domingo, Março 31

O Clube de Futebol «Os Belenenses» está de regresso à I Liga, após a pior fase da sua história. As três temporadas passadas no segundo escalão do futebol português resultaram no maior período do clube fora do convívio com os grandes, lugar onde o Belenenses merece estar. A temporada não se avizinhava fácil, pois a II Liga, para além de ser um campeonato competitivo por natureza, sofreu um alargamento para 22 equipas, o que só complicava a tarefa de todos os conjuntos. Contudo, a direcção do clube do Restelo trabalhou muito bem na pré-temporada, primeiro, chamando Mitchell Van der Gaag para comandar a equipa a partir do banco, depois, na escolha dos reforços. Matt Jones foi contratado para ser o guarda-redes titular e não desiludiu. O inglês já tinha mostrado serviço no Santa Clara e no União da Madeira, de onde saiu rumo à capital. Na defensiva, Duarte Machado (lateral direito) já tinha ingressado nos azuis em 2010-11, vindo do Fátima, João Meira saltou do rival Atlético para o centro da defesa do Restelo, formando uma dupla de respeito com o cabo-verdiano Kay (proveniente do Operário) e Nelson fez o lugar de defesa esquerdo (contratado ao Santa Clara). No meio campo, Diakité (médio possante, do Mali, e com grande experiência) ofereceu o pulmão à equipa, enquanto Fernando Ferreira (chegou na temporada passada, vindo de Tondela) foi um dos principais destaques da II Liga, se não mesmo, o melhor jogador. Tiago Silva, formado a meias entre Belém e Benfica, foi o 3º elemento mais utilizado do meio campo, emprestando grande qualidade ao mesmo. Arsénio (ex-Ribeirão) e Desmarets (jogador com créditos firmados), ambos com golos decisivos, deram profundidade aos flancos, tal como Fredy, um jogador bastante irreverente, tecnicista, rápido e com futebol de I Liga. Mamadou Diawara e Tiago Caeiro, os dois avançados centro do Belenenses, revelaram-se fundamentais nesta fase final de temporada, com golos bastante importantes (apesar de juntos, terem apenas 15 golos na II Liga). Tudo somado, o clube do Restelo lidera a II Liga com 24 vitórias, 6 empates e apenas 3 derrotas, 78 pontos e consumou a subida de divisão a 9 jornadas do final do campeonato. Para além disso, a equipa de Van der Gaag fez um trabalho interessante na Taça de Portugal, onde disputa um lugar na final com o Vitória de Guimarães. Líder justo da II Liga? Se esta equipa do Belenenses tivesse participado na I Liga 2012-13, em que lugar ficaria? Quais os jogadores em destaque do clube lisboeta?

sábado, Março 30

II Liga - O Belenenses carimbou a subida de divisão, mesmo tendo perdido na deslocação a Penafiel (0-2). Os azuis do Restelo beneficiaram da derrota do Santa Clara frente ao Atlético (0-1), para segurar um dos lugares de subida, quando ainda faltam 9 jornadas. O Arouca também está bem encaminhado, apesar de um tropeção momentâneo na recepção ao Freamunde (os arouquenses estiveram a perder por 2-0, mas deram a volta na 2ª parte - 3-2). Leixões (1-0 ao U. Madeira) e Desp. Aves (2-0 ao Sp. Braga B) ainda sonham com a promoção, enquanto Santa Clara, Oliveirense (0-0 frente ao Trofense), Penafiel, Portimonense (4-0 ao Tondela) e Tondela estão um pouco mais longe (mais com hipóteses matemáticas). No derby entre Sporting e Benfica (equipas B), os encarnados levaram a melhor (3-1), numa partida marcada pelas expulsões de Arias (32´) e King (35´). Ponde (17´) ainda colocou os leões em vantagem, que seria anulada por Miguel Rosa (31´), Diogo Rosado (45´) e Kardec (71´). O Marítimo B derrotou o FC Porto B (1-0) e afastou-se dos lugares perigosos, Vit. Guimarães B e Naval empataram 2-2 e o Sp. Covilhã-Feirense terminou 0-0.

Liga ZON-Sagres - O Paços de Ferreira subiu provisoriamente ao 3º lugar, depois de bater o Gil Vicente por 3-2. Manuel José bisou (15´g.p. e 56´), enquanto Vítor marcou aos 35 minutos. Hugo Vieira ainda fez o momentâneo 1-1 (24´), mas foi expulso aos 28 minutos, e Yero reduziu aos 82 minutos. O Marítimo subiu ao 5º lugar, depois de vencer em Setúbal por 4-2. Os insulares chegaram ao 4-0 (Artur 7´, Heldon 26´, Suk 37´e Sami 58´), com Zé Pedro a bisar perto do final (80´e 84´). O Olhanense, com salários em atraso, regressou às vitórias, frente a um rival directo. Lucas marcou o único golo da partida frente ao Beira-Mar, aos 81 minutos. O Moreirense empatou 1-1 na recepção ao Estoril, num resultado curto para os minhotos. Ghilas inaugurou o marcador aos 8 minutos, mas Tony Taylor igualou para os canarinhos mesmo em cima do apito final.

Bruno de Carvalho - O presidente do Sporting não teve uma estreia feliz ao comando dos leões, pois a sua equipa B foi derrotada frente ao Benfica B. Contudo, as expulsões de Arias e King ainda no 1º tempo, obrigaram Bruno de Carvalho a ir à sala de imprensa. O novo presidente leonino mostrou-se algo irónico ao abordar a arbitragem da partida desta tarde: "Não era o resultado que pretendia. Gostava de sair com uma vitória do meu primeiro jogo oficial enquanto presidente do Sporting mas não sou apologista das vitórias morais (...) As coisas não acontecem por acaso e há quem não perceba nada de futebol. Transformaram-se em elementos inúteis e isso é mau para o espetáculo, para os jogadores e o desporto assim não avança (...) Houve aqui um bando de pássaros a sobrevoar o jogo todo e temos de os afastar. O futebol é para os jogadores e não para um bando de pássaros, temos muito trabalho para fazer e também temos de resolver os problemas dos pássaros. Eu não comento arbitragens, mas sim pássaros".

Premier League - O Manchester United ficou mais perto de conquistar o título, depois da vitória por 1-0 no terreno do Sunderland. Faltam apenas 10 pontos para os red devils, com 8 jornadas ainda pela frente. O City goleou o Newcastle por 4-0 e reforçou o 2º lugar, enquanto o adversário do Benfica está apenas 3 pontos acima da linha de água. O Tottenham recuperou o 3º lugar (ainda com 1 jogo a mais), depois de vencer no terreno do Swansea (2-1), aproveitando mais uma surpreendente derrota do Chelsea (1-2 em Southampton). Arsenal (4-1 ao Reading) e Everton (1-0 ao Stoke City) continuam na luta pela Liga dos Campeões.

Bundesliga - O Bayern Munique aplicou uma goleada histórica ao Hamburgo e está a apenas 1 ponto de se sagrar campeão alemão. Os bávaros ganharam por 9-2 (!), com Pizarro a fazer um poker (o peruano marcou pela 19ª vez ao Hamburgo). O Borussia Dortmund (2-1 ao Estugarda) e o Bayer Leverkusen (4-1 ao Fortuna Dusseldorf) continuam na luta pelo 2º lugar, enquanto o Schalke 04 derrotou o Hoffenheim por 3-0 e subiu ao 4º lugar (à condição).

Serie A - Nada de novo no topo da Liga Italiana, com as vitórias de Juventus (2-1 no terreno do Inter), Nápoles (5-3 em Torino) e AC Milan (1-0 ao Chievo). A Lazio (2-1 ao Catania) aproximou-se da Fiorentina (derrota por 2-1 em Cagliari), enquanto o Palermo saiu do último lugar (2-0 à AS Roma).

La Liga - Lionel Messi completou 19 jornadas consecutivas a marcar na Liga Espanhola, apesar do seu Barcelona ter empatado no terreno do Celta de Vigo (2-2). Em Saragoça, também houve Cristiano Ronaldo, mas o Real não fez melhor que um 1-1 (Saragoça e Celta continuam aflitos). O Málaga derrotou o Rayo Vallecano por 3-1, enquanto o Levante venceu o Sevilha por 1-0.

Futsal - Portugal apurou-se para o Euro 2014 da modalidade, ao vencer o seu grupo de qualificação. Depois das vitórias tranquilas sobre a Grécia (6-1) e Polónia (5-2), a partida frente à Sérvia afigurava-se como decisiva. Portugal não falhou e venceu por 2-1, com golos de João Matos e Ricardinho. Bélgica (país organizador), Espanha, Itália, Azerbaijão, Rússia, Rep. Checa e Eslovénia também já estão apurados.

Benfica 6-1 Rio Ave (Melgarejo 11´, Matic 15´, Lima 42´, 49´ e 76´ e Enzo Pérez 82´; Hassan 51´)

O Benfica não cedeu à pressão do FC Porto e voltou a colocar os dragões a 4 pontos de distância. A partida começou da melhor forma para os encarnados, que já venciam por 2-0 ao fim de 15 minutos. Lima ainda marcou o 3º antes do intervalo e o segundo tempo acabou por ser um passeio para o Benfica. Os vilacondenses ainda ameaçaram, mas a partir da 1ª expulsão nunca mais criaram perigo e acabaram por sair com uma goleada da Luz. Lima fez o seu 1º hat-trick ao serviço do Benfica, Melgarejo, Wires e Edimar foram expulsos, num espectáculo de amarelos e vermelhos por parte de Rui Costa.

A táctica adoptada por Nuno Espírito Santo começou a falhar logo de início, graças à eficácia do ataque encarnado. Melgarejo (grande tiro) e Matic (cabeceamento), bem servidos por Gaitán, marcaram os dois primeiros golos do Benfica, que obrigaram o Rio Ave a correr atrás do prejuízo. Os vilacondenses reagiram ao golo e forçaram na ofensiva, mas a defesa continuou a vacilar. Em cima do intervalo, Lima concluiu de forma certeira nova boa jogada do ataque encarnado e matou o jogo. No início da 2ª parte, o brasileiro chegou ao 2º golo, num excelente remate de fora da área. O Rio Ave respondeu de imediato, com um golo de Hassan, num lance onde Artur foi apanhado em contra-pé, mas 10 minutos depois, a expulsão de Wires colocou um travão na manobra vilacondense. Bebé ainda fez uma jogada de grande nível (apenas travada por Artur), mas no mesmo lance, Edimar acabaria por ser expulso, deixando o Rio Ave com 9 elementos. Lima completou o hat-trick de seguida, Enzo Pérez fechou o marcador (após grande jogada de Ola John) e Melgarejo ainda foi a tempo de ser expulso.

Destaques:

Rio Ave - Os vilacondenses tentaram surpreender na Luz, com uma táctica pouco comum, mas o tiro saiu pela culatra. O Benfica foi eficaz no ataque e deixou o Rio Ave sem margem de manobra, numa exibição bastante fraca da defensiva e meio campo vilancondense. Salvou-se a excelente exibição de Bebé, que merecia ter sido coroada com um golo (fez uma jogada de grande nível), num Rio Ave que tentou jogar olhos nos olhos com o Benfica. O caminho para a Liga Europa parecia acessível, mas os 2 pontos em 6 jogos poderão ter deitado tudo a perder.

