1990: Um bom ano para nascer a pedalar

Com tantos jovens a despontar, o futuro do ciclismo parece estar assegurado. Quem assumirá o protagonismo que já pertenceu a Pantani, Jalabert, Lance ou Indurain, e agora a Contador e Froome?

Quando Lance Armstrong admitiu ter recorrido a substâncias proibidas para vencer as sete Voltas a França a modalidade “levou um murro no estômago”. Muitos pensavam que podia ser o fim do ciclismo (os apoios iam escassear, os espectadores iam desligar-se.). A verdade é que, quase 3 anos depois, tivemos um dos anos mais espetaculares para os homens das bicicletas. E para isto muito contribuíram as novas gerações, encabeçadas pela soberba geração de 1990:

Nairo Quintana – Vencedor do Giro em 2014 e já com 2 pódios no Tour, o trepador colombiano quererá lutar pela vitória final na Volta a França de 2016.
Fabio Aru – O talentoso italiano é o vencedor da Vuelta de 2015 e já esteve duas vezes no pódio final do Giro. Será que para o ano temos Fabio Aru a lutar pelo Tour?
Peter Sagan –  Juntamente com Froome e Valverde foi o melhor ciclista de 2015, o agora campeão mundial conta já com mais de 70 vitórias ao longo da sua curta longa carreira (e 4 camisolas verdes no Tour). Tem tudo para bater recordes atrás de recordes, e só lhe faltam alguns monumentos para atingir o estatuto que merece.
Tom Dumoulin – um dos melhores contrarrelogistas da atualidade, demonstrou na Vuelta que para o ano podemos contar com ele para as decisões nas grandes voltas.
Romain Bardet – uma etapa ganha na edição deste ano do Tour, e 2 top 10 nas últimas edições da grande volta, provam que Bardet está talhado para o maior evento do calendário desportivo. Mais ano, menos ano, Bardet poderá estar no pódio.
Rohan Dennis – um dos melhores contrarrelogistas da atualidade, o australiano acaba de se sagrar campeão do mundo por equipas em CR. Vencedor de 4 etapas este ano, tendo uma delas sido no Tour.
Thibaut Pinot – já com mais estatuto do que Bardet, o francês vem de um Tour pouco conseguido (apesar de ter ganho uma etapa), mas é um dos 10 melhores trepadores da actualidade. Para o ano quer repetir o que fez em 2014, e acabar no pódio do Tour.
Michael Matthews – com apenas 5 vitórias em 2015, mas todas elas importantes, o sprinter australiano promete muito nas próximas clássicas.
Michal Kwiatkowski – campeão do mundo em 2014, o talento polaco teve um ano de 2015 abaixo das expetativas mas na Sky vai voltar a ter protagonismo.
Esteban Chaves Rubio – uma das novas coqueluches do pelotão internacional, o humilde colombiano já veio a público referir que o seu sonho é um dia ganhar a Volta a França. Será possível?
Nacer Bouhanni – o sprinter francês obteve este ano 10 vitórias, mas continuam a fugir-lhe as etapas na Volta a França. Curiosamente já ganhou tanto na Vuelta como no Giro.
Taylor Phinney – prometia muito, mas o talentoso americano tem desiludido nos últimos anos, muito devido as várias lesões que o têm atormentado. Será 2016 o ano de Phinney?
Kristian Sbaragli – com apenas uma vitória em 2015, e logo na Vuelta, o velocista italiano pode agora dar um novo rumo a uma carreira que se encontrava estagnada.
Silvan Dillier – o suíço juntamente com Dennis e Taylor Phinney foi também coroado campeão do mundo por equipas, e no ano que vem pode vir a ser figura de proa em etapas de uma semana.
Sam Bennett – pouco conhecido, o sprinter irlandês teve algumas vitórias interessantes neste ano, e caso mude para uma equipa do World Tour pode vir a ser um caso sério nas chegadas em pelotão compacto.
Fabio Felline – com algumas vitórias em 2015, prevê-se um excelente futuro para o polivalente italiano.

Se a juntar a estes considerarmos outros, ainda mais novos, percebemos que o ciclismo tem pernas para andar, ou pedalar, neste caso.
1991 – Warren Barguil, Wilco Kelderman, Arnaut Démare, Kenny Elissonde, Tim Wellens, Yves Lampaert
1992 – Adam Yates, Simon Yates, Julian Alaphilippe, Louis Meintjes, Danny van Poppel, Jan Polanc, Jasper Stuyven, Davide Formolo, Bryan Coquard, Bob Jungels, Alexey Lutsenko, Michael Valgren
1993 – Stefan Küng, Alexis Gougeard, Niccolò Bonifazio
1994 – Caleb Ewan, Tiesj Benoot, Matej Mohoriç, Miguel Ángel Lopez

Visão dos Leitores (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): David Tibério e José Pedro Jesus

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