sexta-feira, 31 de Maio de 2013

A época futebolística terminou e é hora de efectuar um balanço, assinalando aqueles que se destacaram dos demais. Nesse sentido, o Visão de Mercado apresenta ao leitor o melhor 11 do ano a nível internacional, segundo a nossa opinião. A nossa escolha foi feita com base não só na qualidade dos jogadores, mas também na sua produção no decorrer deste ano desportivo, ou seja, o seu rendimento, quer a nível interno, quer nas competições europeias, e o impacto que obtiveram a nível individual e em prol do sucesso colectivo.

O ano passado já havia sido um dos principais destaques da Juventus, mas esta temporada atingiu ainda mais protagonismo na “Vecchia Signora”. Arturo Vidal foi fundamental na caminhada dos bianconeros para a revalidação do Scudetto. Jogou em praticamente todas as posições no centro do terreno (e também pode actuar a lateral), liderando não só o meio-campo, mas também toda a equipa. A influência que conquistou na equipa de Antonio Conte é notória, fruto da sua vontade, garra e entrega ao jogo. O internacional chileno defende, ataca, recupera, constrói, e a estas características junta-lhes a capacidade de assistir os companheiros para o golo e de ele próprio aparecer na zona de finalização e concretizar jogadas. Em todas as competições, somou 15 golos, tendo sido o melhor marcador da Juventus na Serie A, com 10 tentos, e também o elemento da equipa com mais assistências: no total, somou 8. Arturo Vidal, de 26 anos, é um jogador extremamente completo e a magnífica temporada que realizou consolidou-o como um dos melhores médios da actualidade.

Qual o seu pódio no que diz respeito aos médios que mais produziram esta época, em termos internacionais? Como se explica os números de Vidal, em termos de golos e assistências, tendo em conta a posição que ocupa no terreno? No "ranking" de melhores médios da actualidade qual é a posição do chileno?

Melhor 11 da época 2012-13 (carregue nas posições e dê o seu feedback):

André Mesquita

O Mónaco oficializou a contratação de Falcao ao Atlético de Madrid. Os valores não são conhecidos, mas estarão entre os 45 (que foi o que os colchoneros pagaram ao Porto, incluindo o valor do passe de Rúben Micael) e os 60 milhões de euros. O colombiano assinou por cinco temporadas com o emblema do Principado, que aumenta o contingente de estrelas às ordens de Ranieri. VM - É, evidentemente, mais um grande nome para o campeonato francês (provável duelo com Ibra para o ano), mais um ex-jogador do Porto. Poderá formar uma dupla perigosíssima com o compatriota James. Esta temporada, contudo, esteve um pouco abaixo do esperado (Diego Costa esteve mais em destaque). A principal questão é que o avançado de 27 anos tinha qualidade para actuar nos principais clubes europeus, isto apesar de o considerarmos inferior a nomes como Aguero, Van Persie, Ibrahimovic, entre outros. Como muitos outros, preferiu o dinheiro (irá receber entre 12 a 14 milhões de euros por época) e vai ficar mais um ano sem mostrar o seu futebol na Champions. Conseguirá vingar na liga francesa? Ainda a tempo de chegar a um clube de top europeu? Caso tenha sido contratado por 45 milhões, como se explica que tenha custado o mesmo que James e que não tenha valorizado na sua passagem pelo Atlético?

Portugal 2-0 Bélgica (Tó-Zé 40+1' e Esgaio 61') 

Não podia ser melhor a estreia de Portugal em Toulon, com uma vitória por 2-0 frente à Bélgica, acompanhada de uma exibição colectiva irrepreensível, frente a um adversário com bastantes jovens de valor. A selecção nacional dominou do princípio ao fim, praticando um futebol dinâmico e apoiado, assente na excelente técnica individual de quase todos os jogadores. Excelente.

O primeiro golo foi marcado por Tó-Zé, que recebeu à entrada da área e rematou forte e colocado, já perto do intervalo. O 2-0 português é para ver e rever. Grande jogada de entendimento, bem finalizada por Esgaio. A turma comandada por Edgar Borges protagonizou momentos espectaculares de futebol. Portugal alinhou com: José Sá, Tomás Dabo, Ilori e Tiago Ferreira, Kiko, Ricardo Alves, João Mário, Tó-Zé, Ivan Cavaleiro, Esgaio e Betinho.

Destaques:

Portugal - Incrível o potencial desta selecção. André Gomes e Ricardo, dos mais utilizados esta temporada, nem sequer são titulares. O conjunto orientado por Edgar Borges tem jogadores com uma qualidade técnica fantástica, que mostram muita inteligência futebolística e maturidade e que, ao contrário de gerações anteriores, chegam a esta fase já com alguma rodagem. Uma equipa extremamente homogénea: José Sá não foi testado; Kiko Tomás Dabo mostraram competência defensiva e acima de tudo uma excelente percepção dos timings de subida; os centrais Tiago Ferreira Tiago Ilori formam uma dupla fantástica, antecipam bem, são rápidos, cumprem no jogo aéreo e procuram sempre sair a jogar; Ricardo Alves destacou-se no capítulo da recuperação e mostrou óptimo sentido de posição; João Mário é o cérebro da equipa, tem uma visão de jogo do outro mundo e gere na perfeição os ritmos de jogo; Tó-Zé é dinâmico, tem bom toque de bola e remate fácil; Esgaio tem um q.i. futebolístico muito elevado, tem intensidade e finaliza muito bem; Cavaleiro é rápido e desequilibra, mas é talvez o jogador com menos capacidade de decisão da selecção; o ponta de lança Betinho tem enorme sentido de baliza e é o primeiro defesa da equipa. O seu grande problema é que por vezes se alheia dos jogos.

João Mário/Esgaio - Que classe. O médio é o patrão da equipa, pensa todo o jogo ofensivo, lê os lances na perfeição e define quase sempre com qualidade. O ala leonino mostrou mais uma vez a sua excelente capacidade na finalização. Intenso e agressivo durante todo o jogo, ajuda nas tarefas defensivas, dá grande acutilância ao corredor e os seus movimentos interiores normalmente criam desequilíbrios.

Tó-Zé - Grande exibição do jovem portista. Merecia ter tido mais oportunidades na equipa principal. Para além do belo golo que marcou e das oportunidades que criou (tem uma facilidade de remate espectacular e é muito perigoso nas bolas paradas), dinamizou bastante o meio campo ofensivo português através da sua velocidade de execução e técnica apurada.

A temporada está praticamente terminada e é altura de efectuar um balanço sobre o que aconteceu no panorama futebolístico. Por toda a Europa, as surpresas e desilusões foram mais que muitas. Nesse sentido, considerando as expectativas que o historial, o passado recente e o orçamento criaram no início da época, o Visão de Mercado apresenta ao leitor as 10 equipas que, na nossa opinião, desiludiram em 2012/13.


Sporting - O conjunto leonino está a atravessar uma verdadeira crise a todos os níveis e 2012/13 foi o culminar da pior época da história do clube. Por Alvalade passaram quatro treinadores, houve eleições e consequente mudança de presidente e direcção, jogadores de craveira internacional como Pranjic ou Boulahrouz, mas a época foi um verdadeiro desastre. O 7º lugar na Liga portuguesa é o espelho do actual momento do Sporting, que não marcará presença nas competições europeias do próximo ano desportivo.
Athletic Bilbao - A equipa basca foi um dos destaques da temporada passada. A sua cultura e filosofia são únicas no Mundo, e sob o comando de Marcelo Bielsa, os "Leões de San Mamés" chegaram à final da Liga Europa. No entanto, esta foi uma temporada para esquecer. A nível interno, o Athletic não figura entre os dez primeiros da tabela, enquanto nas competições europeias ficou-se pela fase de grupos da Liga Europa, ficando muito aquém do que era esperado.
Newcastle - O 5º lugar obtido no ano passado deixava boas indicações para a presente temporada. Alan Pardew já tinha um plantel com qualidade e ainda viu chegar jogadores como Debuchy, Anita ou Moussa Sissoko. Contudo, o desempenho do Newcastle ficou a "anos-luz" do real valor da equipa. Na Liga Europa, o conjunto inglês até chegou aos quartos-de-final, mas na Premier League lutaram pela manutenção até ao final da prova, terminando a época no 16º posto.
Queens Park Rangers - O milionário presidente do QPR, Tony Fernandes, investiu em força no clube londrino. Para atacar a temporada 2012/13 chegaram nomes como Júlio César, Bosingwa, Ji-Sung Park, Granero ou Loïc Rémy. Com jogadores de qualidade, as expectativas estavam no auge e o internacional brasileiro chegou a dizer que o QPR poderia chegar ao título de campeão inglês. A temporada terminou e o resultado foi...a descida de divisão. Nem a substituição do técnico Mark Hughes pelo experiente Harry Redknapp salvou o QPR, que vai agora disputar o Championship.
Inter - José Mourinho levou os "nerazurri" à glória em 2010, depois de conquistar a Liga dos Campeões. Daí para cá, o conjunto italiano nunca mais se encontrou. Andrea Stramaccioni, que já recebeu guia de marcha, tinha ao seu dispor um plantel com jogadores de créditos firmados e de valor. Desde os mais experientes (como Zanetti ou Cambiasso) aos mais jovens (como Kovacic ou Schelotto), a verdade é que a equipa de Milão realizou uma temporada decepcionante, que culminou num vergonhoso 9.º lugar (a nível internacional ficaram-se pelos oitavos-de-final da Liga Europa) e o consequente afastamento das competições europeias na próxima época.
Zenit - No mínimo, terrível. É esta a forma para descrever a temporada do emblema russo. Depois de investir de forma brutal no reforço da equipa, com destaque para os "ex-portugueses" Witsel e Hulk, o Zenit termina a temporada sem qualquer título. No campeonato, perdeu para o CSKA de Moscovo, enquanto na Europa falhou na Liga dos Campeões num grupo acessível, primeiro, e na Liga Europa, depois, eliminado pelo modesto Basileia. Um ano desportivo para esquecer, mas que pode muito bem servir de exemplo no futuro.
PSV - Em termos teóricos, tem o melhor plantel da Eridivise. Strootman, Toivonen, Matavz, Wijnaldum, Jeremain Lens ou Dries Mertens são as principais referências do conjunto de Eindhoven. Contudo, a equipa orientada por Dick Advocaat voltou a falhar a conquista do campeonato holandês, perdendo, uma vez mais, para o rival Ajax. Ainda perderam a final da Taça. Existe qualidade, potencial e vontade, mas a verdade é que desde a temporada 2007/08 que o PSV não conquista o ceptro de campeão.
Montpellier - Depois do surpreendente título de campeão francês, esta temporada seria o derradeiro desafio do Montpellier. É verdade que o conjunto do sul de França viu partir Yanga-Mbiwa e o goleador Giroud, e ainda esteve envolvido na "Champions" (onde somou apenas 2 pontos), mas o saldo é francamente negativo. Num ano, o Montpellier passou de campeão a equipa do meio tabela, terminando no 9º lugar.
Wolfsburgo - É certo que o campeonato alemão se pauta pelo equilíbrio entre os participantes e os resultados são sempre imprevisíveis. Não obstante, uma equipa que tem nos seus quadros Kjaer, Ivan Perisic, Diego, Olic ou Bas Dost, está obrigada a conquistar, pelo menos, um lugar nas competições europeias. As mudanças de treinador ao longo da época não ajudaram, mas o 11º lugar na Bundesliga fazem do Wolfsburgo uma das desilusões deste ano desportivo.
Palermo - Quando uma equipa de futebol profissional muda de equipa técnica 10 vezes em dois anos, é expectável que algo de errado venha a acontecer. A formação da Sicília, que conta, entre outros, com jogadores como Ezequiel Muñoz, Dossena, Ilicic, Dybala, Miccoli ou Abel Hernández, foi incapaz de encontrar a estabilidade necessária para garantir a manutenção na Liga italiana, sobretudo devido ao temperamento do seu presidente, Maurizio Zamparini. Tudo somado, o Palermo, uma equipa que nos últimos anos teve um papel importante no futebol italiano e internacional, desceu de divisão.