Benfica - Uma exibição primada pela eficácia. Os encarnados não desperdiçaram frente a Oblak e chegaram a um resultado bastante gordo. Destaque para a grande exibição de Enzo Pérez (esteve em todo o lado e tentou o golo por diversas vezes - até marcar mesmo), Lima (hat-trick), Gaitán (muitos desequilíbrios e mais 2 assistências), Matic (ao seu ritmo habitual) e para o esforçado Rodrigo (esteve longe de ser perfeito, mas lutou e foi buscar jogo).

Académica 0-3 Porto (Mangala 16', Danilo 52' e Castro 89')


Depois do empate na Madeira, o Porto necessitava de reencontrar o caminho das vitórias e foi isso que aconteceu em Coimbra. A turma de Vítor Pereira arrecadou um triunfo por 3-0 com uma exibição segura, essencialmente na primeira parte, contra um adversário que não deu grande oposição. A Académica terá de melhorar bastante para não chegar às últimas jornadas com a corda ao pescoço.

Em relação ao encontro, não teve muita história. O Porto entrou com vontade de decidir cedo e Mangala, à passagem dos 15', concluiu de cabeça um cruzamento de Moutinho. Na primeira parte, os dragões dominaram por completo e acumularam oportunidades de alargar a vantagem, nomeadamente com duas bolas na barra. Na segunda parte, Danilo faria mesmo o 2-0 que deu maior tranquilidade ao conjunto de Vítor Pereira, que a partir daqui geriu as incidências do encontro, sem que a Académica mostrasse capacidade de assustar Helton. Já sobre os 90', Castro fecharia o marcador com um belo remate à entrada da área.

Destaques:

Porto - Uma boa resposta da equipa azul e branca. Sem poder perder pontos, os dragões tentaram resolver o encontro o mais cedo possível. Faltou alguma eficácia na primeira parte. Destaque para o regresso às boas exibições de James Rodríguez, ainda longe do melhor ritmo e com alguma falta de confiança, mas já capaz de desequilibrar com o seu pé esquerdo. João Moutinho também regressou e teve bastante influência no meio campo portista, não só pela assistência, mas porque libertou Lucho para tarefas mais ofensivas (esteve bem o argentino no último passe). Nota para Mangala, que voltou a marcar. Simplesmente impressionante o seu jogo aéreo. Otamendi, embora um pouco faltoso, esteve excelente na antecipação. Danilo deu profundidade. Izmailov esteve um pouco apagado e Jackson está num período menos bom.

Académica - Exibição muito fraca do conjunto de Pedro Emanuel. O técnico da Briosa colocou Rodrigo Galo à frente de João Dias, provavelmente para travar Alex Sandro, só que isso retirou muita capacidade de sair para o ataque (notaram-se claras melhorias quando entrou Marinho). A definição dos lances de ataque da turma de Coimbra deixou muito a desejar. Wilson Eduardo ainda tentou alguns remates de longe, sem criar grande perigo. Muito pouco futebol. Se não houver melhorias rápidas, os estudantes vão ter problemas nas últimas jornadas.

sexta-feira, Março 29

Aston Villa 3-1 Sporting (Burke 54´g.p., Grealish 91´e Carruthers 105´; Stojanovic 68´)

O Sporting caiu nas meias finais da NextGen Series, depois de ser derrotado pelo Aston Villa. No 3º encontro entre as duas equipas (1 vitória para cada lado), os "villans" levaram a melhor no prolongamento, momento onde a defensiva dos leões cometeu muitos erros. Durante os 90 minutos, os leões foram melhores, tiveram boas oportunidades para chegar ao golo, mas o azar (bola à trave), as boas intervenções de Watkins, o desperdício do ataque leonino e um golo mal invalidado a Palhinha levaram o jogo para prolongamento.

Na primeira parte tivemos um jogo atabalhoado, com algum nervosismo de parte a parte a resultar em muitos erros. O Sporting entrou mais forte, a tentar recuperar a bola em zonas adiantadas, mas com o passar do tempo o Aston Villa conseguiu equilibrar. As únicas oportunidades para marcar pertenceram aos leões, que não foram eficazes. No segundo tempo, mais do mesmo. Os jovens leões quase marcaram no reinício, num tiro de Medeiros (defesa de Watkins), mas na resposta, o Aston Villa chegou ao 1-0. Fokobo comete uma infantilidade (perde a bola na área e faz grande penalidade), que foi aproveitada por Burke. O golo do Villa fez crescer o Sporting. Pouco tempo depois, Palhinha fez mesmo o empate, que viria a ser mal anulado, por fora-de-jogo inexistente. Aos 59 minutos, Medeiros leva a bola à trave, num remate espectacular, e seria o suplente Stojanovic a fazer a igualdade, 10 minutos depois. Novamente Medeiros em acção, ao cobrar um livre para o centro da área, onde apareceu o sérvio a cabecear para o 1-1. Até final dos 90 minutos, destaque ainda para um remate perigoso de Esgaio e para um tiro de Fokobo perto do poste. A paragem de jogo fez bem ao Aston Villa, que entrou logo com o 2-1. Desatenção na defensiva leonina, com Grealish completamente sozinho ao 2º poste, para fazer o golo. Os leões tentaram chegar novamente ao golo, mas foi o Villa a sair com perigo para o contra-ataque. Mesmo em cima do intervalo do prolongamento, Ruben Semedo faz um mau passe na sua defensiva, a bola sobra para o ataque do Villa, com Carruthers a rematar sem hipóteses para Meira. Manafa ainda obrigou Watkins a grande intervenção, mas o resultado não mais se alteraria até final.

No plano individual, destaque para a exibição de Ricardo Esgaio (bastante rápido, criou inúmeros desequilíbrios, faltando apenas o golo), Iuri Medeiros (cresceu na 2ª parte e utilizou da melhor maneira o seu excelente pé esquerdo), Tobias Figueiredo (foi o patrão da defensiva leonina), Palhinha (muita agressividade e boa presença no meio campo), Fokobo (cometeu alguns erros, mesmo até na construção de jogo, mas a sua qualidade a recuperar bolas foi importante), Farley Rosa (rapidez e criatividade) e Stojanovic (trouxe o golo leonino e mais uma forte presença no meio campo). Diego Rubio lutou muito, é certo, mas teve pouca bola e agressividade, Riquicho e Mica tiveram grandes dificuldades na defesa e foram caindo de produção ao longo do jogo, e Ruben Semedo falhou no prolongamento (depois de bons 90 minutos).

Na outra meia final, o Chelsea venceu o Arsenal por 4-3 após prolongamento. Num jogo com muitos erros defensivos, a maior qualidade individual dos "Blues" levou a melhor sobre o colectivo dos "Gunners" (Gnabry é a grande estrela, Akpom também se destacou), que pareceu mais equilibrado. Em relação ao Chelsea, apresenta um elenco muito frágil defensivamente, principalmente a nível individual. No meio campo o patrão é Lewis Baker, o melhor em campo na meia final, um jogador com muito pulmão e qualidade na organização de jogo. No sector ofensivo o potencial aumenta bastante, com elementos como Boga (apenas 16 anos, um craque), Alex Kiwomya, Loftus-Cheek ou o pequenino Feruz, melhor marcador da competição, que têm uma enorme capacidade de decidir sozinhos. 

A fase de qualificação para o Mundial 2014 teve mais uma jornada dupla, bastante complicada para alguns tubarões do futebol mundial. Enquanto umas selecções estão bastante perto de assegurar presença no Brasil - Japão (1 ponto), Holanda (5 pontos), Alemanha e Argentina - e outras estão bem encaminhadas (Itália, Rússia e Bósnia-Herzegovina), existem favoritos que estão agarrados à calculadora e a fazer contas à vida. Ainda estamos longe do final, é certo, mas Uruguai, Paraguai, México, EUA, Coreia do Sul, Austrália, Irão, Rep. Checa, Dinamarca, Turquia, Noruega, Portugal, Polónia e Ucrânia terão que melhorar as suas performances, caso queiram estar presentes em mais um Campeonato do Mundo. 

Começando pela América do Sul, se as exibições paraguaias não surpreendem (era previsível que o Paraguai baixasse de qualidade, sendo que é praticamente impossível uma remontada na classificação), já no Uruguai vivem-se momentos de aflição. A equipa de Suárez e companhia, que terminou o Mundial 2010 na 4ª posição e venceu a Copa América em 2011, segue num incómodo 6º lugar, com 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. A prestação caseira tem sido aceitável (3 vitórias e 3 empates), embora os empates tenham sido contra equipas perfeitamente acessíveis, contudo, fora de Montevideu, os cinco jogos resultaram em 4 derrotas e 1 empate. Até final, o Uruguai tem dois jogos perigosos em casa (Argentina e Colômbia), enquanto as restantes partidas são no Equador, Venezuela e Peru. Se os uruguaios manterem o nível exibicional, então o Mundial será uma miragem. Na CONCACAF ainda só decorreram 3 jogos da fase final de apuramento (faltam 7), mas já deu para ver que o México e os EUA não estão a apresentar a força habitual. Os norte-americanos estão em posição qualificável (3º), mas a derrota nas Honduras e a vitória sofrida frente à Costa Rica mostraram que a selecção de Klinsmann ainda tem muito para melhorar. O México segue num surpreendente 5º lugar, com 3 empates em 3 partidas. As recepções à Jamaica e aos EUA resultaram no mesmo resultado (0-0), enquanto a viagem às Honduras deixou um amargo de boca (os mexicanos estiveram a vencer por 2-0 e deixaram-se empatar). O Panamá segue na liderança, mas ainda falta muito para jogar. Na AFC, Coreia do Sul e Irão estão com dificuldades em arrancar rumo ao Mundial, apesar dos sul-coreanos poderem decidir a qualificação na sua casa (recebem o Irão e o Uzbequistão). A selecção de Carlos Queirós terá que anular 4 pontos de desvantagem (ou apenas 1, caso ganhem o jogo em atraso) para os uzbeques, ou então esperar por um deslize da Coreia do Sul. No grupo B, a Austrália está a sofrer perante a concorrência improvável da Jordânia (actual 2º classificado), Omã e Iraque. Os "cangurus" têm um jogo a menos que os jordanos, mas ainda terão que viajar até ao Japão. Na UEFA, Portugal segue na situação que todos conhecemos, em disputa directa com Israel... pelo 2º lugar. No grupo B, Rep. Checa e Dinamarca, para além de terem uma Itália bastante forte, estão a ter grandes problemas para ultrapassar a Bulgária. Os checos têm a desvantagem de ainda jogar 2 vezes frente à squadra azzurra, enquanto os dinamarqueses ainda poderão recuperar, caso tenham sucesso nas 4 partidas frente aos dois últimos (Arménia e Malta). No grupo D, estamos a assistir a um renascimento da Hungria e a uma Roménia bastante interessante. Com a Holanda na posição normal (raramente falham nas qualificações), pouco resta à selecção da Turquia. Os turcos já perderam na Hungria, em casa frente à Roménia e não conseguiram melhor que um empate caseiro frente aos magiares, pelo que o 2º lugar é praticamente impossível. O grupo E tem sido o mais confuso, com a Albânia e Islândia a discutirem o 1º lugar da Suíça. A Noruega, como cabeça de série, encontra-se na 4ª posição, somando derrotas frente a albaneses e islandeses, pelo que a qualificação para o Brasil está claramente em causa. No grupo H, o Montenegro já deixou de ser surpresa e começou a qualificação em força, mantendo uma vantagem interessante para a Polónia e Ucrânia, que depois da ressaca do Euro 2012, terão grandes dificuldades em chegar ao Mundial 2014 (a Inglaterra ainda está pelo meio). Quais as selecções consideradas favoritas a marcar presença no Brasil, vão falhar a qualificação? Que países poderão surpreender na fase de qualificação?

