30 de Abril de 2012

Sporting 2-1 Académica (Carrillo 29´ e Wolfswinkel 77´; Polga 44´p.b.)

Os leões ficaram mais perto dos milhões da LC (estão a 3 pontos do Braga e só dependem de si) depois de uma vitória sofrida (a Académica foi melhor durante 60 minutos) e ganha desde o banco (Sá Pinto tirou Elias e principalmente João Pereira e conseguiu incutir mais intensidade no conjunto leonino, algo que acabou por escamotear a pouca qualidade técnica exibida). O treinador do Sporting continua 100% vitorioso em Alvalade (hoje houve mais alma do que propriamente qualidade), já a Briosa somou a 6ª derrota consecutiva e desceu ao penúltimo lugar (não depende de si para ficar na I divisão).

No que diz respeito à partida, foi um encontro pobre (a maior prova disso é que acabou sem uma verdadeira oportunidade de golo) onde houve mais vontade do que propriamente qualidade. As equipas correram, lutaram, mas tecnicamente apresentaram pouco. A Académica entrou melhor, fez mais remates e teve mais momentos ofensivos, no entanto na 1ª vez que o Sporting foi à baliza adversária fez o 1-0 através de uma cabeçada de Carrillo. A Briosa não sentiu o golo, continuou a atacar e Polga (ele que nunca perdeu marcou na I Liga em mais de 8 anos de Sporting) com um auto-golo em cima do intervalo colocou alguma justiça no marcador. Na 2ª parte, a Académica voltou a entrar melhor, até que Sá Pinto tira Elias e João Pereira, coloca Pereirinha e André Martins e tudo muda (parece claro que o público de Alvalade foi igualmente decisivo). Os leões mesmo sem protagonizar uma grande exibição, partiram para uns 30 minutos finais de grande intensidade, pressionaram a Briosa e acabaram por chegar ao 2-1. Carrillo remata à barra e Wolfswinkel na recarga aproveita para de cabeça fazer o resultado final. Em suma, um resultado que premeia a melhor qualidade do Sporting e que castiga os bons 60 minutos da Académica (sem dominar, conseguiu ter mais volume ofensivo). O 22º golo de Wolfswinkel pelos leões (jogou pouco mas acabou por ser decisivo), a boa exibição de Carrillo (o melhor elemento em campo), o mau encontro de João Pereira, Elias e Insúa, a boa 2ª parte de Capel (foi a maneira como esticou o jogo no 2º tempo que deu a vitória aos leões), o auto-golo de Polga (juntou a isso vários erros), e Sá Pinto (tecnicamente a 2ª pior exibição dos leões em casa, talvez explicada pelo menor fulgor físico, mas uma vitória com o dedo do técnico leonino pela maneira como alterou a equipa) foram as principais notas do Sporting. No que diz respeito à Académica, uma excelente exibição de Adrien Silva (jogou e fez jogar), a dupla João Real-Abdoulaye cumpriu defensivamente, e no geral foi mais uma exibição positiva da Briosa (Pedro Emanuel jogou o jogo pelo jogo, arriscou, apresentou uma equipa audaz, e mais uma vez surpreende como é que um conjunto que esta época eliminou o Porto da Taça com um 3-0 e empatou no Dragão e em Coimbra com o Sporting e Benfica esteja nesta situação). Destaques?

Manchester City 1-0 Manchester United (Kompany 45´+1)

O Manchester City deu um passo decisivo rumo à conquista do 1º campeonato desde 1968, perante um Manchester United bastante desinspirado e sem ideias para contrariar o rival. Com duas jornadas por disputar - City contra Newcastle fora e QPR em casa e United contra Swansea em casa e Sunderland fora - os citizens têm uma vantagem de 8 golos para gerir (o 1º factor de desempate é a diferença entre golos marcados e sofridos), com a deslocação ao terreno do Newcastle (os magpies ainda lutam por uma vaga na Liga dos Campeões) a ser o momento mais decisivo na caminhada final. Com Nasri inspirado e Yaya Toure a dominar o meio campo, o City foi muito superior, perante um United que defendeu na 1ª parte com tudo, tentou responder ao golo na 2ª, mas sem qualquer jogada de inspiração e perigo para Joe Hart. 