Qual a equipa que mais desiludiu em 2012/13? Que outras podem ser adicionadas a esta lista? Como se explicam desempenhos tão aquém do esperado? Quais os factores que levaram a este desfecho?

André Mesquita

A época futebolística terminou e é hora de efectuar um balanço, assinalando aqueles que se destacaram dos demais. Nesse sentido, o Visão de Mercado apresenta ao leitor o melhor 11 do ano a nível internacional, segundo a nossa opinião. A nossa escolha foi feita com base não só na qualidade dos jogadores, mas também na sua produção no decorrer deste ano desportivo, ou seja, o seu rendimento, quer a nível interno, quer nas competições europeias, e o impacto que obtiveram a nível individual e em prol do sucesso colectivo.

Começou a carreira como médio, mas foi no lado esquerdo da defesa que David Alaba se fixou no Bayern Munique. Esta temporada, o internacional austríaco deu seguimento às boas exibições realizadas na segunda metade da temporada passada e afirmou-se em pleno como um dos melhores laterais da actualidade. Tem apenas 20 anos, mas isso não o impediu de ser um dos indiscutíveis para Jupp Heynckes. A sua polivalência é uma clara mais-valia para os bávaros, assim como a sua técnica, velocidade e resistência, que lhe permite empregar uma grande dinâmica no corredor esquerdo durante os 90' minutos de cada desafio. A nível ofensivo tem tudo o que é preciso num lateral moderno e, apesar de ter evoluído muito no capítulo defensivo, ainda poderá melhorar alguns aspectos, de modo a tornar-se num jogador mais completo. A sua qualidade é inequívoca, uma vez que é titular no "super" Bayer Munique (já o ano passado o era) e contribuiu para o registo defensivo dos bávaros na Bundesliga (melhor defesa da prova, com 18 golos sofridos). Aos 20 anos, o jogador austríaco, de origem nigeriana, aparenta ter um futuro brilhante e tem tudo para ser o melhor jogador do Mundo na sua posição nos próximos anos.

Qual o seu pódio no que diz respeito aos laterais-esquerdos que mais produziram esta época, em termos internacionais? Numa posição cada vez mais carenciada (Evra, A. Cole, Abidal, entre outros, estão na fase descendente da carreira), qual o lugar de Alaba no "ranking" de melhores laterais-esquerdos da actualidade?

Melhor 11 da época 2012-13 (carregue nas posições e dê o seu feedback):
- Guarda-redes
- Lateral-Direito
- Defesa-Central (Lado Direito)
- Defesa-Central (Lado Esquerdo) 

André Mesquita

Qual será o destino de Ghilas?

O Porto continua a recrutar elementos na Liga Zon-Sagres. Desta feita, os dragões pretendem contratar Ghilas, que já esteve muito perto do Sporting. A cláusula de rescisão do ponta de lança argelino, grande revelação da liga, é de 3 milhões de euros, mas tendo em conta que o Moreirense desceu de divisão o valor será facilmente negociável. VM -  Se analisarmos aquela que tem sido a política de contratações dos azuis e brancos neste defeso, reforçando-se no mercado interno, é um interesse que não surpreende. O Porto precisa de uma alternativa a Jackson e a potência e capacidade finalizadora do argelino, ainda com bastante margem de progressão, agradam na Invicta. Entre todos os jogadores já adquiridos pelos dragões, Ghilas seria mesmo aquele que encaixaria melhor no plantel e que, à partida, teria uma possibilidade de afirmação mais facilitada. Isto porque não iria directo para a titularidade e teria tempo de adaptação (ao contrário do que aconteceria no Sporting). 

O Barcelona parece estar disposto a libertar Cesc Fàbregas no mercado de transferências e o futuro do médio espanhol pode passar pelo regresso a Inglaterra. United e City estão interessados no catalão de 26 anos, sendo que os culés pedem cerca de 30 milhões de euros pelo internacional espanhol. VM – Não há grandes dúvidas que Fàbregas é um dos melhores médios do Mundo, indiscutível em quase todas as equipas menos no Barça, algo que já abordámos previamente (ler aqui). O médio espanhol não tem sido feliz (a nível pessoal) neste seu regresso à Catalunha, as suas exibições têm sido alvo de alguma críticas por parte dos adeptos culés, tem perdido estatuto quer no Barcelona quer no panorama internacional e o regresso à Premier League seria tremendamente positivo para o ex- jogador do Arsenal. O Manchester United - com o fim de carreira de Scholes e com Carrick já nos 30 – precisa claramente de um reforço para o meio-campo, sendo que o City vai apostar tudo no mercado para tentar reconquistar o campeonato perdido (os citizens assumiram que o fracasso teve origem na ida de Van Persie para os Red devils). Uma coisa é certa: o regresso a Inglaterra seria o ideal para que Fàbregas voltasse ao nível que exibiu anteriormente. Qual seria a melhor formação para o espanhol? Conseguiria o médio voltar a apresentar o futebol dos tempos do Arsenal?

quinta-feira, 30 de Maio de 2013

De acordo com a imprensa italiana, a Roma pondera apresentar uma proposta ao Benfica para adquirir Lima. O avançado tem uma cláusula de rescisão de 15 milhões de euros. VM - Nesta altura parece claro que, entre Lima e Cardozo, um deles sairá. O paraguaio até parece na linha da frente, em virtude do caso de indisciplina na final da Taça. Em relação ao brasileiro, a sua importância na equipa é clara, mas apesar do rendimento desportivo que apresentou (foi um dos melhores elementos dos encarnados nesta temporada), está perto de completar 30 anos e este defeso será uma das últimas oportunidades de as águias recuperarem o investimento de 4,5 milhões (falta saber se a proposta da Roma é compensadora). Outro factor importante é que Lima tem substitutos directos no plantel, Cardozo não tanto. Rodrigo, Markovic e o próprio Sulejmani podem perfeitamente desempenhar o papel do ex-Braga no conjunto de Jesus. Lima ou Cardozo, qual deles deverá sair? 

Boa opção para o Sporting? 

Raul Rusescu, melhor marcador do campeonato romeno, é um dos alvos do Sporting para reforçar o ataque. Augusto Inácio tem o jogador debaixo de olho desde a sua passagem pelo Vaslui e pretende trazer para Alvalade o avançado de 24 anos do Steaua de Bucareste. Contudo, o campeão da Roménia quer tentar chegar à fase de grupos da Champions e deverá fazer um esforço adicional para manter a sua principal referência. VM - A confirmar-se, o que não será fácil, seria uma excelente aquisição dos leões. Tem números excelentes nesta temporada: 21 golos no campeonato, mais 4 na Liga Europa e ainda juntando muitas assistências. Jogador muito móvel e participativo, mas um goleador nato, oportuno e eficaz. Rusescu é extremamente completo e também pode actuar nos flancos (é rápido e explosivo) e até como médio ofensivo, mas a intenção do Sporting seria utilizá-lo como ponta de lança. É nesse papel que tem mostrado ser mais forte, exibindo grandes atributos na finalização (é fortíssimo na meia distância). Resta saber qual a disponibilidade do Steaua em negociar a sua estrela, bem como a vontade do jogador em mudar-se para Alvalade (ficar fora das competições europeias reduz bastante a capacidade atractiva dos verde e brancos). 


Bom reforço para os Blues?