quinta-feira, Março 28

De acordo com um estudo do Centro Internacional de Estudos Desportivos, a Academia de Alcochete é a 5ª melhor da Europa (na actualidade). Contudo, há a destacar que a base deste estudo é a quantidade de jogadores formados no clube (entre 15 e 21 anos, com 3 anos de formação) a jogar nas ligas europeias, e não a qualidade dos mesmos. Na 1ª posição surge o Ajax, seguido do Partizan, Hajduk Split e Barcelona (o MTK Budapeste seguem em igualdade com o Sporting). Actualmente, existem 69 jogadores formados pelo clube holandês em 31 ligas do futebol Europeu. Ignorando a quantidade de jogadores, mas analisando, sim, a qualidade dos mesmos, actualmente, qual é a melhor escola de formação da Europa?

Sempre se disse que o penalti era um golo cantado, bastava escolher o lado e rematar porque o guarda-redes não teria hipótese (a vantagem está sempre do lado de quem bate). Actualmente não é bem assim. A pressão sobre os grandes jogadores aumentou e os guarda-redes desenvolveram algumas técnicas para melhorar as hipóteses de defesa (estudar o historial de um jogador a marcar penaltis, o lado para que remata mais vezes, por exemplo), pelo que a arte de marcar penaltis já não é para todos. Um especialista à séria parece ser Balotelli: desde que começou a carreira, foi 20 vezes para a marca dos 11 metros e concretizou as 20 vezes! Marcou 6 golos no Inter, 9 no City, 3 no Milan e 2 pela selecção italiana, um registo perfeito.

Podemos tentar explicar esta eficácia de Balotelli. Acima de tudo, é um jogador que varia bastante a forma como marca. Já o vimos marcar aos ângulos inferiores, superiores ou para o meio. Não dá para o "estudar". Depois, demonstra sempre uma enorme confiança (até demais) e tranquilidade (parte devagarinho para a bola, para ver para que lado cai o guarda-redes), o que é bastante importante. Ir com receio de marcar o penalty é o primeiro passo para o falhar. Marcar 20 penaltys em 20 tentativas não é fácil. Provavelmente não terá 100% de eficácia até ao final da carreira, mas "Super Mario" dá garantias quando vai para a marca de penalty. Nesta altura não existem grandes especialistas nesta arte. Ronaldo marca muitos mas também falha uns quantos, o mesmo acontece com Ibra e Van Persie (isto falando de jogadores mediáticos, porque a responsabilidade é maior). Em Portugal, Jackson e Cardozo também falham muitos penaltys, tal como Wolfswinkel.

Como se explica esta eficácia de Balotelli? É uma questão de técnica ou uma questão mental (quantas vezes não vimos as grandes estrelas vacilarem nos momentos mais importantes)? Quem são os maiores especialistas da história a marcar penaltys? E da actualidade? 

PS - Como foi referido, e bem, por um nosso leitor, Matthew Le Tissier, a lenda do Southampton, marcou 48 golos em 49 tentativas da marca dos 11 metros.

Há precisamente 20 anos, numa partida frente ao Brescia, Francesco Totti (que começou como médio), um jovem franzino de 16 anos, daria início a uma carreira que o levaria a tornar-se num dos melhores jogadores italianos de sempre e num ídolo da AS Roma. Aos 36 anos, "Il Capitano" ou "Il Gladiatore", como é conhecido, ainda continua a ser uma das principais figuras do clube e a renovação não está posta de parte. Apesar de já não estar no seu melhor (ainda assim tem 11 golos e 10 assistências, simplesmente brilhante), os fãs do futebol agradecem. O mítico camisola 10 vai ficar na história do futebol italiano. Para além de ter sido campeão do mundo em 2006, foi considerado o melhor jogador transalpino por 5 ocasiões e é o segundo melhor marcador de sempre da Serie A com 226 golos marcados. Ao serviço da Roma fez 668 jogos, assumindo-se como capitão desde os 21 anos e conquistando uma Serie A (00/01), duas Taças e duas Supertaças.

É um jogador diferente, carismático, com uma capacidade de inovar só ao alcance dos predestinados. A sua personalidade faz lembrar um pouco Zlatan Ibrahimovic (ou vice-versa). Muito talento, muita classe, uma potência de remate do outro mundo, mas uma postura de "Bad Boy" (foi expulso várias vezes com entradas ridículas) que levou a que tivesse algumas polémicas na sua carreira. Ainda hoje continua a querer "dar espectáculo" fora dos relvados com declarações bombásticas, mostrando-se bastante seguro das suas capacidades: "só há um jogador que está a fazer coisas que eu nunca poderia fazer, que é Messi" ou "não há nenhum jogador italiano que coloque acima de mim numa lista". Polémicas à parte, Totti ganhou um respeito enorme por parte de todos os adeptos, não só da Roma. Faltaram-lhe mais títulos, mas sobretudo uma distinção individual a nível Mundial para perdurar para sempre na memória de todos aqueles que tiveram o prazer de o ver jogar. Quais os principais momentos de Totti? Como o próprio afirma, é o melhor jogador italiano de sempre? A sua fidelidade ao emblema giallorossi "prejudicou-o" em termos desportivos (recusou várias propostas por amor ao clube)? As suas declarações revelam falta de humildade ou apenas confiança em relação às suas capacidades? 

quarta-feira, Março 27

Belenenses 0-2 Vit. Guimarães (Ricardo 29' e 77')

O Vit. Guimarães está bem lançado rumo à final da Taça de Portugal, depois de ter derrotado o Belenenses, por 2-0, na 1ª mão das meias-finais da competição. Numa partida bem disputada, a eficácia vimaranense superiorizou-se ao domínio da formação lisboeta. Ricardo, com dois golos, colocou os minhotos na rota do Jamor.

A primeira parte começou com grande intensidade por parte dos dois conjuntos, com ligeiro ascendente da equipa orientada por Van der Gaag. O Belenenses procurava impor o seu jogo e João Meira, à passagem dos 9 minutos, esteve perto do golo, depois de um desvio na sequência de um canto batido por Fernando Ferreira. A formação de Belém dominava o encontro (Fredy criava muitos desequilíbrios) e voltou a assustar Douglas após remate forte de Ferreira. A equipa da casa continuava por cima da partida mas quem chegou à vantagem foi o Vit.Guimarães. Ricardo, aos 29', aproveitou uma falha da defensiva azul e, no seguimento de um remate rasteiro, inaugurou o marcador. Até ao final do primeiro tempo, a equipa minhota equilibrou a partida, chegando mesmo a criar perigo, novamente por intermédio de Ricardo. No segundo o tempo, o jogo recomeçou com ritmo lento, sendo que o Vit. Guimarães surgiu ainda mais compacto. A formação de Van der Gaag tentava chegar à igualdade mas raramente incomodava o guardião Douglas. Já com Diawara e Arsénio em campo, a formação do Restelo voltou a estar muito perto de marcar. Arsénio e Diakité, no espaço de apenas um minuto, sem oposição, atiraram ao lado da baliza vimaranense. O Belenenses criava muito perigo mas quem voltou a brilhar foi Ricardo. Aos 76', no seguimento de um livre cobrado por Crivellaro (rendeu o desinspirado Barrientos), o extremo português surgiu sem marcação e, de cabeça, fez o 2-0. Grande eficácia minhota no Restelo. Até ao final, a equipa da casa ainda procurou o jogo directo para Diawara mas o resultado não viria a alterar-se.

Destaques:


Belenenses - Jogo interessante da equipa orientada por Mitchell Van Der Gaag. A formação lisboeta teve o comando do jogo, criando muitas oportunidades de golo, mas o desacerto no ataque foi fatal. Fernando Ferreira (muita qualidade na circulação de bola) e Tiago Silva foram as melhores unidades, sendo que Fredy esteve inspirado no flanco esquerdo. A entrada de Diawara - fazendo uso da sua presença física - melhorou o jogo da equipa da casa.

Vit. Guimarães - Exibição de acordo com o que vem fazendo durante a temporada. O conjunto de Rui Vitória foi novamente muito compacto, com segurança defensiva, e com uma eficácia tremenda. O treinador vitoriano apostou em Barrientos para o lugar do ausente Soudani (esteve ontem ao serviço da Argélia), mas o uruguaio esteve desinspirado e pouco acrescentou. Paulo Oliveira voltou a mostrar muita competência na defensiva vimaranense e Olímpio foi novamente o pulmão da equipa. Destaque também para o enorme trabalho de Amido Baldé que voltou a servir de referência na frente de ataque.

Ricardo - O extremo português merece destaque pelos dois golos, mas também pelas boas iniciativas na faixa direita do ataque. Aproveitou dois erros da defensiva contrária e sai do Restelo como o herói da partida. Inserido noutro contexto, tem todas as capacidades para "explodir" para outro patamar.

Que jogadores devia contratar o Special One?

Parece mais ou menos evidente que Mourinho não vai continuar no Real na próxima época:  se vencer a LC o seu trabalho está feito e sai em grande, caso não a vença os adeptos merengues não vão perdoar uma época decepcionante. Posto isto, a dúvida é saber por onde passa o seu futuro. Os cenários mais prováveis são o City (clube com o melhor plantel da Premier League), PSG (títulos "fáceis") ou o regresso ao Chelsea (prefere viver em Londres, conhece o clube e sabe que vai ter milhões, muitos milhões para investir). Ora, neste âmbito a imprensa inglesa garante que Mou já se comprometeu com Abramovich e assinou um vínculo pelos Blues válidos para as próximas 3 temporadas. Mas será esta a melhor opção?