Quanto à partida, até foi o United a rematar primeiro, por intermédio de Carrick, contudo, a bola não passou da barreira defensiva do City. Foi o "canto de cisne" para o United nos primeiros 45 minutos, pois a partir desse lance, só deu City. Nasri surgiu em grande nível, conseguindo criar bastantes jogadas de perigo, mas que não foram aproveitadas pelos seus colegas (em especial, por Aguero). O City pressionava, estava próximo da baliza de De Gea, mas apenas num lance de bola parada é que conseguiu rematar na direcção da baliza. Em cima do intervalo, Kompany saltou mais alto (Smalling falhou na marcação) num pontapé de canto e cabeceou sem hipóteses para o guarda-redes espanhol.

O segundo tempo foi mais fraco a nível técnico, mas maior em emoção. O Manchester United tentou reagir, Ferguson colocou outro avançado junto a Rooney (Welbeck), mas não haviam ideias para superar a defensiva do Manchester City. Pelo contrário, os citizens partiram para rápidas transições ofensivas, mas sem a eficácia demonstrada em outros jogos. Yaya Toure conduziu dois contra-ataques perigosos, contudo, na hora do remate, tanto tentou colocar o esférico junto ao poste, que rematou para fora. Perto do final da partida, ainda houve tempo para Ferguson e Mancini trocarem mimos, depois de uma entrada dura de Nigel  de Jong, e para Clichy e Nasri desperdiçarem o 2-0 (o médio francês queria entrar com a bola para dentro da baliza, tal a quantidade de dribles que efectuou na área do United).

A partida entre os grandes rivais de Manchester veio provar que o City é, sem sombra de dúvidas, melhor que o United, tal a diferença técnica entre os intervenientes nesta partida. O United jogou para o 0-0, Rooney esteve sempre sozinho na frente, mas só após a entrada de Welbeck é que os red devils estiveram mais perto da baliza de Hart. O City dominou o meio campo, contou com um Yaya Toure e Nasri inspirados, apesar de ter falhado na hora H (no remate ou no último passe). Kompany e Lescott estiveram impecáveis na defesa (o belga foi decisivo no ataque), Zabaleta e Clichy ofereceram grande profundidade aos flancos, ao contrário de Aguero e Tevez, que mostraram desinspiração no momento de rematar. No lado do United, Rooney e Nani estiveram em noite não, Scholes, Carrick e Giggs não conseguiram carregar a equipa para a frente, enquanto que Phil Jones e Smalling facilitaram na defensiva. O título ainda não está perdido, contudo, a derrota no terreno do Wigan e o incrível empate frente ao Everton deitaram tudo a perder para o United.

Com duas jornadas por disputar, poderemos ter alguma surpresa no topo da Liga Inglesa? Poderá o City voltar a deitar tudo a perder, depois de ter passado maior parte da Liga na frente? Principais destaques do derby de Manchester?

Desde que devidamente fundamentadas e estruturadas, nas próximas horas iremos na caixa de comentários deste post, esclarecer dúvidas/observações dos nossos leitores que nos sejam colocadas. Podem igualmente aproveitar para dar sugestões e apontar algumas críticas numa perspectiva de melhorarmos o nosso projecto.
- Vamos dar prioridade aos leitores com conta gmail e que são seguidores do VM (neste momento só temos 714 membros);
- Pedimos que elaborem apenas uma dúvida/observação e que não repitam as questões dos outros visitantes;

VM - Nos últimos dias o feedback voltou a diminuir e a boa participação é quase inexistente. Em alguns posts os comentários não chegam sequer aos 22 (algo incompreensível com o nº de visitas que temos e que nos leva a uma lógica simples: menos comentários menos posts), os cli... na... (nem aos 3) e em termos de "Likes" no Facebook o aumento podia ser mais significativo.