O Chelsea chegou a acordo com o Bayer Leverkusen para a contratação de André Schürrle a troco de 20 milhões de euros mais a cedência, por uma época, de Kevin de Bruyne. A contratação já era esperada, mas só agora é que os dois clubes chegaram a um entendimento. O extremo alemão de 22 anos, que tem sido um dos destaques da Bundesliga, deverá assinar um contrato válido por 5 temporadas. VM - Os londrinos contrataram um grande jogador, mas esta não era de todo uma aquisição prioritária. Em virtude do potencial e da polivalência do internacional alemão,  e não se tratando de um valor exorbitante para a realidade actual do mercado, o Chelsea fez uma aposta interessante. Schürrle tem uma grande capacidade de desequilíbrio, destaca-se pelo grande poder de finalização, e - embora alinhe preferencialmente nas faixas - pode ser utilizado em todas as posições do ataque. Os londrinos têm Oscar, Mata, Moses e Hazard para aquelas zonas do terreno e a equipa de Mourinho (o seu regresso não é oficial, mas é praticamente garantido) precisa claramente de mais opções para o centro do ataque, para além de Torres e Demba Ba (veremos se Lukaku fará parte do plantel).

Nos últimos anos, a Europa do futebol assistiu ao renascimento da Bélgica como país capaz de lançar grandes nomes para a ribalta. Nesta altura, temos espalhados pelas grandes equipas jogadores como Hazard, Kompany, Vertonghen, entre outros, o que faz com que cada vez mais clubes tomem atenção ao mercado belga. Axel Witsel teve uma passagem curta mas bem sucedida por Portugal, Mangala também se afirma como um central de grande potencial, Defour ainda não conseguiu mostrar regularidade, mas é igualmente um jogador bem cotado. A Jupiler League apresenta, nesta fase, condições ideais na relação preço/qualidade para os clubes portugueses. Assim, apresentamos alguns nomes que têm qualidade para brilhar ao mais alto nível:

Dennis Praet (Anderlecht) - O novo menino bonito do futebol belga. O talentoso médio ofensivo destaca-se pela sua inteligência, visão de jogo e qualidade no capítulo do passe. Muito dotado tecnicamente, tem um controlo de bola espectacular e uma criatividade bem acima da média. É algo frágil fisicamente, por isso procura sempre evitar o contacto. Com tantas qualidades, não admira que sejá já bastante cobiçado, nomeadamente pelo Milan. Este é daqueles que não precisa de rampa de lançamento. Vai logo para os grandes palcos.
Maxime Lestienne (Club Brugge) - Um extremo rápido e desequilibrador, de apenas 20 anos, bastante habilidoso e de remate fácil. É jogador para outros campeonatos. Pode actuar nos dois corredores, embora seja no direito, flanco contrário ao seu pé preferencial, que pode aplicar as diagonais para o centro, a sua grande arma. Foi dessa forma que apontou grande parte dos 17 golos que marcou na liga.
Thorgan Hazard (Zulte Waregem) - Quem sai aos seus, não degenera. Irmão mais novo de Eden Hazard, tem características semelhantes - a velocidade e espontaneidade, criatividade e inteligência na tomada de decisão - e ainda grande margem de progressão. Também ele foi contratado pelo Chelsea, sendo emprestado ao clube belga, onde actuou maioritariamente do lado esquerdo do ataque, embora também jogue à direita. Veremos se consegue atingir o nível do mais velho.
Massimo Bruno (Anderlecht) - O extremo de 19 anos é, juntamente com Praet, a grande esperança do emblema de Bruxelas. Muito rápido e dotado tecnicamente, tem versatilidade para actuar nas duas alas, pois tem qualidade com os dois pés. Apesar de muito jovem, mostra já uma excelente capacidade de decisão, seja quando procura movimentos verticais ou quando tenta diagonais interiores. Surge bem em zonas de finalização e tem enorme facilidade de remate.
Imoh Ezekiel (Standard) - Aos 19 anos, a sua veia goleadora é confirmada pelos 16 golos que apontou. O nigeriano é um avançado móvel e trabalhador, que cai muito nos flancos e tem capacidade de desequilibrar no 1x1. Participa na criação ofensiva mas mostra-se muito oportuno e eficaz na grande área. Grande promessa do emblema de Liège.
Laurens De Bock (Club Brugge) - Um Vertonghen em potência. Ainda muito jovem, é um central/lateral esquerdo com as características habituais do futebol belga/holandês, ou seja, excelente capacidade no desarme e qualidade na saída de bola para o ataque. Internacional pelos "Diabos Vermelhos", De Bock não é muito alto para jogar no eixo defensivo, mas compensa esse défice de estatura com bastante inteligência na leitura e antecipação dos lances. Tem um remate forte, que lhe permite marcar alguns golos.
Jelle Vossen (Genk) - É talvez o nome mais conhecido. O versátil ponta de lança belga já foi associado aos clubes portugueses em diversas ocasiões. Tem 24 anos e merece experimentar outros campeonatos, já que tem estado constantemente entre os melhores marcadores da liga. Eficaz na finalização, excelente no jogo aéreo, tem velocidade, joga bem como pivot e movimenta-se muito bem entre os centrais.
Michy Batshuayi (Standard) - Tem características para ser um grande jogador, é extremamente completo. Podendo actuar como referência ofensiva (segura muito bem a bola) ou sobre as alas, o jogador de 19 anos de origem congolesa é rápido, forte, agressivo, tem grande sentido de baliza e finaliza bem com os dois pés.
Bernard Malanda (Zulte Waregem) -  Um poço de força. Fundamental na excelente campanha do emblema da Flandres, o médio defensivo (pode também actuar a central) de 18 anos impressiona pela sua capacidade física e resistência, apesar de não ser muito alto. É um trinco recuperador e que revela maturidade nos aspectos tácticos, sendo muito importante no apoio aos centrais. Destaca-se na antecipação dos lances e no desarme. Sem ser um prodígio a nível técnico, garante qualidade na saída de bola.
Kalidou Koulibaly (Genk) - O típico central/médio defensivo francês, bastante agressivo e que utiliza muito bem o físico para se impor nos duelos individuais. Fortíssimo pelo ar, tem inteligência posicional para compensar alguma falta de velocidade e uma saída de bola muito eficaz. Tem de resolver alguns problemas de concentração durante o jogo, mas tem excelentes características.

PS - Não incluímos nomes como Carlos Bacca, Biglia ou Mbokani porque são jogadores já com elevado valor de mercado (e já noutra fase da carreira), mas é claro que seriam grandes opções para os emblemas portugueses. Deixámos de fora também elementos promissores que foram pouco utilizados como Jordan Lukaku, Nathan Kabasele ou Siebe Schrijvers (tem apenas 16 anos e já se estreou pelo Genk). 

A época futebolística terminou e é hora de efectuar um balanço, assinalando aqueles que se destacaram dos demais. Nesse sentido, o Visão de Mercado apresenta ao leitor o melhor 11 do ano a nível internacional, segundo a nossa opinião. A nossa escolha foi feita com base não só na qualidade dos jogadores, mas também na sua produção no decorrer deste ano desportivo, ou seja, o seu rendimento, quer a nível interno, quer nas competições europeias, e o impacto que obtiveram a nível individual e em prol do sucesso colectivo.

Para muitos, Dante Bonfim Costa Santos, mais conhecido por Dante, era um verdadeiro desconhecido. Na temporada passada, o Bayern Munique já era forte, mas com a contratação do brasileiro (e também de Mandžukić) colmatou uma das principais lacunas do elenco, ou seja, o eixo-central da defesa. Depois de várias temporadas ao serviço do Borussia M'gladbach, o defesa-central chegou a Munique e assumiu-se como um indiscutível no onze dos bávaros. Com 18 golos sofridos, o Bayern foi, de longe, a melhor defesa da Bundesliga e para isso muito contribuiu Dante. Foi o verdadeiro "patrão" da defensiva bávara, oferecendo-lhe a consistência que lhe faltava no passado. É muito forte fisicamente e no jogo aéreo, ocupa bem o terreno, mas também consegue levar a bola controlada para a frente, quando necessário. Ao longo da temporada, o internacional brasileiro teve vários companheiros ao seu lado - Badstuber, Boateng ou Van Buyten - mas, independentemente do parceiro, Dante manteve sempre o mesmo nível dentro de campo. Em suma, Dante chegou, viu e venceu, realizando uma época notável. A nível colectivo, conquistou tudo ao serviço do Bayern (ainda falta a Taça alemã, frente ao Estugarda), enquanto individualmente não só se estreou na Liga dos Campeões como também a venceu, tendo ainda sido chamado pela primeira vez à selecção do Brasil.

Qual o seu pódio no que diz respeito aos defesas centrais (lado-esquerdo) que mais produziram esta época a nível internacional? Dante chegou à ribalta aos 29 anos. Ainda vai a tempo de se tornar num dos melhores defesas do Mundo? No que diz respeito ao "ranking" de melhores centrais da actualidade, em que lugar está o brasileiro?