Pelo menos na teoria, não. Ignorando a maneira como foi despedido, raros são os treinadores que conseguem o mesmo sucesso quando regressam a um clube (isso também se nota com os jogadores); Ao contrário do que acontecia em 2004, hoje a Premier League é completamente diferente: 85% das equipas estão melhores tacticamente (abdicaram do tradicional 4-4-2), o peso do dinheiro também é mais notório: há mais candidatos ao título (quando Mou chegou a Inglaterra praticamente só tinha de rivalizar com o Man Utd e Arsenal...curiosamente isso marcou o inicio do declínio dos Gunners), e os seus jogos psicológicos vão ter menos impacto (os adversários e árbitros já percebem melhor como lidar com o português); E por último, o elenco que vai receber é completamente diferente do de há 9 anos, forte tecnicamente é certo (muito superior que por exemplo o do Man Utd neste capítulo), mas com muito menos maturidade competitiva (característica que o português prefere), por outro lado além de não ter já a força/liderança de Drogba, elementos como Cole, Terry, Lampard, Essien, já estão na última fase das respectivas carreiras, por último mesmo a abordagem ao mercado está agora muito mais dificultada (em 2004 Abramovich comprou tudo o que pediu, mas hoje, já há mais "Abramovich's", o que torna mais complicado convencer os outros clubes a vender). Mas quem melhor para contrariar a lógica que o Special One? Óscar, Mata, Hazard, David Luiz, Torres (acreditamos que volte a apresentar o nível de 2008 se Mou ingressar nos Blues), Ramires garantem sucesso? Não nos parece, sendo assim voltamos à questão inicial: Que jogadores devia contratar Mou (sendo certo que dificilmente o Chelsea vai conseguir convencer elementos do Real, PSG, Barça e Bayern a assinar pelos Blues, parece que o mercado dos londrinos vai estar condicionado à liga portuguesa, Premier League, Dortmund e Série A)?

terça-feira, Março 26


Vit. Guimarães - Dia tumultuoso na cidade berço, com a rescisão dos contratos por parte dos jovens Vitor Bastos, Kaká e Rafael Silva. O trio da equipa B alega salários em atraso, enquanto o presidente dos minhotos, Júlio Mendes, mostrou-se surpreendido, criticou o empresário dos jogadores (curiosamente, a mesma pessoa) e afirmou que outros atletas também foram assediados para rescindir: "A palavra correta é mesmo surpresa. Estes jogadores fizeram toda a sua formação cá e devem o que são hoje ao Vitória. Avisei desde o início que ia ser um ano muito difícil e duro e dissemos que se alguém, em algum momento, quisesse sair do projecto, eu estaria disponível para conversar e resolver as coisas de forma correta. Hoje, fui surpreendido com três cartas de rescisão unilateral de jogadores que, por coincidência, são representados pelo mesmo empresário". Por onde passa o futuro dos três jogadores? Terão sido aliciados a rescindir?

Portugal - Paulo Bento voltou a responder a Pinto da Costa, referindo que "João Moutinho reaprendeu a jogar em três dias", depois do presidente do FC Porto ter afirmado que o médio não estava a 100% contra Israel: "João Moutinho reaprendeu a jogar em três dias, voltou a ter a qualidade de jogo que normalmente tem. Por isso estamos satisfeitos, apesar de não nos surpreender muito a sua qualidade de jogo. Ele não deve desaprender nem aprender a jogar em três dias quando vem à Selecção". Pinto da Costa vai responder a Paulo Bento? Esta "guerra" terá fim?

Ibrahimovic - O avançado sueco viu o seu castigo reduzido para apenas 1 jogo (que já cumpriu) pela UEFA, e vai poder defrontar o Barcelona na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Prova de que os parisienses já têm poder de "sedução" na UEFA?

Sporting - Augusto Inácio abordou hoje os temas Ghilas e Jesualdo Ferreira, referindo que o ainda seu jogador (no Moreirense) tem qualidades interessantes, mas terá de melhorar noutras componentes para se afirmar num clube de maior dimensão. Sobre JF, o futuro director do futebol do Sporting deixou elogios, referindo a grande competência e o currículo invejável. O futuro do argelino passa pelos leões? Jesualdo Ferreira vai continuar à frente do Sporting?

Mundial 2013 - UEFA - Grupo A: Sérvia 2-0 Escócia (Duricic 60´e 65´); Bélgica 1-0 Macedónia (Hazard 63´); País de Gales 1-2 Croácia (Bale 21´g.p.; Lovren 77´e Eduardo 87´). Grupo B: Arménia 0-3 Rep. Checa (Vydra 47´e 81´e Kolar 90´+4); Malta 0-2 Itália (Balotelli 8´e 45´); Dinamarca 1-1 Bulgária (Agger 63´g.p.; Manolev 51´). Grupo C: Alemanha 4-1 Cazaquistão (Reus 23´e 90´, Gotze 27´e Gundogan 31´; Schmidtgal 46´); Rep. Irlanda 2-2 Áustria (Walters 25´g.p. e 45´; Harnik 11´e Alaba 90´+1). Grupo D: Estónia 2-0 Andorra (Anier 45´+1 e Lindpere 61´); Turquia 1-1 Hungria (Yilmaz 63´; Bode 71´); Holanda 4-0 Roménia (Van der Vaart 12´, Van Persie 56´e 65´g.p. e Lens 90´). Grupo F: Irlanda do Norte 0-2 Israel (Refaelov 77´e Basat 84´); Grupo H: Ucrânia 2-1 Moldávia (Yarmolenko 61´e Khacheridi 70´; Suvorov 81´); Polónia 5-0 San Marino (Lewandowski 21´g.p. e 50´g.p., Piszczek 28´, Teodorczyk 61´e Kosecki 90´+1); Montenegro 1-1 Inglaterra (Damjanovic 76´; Rooney 6´). Grupo I: França 0-1 Espanha (Pedro 58´). VM - Continua o mano-a-mano entre Bélgica e Croácia, numa noite complicada para ambos os conjuntos. Aos belgas valeu o golo solitário de Hazard para derrotarem a Macedónia, enquanto os croatas viraram a partida no País de Gales, com dois golos nos últimos 15 minutos. A Escócia perdeu na Sérvia e segue num decepcionante último lugar (0 vitórias e apenas 2 pontos em 6 jogos), numa clara demonstração do que vale o seu futebol na segunda década do século XXI. No grupo B, a Itália ganhou em Malta (bis de Balotelli) e aproveitou da melhor maneira o empate entre Dinamarca e Bulgária (mais saboroso para os búlgaros). A Rep. Checa voltou a entrar na luta pelo 2º lugar, depois de vencer na Arménia. No grupo C, o Borussia Dortmund, a Alemanha cumpriu perante o Cazaquistão (quatros golos dos "amarelos" e um enorme erro de Neuer), enquanto a Rep. Irlanda atrasou-se na luta com a Suécia pelo 2º lugar (Alaba estragou os planos irlandeses aos 90 minutos). A Holanda está cada vez mais perto do Brasil, depois de golear a Roménia por 4-0. A "Laranja Mecânica" aproveitou ainda o empate entre Turquia e Hungria (os turcos dificilmente chegarão ao 2º lugar). Israel voltou a igualar Portugal no 2º lugar (vantagem para os asiáticos) depois de vencer na Irlanda do Norte (os golos surgiram perto do final). No grupo H, o Montenegro conseguiu travar a Inglaterra (Damjanovic igualou nos últimos 15 minutos) e segue no 1º lugar, enquanto Polónia e Ucrânia ainda não desistiram de chegar à frente. Finalmente, no grupo I, no jogo grande da jornada, a Espanha derrotou a França por 1-0 (golo de Pedro Rodriguez) e passou para a frente do grupo.

Mundial 2013 - CONMEBOL - A Argentina foi travada pela altitude e não fez melhor que um empate na Bolívia (1-1). Marcelo Moreno marcou para a equipa da casa (25´) e Banega empatou perto do intervalo (44´). Na outra partida já disputada, o Equador ficou mais perto do Mundial, ao somar a 6ª vitória em 6 jogos caseiros na fase de qualificação (4-1 ao Paraguai).

Mundial 2013 - AFC - O dia prometia ser de festa no Japão, pela qualificação para o Mundial, mas a Jordânia estragou os planos aos nipónicos. Depois de bater a Austrália, a Jordânia voltou a não dar hipóteses a um dos favoritos, ao ganhar por 2-1 em Amman. No mesmo grupo, Omã esteve a vencer por 2-0 na Austrália, mas não aguentou a pressão da equipa da casa e permitiu a igualdade na 2ª parte (2-2). Basta um empate para o Japão se qualificar para o Mundial, enquanto Jordânia (7), Austrália (6), Omã (6) e Iraque (5) lutam pela 2ª vaga. No grupo A, a Coreia do Sul sofreu para bater o Qatar (Son Heung-Min fez o 2-1 aos 90´+6), enquanto o Uzbequistão derrotou o Líbano por 1-0 (os uzbeques estão bem colocados para chegar ao 1º Mundial). 

Azerbaijão 0-2 Portugal (Bruno Alves 63´e Hugo Almeida 79´)

Portugal regressou finalmente às vitórias, ainda que com uma exibição com pouco brilho e um resultado curto para as aspirações. A verdade é que devido à situação precária no grupo, todos os golos vão ser importantes até final, pois ao contrário do que foi referido durante a emissão da RTP, o confronto directo não é o factor de desempate mais importante (a FIFA é diferente da UEFA), mas sim a diferença entre golos marcados e sofridos. A expulsão de Aliyev aos 55 minutos, abriu caminho para os golos de Bruno Alves e Hugo Almeida, curiosamente os marcadores dos golos na última visita ao Azerbaijão.

Quanto à partida, Portugal foi claramente dominador, não teve grandes sustos na defesa, mas pecou na criação de oportunidades de golo e na finalização das mesmas. Com as dificuldades em entrar na defensiva azeri, o conjunto português apostou na meia distância, mas os remates de Moutinho e Postiga não colocaram em causa a baliza de Agayev. Pouco tempo depois, e através de uma jogada entre Danny e Vieirinha, Hélder Postiga desperdiça a melhor ocasião até então, ao reagir de forma lenta ao cruzamento do extremo do Wolfsburgo (rematou por cima, em esforço, já na pequena área). Miguel Veloso e Bruno Alves tentaram de livre, mas o remate do esquerdo passou perto do poste, e o tiro do central foi embater no poste. Mesmo em cima do intervalo, Hélder Postiga voltou a desperdiçar uma ocasião soberana, após um remate de Raul Meireles. Portugal entrou novamente com força para o 2º tempo, mas foi após a expulsão de Aliyev que chegou aos golos (o avançado azeri viu 2 cartões amarelos em 5 minutos). A pressão sobre a defensiva do Azerbaijão era cada vez maior, mas Portugal apenas chegou ao golo de bola parada. Pontapé de canto de João Moutinho e novo golo de Bruno Alves. Quando se pensava que a selecção das quinas ia partir novamente para cima dos azeris, assistiu-se a um controlo do ritmo de jogo, sem grandes preocupações ofensivas (nesta fase valeram os "arranques" de Coentrão pelo flanco). O 0-2 surgiu sem surpresa, graças a uma iniciativa de Coentrão (bem servido por Varela) e à finalização de Hugo Almeida. Podiam ter sido mais, não fosse João Pereira ter falhado de forma escandalosa já em período de compensação (completamente isolado e na pequena área).