A segunda época de James no FC Porto, podia muito bem ser objecto de um "case study". Após um ano de adaptação, onde mostrou qualidades, e que era muito mais do que um jogador que chegou ao Dragão devido a mais uma disputa com o Benfica, muitas eram as expectativas dos adeptos portistas em relação a uma das maiores promessas (ou mesmo a maior) do seu plantel. 

E se James não desiludiu, a verdade é que também mostrou que ainda não está no ponto. Senão vejamos, o colombiano é daqueles que não engana. É um jogador brutal, com um pé esquerdo acima da média, claramente vocacionado para grandes voos, para um dos maiores campeonatos europeus. Aquele a quem podemos classificar como o jogador do FC Porto com mais classe a par de Lucho, leva números brilhantes esta época, contabilizando 12 golos e 9 assistências no campeonato até ao momento. Além disso, fez jus à sua alcunha de "El Bandido", no Estádio da Luz, onde com 30 minutos finais fantásticos, "roubou" a vitória aos encarnados no jogo, facto que foi preponderante no desfecho do campeonato (acima de tudo, dada a carga motivacional envolvida). O colombiano serviu também de "abre-latas" em diversos encontros dos azuis e brancos, ao agitar o jogo partindo do banco, abrindo espaços nas defesas adversárias, marcando golos e assistindo os companheiros. Não será isso suficiente para um jogador de apenas 20 anos, a cumprir a segunda época no futebol europeu? Para a maioria sim, mas para James, com o potencial que tem não. "El Bandido" tem ainda aspectos a melhorar. A sua inconsistência exibicional esta época foi muito grande, podemos inclusive, no âmbito geral, concluir que as suas exibições foram melhores quando iniciou o jogo como suplente, do que quando lhe foi reservado um lugar no onze inicial. Melhor em campo em algumas partidas, em muitos outros encontros eclipsou-se (principalmente nesta recta final da competição), estando completamente alheado do jogo. Necessita ainda de adquirir uma maior maturidade (mais uma temporada em Portugal seria o ideal), maior consistência exibicional, mental e física, antes de rumar a outras paragens. Como classifica a temporada de James até ao momento? A inconsistência na qualidade exibicional do colombiano pode ser explicada pela época irregular do FC Porto?  Qual o campeonato onde melhor poderá expor as suas qualidades futebolísticas? 

A. Carvalho

Ano após ano, a Eredivisie continua a lançar grandes talentos. O futebol muito ofensivo praticado no campeonato holandês beneficia o aparecimento de extremos e avançados, sendo que Luciano Narsingh foi uma das revelações desta temporada. O ala do Heerenveen, que actua preferencialmente pela direita, formou juntamente com Bas Dost uma dupla imparável. Formado nas escolas do Ajax, destacou-se por ser um jogador bastante explosivo, aliando uma velocidade tremenda com uma técnica apurada, que lhe permite fazer muitas assistências. A sua capacidade de cruzamento permite que seja mesmo o jogador com mais passes para golo no campeonato. Titular da selecção sub-21 holandesa, será difícil ganhar um lugar nos eleitos de Van Maarwijk para o Euro 2012, mas promete dar o salto para uma liga mais competitiva já na próxima temporada. Que outros jogadores destaca desta Eredivisie versão 2011-12 (não vamos mencionar Bas Dost, pois já na época passada tinha apontado 13 golos, nesta fase passou para o estatuto de "confirmação)? Seria Narsingh uma boa aposta para um dos "grandes" de Portugal (já foi associado ao Benfica)?

29 de Abril de 2012

Liga ZON-Sagres - A União de Leiria apresentou-se a jogo com apenas 8 elementos e aguentou o 0-0 frente ao Feirense até perto do intervalo. Miguel Pedro deu vantagem aos fogaceiros aos 45´+2, Pedro Queirós aumentou a vantagem aos 51´, Miguel Pedro bisou aos 59´e Buval fechou o marcador em 4-0 aos 89´. Com este resultado, o Feirense saltou para fora da zona de despromoção em troca com a Académica (joga amanhã em Alvalade). Um dos episódios mais vergonhosos da história do futebol português? Nas outras partidas da tarde, o Nacional foi a Setúbal derrotar o Vitória por 3-0, com golos de Diego Barcellos e Mario Rondon (x2), enquanto que o Beira-Mar igualou o Paços de Ferreira na tabela, depois de vencer os pacenses por 2-0 (golos de Artur e Balboa), numa partida com 3 cartões vermelhos.