Melhor 11 da época 2012-13 (carregue nas posições e dê o seu feedback):
- Guarda-redes
- Lateral-Direito
- Defesa-Central (Lado Direito) 

André Mesquita

Salvio fez uma época verdadeiramente fantástica. Sem dúvida um dos 5 melhores jogadores em Portugal, esta época. As suas exibições e golos (quase todos serviram para desbloquear encontros) foram decisivas na campanha das águias, Sempre do lado direito do ataque do Benfica, impôs a sua velocidade, potência, força, qualidade técnica, determinação no 1x1 e uma excelente capacidade de finalização para um extremo (10 golos, mais 7 assistências). James Rodriguez e Carlitos completam o nosso pódio. Esperava-se que o colombiano assumisse o papel de “estrela da companhia” no FC Porto depois da saída de Hulk, mas tal não aconteceu, sobretudo por uma lesão que o deixou incapacitado de fazer uma 2ª metade de época a grande nível e que quase estragava a temporada dos azuis e brancos. No entanto, o talento individual do colombiano está acima de qualquer suspeita, já que possui um pé esquerdo abençoado, dotado de uma técnica fora do comum. Além disso, James é criatividade, magia, qualidade de passe, visão de jogo, velocidade e capacidade de drible. É um jogador com um tremendo potencial e com 21 anos poderá crescer bastante nos próximos anos. Ainda assim, os números não estão nada maus (10 golos e 9 assistências), mas a época de “El Bandido” não foi aquela que todos esperávamos. Já o extremo do Estoril, regressou em boa altura à equipa da Linha e ajudou o conjunto de Marco Silva a realizar uma grande temporada. A técnica, velocidade e capacidade no 1x1 que o notabilizaram continuam lá, sendo que Carlitos está agora um jogador mais experiente, inteligente e que gere melhor a posse de bola. Qual o top-3 de extremos direitos do nosso campeonato esta época? Salvio provou ser um reforço útil, mas em que posição o colocam relativamente aos melhores jogadores do Benfica esta época? O que falta a James para explodir definitivamente (irá consegui-lo no Mónaco)? Carlitos está melhor jogador aos 30 anos do que era quando passou pelo Benfica?

Depois de Cavani, é a vez de Luis Suárez ser associado aos merengues. O Real Madrid, em virtude da saída iminente de Gonzalo Higuain para a Juventus, procura um novo 9 e o uruguaio do Liverpool parece ser o escolhido de Florentino Pérez. A imprensa espanhola adianta que o negócio poderia ficar fechado por 47 milhões de euros, e o próprio jogador reconhece que "seria difícil dizer que não ao Real Madrid". VM - É a grande referência do Liverpool (tem levado a equipa às costas com os seus golos) e a verdade é que o uruguaio é um dos melhores avançados da actualidade. Teve um ano difícil a nível disciplinar, a sua relação com a imprensa inglesa não é, de todo, a melhor, e o facto dos reds não estarem na rota dos títulos há algum tempo poderá ditar a saída do uruguaio. A prioridade dos merengues é, sem dúvida, Gareth Bale, mas os avançados do Real Madrid, este ano, tiveram um ano para esquecer (Benzema marcou 11 golos no campeonato e Higuain 15) e a contratação de Luis Suárez daria outra dimensão ao ataque merengue. O uruguaio seria o avançado ideal para o Real Madrid? Quais deveriam ser as prioridades para os merengues?

quarta-feira, 29 de Maio de 2013

A época futebolística terminou e é hora de efectuar um balanço, assinalando aqueles que se destacaram dos demais. Nesse sentido, o Visão de Mercado apresenta ao leitor o melhor 11 do ano a nível internacional, segundo a nossa opinião. A nossa escolha foi feita com base não só na qualidade dos jogadores, mas também na sua produção no decorrer deste ano desportivo, ou seja, o seu rendimento, quer a nível interno, quer nas competições europeias, e o impacto que obtiveram a nível individual e em prol do sucesso colectivo.

Thiago Silva foi peça fulcral no êxito do Paris Saint-Germain, que voltou a conquistar a Ligue 1 vinte anos depois do seu último triunfo. O internacional brasileiro, reconhecidamente como um dos melhores jogadores do Mundo na sua posição, realizou uma temporada ao seu nível. A sua qualidade de jogo aéreo tornam-no decisivo em lances de bola parada, quer a defender, quer a atacar, sendo que possui um sentido posicional acima da média. Forte (183cm; 79Kg), tem um excelente tempo de entrada e antecipação sobre os adversários, mas acima de tudo, Thiago Silva destaca-se pela sua inteligência. É capitão do PSG e foi o verdadeiro líder do conjunto orientado por Ancelotti (na eliminatória da "Champions", frente ao Barcelona, realizou duas exibições fantásticas). Jogou no lado direito do eixo-central da defesa, mas também realizou algumas partidas no lado esquerdo sem que isso afectasse o seu rendimento. É o defesa mais caro da história do futebol, logo a seguir a Rio Ferdinand, e exibiu-se a um grande nível ao longo da temporada.

Qual o seu pódio no que diz respeito aos defesas centrais (lado-direito) que mais produziram esta época a nível internacional? Qual o lugar de Thiago Silva no "ranking" de melhores centrais da actualidade?

Melhor 11 da época 2012-13 (carregue nas posições e dê o seu feedback):
- Guarda-redes
- Lateral-Direito

André Mesquita

Já era sabido, mas agora é oficial. Licá e Josué são reforços do Porto para 2013/2014. Depois das contratações de Diego Reyes (ler aqui), Tiago Rodrigues e Ricardo (ler aqui) e Carlos Eduardo (ler aqui), os dragões fazem mais duas aquisições no mercado interno. Os dois jogadores assinaram por quatro temporadas. VM - Já analisámos ambas as contratações aqui e aqui. Reforçando a ideia de que os dois jogadores muito dificilmente serão indiscutíveis a curto prazo, deixamos algumas notas: a qualidade dos dois jogadores é evidente, mostraram-na durante este campeonato. São portugueses, bastante competitivos e poderão ser extremamente úteis. a aposta dos dragões no campeonato português e em jogadores que interessam aos rivais até ao momento é clara. Veremos se conseguem afirmar-se ou se serão emprestados (mesmo antes de a época começar ou em Janeiro). o Porto precisa de dois elementos que entrem de caras na equipa para as posições de James e Moutinho. os dragões passaram da falta de médios para o excesso. As contratações de Carlos Eduardo, Tiago Rodrigues, Josué e Herrera (ainda por confirmar), a juntar a Castro, Defour e aos dois titulares que ficaram colocam Vítor Pereira com jogadores a mais para os 3 lugares de meio campo. Alguém terá de sair.

O Mónaco continua a agitar o mercado. Desta feita é Hulk que é apontado ao clube do Principado. VM - Tendo em conta os jogadores ex-Porto que se estão a mudar para França, não seria de admirar que o "Incrível" fosse mesmo reforço para Ranieri. O brasileiro nem se adaptou nem teve o impacto que se esperava na Rússia (pediu para sair em Janeiro, mas não podia representar 3 clubes) e certamente veria com bons olhos uma mudança para a Ligue 1, para outro emblema milionário. Em termos desportivos, não temos dúvidas que com a sua potência pode ser um elemento capaz de desequilibrar e muito no campeonato francês, ainda para mais actuando ao lado de jogadores que bem conhece. Teremos mais um dragão no Mónaco? 



Jefferson é o primeiro reforço do Sporting de Leonardo Jardim. O lateral esquerdo ex-Estoril, uma das revelações do campeonato, vai assinar contrato para as próximas 4 temporadas. VM - Razoável contratação (ao que tudo indica, por um valor a rondar os 500 mil euros). O brasileiro de 24 anos mostrou dá uma enorme profundidade ao flanco e é um exímio marcador de bolas paradas, seja no cruzamento ou no remate. No entanto no capítulo defensivo apresenta algumas lacunas. Caso, o Sporting não contrate mais ninguém para este sector deve entrar directamente no 11 para o lugar do limitado Joãozinho, que tem o seu futuro incerto com esta aquisição. Veremos se os leões accionam a opção de compra e mantêm o lateral português como alternativa a Jefferson. A incógnita em relação ao brasileiro é saber como reagirá a este salto (apesar de os leões terem terminado atrás do Estoril, a pressão é completamente diferente) para um clube com outras ambições, algo que não tem corrido bem ao Sporting. Rojo é outra opção para o lado esquerdo, mas desfazer a dupla entre o argentino e Ilori seria um disparate.  Miguel Lopes também pode desempenhar a posição. Turan, que ainda nada provou, pode ter oportunidades de mostrar o seu valor. Bom reforço? Que outros alvos do campeonato português podem interessar ao Sporting? Quais os jogadores que faltam aos leões? 

Bernard - O Porto é, juntamente com Dortmund e Tottenham, um dos interessados na contratação do craque brasileiro. O Atlético Mineiro é que parece não querer ceder a sua grande promessa de mão beijada, avaliando-a em 25 milhões de euros (pela totalidade do passe). O "Galo" tem apenas 75%. VM - À partida o valor do seu passe está bastante inflacionado (é presença assídua na selecção e vai estar na Taça das Confederações), o que inviabilizaria a transferência, mas o Porto pode beneficiar de uma parceria com o banco BMG, que detém 10% do passe e já apoiou os dragões nas contratações de Danilo e Alex Sandro. Em relação ao extremo/médio ofensivo de 20 anos, seria um reforço excelente para os azuis e brancos. Pode actuar nas alas ou na zona central (mas não será muito indicado num 4-3-3). É muito explosivo, tem capacidade de aceleração, desequilibra no 1x1 e marca golos com facilidade. Tem semelhanças com Lucas. 

Futebol de praia - A FIFA cedeu a organização do Mundial 2015 a Portugal, que concorria com a Rússia e Brasil. A prova vai ser disputada em Gaia. VM - Uma boa notícia e uma excelente oportunidade para reestruturar a modalidade no nosso país, nomeadamente com a criação de um campeonato profissional. Depois do falhanço no apuramento para o Mundial que se realizará este ano no Taiti, e tendo em conta a idade de jogadores como Madjer ou Alan, é urgente uma renovação, mas a qualidade não abunda. Portugal ficou a "dormir", enquanto outros países evoluíram e se tornaram bastante competitivos.