Destaques:

Azerbaijão - A evolução do futebol azeri tem sido bastante lenta e dificilmente nos próximos anos a selecção de Vogts vai a alguma fase final. Se no ponto de vista defensivo, o Azerbaijão mostra pontos positivos (já não sofrem as goleadas de antigamente), do ponto de vista ofensivo ainda deixam muito a desejar.

Portugal - Exibição pouco consistente, pois tendo em conta o adversário, exigia-se muito mais. Destaque para a introdução de Vieirinha e Danny no 11 inicial (Paulo Bento podia ter sido menos contido defensivamente e desmanchar o 4-3-3), jogadores que não desiludiram. Do ponto de vista positivo, destaque para o regresso às vitórias, para mais um golo de Bruno Alves (ao seu estilo) e para a disponibilidade de Vieirinha e Danny (não se cansaram de pegar no jogo). No lado negativo, a grande incapacidade para criar ocasiões de golo (e quando Portugal cria, desperdiça...) e a falta de atitude para chegar mais perto da baliza azeri depois do 0-1.

Prestações individuais - Vieirinha fez uma excelente estreia como titular na selecção das quinas (continuamos sem perceber porque tardou a ser lançado na selecção), com inúmeros desequilíbrios, cruzamentos bem medidos e alguns remates. Danny esteve entre o 8 e o 80 (perdeu bastantes bolas), mas teve o mérito de ter pegado no jogo a meio campo e ter servido o ataque na com qualidade. H. Postiga fez uma péssima exibição, não só pelos golos falhados (dois de forma escandalosa), mas pelo pouco que produziu ofensivamente (hoje até foi bem servido). Fábio Coentrão puxou pela equipa no segundo tempo (deu grande profundidade), enquanto João Pereira podia ter feito bem melhor nalguns lances (alguma desconcentração no apoio ao ataque). Bruno Alves foi o líder da equipa (dominou na defesa, rematou ao poste e ainda marcou o golo que desbloqueou o jogo), mas faltou maior qualidade no meio campo (Moutinho esteve bem melhor que Veloso e Meireles, que estão muito longe daquilo que Portugal precisa neste momento.

Deu-se a conhecer ao serviço da sua selecção na CAN 2012, onde pela sua qualidade e pelo seu penteado estilo Neymar encantou quem o viu jogar. Depois dessa excelente participação, Pierre-Emerick Aubameyang finalmente conseguiu a afirmação no clube, no caso o Saint-Étienne (que segue em quarto lugar, muito por culpa dos golos do gabonês), sendo nesta altura pretendido por diversos emblemas, nomeadamente ingleses. 

Formado no Milan, foi emprestado sucessivamente a emblemas franceses, mas a sua produção nunca convenceu. Até ao ano passado, onde apontou 16 golos, tantos quantos já leva nesta temporada. Aos 23 anos, tem um potencial físico (1,85) e técnico que já merece ter outro destaque. É bastante versátil, podendo actuar em qualquer posição do ataque, seja como referência ou nas alas (tem actuado sobre o lado direito). Muito rápido, é extremamente habilidoso, desequilibra e finaliza com facilidade com os dois pés. 

O seu futuro não deverá passar pelo St.Étienne no final da época. O PSG está fortemente interessado e parece ser o único emblema francês com capacidade para contratar Aubameyang (sai Gameiro entra o gabonês?). Caso contrário, a Premier League é o destino mais provável. O Arsenal, o Chelsea e o Newcastle seguem também com muita atenção as prestações do "Neymar". Em relação aos Gunners, será complicado encaixá-lo numa das alas (Podolski e Walcott), pelo que Wenger quererá colocá-lo como 9, tal como o Chelsea, que tem várias opções para os corredores mas apenas Ba e Torres para o centro do ataque. Já os Magpies, tendo em conta que Papiss Cissé é um substituto à altura do seu compatriota senegalês, poderão utilizá-lo, onde, na nossa opinião rende mais, que é num dos flancos (tem uma mudança de velocidade brutal e aparece muito bem junto ao ponta de lança). Poderia ser mais um reforço vindo de França para o Newcastle. Outro dos clubes onde o avançado poderia ter lugar era nos Spurs de AVB, que necessitam urgentemente de alargar as opções para a frente de ataque. Qual o clube ideal para Aubameyang? As suas características encaixam na Premier League? Poderá ser nos próximos tempos um dos ícones africanos (Drogba ou Touré já não vão para novos)? 

Yaya Touré é dos médios centro mais completos do futebol mundial. O grande contributo na conquista da Premier League, na época transacta, pelos citizens confirmou ainda mais esse rótulo. Contudo, à beira dos 30 anos, o costa-marfinense vive um grande dilema na sua carreira. Posta de parte a permanência no Manchester City, o centrocampista prepara-se para enfrentar um novo desafio. Permanecer no top (Real Madrid e Chelsea podem ser opção) ou optar por fazer um bom contrato e baixar a competitividade (Rússia e Turquia parecem os ser os destinos ideais dos trintões), parece ser a grande interrogação.

Não é o médio mais mediático do mundo (Pirlo e Xavi são dos mais populares), mas é dos jogadores que qualquer técnico pretende na sua equipa. Polivalente e, sobretudo, muito trabalhador, o costa-marfinense "modificou" o seu jogo quando passou a ser orientado por Roberto Mancini. Na catalunha, quer com Frank Rijkaard quer com Guardiola, foi sempre utilizado a trinco, função onde se destacava pela capacidade física e cultura táctica. Contudo, foi ao serviço do emblema inglês que "explodiu" e mostrou todas as suas capacidades. A jogar mais adiantado, muitas vezes até atrás do avançado (na posição 10), demonstrou ser capaz de dominar todo o meio-campo. A sua permanência no clube de Manchester, no entanto, está posta em causa.

Apesar de ter contrato com os citizens até Junho de 2015, é praticamente certa a saída do centrocampista africano no próximo mercado de transferências. A questão, segundo o seu empresário, não se trata de dinheiro – até porque Touré é dos mais bem pagos do Mundo (aufere cerca de 13 milhões de euros anuais) -, mas sim de encontrar um novo desafio para o médio. É aqui que se encontra o grande dilema. Yaya Touré, que assinou pelos citizens, em 2010, a troco de 30 milhões de euros, tem duas vias de prosseguir a sua carreira: Muda-se para outro clube de topo e continua ao mais alto nível (PSG, Chelsea e Real Madrid estão interessados) ou opta por baixar a competitividade e assina um bom contrato num emblema de leste (Anzhi está atento à situação do médio). Este último cenário é muito comum entre os jogadores africanos. Ao chegarem aos 30, afastam-se da ribalta e procuram o último contrato da carreira. Vejamos os exemplos de Samuel Eto'o (trocou o Inter pelo Anzhi), Didier Drogba (assinou pelo Shanghai Shenhua e agora pelo Galatasaray), Asamoah Gyan (está no Al Ain dos Emirados) ou Seydou Keita (abandonou o Barça e rumou ao Dalian Aerbin da China), que preferiram acabar as suas carreiras em campeonatos de menor visibilidade.

Resta esperar pela decisão de Yaya Touré, sabendo que será, indubitavelmente, um dos craques que vai agitar, e de que maneira, o próximo mercado de transferências. Por onde passa o futuro do médio costa-marfinense? Como se explica a tendência dos jogadores africanos em sair tão cedo da ribalta?

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Ruben Silva

segunda-feira, Março 25

Amido Baldé - A imprensa inglesa revelou hoje o interesse do Everton na contratação do avançado do Vit. Guimarães. VM - O jovem luso-guineense tem aproveitado bem esta oportunidade no Vit. Guimarães, com boas exibições e golos, pelo que não surpreende que tenha mercado (já em Janeiro esteve para sair). O passe de Baldé está dividido entre o Vitória SC, o Sporting CP e a empresa do Sr. Catio Baldé. O futuro do avançado passa pela Liga Portuguesa? Teria sucesso na Premier League?

Breves - Brasil e Rússia empataram 1-1, num amigável disputado em Londres. A selecção de Scolari somou o 5º jogo consecutivo sem vencer, e não fosse o golo tardio de Fred (89´) e os russos tinham mesmo conquistado uma vitória saborosa (Fayzulin marcou aos 73´). Os sub-21 portugueses venceram na República da Irlanda por 2-1, com golos de Francisco Júnior (14´) e Aiden O´Brien (53´ a.g.). Em Espanha, Rodrigo (Benfica) tornou-se esta semana no melhor marcador de sempre dos sub-21 locais (14 golos), ao marcar nas vitórias perante a Noruega (5-2) e Rússia (3-1).

Mundial sub-20 2013 - Istambul foi o palco do sorteio para a fase final do Mundial sub-20, no qual Portugal deposita novas esperanças em chegar longe na competição (depois da final em 2011). E tendo em conta o emparelhamento dos grupos e eliminatórias, a selecção das quinas até tem boas hipóteses de repetir o feito (se jogar ao mais alto nível). Portugal ficou colocado no grupo B, juntamente com Cuba (estreia na competição), Coreia do Sul (campeã asiática) e uma selecção africana (Mali, Nigéria, Gana ou Egipto). No grupo A, ficaram Espanha, França, EUA e um representante de África, o grupo C será composto pela Turquia, El Salvador, Colômbia e Austrália, o grupo D terá a Grécia, Paraguai, México e um representante africano, o grupo E terá o Chile, Inglaterra, representante africano e o Iraque, enquanto o grupo F terá o campeão da Oceânia (Nova Zelândia ou Fiji), Uzbequistão, Uruguai e Croácia. O Mundial sub-20 2013 será o 1º da história sem a presença do Brasil ou da Argentina (os dois países com mais títulos, com 11 em 18 possíveis), abrindo assim hipóteses para Portugal chegar ao 3º, Espanha ou Gana ao 2º ou então a estreia de um novo campeão. Portugal pode fazer uma boa prestação na Turquia? Quem é o grande favorito à conquista da prova? Teremos um novo campeão do Mundo? Ou Portugal, Espanha e Gana vão repetir sucessos anteriores?

Paulo Bento não gostou das considerações de Pinto da Costa, que afirmou que João Moutinho não estaria em condições para defrontar Israel e para realizar os 90 minutos do desafio de Telavive. E aproveitou a antevisão da partida frente ao Azerbaijão para responder ao presidente do FC Porto: «O João jogou porque quem faz o onze na Seleção Nacional sou eu e mais ninguém. Entendemos que o João tinha condições para jogar, obviamente em concordância com o departamento médico e com o jogador. É muito fácil perceber porque tomámos essa decisão, e quem não entende vai continuar a mandar postas de pescada como fez ao longo do ano.» A que se deve esta posição? Há demasiadas intromissões na selecção? E aproveitando o tema selecção que 11 deverá apresentar Bento diante do Azerbeijão (Meireles está em dúvida, Ronaldo suspenso)?

