos 34 anos até parece estar na melhor forma dos últimos anos (ainda não tinha perdido um set desde Wimbledon, fisicamente está forte e até psicologicamente não se foi abaixo quando Djoker estava em vantagem), mas mais uma vez, apesar de todas as variações de jogo que apresentou (as subidas à rede nem sempre resultaram), foi incapaz de derrotar o sérvio. 

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