Breves - João de Deus é o novo treinador do Gil Vicente; Eric Dier convocado para o Mundial Sub-20; Kramer, apontado ao Benfica, confirmado no B.Mönchengladbach; Kolo Touré no Liverpool; Willy, que realizou uma excelente temporada no Málaga, interessa ao Barcelona; Lukaku pretendido por Dortmund e Liverpool.

NBA - Está novamente empatada a série entre Pacers e Heat. A equipa de Indiana venceu os Miami por 99-92, com mais um duplo-duplo de Roy Hibbert (12 pts e 10 reb). Paul George (apenas 12 pts) esteve apagado e Lebron foi excluído no ultimo minuto. Muito equilíbrio.

Roland Garros - João Sousa deu boa réplica, ainda venceu o primeiro set, mas foi eliminado por Feliciano López na segunda ronda do torneio francês pelos parciais de 3-6/6-3/6-4/6-4. Já Maria João Koehler não passou da primeira ronda, ao ser derrotada por Alize Cornet (7-5/6-2). O destaque até ao momento é a eliminação de Berdych, após um espectacular confronto com Monfils. 

Bom reforço para os dragões?

Depois das contratações de Diego Reyes (ler aqui), Tiago Rodrigues e Ricardo (ler aqui), Carlos Eduardo (ler aqui) e Licá (ler aqui), o FC Porto garantiu o regresso de Josué. Os dragões já tinham 50% do passe do médio de 22 anos, mas depois da excelente temporada no Paços de Ferreira e do alegado interesse do Sporting, o FC Porto decidiu resgatar o esquerdino. Falta oficializar Herrera, jogador mexicano pretendido pelos dragões. VM - É uma aposta interessante, por Josué ser português e ter sido formado no Dragão. O médio teve uma afirmação espectacular nesta temporada (a cobiça de vários emblemas é prova disso), mas não será uma opção indiscutível para o onze portista. Aliás, nenhum dos elementos contratados pelos azuis e brancos até ao momento terá, a curto prazo, capacidade para colmatar as lacunas deixadas pelas saídas de Moutinho e James. Poderá, isso sim, ser um elemento útil, dada a sua polivalência (pode jogar na posição de Lucho ou sobre a faixa direita) e competitividade. Tem um excelente pé esquerdo, boa visão de jogo e é bastante criterioso na manobra ofensiva. Mas, como já referimos anteriormente, sem pôr em causa a qualidade do jovem de 22 anos, acreditamos que terá beneficiado com a boa época do Paços. A aposta no mercado interno e em elementos que interessavam aos rivais lisboetas parece ter vindo para ficar, mas não será com estes jogadores que os dragões melhorarão em relação a esta temporada. Com Tiago Rodrigues e Carlos Eduardo já contratados, a concorrência no meio campo poderá levar a que 1 ou 2 elementos sejam emprestados, sem contar que o Porto poderá adquirir um jogador que entre de caras na equipa. 

Boa aposta por parte dos bracarenses?

O sucessor de José Peseiro parece estar encontrado. António Salvador esteve reunido com o ex-treinador do Sporting e o contrato válido por duas épocas deverá ser oficilizado nos próximos dias. Jesualdo regressa assim ao emblema minhoto depois de ter orientado o Braga entre 2003 e 2006. O professor era um dos favoritos ao lugar, juntamente com Paulo Fonseca, Marco Silva e Fernando Couto. VM - Escolha compreensível por parte de Salvador (Paulo Fonseca até parecia levar vantagem), isto porque a experiência, rigor e disciplina de Jesualdo são elementos apreciados no clube minhoto, numa altura em que os gverreiros perderam alguma da coesão defensiva que os caracterizou nos últimos tempos. O experiente técnico foi um dos principais responsáveis na construção do chamado "4.º grande", sendo que levou os bracarenses - na sua passagem pelo Axa -  a um 5.º lugar (2003/2004) e dois 4.ºs lugares (2004/2005 e 2005/2006). Será também curioso saber como vai o Braga reagir a esta nova realidade dos títulos, isto porque a Taça da Liga foi o 1.º troféu de Salvador e isso poderá trazer alguma pressão para a nova época.

Competição renhida entre Garay e Mangala pelo estatuto de melhor central (lado esquerdo) da Liga esta época. Mas, apesar da exuberância e importância do francês (não só na defesa como no ataque), temos de desempatar este duelo pela margem mínima a favor do argentino, principalmente pelo nível que exibiu na 1ª metade da época (sem Luisão ao lado), e desempenho nas competições europeias. Pela 2ª época consecutiva foi o elemento mais regular da defesa do Benfica ao longo de toda a temporada. Central pouco exuberante, mas bastante competente teve um papel determinante na fase em que Luisão esteve ausente, no auxílio a Melgarejo e na coesão defensiva que os encarnados demonstraram ao longo da época (os golos sofridos foram mais por erros individuais do que colectivos, e nesse aspecto a liderança silenciosa do argentino foi importante). Além disso, é um jogador com uma técnica acima da média para um central, algo que lhe permite uma boa saída de bola e qualidade de passe longo. O argentino terminou a época em evidentes dificuldades físicas, mas isso não manchou a sua grande temporada com a camisola encarnada. Continua a pecar é pela falta de golos. Na 2ª posição aparece Mangala. O francês não começou a temporada a titular, mas aproveitou muito bem a lesão do Maicon para se afirmar no 11 do FC Porto e nunca mais de lá saiu. Poucos esperavam esta afirmação tão forte do ex Standard Liège, mas a verdade é que tem um talento e umas características fantásticas para central. A sua impulsão e jogo aéreo impressionam (algo que lhe permitiu marcar 4 golos), é forte na marcação, rapidíssimo, e raramente é batido no 1 contra 1. Tem ainda o bónus de poder ser lateral esquerdo, posição onde alinhou algumas vezes e que lhe permitiu fazer 3 assistências. Por fim, Ricardo, o pilar da defesa do Paços de Ferreira. O cabo-verdiano é um jogador discreto, mas de uma regularidade extrema. A sua experiência foi bastante útil à equipa da Capital do Móvel e a dupla com Tiago Valente foi das mais coesas desta Liga. Qual o top-3 de centrais do lado esquerdo no nosso campeonato esta temporada? Garay é o melhor central do futebol português? A que patamar chegarão o central argentino e Mangala no futuro? Ficarão em Portugal ou sairão já neste defeso?

Melhor 11 da época 2012-13 (carregue nas posições e dê o seu feedback):
Lateral Direito
- Lateral Esquerdo
Central (lado direito)
Nº8/10

A prioridade dos merengues para a próxima temporada, de acordo com o jornal Marca, chama-se Gareth Bale. O Real Madrid, depois de não ter conseguido desviar Neymar do Barça, vira todas as atenções para o extremo do Tottenham, ainda que a primeira missão de Zidane, novo responsável pelo futebol merengue, seja renovar com Cristiano Ronaldo até 2018. O projecto para 2013/2014, segundo adianta o mesmo diário espanhol, assenta principalmente nestes dois craques, numa altura em que a dupla Neymar-Messi começa a criar muita expectativa nos catalães. VM - Em termos teóricos seria a contratação ideal para os merengues, isto porque falta claramente um extremo puro na formação de Madrid (a possível saída de Di Maria pode acentuar ainda mais essa lacuna), embora o galês seja, cada vez mais, um elemento decisivo em zonas interiores. A contratação de Bale permitiria fixar Özil definitivamente à posição 10, algo que com a incorporação de Isco, do Málaga, levaria o internacional alemão para a faixa direita. O facto do Tottenham de Villas-Boas ter falhado o acesso à Liga dos Campeões poderá ainda ser um factor determinante nesta transferência, sendo que - em ano de eleições no emblema merengue - Bale poderá funcionar como uma espécie de trunfo para Florentino Pérez. Como será o onze do Real Madrid na próxima época? Qual o valor de mercado de Gareth Bale?
  

Enquanto assistimos ao pôr-do-sol de mais uma época futebolística, facilmente denotamos, pelo menos nos que aos grandes técnicos portugueses diz respeito, que a noite se aproxima rapidamente. Sombria e nublada. Noites mais claras, com um céu pintado de luz lunar, talvez, certamente, lhes esperarão no futuro. Mas não esta. Esta é escura. Clarificando esta definição de 'grandes técnicos portugueses', refiro-me aos três treinadores lusos que são, tradicionalmente e consensualmente, considerados pelos experts e pela comunicação social como os melhores técnicos nacionais da actualidade e que logram pertencer à elite dos 'misters' do futebol mundial.

André Villas-Boas. Depois duma época falhada no Chelsea, regressou à ribalta como treinador do Tottenham. Ou talvez de Gareth Bale, as definições entrelaçam-se. Fez uma época bastante boa, marcada por uma histórica vitória em Old Trafford e pela explosão de um jogador galês que poderá, quiçá, vir a ser dos melhores do mundo num futuro não muito longínquo. Estabeleceu um novo recorde de pontos para os Spurs na Premier League, mas acabou por ficar em quinto lugar, atrás da quarta posição alcançada por Harry Redknapp no ano transato. Lutou contra um Chelsea muito mais regular internamente do que aquele que fora o seu, tem de ser dito, mas o que a história recordará é que ficou a um ponto de alcançar a tão desejada Liga dos Campeões. Quase.

Jorge Jesus. 'Esta poderá ser a época perfeita', alguns diziam. Até o Marquês de Pombal, falecido há mais de duzentos anos, parecia convencido disso, aparentemente. Com Jesus ao leme, o Benfica jogou um futebol entusiasmante e ofensivo, onde movimentações ofensivas bem coordenadas se aliavam à genialidade de Nico Gaitan, ao trabalho de Lima e Sálvio e ao instinto matador de Óscar Cardozo. Matic e Enzo transcenderam-se futebolisticamente e nos "Andrés" tivemos duas agradáveis surpresas, sem dúvida potenciadas pelo treinador. Tudo parecia bem encaminhado. Parecia, devo reforçar. No final de contas, o singelo Estoril acabou por ter uma forte palavra a dizer, e tanto campeonato como Liga Europa se desvaneceram, nos descontos da amargura, bem como a Taça de Portugal, perante o Vit. Guimarães. Quase, quase.