Desde o Mundial 98 que Portugal não falha uma grande competição. A nossa selecção tem-nos habituado a marcar presença nas fases finais dos principais torneios, acumulando bons resultados que agora todos nós queremos ver repetidos. Depois de sermos finalistas do Euro 2004, onde criámos um "estádio" com 10 milhões de adeptos, depois da excelente campanha no Mundial 2006, encontramo-nos agora numa situação complicada em termos de apuramento para o Mundial do Brasil. 

O cenário é dramático (até o 2º lugar pode não chegar), mas curiosamente mais do que o treinador discute-se a "matéria-prima" e o futuro. Sabemos que jogadores portugueses de qualidade não abundam, sabemos também que as convocatórias têm deixado muitos adeptos (nos quais me incluo) desgostosos e apreensivos (é injusto para elementos como Manuel Fernandes ou Hugo Viana ficarem de fora), mas será assim tão sombrio o futuro da nossa Seleção? A maioria dos convocados está no pico da carreira (não temos nenhum jogador no 11 com menos de 25 anos e quase todos estão a entrar na casa dos 30), pelo que é necessário uma renovação que permita continuar a marcar presença nas principais competições, deixando-nos orgulhosos. 

Falemos do futuro…

A actual geração sub-21 é muito fraca, como se tem verificado pelos últimos resultados, e mesmo o elenco que há 2 anos esteve na final do Mundial sub-20 é algo limitado (80% dos jogadores dificilmente vão ser mais-valias para a selecção principal). A grande esperança dos portugueses é mesmo a geração de 93/94. Talento e quantidade. 22 Anos depois da "Geração de Ouro" do futebol português teremos outra grande geração de jogadores presentes num Mundial Sub-20 (já no próximo Verão na Turquia): Tiago Ilori, João Cancelo, Tiago Ferreira, Esgaio, André Gomes, João Mário, Tozé, Bruma, Ivan Cavaleiro, Agostinho Cá, Ricardo, Edgar Iê, entre outros, podem fazer um brilharete nesta competição. No entanto, o que importa destacar é que, independentemente do que façam nesta prova (não são favoritos), a maioria tem qualidade para no futuro marcar presença na equipa principal. Não só pelo potencial que apresentam, mas igualmente pelo leque de opções (o grupo ao contrário do que acontecia com outras fornadas não está restrito a 2 ou 3 extremos). Cancelo tem tudo para se afirmar na lateral direita no futebol português; Iê, Ilori e Tiago Ferreira são centrais com qualidade; Agostinho Cá, André Gomes e João Mário são médios até com um perfil que faz falta à selecção AA, e extremos como Ricardo e Bruma tem tudo para vingar. Não ignorando igualmente o que podem acrescentar Esgaio, Tozé, Elton Monteiro, Ivan, Aladje, Tobias Figueiredo, Fábio Cardoso, entre outros. Muitos têm beneficiado com a criação das equipas B, não só porque lhes permite ter minutos, mas também porque lhes dá a hipótese de marcar presença na equipa principal dos respectivos clubes, esperemos é que, para bem do futebol português, à semelhança do que aconteceu com a geração de 1991, esta aposta não seja fugaz e que tenham espaço de maneira efectiva - só assim se podem afirmar. O futebol português não só agradece, como o futuro da selecção será certamente mais risonho.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): André Pinheiro

Começou com o "pé esquerdo".

Não ficou bem a Inácio depois de serem conhecidos os resultados das eleições leoninas ter falado em reforços (um lapso grave no actual momento dos leões; a equipa de Jesualdo não merecia este tipo de "pressão"), muito menos como director da SAD do Sporting, para um dia depois assumir que vai ficar no Moreirense até ao final da presente temporada. Em que ficamos: é director da SAD leonina ou treinador do conjunto de Moreira de Cónegos? Depois de, na noite eleitoral, ter adiantado que já está a pensar nos reforços do Sporting para a próxima temporada Inácio garantiu que vai orientar o Moreirense até ao final da época. Um cenário que resulta em algo curioso: o 1º jogo de Bruno de Carvalho em Alvalade como presidente dos leões será frente à equipa orientada pelo seu futuro director para o futebol (o conjunto de Moreira de Cónegos defronta o Sporting daqui a duas semanas). VM - Ignorando o hipotético conflito de interesses nesse dito jogo entre Sporting e Moreirense - é mais curioso do que grave, no passado vários jogadores/treinadores defrontaram equipas com que se comprometeram - o problema é mesmo o discurso e o presente. Não devia ter falado em reforços (não era o momento para isso), muito menos dado a entender que pretende continuar a carreira de treinador (seria grave que no futuro substituísse Jesualdo, não tem a mínima qualidade para tal). Por outro lado, como referimos anteriormente (ler aqui), parece evidente que os leões não podem perder tempo e necessitam desde já preparar a próxima temporada (colocar jogadores, tentar alguns que estão em final de contrato e adquirir outros), nesse sentido, considerando as limitações de Bruno de Carvalho neste capítulo e sendo uma incógnita aquilo que Virgílio pode acrescentar, era necessário que Inácio assumisse desde já o futebol leonino (perder tempo nesta fase, pode ser fatal aos leões, como se sabe tanto Benfica como FC Porto já adquiriram jogadores para a próxima temporada e há muito estão a planear 2013-14).

O "Barbas" fez de uma equipa banal uma presença quase certa nos playoffs. Uma espécie de Lebron (tal foi a maneira como transformou o franchise e o impacto que teve), com tudo para ser o melhor SG da NBA nos próximos anos e que esta época tem sido um dos 5 melhores jogadores da Liga. Até onde pode chegar Harden e os seus Rockets? Surpresa ou confirmação? Já é o melhor SG da NBA?

Vindo de Arizona State e sendo a 3ª escolha do draft de 2009, toda a gente esperava que James Harden fosse um bom jogador na NBA, mas não tão bom. Considerado um jogador muito completo, o seu maior problema eram os turnovers (3.4 por jogo). Escolhido pelos Oklahoma City Thunder (1º draftado da história da franchise) juntou-se a Durant e Westbrook e na sua época de estreia jogou 22 mpj e marcou 9.9 ppj, o que lhe valeu a seleção para a NBA All-Rookie 2nd team. Na época seguinte, jogou pela primeira vez nos playoffs, onde ajudou os Thunder a chegar às finais da conferência. Mas foi em 2011-2012 que Harden explodiu. Apesar de ainda ser suplente (por razões tácticas), Harden teve uma média de 16.6 ppj em 31.4 mpj e foi considerado o Sixth Man of the Year (melhor suplente). Chegou pela primeira vez às finais da NBA, onde os Thunder perderam com os Miami Heat (o "Barbas" desiludiu"). No princípio desta época, talvez por dinheiro, talvez por querer assumir um papel maior numa equipa da NBA, ou por ambas as razões, Harden transferiu-se para os Houston Rockets.

E aqui estava outro grande desafio para Harden. Se a temporada anterior foi de afirmação, nesta Harden teria de liderar a equipa mais jovem da liga, que era candidata a ficar num dos últimos lugares na Conferência Oeste. E que bem que o tem feito: logo depois de assinar um contrato de 80 milhões em 5 anos pelos Rockets, o SG marcou 37 e 45 pontos nos dois primeiros jogos. Tem sido grande jogo atrás de grande jogo, o que lhe valeu a seleção para o All Star Game 2013, em Houston. É nesta altura o 5º melhor marcador da NBA (com 26.3 ppj, está apenas atrás de "Melo", Durant, Kobe e Lebron) e 6º em roubos de bola (1,9 pj), ajuda preciosa para uma equipa de Houston, que é o melhor ataque da NBA (106.4 ppj) e que está neste momento em 7º lugar na Conferência Oeste à frente de, entre outros, Lakers, Jazz, Dallas e Minnesota. Considerado, quase unanimemente, um dos 10 melhores jogadores da NBA na atualidade, o futuro parece muito promissor para James Harden e para a jovem equipa dos Houston Rockets.

Visão do Leitor: Rafael R.

domingo, Março 24

Segundo a imprensa italiana, o Nápoles já decidiu não avançar para a contratação de Rolando. O defesa que está em Itália por empréstimo do FC Porto tem desiludido, ainda só jogou 91 minutos na Série A (divididos por 2 jogos), e o clube italiano dificilmente irá exercer o direito de opção de compra pelo central. VM - "O que nasce torto tarde ou nunca se endireita", o defesa bloqueou a saída do FC Porto no último Verão, praticamente não jogou na 1ª metade da época e esta péssima experiência no Calcio também não vai ajudar a sua carreira. O seu valor de mercado está desde já afectado (apesar dos azuis e brancos terem realizado um encaixe com o empréstimo, será complicado conseguir uma verba importante pelo central....este empréstimos quando não resultam afectam muito o valor dos jogadores), perdeu espaço na selecção e no Dragão claramente não é opção (além do excesso de opções, a maneira como agiu este ano vai marcá-lo para sempre). Será curioso ver para onde passa o seu futuro e como os portistas vão tratar deste caso, sendo que certo que o internacional português não parece estar muito preocupado - tem contrato até 2015 e já demonstrou que não tem problemas em ficar afastado até ao final do seu vínculo. Rolando vai ser um eterno problema para o FC Porto? Por onde passa o seu futuro?

Mangala - Apesar de em Espanha se garantir que Garay já é jogador do Man Utd, hoje a imprensa inglesa dá conta do interesse dos Red Devils no central do FC Porto. De acordo com o Daily Star, o clube inglês elegeu o portista Mangala como substituto de Rio Ferdinand, preparando-se para avançar com uma proposta de 20 milhões de libras (23,5 milhões de euros) pelo defesa francês. A única certeza é que Ferguson está no mercado por um central (Rio está em final e contrato e Vidic tem apresentado vários problemas físicos). VM -  Pela lógica, Otamendi devia ser o próximo defesa a sair (os portistas gostam de obedecer a um ciclo), mas muitas vezes o mercado é que manda. E de facto, não seria de todo um mau negócio. Mangala tem qualidade, impressiona pela sua capacidade física, melhorou muito esta época, mas, apesar de todo o potencial que apresenta, nunca terá a elegância de Vidic, Carvalho, Kompany, Varane, Thiago Silva, David Luiz, entre outros. E quando se fala em valores superiores a 23 milhões por um central essa característica começa a contar - jogadores fortes fisicamente há vários, os que aliam isso a uma cultura táctica, leitura de jogo, e qualidade com bola acima da média, são raros, e esses é que (pelo menos na teoria) valem mais de 23 milhões - e na nossa opinião Mangala não está nesse lote. Deve o FC Porto deixar sair Mangala? Com o francês, mais Maicon, Otamendi, Reyes e Abdoulaye, é fundamental que pelo menos um central seja transferido no próximo defeso (o excesso de concorrência acaba por tirar o valor de mercado aos suplentes...Maicon por exemplo nesta fase vale 1/3 do que valia há um ano)? Neste âmbito, não deixa de ser curioso que Mangala tenha passado de 3ª opção para o estatuto de melhor central do FC Porto (o que diz bem da qualidade dos azuis e brancos em trabalhar defesas), algo que agora acabar por ter impacto: é um dos 3 jogadores com mais mercado (o facto de ser europeu também ajuda).

