Jesualdo Ferreira queria ficar (manifestou esse desejo publicamente) mas não chegou a acordo (questões de autonomia e não de dinheiro ou poder) com a direcção de Bruno de Carvalho e abandona o comando técnico do Sporting.
Leonardo Jardim deve ser o senhor que se segue em Alvalade, depois de Jesualdo ter comunicado que não irá continuar ao serviço dos leões na próxima época.
VM - Desfecho expectável, desde cedo ficou claro que aquilo que Inácio e Bruno de Carvalho pretendiam não se enquadrava na maneira de pensar de Jesualdo (contratações e intromissões ao nível técnico). No entanto e pelo menos na teoria é uma má noticia para os leões. Pelas razões que o Visão de Mercado apresentou anteriormente (
ler aqui), o clube leonino neste momento necessitava de alguma continuidade e não de um novo começo e de uma incógnita. E Jesualdo tinha essas vantagens:
1ª conhecimento da actual realidade leonina,
2ª "bagagem" necessária para lidar com a pressão quer dos adeptos quer da comunicação social (algo que por norma condiciona os leões),
3ª apesar de não ter feito um trabalho estupendo (outro percurso teria permitido ao Sporting chegar à Europa) ia começar a próxima época com uma base (a menos que sejam vendidos jogadores importantes como Carrillo, Dier, Bruma, Ilori e Rojo, o que seria grave para as ambições do emblema de Alvalade) e numa onda positiva devido às recentes boas exibições (em 2011-12 o clube leonino terminou o ano com um desaire, algo que condicionou logo 2012-13, este ano com a maior vitória fora dos últimos anos);
4ª qualidade ao nível técnico e táctico, visível na evolução de praticamente todos os jogadores, principalmente Ilori, Dier, Bruma, Rinaudo e Rojo (o central esquerdino em 4 meses melhorou o dobro), e os leões, considerando que aposta nos jovens é para manter, necessitavam de alguém que tenha essa capacidade rara de saber trabalhar a juventude;
5ª num misto treinador/manager (função para que foi contratado) com ele passou a ser evidente que o Sporting estava a começar a ter os alicerces necessários para imitar o modelo do Porto (que foi copiado pelo Benfica de Jesus), ou seja, potenciar elementos que permitam ao clube leonino realizar encaixes financeiros regulares superiores a 15 milhões de euros (algo vital para os leões eliminarem o fosso para águias e dragões).