Sá Pinto - Desde que assumiu o comando técnico do Sporting, os leões foram o 2º clube que mais pontos conquistou na Liga Zon-Sagres (só fizeram menos 3 que o campeão Porto e bateram por larga margem o Benfica, mais 6 mas podem ser 9 em caso de triunfo sobre a Académica). A juntar a isto, o treinador leonino sabe que se vencer amanhã à Académica garante o 4º lugar (Domingos tinha deixado o Sporting em 5º) e fica a depender de si na luta pela vaga à Liga dos Campeões. Entrando no campo do "SE", caso os leões tivessem despedido Paciência e promovido Sá Pinto mais cedo, poderia o Sporting estar agora a lutar por outra posição? Até que ponto o 3º lugar (é óbvio que o orçamento dos leões aumenta se o clube leonino conseguir o apuramento para os playoffs da LC e com isso irá contratar melhores jogadores) pode ter um impacto decisivo na próxima época leonina? Se o Sporting ficar em 4º este ano, terá menos hipóteses (irá vender mais e comprar menos neste defeso) de ser campeão em 2012-13?


Premier League - Nas partidas já disputadas, o Chelsea goleou o QPR por 6-1, com Fernando Torres a marcar o seu 1º hat-trick ao serviço dos blues. Sturridge, Terry e Malouda marcaram os restantes golos do Chelsea, enquanto que Djibril Cisse marcou o tento de honra do QPR. O Arsenal não foi além de um empate 1-1 no terreno do Stoke City, enquanto que o Newcastle foi goleado no terreno do Wigan por 4-0. Teremos novamente Torres ao nível do passado (em 2008 foi eleito o 3º melhor do Mundo)? Sério candidato a melhor marcador do próximo Europeu?

La Liga - O Real Madrid ficou mais próximo do título depois de bater o Sevilha por 3-0. Cristiano Ronaldo somou o 43º golo no campeonato, cabendo a Benzema marcar os restantes dois golos da partida. Com mais 3 golos, o Real chegou aos 112 na Liga Espanhola. O Barcelona também não facilitou e foi ao terreno do Rayo vencer por 7-0 (Messi bisou e chegou aos 43 golos). Na luta pela Liga dos Campeões, o Málaga deu um passo decisivo ao derrotar o Valencia por 1-0. Ambos os conjuntos somam 55 pontos, mais 3 que o Levante (3-1 ao Granada). O Atl. Madrid não foi além de um empate 2-2 frente ao Betis e poderá ter dito adeus a um lugar na Liga dos Campeões, o mesmo acontecendo com o Ath. Bilbao (derrota por 2-0 em Saragoça). Na fuga à despromoção, a equipa de Postiga e Ruben Micael aproximou-se do Villarreal, tal como o Sp. Gijon (vitória por 3-0 no terreno do Espanyol). Os dois conjuntos estão ainda a 4 pontos do "submarino amarelo". Quem será o melhor marcador da La Liga: Ronaldo ou Messi?

Ligue 1 - O PSG perdeu esta noite em Lille e poderá ter entregue o campeonato ao Montpellier. Pastore ainda colocou os milionários de Paris em vantagem, contudo, o actual campeão deu a volta ao marcador (Hazard e Nolan Roux). O Montpellier tinha derrotado o Toulouse na sexta-feira, por 1-0, e tem agora 5 pontos de vantagem para o PSG, quando faltam apenas 4 jogos por disputar. Por sua vez, o Lille, tem apenas 2 pontos de desvantagem para o PSG, numa luta pela entrada directa na Liga dos Campeões. 