José Mourinho. Foi definitivamente uma época para esquecer para o treinador português. Com o campeonato hipotecado pelo Natal, a tão desejada "décima" era o único artefacto que poderia salvar a época madrilena. Mas como a história tanta vezes nos provou ao longo dos séculos, vencer os inimigos externos é tarefa hercúlea se as batalhas que mais nos desgastam são as caseiras. Desde a batalha contra o "semi-deus" espanhol Iker Casillas, até à constante guerra de trincheiras contra a comunicação social, Mourinho acabou por se autodestruir internamente. A já extremamente condensada atmosfera acabou por mesmo por implodir, numa humilhante derrota contra o arqui-rival madrileno no Santiago Bernabéu, na final da Taça do Rei. Para a história, ou devo dizer, para as estatísticas, fica uma equipa montada pelo Special One que foi não só capaz de fazer frente ao todo-poderoso Barcelona, como também alcançou três meias finais consecutivas da Champions League. Um registo há muito inédito nos merengues, mas que se perderá, juntamente com tantas e tantas outras estatísticas. Quase, quase, quase.

No final de contas, e sendo certo que ninguém se recordará deste texto depois de amanhã, será que alguém alguma uma vez o mencionaria se eu quase o tivesse escrito? Naturalmente, não. De qualquer modo, se calhar devia mesmo ter ido dormir, já que a noite, essa já estava assente de pedra e cal lá fora. Mas felizmente já sou grande, e apeteceu-me ficar a escrever. Porque o quase, o quase é para meninos.

Visão do Leitor: Miguel Burbach Trêpa

terça-feira, 28 de Maio de 2013

A época futebolística terminou e é hora de efectuar um balanço, assinalando aqueles que se destacaram dos demais. Nesse sentido, o Visão de Mercado apresenta ao leitor o melhor 11 do ano a nível internacional, segundo a nossa opinião. A nossa escolha foi feita com base não só na qualidade dos jogadores, mas também na sua produção no decorrer deste ano desportivo, ou seja, o seu rendimento, quer a nível interno, quer nas competições europeias, e o impacto que obtiveram a nível individual e em prol do sucesso colectivo.

Philipp Lahm é, desde alguns anos a esta parte, um dos melhores jogadores na sua posição, apesar das suas características físicas (170cm; 61Kg) fazerem com que muitas vezes não receba o devido destaque. No entanto, em 2012/13, o lateral do Bayern Munique teve um desempenho extraordinário ao longo de toda a temporada. É o capitão do conjunto bávaro, clube onde alinha desde os 11 anos de idade, e foi peça-chave nas conquistas do emblema de Munique. A nível interno, Lahm foi titular absoluto e fez parte da defesa menos batida da Bundesliga, catapultando o seu rendimento para a Liga dos Campeões. Demonstra uma regularidade que impressiona (foi um dos jogadores mais utilizados por Jupp Heynckes) e cumpre o seu papel no corredor direito na perfeição, tendo ainda a capacidade para actuar no flanco oposto sem que isso afecte as suas prestações graças à sua força e determinação. Lahm, de 29 anos, destacou-se essencialmente pela sua consistência. É um defensor muito forte, mas também consegue subir no terreno e criar desequilíbrios nas equipas adversárias. Apesar de não ser um lateral super ofensivo, envolve-se bem no ataque e acabou a época com muitas assistências para golo (só na Bundesliga somou 11). Em suma, Philipp Lahm é um lateral que cumpre o seu papel, sendo que este ano desportivo foi um dos melhores da sua carreira, quer a nível individual, quer a nível colectivo. Qual o seu pódio no que diz respeito aos laterais-direitos que mais produziram esta época a nível internacional? Apesar de ser evidente que existe uma escassez de laterais de qualidade, qual o lugar de Lahm no "ranking" de melhores laterais-direitos da actualidade?

Melhor 11 da época 2012-13 (carregue nas posições e dê o seu feedback):
- Guarda-redes 

André Mesquita

Ricardo Carvalho junta-se a James e Moutinho no Mónaco. O internacional português deixa o Real Madrid a custo zero (terminou o vínculo) e assina pelo clube do Principado por uma época (com outra de opção). Falcao e Valdés devem ser os próximos a serem oficializados pelo emblema francês. Mas a ambição do magnata russo Dmitry Rybolovlev promete não ficar por aqui. Elementos como Coentrão (Alvaro Pereira é alternativa), Tevez, e Ivanovic também fazem parte da lista da equipa monegasca. VM -  Noticia excelente para o central, aos 35 anos fazer um contrato certamente vantajoso financeiramente e num paraíso fiscal como é o Mónaco (perceba melhor aqui), não é para todos. O que pode acrescentar em termos desportivos é que é uma incógnita, já que nos últimos 2 anos dos 3 que esteve em Madrid pouco jogou. Quanto ao clube do Principado, está a ser o grande protagonista do mercado até ao momento (é notória a influência de Mendes, ler aqui), começa a criar uma base para poder competir com o PSG pelo título da Ligue 1, e será interessante ver o que mais irá proporcionar até 31 de Agosto, já agora se haverá uma continuidade nos próximos anos. Considerando a influência do super-empresário Jorge Mendes no emblema monegasco (há um ano fez o mesmo no Deportivo mas em condições diferentes) não seria surpreendente que mais elementos ligados à Gestifute (directa ou indirectamente) rumassem ao Sul de França.

Boa aquisição?

Depois de Diego Reyes (ler aqui), Tiago Rodrigues e Ricardo (ler aqui), e Carlos Eduardo (ler aqui), o FC Porto garantiu a contratação de Licá. O extremo de 24 anos, que na última época se destacou no Estoril e foi eleito o melhor extremo esquerdo pelo VM (ler aqui) é o 5º reforço do FC Porto para a temporada 2013-14. Falta oficializar Herrera, jogador pretendido pelos dragões. VM - É uma contratação razoável, que poderá ser útil, mas que não vai mudar o destino do clube. Não será Licá o substituto de James ou uma opção indiscutível para o 11 titular. Poderá é ser um elemento, que fruto da sua polivalência (pode jogar nas 3 posições da frente, apesar de potenciar melhor o seu futebol na esquerda), capacidade na transição ofensiva, intensidade e enorme disponibilidade física (é muito potente e parece ter "pilhas" sempre para jogar num ritmo alto durante os 90m) tenha alguma utilidade. Por exemplo, esta época foi claramente superior a Varela e se estivesse no FC Porto poderia ter as mesmas oportunidades que o internacional português. Por outro lado, a sua idade ainda lhe permite evoluir nas lacunas que apresenta: peca muito na finalização e tecnicamente pode melhorar. Nota para o 4º reforço interno dos azuis e brancos, e para mais uma baixa de peso no Estoril. Os estorilistas, continuam a perder elementos importantes. Com esta transferência para os dragões, Licá fica mais próximo da selecção nacional? Como será o Estoril versão 2013-14?

Quem deve suceder a José Peseiro?

Sp. Braga -  Princípio de acordo para a rescisão de contrato que ligava Peseiro aos minhotos até 2014. O técnico que ofereceu a Taça da Liga deixa os gverreiros depois de um ano de altos e baixos. Jesualdo Ferreira, Fernando Couto, Marco Silva e Paulo Fonseca estão na linha da frente para suceder ao ribatejano. VM - Observando apenas os resultados, esta passagem de Peseiro pelo Braga foi quase um fracasso (atenuado com a conquista da Taça da Liga), no entanto, admitimos que é complicado fazer uma análise ao seu trabalho. Se por um lado temos a realidade dos números: 4º lugar atrás do Paços de Ferreira (com um Sporting tão fraco exigia-se mais), má prestação nas competições europeias e eliminação na Taça de Portugal aos pés do Guimarães. Do outro temos a conquista de um troféu (o 1º na Era Salvador), e um ano complicado com as lesões de elementos importantes como Éder, Douglão, NAC, etc (com eles a 100% tudo seria diferente). A tudo isto se junta o alcançar de um 2º objectivo (o 1º era conquistar 1 título), que passou por fazer deste Braga uma equipa mais forte no processo ofensivo, mais dominadora, com outra atitude sobre os adversários, algo que conseguiu como demonstra a melhor marca de sempre dos minhotos na Liga em termos de golos. O problema é que se ganhou por um lado perdeu pelo outro, já que o clube minhoto deixou de ter aquela coesão defensiva que a caracterizou nos últimos anos. Muitos prós e contras, algo já habitual na carreira de Peseiro. Mas por norma, como voltou a acontecer neste seu regresso a Portugal os contras tem prevalecido em detrimento dos prós.

Vit. Guimarães - Soudani rumou até Zagreb, onde vai jogar pelo Dínamo local. O avançado argelino, de 25 anos, rendeu 800 mil euros aos minhotos e vai representar o campeão croata nos próximos 3 anos. Já Amido Baldé está perto de rumar até à Escócia, para representar o Celtic de Glasgow. O interesse dos escoceses no avançado luso-guineense não é novo, com o clube minhoto a preparar-se para novo encaixe financeiro. Os dois jogadores terão sucesso nos futuros clubes? O encaixe financeiro é um prémio para a política do Vitória em 2012-13? Como irá a direcção vimaranense responder à saída de pelo menos 4 titulares (além dos citados também Tiago e Ricardo rumaram ao FC Porto)? Manter a aposta nos jovens ou abordar o mercado?