F1 - Vitória de Sebastian Vettel no GP da Malásia, 2ª prova do ano, numa corrida recheada de episódios e onde os principais protagonistas foram Ross Brawn e Christian Horner. Depois de uma infantilidade de Alonso ao não parar na box na primeira volta e consequente abandono (toque na asa dianteira na 2ª curva), a concorrência da RedBull parecia ter acabado. Mas uma enorme corrida por parte da Mercedes (Hamilton 3º, Rosberg 4º) fez com que houvesse grande disputa até às voltas finais (fica a ideia de que Rosberg poderia ter atacado o 2º lugar de Webber caso não tivesse havido ordem de Ross Brawn para se manter atrás de Lewis Hamilton). Vitória justa e merecida de Vettel que contudo fica manchada com a desobediência a uma ordem directa de Chris Horner e que pode vir a ter consequências futuras. O alemão quando estava em 2º (contrariando a ordem da equipa) atacou Webber, ia mesmo batendo no australiano e passou para a frente (Webber não gostou, fez logo ver isso no momento e no final disparou em direcção ao alemão criticando a sua atitude. O clima de tensão dentro da equipa Red Bull foi evidente).  Destaque ainda para o excelente 5º lugar de Massa, e para o mau desempenho da Mclaren (Button abandonou no final, mas ambos os pilotos tiveram um péssimo desempenho ao longo de toda a corrida). Por último, Hamilton, além do 3º lugar, protagonizou ainda o momento mais caricato da corrida, ao se ter enganado na box e ter parado na da Mclaren. Hábitos que custam a mudar. Primeiro lugar merecido de Vettel? Irá haver consequências a nível interno na Red Bull e na Mercedes? Será que Massa vai surpreender pela positiva ao longo do campeonato? O que se passa com a McLaren?

Ciclismo - Dia em cheio para os amantes da modalidade. Realizou-se a Gent-Wevelgem, clássica WorldTour disputada na Flandres, onde Sagan (o fenómeno, ler aqui) saiu vencedor, depois de integrar uma fuga num grupo seleccionado (Boonen, Cancellara e Cavendish não o conseguiram), nos últimos quilómetros atacou e autoritariamente chegou isolado à meta. Foi também a última etapa da Volta a Catalunha com chegada a Montjuic, vencida por Thomas De Gendt, destaque para a vitória na classificação geral do irlandês Dan Martin (venceu a etapa rainha ), deixando nos 2º e 3º lugares, Joaquim Rodriguez e Michele Scarponi respectivamente, nota para a queda e consequente abandono de Valverde quando liderava a prova catalã. Já o tradicional Critérium Internacional, que serve de aperitivo para o Tour de France, foi vencido por Christopher Froome, depois de vencer isolado a chegada ao alto de Col de l'Ospedale, relegando para o 2º lugar na geral o seu companheiro de equipa Richie Porte. Daniel Martin (Garmim) protagonizou a 1ª grande surpresa de 2013 (apesar do talento do britânico, vencer uma prova de uma semana, recheada de montanha e frente a adversários como Purito, Scarponi, Quintana, era de todo inesperado)? Vai ser o ano de Sagan e Froome? Porte seria candidato ao Top5 no Tour se tivesse noutra equipa? E Andy Schleck (voltou a terminar uma prova, foi 67º no Criterium International), ainda vai a tempo de fazer algo no Tour?

Bruno de Carvalho é o 42.º presidente do Sporting Clube de Portugal. O candidato da lista B sucede a Godinho Lopes, após ter recolhido 53,63% dos votos. Naquele que foi o terceiro ato eleitoral mais concorrido na história dos leões, e apesar dos resultados serem ainda provisórios (Eduardo Barroso não podia perder a oportunidade de provar mais uma vez que foi o pior presidente de AG de sempre) ao contrário do que aconteceu há 2 anos as listas de BdC venceram em todos os órgãos sociais. VM - Algumas notas:

- A diferença foi menor do que era expectável, mas ao contrário do que aconteceu há 2 anos e até pela elegância de Couceiro em reconhecer a derrota (teve 45% dos votos), não se espera que haja uma divisão;
- Carlos Severino foi premiado com 1% dos votos. Nesta fase os adeptos já não dão hipóteses a oportunistas e a indivíduos que apenas se querem aproveitar deste tipo de situações para ganhar protagonismo. Não se percebe é como uma pessoa tão limitada a todos os níveis esteve tantos anos à frente do departamento de comunicação dos leões (seria grave se tivesse um "tacho" numa futura Sporting TV, não só pelo pouco que demonstrou, mas igualmente porque isso indicava que tinha havido uma parceria camuflada nestas eleições).
- Há 2 anos quando saiu Bettencourt todos diziam que era impossível fazer pior, na opinião de alguns Godinho ainda foi pior (uma visão exagerada já que GL foi a uma final da Taça, a uma meia-final europeia, deixa um plantel com muito mercado e reforçou a aposta nas modalidades). Veremos o que acontece com Bruno de Carvalho.
- Apesar da crise financeira e dos maus resultados desportivos, nem tudo é negativo para BdC e em parte até terá o trabalho facilitado. Praticamente todo o plantel do Sporting tem mercado (é fácil fazer encaixes), ainda no que diz respeito ao futebol na próxima época a maior parte dos jovens não vão ter de passar por uma fase de adaptação - esse trabalho já foi feito esta época o que facilita e muito o futuro (já que supostamente essa vai ser a base). E ao nível do ecletismo (as modalidades tão consolidadas), acordos (Odivelas/Loures) e internacionalização do nome do clube (China e Índia), apenas terá de dar continuidade à herança que vai receber.
- Prometeu milhões e pareceu sempre ter soluções para tudo, agora terá de passar da teoria à prática. Ao longo do seu mandato certamente será confrontado com as promessas que fez (futebol, ciclismo, investidores, pavilhão).
- Sendo certo que não poderá ser responsabilizado pelos resultados desportivos do Sporting esta época, parece evidente que os leões não podem perder tempo e necessitam desde já preparar a próxima temporada (colocar jogadores, tentar alguns que estão em final de contrato e adquirir outros), nesse sentido é estranho o papel de Inácio. Não só porque era necessário que desde já assumisse essa função, como faz pouco sentido que daqui a duas semanas esteja em Alvalade como treinador do Moreirense.
- Intolerância e hostilidade, foram uma realidade nos últimos 2 anos. Os adeptos leoninos deixaram de ser do Sporting clube de Portugal e passaram a ser do Sporting clube de Bruno de Carvalho (isso foi evidente nas redes sociais). Esperemos que com esta vitória nas eleições volte a sensatez e que alguns larguem mesmo uma certa obsessão.
- José Couceiro. Nunca pareceu ter um perfil para ser presidente, até surpreendeu a % de votos que teve, mas a nota é outra: não foi bonito os vídeos, notícias, e ataques de que foi alvo. O Sporting não tem assim tantos sportinguistas competentes, e JC nesse aspecto é dos mais capazes (não foi por acaso que Bruno de Carvalho o queria na sua lista, e que até Vieira já o chegou a querer no Benfica)...merecia mais respeito.
- União e compreensão. Só um Sporting unido, sem guerrilhas internas e blindado (há demasiados "Barroso's a falar dos leões por tudo e por nada) poderá voltar a ser forte (e não só os adeptos leoninos merecem mais, como o próprio futebol/desporto português precisa de um Sporting forte). Por outro lado, os sportinguistas tem de estar mentalizados que os próximos tempos (pelo menos na teoria) não vão ser fáceis. O fosso para Benfica e Porto é grande, BdC que parece ser uma espécie de "Cristo" não vai marcar golos muito menos fazer milagres (até já assumiu que os leões vão reduziu o orçamento e que dificilmente podem lutar pelo título nos próximos anos), e como tal, é necessário que as contrariedades sejam digeridas de outra maneira. Haver uma revolução sempre que acontece uma série de resultados negativos é o fim do Sporting...nenhum clube sobrevive com eleições ano sim ano não.

sábado, Março 23

Mudou de ideias? Ou está a ser realista (a tendência é que a nossa selecção se torne cada vez mais banal)?

José Mourinho já assumiu, diversas vezes, que pretende treinar a selecção nacional numa fase mais adiantada da sua carreira, mas pela primeira vez considera que tal "será difícil... porque quase não há jogadores portugueses a jogar em Portugal". VM - E como se sabe numa selecção não é possível contratar determinados elementos como acontece num clube. Ter apenas um leque de opções limitado, dificulta e muito a tarefa. Mas pode ser que esta afirmação de Mou funcione como um alerta para a nova realidade do futebol português: a partir de 2016 mais de 80% da actual selecção nacional vai estar na casa dos 30 e se o trabalho de renovação não começar a ser feito, estamos condenados a ser um País medíocre no contexto internacional. É necessário implementar algumas medidas que possibilitem a afirmação do jogador português (o que vale terem talento, se depois não tem espaço quando chegam ao futebol sénior?). As equipas B foram um 1º passo nesse sentido, mas ainda é insuficiente. Por outro lado e como este trabalho não é da exclusiva responsabilidade dos clubes, a própria federação tem de tomar algumas medidas (e com isto já estamos a ignorar o facto das selecções nacionais terem treinadores sem qualidade).

Soluções?
Visão de Mercado sugere algumas soluções a aplicar pela FPF (já o fizemos diversas vezes nos últimos 3 anos, ler aqui), como forma a reduzir esta invasão de jogadores extra-comunitários. As medidas são na nossa perspectiva realistas e de acordo com os padrões do futebol português. A saber:
O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube (a mesma regra da UEFA: ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos).
- Para equilibrar o número de jogadores portugueses no 11 inicial, sugerimos que obrigatoriamente em todos os jogos, as equipas coloquem 4 jogadores nacionais de inicio, como forma a que joguem pelo menos 64 portugueses no fim-de-semana desportivo. Esta medida (que como é óbvio seria gradual, ou seja no próximo ano 2, daqui a 2 anos ter de utilizar 3, até que em 2016 teria a obrigação dos 4 portugueses), obrigaria os clubes nacionais a terem um plantel com pelo menos 10-12 jogadores nacionais, como forma de prevenir qualquer lesão ou castigo. Recordamos que por exemplo no campeonato russo há uma obrigatoriedade de as equipas apresentarem 6 jogadores russos no 11.
Limitar as transferências de jogadores do exterior para 8 ou 10 (desde que pelos menos 5 deles sejam internacionais por qualquer escalão de formação do seu país). Esta medida visa reforçar as trocas internas, fomentando a circulação interna do dinheiro e maior equilíbrio das contas dos clubes.

Que medidas equaciona para uma melhoria do nosso futebol? Portugal vai ser uma selecção vulgar a partir de 2016/18? O que acrescentaria ou retirava às ideias do Visão de Mercado para permitir evoluir a nossa Liga em termos de sustentabilidade dos clubes, indirectamente ajudar o futuro da nossa selecção, e para dar mais condições ao jogador português? Recordamos que em 2004 (parece que foi há um século, mas foi há meia dúzia de anos) o Porto de Mourinho venceu a Liga dos Campeões com 9/10 portugueses a jogar assiduamente  como tal, a ideia de os clubes só poderem ser mais competitivos com jogadores estrangeiros não faz sentido. E se os nossos melhores querem sair, ao menos que se criem condições para que outros apareçam e mostrem o seu valor...e para isso só actuando com regularidade.

