Itália 4-3 Japão (Honda 21' g.p, Kagawa 33' e Okazaki 69'; De Rossi 41', Uchida 50' a.g, Balotelli 52' g.p e Giovinco 86')
Num grande jogo de futebol, a Squadra Azzurra bateu o Japão por 4-3, confirmando a passagem às meias da Taça das Confederações. Os italianos realizaram uma partida bastante irregular, com vários erros à mistura, mas o típico pragmatismo fez a diferença. Os nipónicos deram uma lição de futebol na primeira parte, estiveram perto da surpresa, no entanto a falta de eficácia no ataque foi fatal. Honda e Kagawa ainda colocaram os japoneses a vencer por 2-0 (os "olés" chegaram a ouvir-se nas bancadas), contudo os transalpinos - na segunda parte - não perdoaram as falhas do conjunto asiático.
Em relação à partida, o Japão entrou a toda a velocidade. A formação de Zaccheroni colocou, desde o primeiro minuto, uma intensidade assinalável, criando muitos problemas à defensiva transalpina. Os asiáticos ganhavam todas os lances divididos, chegavam primeiro aos lances e encostavam a Itália à sua respectiva área. Logo aos 5', Maeda colocou Buffon à prova e Kagawa, pouco depois, quase marcava. O jogador do Manchester United era um autêntico quebra-cabeças para a equipa de Prandelli e, numa altura em que os nipónicos tinham um ascendente assombroso, chegou o 1-0. Okazaki é derrubado por Buffon na grande área e Honda, na cobrança do penálti, adiantou o Japão na frente do marcador. Os campeões asiáticos estavam fortíssimos e a Itália irreconhecível. Os transalpinos revelavam uma lentidão de processos abismal e o 2-0, com tanto domínio japonês, não tardou a aparecer. Kagawa aproveitou uma péssima abordagem da defesa adversária para, de pé esquerdo, aumentar a vantagem. Com o golo encaixado, os italianos acordaram e conseguiram reduzir. De Rossi, aos 41', fez o 2-1 no seguimento de um canto batido no lado direito, sendo que – até ao intervalo – os elementos de Prandelli estiveram perto da igualdade não fosse o poste negar o golo a Giaccherini. Na segunda parte, assistimos a um jogo diferente. A Itália regressou com outra mentalidade e cedo chegou ao empate. Giaccherini recuperou uma bola na área nipónica e forçou o auto-golo de Uchida. Pouco depois, Hasebe comete grande-penalidade e Mario Balotelli, como é seu apanágio, não falhou diante de Kawashima, colocando a Squadra Azzurra na frente do marcador. De seguida, Okazaki viria a empatar novamente a partida num desvio de cabeça ao primeiro poste. O jogo estava de loucos e o resultado era incerto. Os nipónicos arriscavam tudo pelo quarto golo e, num espaço de 5 minutos, tiveram duas ocasiões clamorosas para bater Buffon (duas bolas nos ferros). Numa altura em que se previa o golo japonês, marca Giovinco. O pequeno jogador da Juventus aproveitou a assistência de Marchisio para fazer o 4-3. Até ao final, ainda houve tempo para um golo anulado de Yoshida. Jogo fantástico na Arena de Pernambuco...
Destaques:
Itália - Os elementos de Prandelli tiveram uma entrada péssima no jogo. Muita lentidão na construção, circulação de bola muito pausada e muitos erros defensivos. No entanto, o típico pragmatismo transalpino ditou a vitória. A defesa esteve francamente mal, com Maggio a ser completamente massacrado por Kagawa e Nagatomo e Chiellini fraquíssimo nas abordagens defensivas. Pirlo esteve irreconhecível na construção (algumas perdas de bola), enquanto De Rossi foi um dos melhores no elenco italiano (emprestou agressividade). Giaccherini mostrou qualidade e Giovinco acabou por ser decisivo.
Japão - Muita intensidade e disciplina. Zaccheroni montou uma estratégia inteligente, mas o golo de De Rossi acabou por dar esperanças aos italianos. Kagawa esteve a um nível fenomenal na primeira parte, assim como Honda. Okazaki voltou a trabalhar muito para a equipa, enquanto que Nagatomo foi importante no auxílio ofensivo no lado esquerdo. O jovem lateral Sakai entrou bem em campo e ainda foi a tempo de dar muita profundidade ao flanco direito.
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