NBA - E os Spurs são os primeiros finalistas da época 2012/13. Foram precisos apenas quatro jogos para bater os Grizzlies, culminando a série com uma vitória por 93-86 em Memphis. A defesa dos homens da casa não impediu os Spurs de lançarem acima de 51% (embora tenham concretizado apenas 3 triplos em 13) ou de marcarem 52pt na zona pintada. Tony Parker mostrou que é uma força na Liga, ao liderar com 37pt (15-21), secundado por Duncan (15pt, 8rb). Pelos homens da casa, Pondexter foi o melhor anotador com 22pt, sendo que Randolph (série para esquecer) marcou apenas 13pt (4-13), Gasol 14pt, e Conley apenas 9pt (4-13). Memphis carregou nas tabelas (16rb ofensivos), mas voltou a não conseguir parar o ataque dos texanos nos momentos cruciais, nem a tirar proveito ofensivo da sua dupla de postes. Quem vai fazer companhia aos texanos na final: Heat ou Pacers?

O final da temporada obriga a que se faça uma retrospectiva, destacando quem merece. No que diz respeito a contratações, o Visão de Mercado apresenta a lista com que, segundo os nossos critérios (qualidade-preço e impacto na equipa e no próprio campeonato), foram as melhores contratações na Liga ZON-Sagres em 2012-13. O Top 10 inclui elementos que já se tinham estreado na competição (como por exemplo Salvio e Lima), e centrou-se principalmente no impacto imediato das respectivas contratações (Ola John e Labyad podem ser figuras em 2013/2014, mas esta época não foram destaque). Depois do desafio que lançámos aos nossos leitores, (ler aqui), eis a nossa lista final:

1 - Jackson Martínez: Em termos de jogadores foi a principal figura do Porto campeão. As expectativas na sua contratação eram grandes e o facto de ter custado 8,8 milhões de euros trouxe alguma pressão inicial. No entanto, o colombiano provou ser um substituto à altura do seu compatriota Falcao, e não poderia ter colmatado melhor aquela que foi a principal lacuna dos dragões em 2011/2012 (Walter, Janko e Kléber não eram solução). Os 26 golos no campeonato (marcou de todas as maneiras possíveis) demonstram bem o impacto do ex-Jaguares, sendo que a sua potência, instinto e capacidade física, são características que fazem a diferença no nosso campeonato. Na retina desta excelente época de estreia ficam os golos de belo efeito que marcou, mas também os penáltis que não concretizou (podiam ter custado o título).
2 – Lima: Chegou para preencher a vaga deixada por Saviola, mas a sua importância na equipa foi completamente diferente daquela que estava a ser evidenciada pelo argentino. Já com experiência no nosso campeonato, o avançado brasileiro encaixou bem no esquema de Jorge Jesus (seja sozinho na frente ou formando dupla com Cardozo), foi o 5.º jogador mais utilizado do plantel, marcou 20 golos na Liga e assumiu-se como um dos rostos da equipa encarnada. A rapidez com que se impôs na Luz foi impressionante, isto porque a sua contratação – pela presença de Cardozo, Rodrigo, Kardec, Nélson Olveira, etc - não era propriamente vista como uma prioridade. Apesar de estar à beira dos 30 anos, o investimento de 4,5 milhões de euros – tendo em conta o seu rendimento imediato - acabou por ser vantajoso para as águias.
3 – Salvio: A contratação mais cara dos encarnados (13,5 milhões de euros no total) não desiludiu e voltou a pegar de estaca na equipa de Jesus, à semelhança do que tinha acontecido em 2010/2011, na altura por empréstimo. As suas características desequilibrantes de extremo puro (velocidade, técnica e verticalidade) fizeram dele um mais-valia para o emblema lisboeta (indiscutível no onze encarnado) e também para o futebol português. O seu regresso ao Benfica também não era visto como prioritário, em virtude das muitas opções de Jesus para as alas, mas a verdade é que o argentino fez uma excelente época e demonstrou, desde cedo, a tremenda influência (13 golos e 10 assistências) que tem no esquema encarnado.
4 – Éder: Grande contratação por parte dos arsenalistas. O avançado foi o escolhido para substituir Lima no ataque bracarense e o impacto na equipa de Peseiro foi notável. A sua presença física, poder de finalização e jogo aéreo encaixaram perfeitamente na estratégia minhota, e fizeram de Éder uma das melhores contratações da época (chegou a custo zero da Académica), relegando elementos como Carlão e Zé Luís para segundo plano. O Braga ressentiu-se, e de que maneira, da lesão do luso-guineense (levava 13 golos na Liga).
5 – Jefferson: Já tinha alinhado pelos canarinhos na 2.ª Liga (em 2010/2011 por empréstimo), mas foi este ano que provou todo o seu valor. Uma das revelações do campeonato, o lateral esquerdo foi pedra fundamental na temporada do Estoril e um dos principais responsáveis pelo apuramento para a Liga Europa. Exímio nas bolas paradas, Jefferson destacou-se pela profundidade que deu ao ataque (explorou os espaços deixados no flanco por parte de Licá) somou 4 golos no campeonato e, aos 24 anos depois de ter representado clubes como Fluminense e Palmeiras, está praticamente consumada a transferência para o Sporting.
6 – Paolo Hurtado: Um dos muitos elementos que saiu bastante valorizado com a época ao serviço do Paços de Ferreira. Chegou proveniente do Alianza Lima (mesma equipa que projectou Carrillo) por cerca de 400 mil euros e teve um papel fundamental no histórico ano da equipa de Paulo Fonseca. Evidenciou-se pelos desequilíbrios na faixa esquerda do ataque, mas fundamentalmente pela veia goleadora (marcou 8 golos), atirando Manuel José para o banco de suplentes. Presença regular na convocatória do Peru, Hurtado teve uma temporada de estreia muito boa, ainda que tenha perdido algum fulgor na parte final do campeonato.
7- Amido Baldé: Depois de algumas experiências falhadas no estrangeiro (Badajoz e Cercle Brugge), o possante avançado luso-guineense afirmou-se no futebol português, numa temporada fantástica para o Vit.Guimarães. Fundamental para Rui Vitória, Baldé aproveitou a revolução no plantel minhoto para cimentar a sua posição no onze inicial e as suas características fizeram a diferença. A força física e o poder no jogo aéreo impressionaram e fizeram dele uma das surpresas da prova, sendo que os 9 golos revelaram-se decisivos numa temporada que se previa difícil a nível financeiro, mas que acabou por ser tremenda do ponto de vista desportivo.
8 – Antunes: Regressou, renasceu e foi para o Málaga disputar a Champions. 19 jogos e 3 golos serviram para mostrar que ainda tem muito para dar ao futebol português, e teve a sua quota parte na excelente temporada do Paços de Ferreira. Conhecido pelo seu forte remate, destacou-se também pela sua competência nas tarefas defensivas (a sua passagem por Itália ajudou-o neste aspecto), ainda que o apoio ao ataque seja o seu ponto forte. Foi para o Málaga num negócio raro (empréstimo a um clube superior), no entanto é bastante provável que ainda possibilite um encaixe importante para os pacenses.
9 – Carlitos: O seu regresso ao Estoril – depois de experiências interessantes no Basileia e Hannover – foi uma decisão inteligente e fundamental para a época dos canarinhos. O extremo português, de 30 anos, foi bastante útil para o conjunto de Marco Silva, trazendo virtuosismo, qualidade técnica e experiência a uma equipa jovem. Aos 30 anos e com o contrato prestes a terminar, Carlitos relançou a carreira e será um dos muitos a abandonar os estorilistas, numa altura em que o clube da Linha vai ter muito trabalho para começar a preparar a prestação na Liga Europa.
10 – Evandro: Nem sempre devidamente valorizado, a verdade é que este médio brasileiro foi imprescindível na época estorilista e mais uma contratação com o carimbo da Traffic (tal como Jefferson) – detentor maioritário do clube. Realizou 30 jogos em todas as competições e formou um triângulo interessante com Gonçalo Santo e Carlos Eduardo. Destacou-se pela intensidade de jogo, equilíbrio, e também pelo critério ao fazer a ponte entre o ataque e o meio-campo. À semelhança de muitos elementos do Estoril, está a ser muito cobiçado, mas o facto de os canarinhos se terem qualificado para a Liga Europa poderá convencer o centrocampista de 26 anos a permanecer no emblema estorilista.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Ruben Silva

O Vitória de Guimarães, ou apenas Vitória, como é carinhosamente tratado pelos vimaranenses, é claramente levado aos ombros por uma cidade inteira. Por adeptos fervorosos, que mesmo nos piores momentos desportivos recentes do clube (na temporada 2006/2007 disputou a Liga Vitalis, na altura o segundo escalão do futebol português) fazem questão de marcar presença. Responsáveis por um volume de espectadores nos jogos assinalável para a realidade do futebol português (cerca de 30000 adeptos num jogo da segunda divisão é obra), por um apoio fantástico durante os noventa minutos, por deslocações com milhares de adeptos, por hoje em dia ainda podermos afirmar que o "bairrismo", o apoio incondicional ao "clube da terra"...ainda existe.

Com a presença na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões como o ponto mais alto a nível internacional, internamente as conquistas do clube resumiam-se a apenas uma Supertaça, em 1988. Até ao passado domingo. Numa época extremamente complicada para os vimaranenses, onde as dificuldades financeiras são públicas, os homens comandados por Rui Vitória (papel fundamental nesta temporada) arrecadaram o segundo troféu interno para o palmarés vimaranense. Após cinco finais perdidas, o Vitória conseguiu finalmente expor nas suas vitrinas a Taça de Portugal. Prémio justo e merecido. Para um clube com dificuldades, que percebeu isso e apostou em elementos jovens e portugueses, para uma cidade que sempre foi fiel às suas origens, e que na hora dos festejos respondeu à altura, homenageando de forma devida os seus jogadores. D. Afonso Henriques só pode estar orgulhoso da sua gente. Caso existissem mais situações como esta, onde o "bairrismo" imperasse, viveríamos uma situação diferente no futebol português, no que diz respeito à ocupação dos estádios?