A crise de uns é ombrear com Estoril e Rio Ave pela última vaga europeia, enquanto que a de outros passa por ser eliminado nos oitavos da Liga dos Campeões e ver o primeiro classificado ficar a 4 pontos de distância. Mas tirando o elemento de subjectividade inerente a esta discussão, é inegável que o Porto passa por, se não uma crise, pelo menos uma mini-crise. Um dos objectivos da temporada, ir longe na LC (e a posição no Pote 1 do sorteio inicial reforçava esse desejo) já foi, os últimos resultados colocaram em causa a conquista do campeonato, e o nível exibicional também tem deixado muito a desejar. Ora como esta conjuntura é rara para os lados do Dragão, convém escrever sobre o assunto, e apontar o principal culpado.

O alvo mais fácil, é Vítor Pereira. Afinal, o treinador é sempre o culpado das derrotas. As vitórias devem-se à qualidade dos jogadores, à estrutura, às arbitragens, à conjugação dos planetas aliada à direcção do vento (a não ser que o treinador seja um mestre da táctica ou um Special one, aí já terá algum meritozinho). O treinador é o responsável por colocar a equipa a jogar, motivar, etc, etc... mas VP, pesem todos os seus defeitos e lacunas, está longe de ser o principal culpado pelo estado actual da equipa. Então, quem será? Bem, existe um indivíduo que é o derradeiro artífice das múltiplas vitórias portistas, portanto... também será o principal culpado pelas derrotas. Pois, ele mesmo, o Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa. Bem, bem, não vale a pena enviarem comentários irados enumerando o número de títulos conquistados e evocando todas as suas façanhas, isso não foi nem será esquecido, e pessoalmente sempre achei que as (repetidas) notícias sobre a morte desportiva do Presidente portista foram claramente exageradas. Mas o facto é que num regime presidencialista, o presidente é o responsável máximo, certo? E parece também claro que a época menos conseguida do Porto advém mais de erros na constituição do plantel, do que propriamente de má gestão técnica.

Comecemos então pelo início: o plantel é curto. O Porto tem um enorme orçamento, e tinha reais aspirações na Liga Portuguesa e na Champions. Duas provas, uma delas extremamente exigente. Terá o plantel actual opções suficientes para gerir estas duas competições? A ideia que fica é de que se apostou em dois factores: o de que Porto iria descolar inicialmente da concorrência (leia-se Benfica), podendo assim gerir a Liga interna com à-vontade, e de que as lesões não iriam afectar as pedras basilares. Ora, nada disso aconteceu. Falemos então dos jogadores. Por exemplo, nas laterais não há opção aos titulares. Villas-Boas tinha Sapunaru e Álvaro Pereira, mais Fucile a desenrascar nos dois lados. E Vítor Pereira, quem tem? Centrais adaptados, ou jogadores da B. O meio campo é paradigmático. Bastou Moutinho falhar, e o castelo caiu. Ele não tem substituto à altura, e nem se pode dizer que Moutinho faça a diferença; simplesmente empresta uma capacidade de pressão e intensidade à linha média sem igual no conjunto azul e branco. No ataque, caso Jackson se tivesse lesionado, e era o caos... Mesmo nas alas, Varela é titular... sê-lo-ia no Benfica (por falar em Benfica, Cardozo, Lima e Rodrigo... três opções de qualidade. Porto: Jackson, e...)? E finalmente, James. Ora James, saindo Hulk (já lá vamos), ficou com o papel de desequilibrador. É o único que está num patamar de excelência que lhe permite decidir jogos dia sim, dia sim (é preciso comparar outra vez com as opções do Benfica?). Ora James magoou-se, e ainda não voltou a uma forma aceitável após regressar da mazela. Fica o Porto orfão de alguém que resolva quando o colectivo não funciona, e todos sabemos que é impossível o colectivo funcionar a 100% em todos os jogos de uma temporada desportiva. O mercado de Inverno podia ter remendado alguns pontos, mas isso não aconteceu. Izmailov é bom, sim senhor, mas mesmo depois de uns milagrosos cálices de Porto não mostra ter andamento para grandes cavalgadas (ainda vai dando para consumo interno, mas não mais que isso); já Liedson, nem entra quando o Porto precisa desesperadamente de meter uma bola na baliza. Ou seja, Janeiro não trouxe o necessário acréscimo de qualidade em termos de alternativas. E por fim, Hulk. Ora o Incrível saiu já após o fecho do plantel, e por vontade de quem? Do treinador? Foi decisão directiva, que deixou a equipa sem o seu melhor jogador, desequilibrador nato (ganhou muito jogo "sozinho") e sem hipótese de ser substituído. Ok, a esta altura já escrevem os leitores "ah mas e o Jesus perdeu o Witsel e inventou o Matic, mais o Enzo que não jogava, e o puto André Gomes"; calma... Jesus teve, para lá da sua capacidade, alguma sorte em que todas as peças enfiadas à pressa no puzzle encaixassem à primeira. Recuso-me a acreditar que ele dissesse "sim, podem vender o Javi e o Witsel que há cá melhor, à confiança". Saiu bem, apenas isso. Lembremo-nos das discussões logo após estes negócios, em que se debatia quem ficara mais enfraquecido. Convencidos de que James iria assumir a posição de "liderança" de Hulk, e de que Javi e Witsel não tinham substitutos à altura, parecia claro que o Benfica seria o que mais sofreria com as saídas. E se calhar, Pinto da Costa concordou, e pensou que o seu único rival ficara de tal modo enfraquecido que também ele pudesse apostar nesta roleta. Ou seja, tudo indica que, para lá do enorme investimento feito na equipa, alguns buracos ficaram por tapar, e existiu uma enorme fé em que tudo decorreria conforme o melhor cenário possível. Tal não aconteceu (lesões, desgaste, um Benfica muito forte desde o início), e por isso o Porto corre o risco de nada vencer (excepto aquele troféu de que não gostam) esta temporada. E a culpa é de...

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar no VM aqui!): Nuno Ranito

sexta-feira, Março 22

Sergio Ramos faz história! O espanhol, bateu Podolski, e passou a ser o jogador europeu mais novo de sempre a chegar à 100.ª internacionalização. O central do Real Madrid foi capitão e inclusive marcou no embate frente à Finlândia. Um feito incrível de um dos melhores defesas da actualidade. Com apenas 26 anos, conseguir chegar à 100.ª internacionalização numa selecção como a espanhola é notável. Se juntarmos a isso as suas conquistas: Euro 2008, 2012 e Mundial 2010 (também marcou presença no de 2006), melhor era impossível. Não deixa de ser curioso que em Portugal esteja tão pouco cotado, ele que é considerado no país vizinho o melhor defesa a jogar em Espanha e em termos internacionais está muito mais conceituado que por exemplo Pepe (Busquets é outro que no nosso país estranhamente é pouco valorizado, mas este tipo de rótulos já são tão comuns que nem surpreendem). Rápido, agressivo, forte fisicamente, com uma boa saída de bola, e perigoso nas bolas paradas, é uma espécie de defesa "perfeito", que no último ano e meio, desde que passou a jogar a central (já o tinha feito no passado) ganhou claramente outra dimensão (foi o melhor defesa do Mundo em 2012). Será curioso ver o que mais poderá atingir, considerando que ainda é tão novo (menos 8 anos que Puyol por exemplo). No ranking dos melhores defesas da actualidade em que lugar está Sergio Ramos? Será possível alguém bater o recorde do espanhol?


Mundial 2014 (UEFA) - Grupo A - Croácia 2-0 Sérvia (Mandzukic 23´e Olic 37´); Macedónia 0-2 Bélgica (De Bruyne 26´e Hazard 62´g.p.); Escócia 1-2 País de Gales (Hanley 45´+2; Ramsey 72´g.p. e Robson-Kanu 74´). Grupo B - Bulgária 6-0 Malta (Tonev 6´, 38´e 68´, Popov 47´, Gargorov 55´e Ivanov 78´); Rep. Checa 0-3 Dinamarca (Cornelius 57´, Kjaer 67´e Zimling 82´). Grupo C - Suécia 0-0 Rep. Irlanda; Cazaquistão 0-3 Alemanha (Schweinsteiger 20´, Gotze 22´e Muller 74´); Áustria 6-0 Ilhas Faroé (Hosiner 8´e 20´, Ivanschitz 28´, Junuzovic 77´, Alaba 78´e Garics 82´). Grupo D - Andorra 0-2 Turquia (Inan 30´e Yilmaz 45´+2); Hungria 2-2 Roménia (Vanczak 16´e Dzsudzsak 71´g.p.; Mutu 68´g.p. e Chipciu 90´+2); Holanda 3-0 Estónia (Van der Vaart 46´, Van Persie 71´e Schaken 83´). Grupo E - Eslovénia 1-2 Islândia (Novakovic 34´; Sigurdsson 55´e 78´); Noruega 0-1 Albânia (Salihi 67´). Grupo F - Luxemburgo 0-0 Azerbaijão. Grupo G - Liechtenstein 1-1 Letónia (Polverino 20´; Cauna 30´); Eslováquia 1-1 Lituânia (Jakubko 40´; Sernas 19´); Bósnia Herzegovina 3-1 Grécia (Dzeko 30´e 54´e Ibisevic 36´; Gekas 90´+3). Grupo H - Moldávia 0-1 Montenegro (Vucinic 78´); Polónia 1-3 Ucrânia (Piszczek 18´; Yarmolenko 2´, Husyev 7´e Zozulya 45´); San Marino 0-8 Inglaterra (Della Valle 2´a.g., Chamberlain 29´, Defoe 35´e 77´, Young 39´, Lampard 42´, Rooney 54´ e Sturridge 70´). Grupo I - França 3-1 Geórgia (Giroud 45´+1, Valbuena 47´e Ribery 61´; Kobakhidze 71´). VM - No grupo A, continua uma luta intensa entre Croácia e Bélgica pelo 1º lugar, enquanto a Sérvia está muito longe da frente. A Dinamarca conquistou uma vitória importante na Rep. Checa, mas quem segue em 2º é a Bulgária. A Alemanha aproveitou o empate entre Suécia e Rep. Irlanda para ganhar terreno no grupo C, o golo tardio de Chipciu impediu a Hungria de se isolar no 2º lugar do Grupo D, enquanto o grupo E continua bastante confuso (Islândia e Albânia parecem em melhores condições para lutar com a Suíça, do que a Noruega e a Eslovénia). A Bósnia ganhou importante terreno no grupo G (cada vez mais perto de uma grande competição), a Ucrânia atrasou a Polónia (já estão longe do Montenegro) no grupo H e a França poderá "arrumar" com a Espanha na próxima 3ª feira, depois do constrangedor empate da Roja frente à Finlândia. Principais destaques?