A. Carvalho

segunda-feira, 27 de Maio de 2013

À primeira vista, o campeonato suíço pode não prender muito a atenção (apenas 10 equipas e claramente marcado por incumprimentos por parte de alguns emblemas), mas a verdade é que a competição está recheada de bons valores que se têm, ao longo destes últimos tempos, destacado nos maiores clubes europeus. Itália e Alemanha são os destinos habituais, sendo que elementos como Lichtsteiner, Inler, Derdyok, Rakitic e Shaqiri têm comprovado o grande potencial dos emblemas helvéticos, algo que tem sido visível nos últimos tempos. O Basileia, tri-campeão nacional, tem mostrado cada vez mais qualidade nas competições europeias (o ano passado vergou o Man. United na LC, e esta temporada eliminou o Tottenham da LE) e equipas como o FC Zurique e Grasshopper vêm apresentando equipas com qualidade, encabeçadas por elementos jovens e bastante promissores. Este mercado não tem sido muito explorado pelos clubes portugueses (contrariamente ao holandês e belga), mas este ano voltou a revelar alguns craques, muitos deles apetecíveis para o nosso campeonato.

Aleksandar Dragovic (Basileia): O campeonato suíço começa a ser pequeno para a grandeza deste internacional austríaco. O central, de 22 anos, foi um dos principais responsáveis da excelente campanha europeia do emblema helvético, neste que poderá ter sido o último ano ao serviço do Basileia. Muito completo ao nível defensivo (forte na marcação e robusto no jogo aéreo), revela também uma qualidade assinalável na saída de bola, assim como uma importante experiência a nível internacional (tem marcado presença nas competições europeias e soma já 20 jogos pela selecção austríaca). Com muitos pretendentes na Premier League, fica a certeza de que quem o contratar vai contar com um central de Top. Uma das melhores opções caso o Benfica venda Garay.
Mohamed Salah (Basileia): Foi considerado a revelação africana do ano passado, mas foi nesta época que explodiu definitivamente. O egípcio é o típico extremo que não tem medo de encarar os adversários no 1x1, desequilibrando com um facilidade assinalável, em virtude da sua velocidade estonteante. Joga preferencialmente pelo lado direito do ataque, com o claro objectivo de explorar o seu pé esquerdo nas investidas interiores. Com apenas 20 anos, espera-se que Salah seja não só a próxima referência da seleção egípcia (já conta com 11 golos nas 20 internacionalizações), como o 1º a afirmar-se a sério no futebol europeu. Seria um bom alvo para o FC Porto.
Philippe Koch (FC Zurique): Este lateral direito deu nas vistas no Europeu de sub-21 em 2011 (onde a Suíça foi vice-campeã), sendo titular indiscutível do FC Zurique desde os 19 anos (o seu irmão, Raphael Koch, alinha a central). Destaca-se por ser um defesa com bom sentido posicional, forte na marcação e, em virtude de ser razoavelmente alto, também cumpre no jogo aéreo. É um dos capitães da equipa, denota ainda algumas fragilidades no capítulo ofensivo, mas – atendendo à sua juventude – tem margem de progressão para se tornar num lateral bastante competente.
Izet Hajrović (Grasshoppers): Criatividade em estado puro. Apesar de não ser um extremo de raiz, o médio, de 21 anos de origem bósnia, actua na direita com o intuito de potenciar o seu excelente pé esquerdo nas investidas interiores. Exímio marcador de bolas paradas, conta já com 7 golos na Liga, e apesar de não ser propriamente rápido, disfarça essa lacuna com o facto de ser inteligente posicionalmente e rápido a executar. Foi um dos responsáveis pela conquista da Taça da Suíça, frente ao Basileia, e tem sido associado ao Schalke.
Yann Sommer (Basileia): O guarda-redes helvético é um dos mais promissores do Mundo (com Buffon, Cech e Valdés nos 30, guardiões como De Gea, Ter Stegen, Courtois e Sommer são as próximas referências). Denota uma segurança e uma tranquilidade entre os postes verdadeiramente notáveis, destacando-se ainda pela enorme capacidade em jogar com os pés (atributo muito precioso actualmente). Foge um pouco à tendência dos guarda-redes altos (tem 1,82m), e também por isso demonstra muita agilidade nos duelos 1x1. É um autêntico líder no emblema helvético, mas a sua saída para um grande europeu está para breve (cláusula de 20 milhões). Tendo em conta as suas características (de baliza e jogo de pés) era um bom substituto para Valdés no Barça.
El Neny (Basileia): Chegou, viu e venceu. O médio egípcio (seguiu as pisadas de Salah) convenceu o emblema orientado por Murat Yakin a contratá-lo definitivamente, depois de um empréstimo de 6 meses, onde foi uma das grandes revelações da Liga Suíça. Médio de características defensivas, destacou-se nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, ao serviço do Egipto, mas foi com a camisola do Basileia que demonstrou toda a sua qualidade. Formando dupla no meio-campo com Serey Die, revelou uma inteligência táctica fora do normal para a sua idade (20 anos), destacando-se ainda por aparecer bem em zonas de finalização, algo evidenciado, e de que maneira, em pleno White Hart Lane – na eliminatória frente ao Tottenham.
Josip Drmić (FC Zurique): Já tinha mostrado qualidade no ano passado, mas esta época demonstrou ser um avançado bastante interessante. Formando uma dupla temível com Chermiti (outro elemento talentoso da competição), parte muitas vezes da esquerda para zonas interiores e revela-se muito inteligente a explorar os espaços deixados pelo tunisino. Aproveitou as sucessivas lesões de Chikhaoui (um craque que podia estar num patamar muitíssimo superior) e cimentou a sua posição no onze do emblema helvético, onde marcou, até ao momento, 18 golos em todas as competições. Robusto fisicamente, o avançado suíço de origem croata (20 anos) tem ainda mobilidade e velocidade, atributos que o definem como um avançado completo.
Berat Djimsiti (FC Zurique): Este central de origem albanesa, formado nas camadas jovens do clube, aproveitou, e de que maneira, a saída de Jorge Teixeira e tornou-se num dos indiscutíveis na formação de Urs Meier. Aos 20 anos, demonstra ser um defesa bastante promissor, muito forte no jogo aéreo e na marcação, ainda que por vezes a sua agressividade possa ser prejudicial para a equipa. Tem grande margem de progressão e já é internacional sub-21 pela Suíça.
Fabian Schär (Basileia): Central com grande futuro. Forma uma dupla de sonho com Dragovic (uma das mais promissoras da Europa), revela uma qualidade acima da média, sendo já seguido por Juventus e Tottenham. Com apenas 21 anos, pegou de estaca na primeira época ao serviço dos tri-campeões nacionais, destacando-se pelo seu poder de antecipação, rapidez nas coberturas, e ainda por ser um central goleador (marcou 8 golos esta época). Forte fisicamente, fez parte da selecção suíça em Londres 2012 e tem tudo para fazer uma carreira importante no panorama europeu.
Valentin Stocker (Basileia): Um dos rostos da Liga Suíça. Com uma qualidade individual assinalável, este extremo esquerdo, de 24 anos, destaca-se pelos muitos golos que marca, mas também pela influência que tem na equipa de Murat Yakin (leva 17 assistências no campeonato). Desequilibra, marca, assiste, ajuda na construção de jogo e é competente na ajuda defensiva. Típico jogador de faixa que trabalha para a equipa e cuja utilidade é pretendida por muitos clubes. Fez um percurso notável nos escalões jovens da selecção suíça e leva já 15 partidas pela equipa principal.

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Esteve na base do projecto inicial de Abramovich no Chelsea, principalmente a partir de 2004, também é conhecida a sua influência no Real de Florentino Pérez, mais visível a partir do momento que Mourinho chegou a Madrid, e agora está a fazer do Mónaco uma espécie de "porto" onde deixa as suas mercadorias. É notória a influência de Jorge Mendes nas contratações do clube do Principado e na maneira como consegue persuadir jogadores que podiam actuar ao mais alto nível na Liga dos Campeões a representar um emblema que acabou de subir à Ligue 1. Nada contra. Elogiamos a sorte do português em encaixar largos milhões em comissões (tivessem todos os portugueses o sucesso de Mendes), e com clubes vendedores como os nossos se ocorreram algumas vendas (como aconteceu com o FC Porto) ao Mónaco serão certamente bem-vindas. Mas admitimos que custa ver elementos como Falcao, Moutinho, James, muito provavelmente Ricardo Carvalho, Valdés, Boateng, num clube elitista, com uma franja diminuta de adeptos, o que justifica que os 18.000 lugares que compõem o Stade Louis II sejam mais que suficiente para suportar zero paixão (por norma só tem entre 5 a 10 mil espectadores), e zero carisma. Já houve outros exemplos de projectos megalómanos levados a cabo por milionários que decidiram jogar FM em real mode, mas a nível europeu, considerando tudo o que o Mónaco representa (um clube sem alma, paixão e sem capacidade para ganhar uma espécie de envolvência...Na Premier League este tipo de projectos foram aplicados em clubes com outra mística) a ideia de que um jogador de top optou pelo dinheiro em vez da afirmação internacional nunca fez tanto sentido, e nesse capítulo o peso directo de Mendes é óbvio.

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