Bundesliga - O campeão B. Dortmund foi ao terreno do lanterna vermelha golear por 5-2 (Barrios fez hat-trick), enquanto que o Bayern derrotou o Estugarda por 2-0. Bor. Dortmund, Bayern, Schalke 04 e Bor. Moechengladbach vão disputar a Liga dos Campeões, enquanto que Bayer Leverkusen e Estugarda apuraram-se para a Liga Europa. Ficou para decidir para a última jornada o último apurado para a LE (o Hannover parte em vantagem) e a 2ª equipa que vai descer de divisão (Colónia ou Hertha). 

Serie A - Juventus e AC Milan continuam separados por 3 pontos, depois de ambos terem ganho as respectivas partidas. A vecchia signora deslocou-se ao terreno do Novara e goleou por 4-0 (Vucinic x2, Borriello e Vidal), enquanto que os rossoneri aplicaram igual número de golos em Siena (4-1 com golos de Cassano, Ibrahimovic x2 e Nocerino). Na luta pela última vaga para a Liga dos Campeões, Nápoles, Udinese, Inter e Lazio seguem com 55 pontos, o que vai fazer das últimas 3 jornadas uma corrida aos milhões.

Rússia/Holanda - O Zenit sagrou-se bicampeão russo, depois de bater o Dinamo de Moscovo por 2-1. Shirokov e Kerzhakov marcaram os dois golos da equipa de Luciano Spalletti, que conquistou o 3º título da sua história desde o fim da era soviética. Na Liga Holandesa, o Ajax ficou a apenas 1 ponto de conquistar o bicampeonato, depois de ter ido ganhar ao terreno do Twente (2-1).

Andebol - O FC Porto conquistou o tetracampeonato em andebol, depois de bater o Águas Santas por 30-25 e igualou o Sporting em número de campeonatos (17); Sporting falha presença na final da Taça Challenge, depois de perder por 28-26 frente ao Wacker Thun (suíços passaram devido aos golos fora).

Futsal - O Barcelona conquistou a UEFA Futsal Cup pela 1ª vez, depois de bater o Dinamo Moscovo por 3-1. Nas meias finais, os catalães já haviam derrotado o Sporting por 5-1. Para o museu, fica mais um título europeu, depois do futebol, andebol, basquetebol e hóquei. Os leões acabaram por ficar na 4ª posição da final four, depois de perder frente ao Marca Futsal nas grandes penalidades (3-3 3-4 g.p.). 

Outras modalidades - Casey Stoner ficou em 1º lugar no GP de Espanha, à frente da dupla espanhola (Lorenzo e Pedrosa). O campeão do mundo segue na 2ª posição da geral, atrás de Jorge Lorenzo; Rafael Nadal conquistou pela 7ª vez o torneio de Barcelona, depois de bater David Ferrer por 7-6 e 7-5; Sharapova derrotou Azarenka na final de Estugarda por 6-1 e 6-4; Rui Costa terminou a Volta à Romandia na 3ª posição, atrás de Bradley Wiggins e Andrew Talansky.

PS - Jesus negou hoje depois do empate frente ao Rio Ave ter um acordo com o Porto para a próxima época. O que hoje é verdade amanhã é mentira? Ou este rumor tinha 1 de 2 objectivos:
- Denegrir a imagem de Jorge Jesus perante os adeptos do Benfica;
- Fazer com que a SAD Encarnada fique com Jesus (uma espécie de forçar a sua permanência só para não ir para o Porto)

Com o empate de hoje do Benfica em Vila do Conde, o FC Porto conquistou o 26º campeonato da sua história, o 19º desde a chegada de Pinto da Costa a Presidente do clube em 1982. Depois de uma época atribulada (criticas ao treinador, jogadores contrariados, e falhanços na Taça da Liga, Liga Europa, Taça de Portugal e Liga dos Campeões), Vítor Pereira - que pegou na pesada herança deixada por André Villas-Boas e no maior  orçamento da história do futebol português - conseguiu levar os azuis e brancos à conquista do bicampeonato, o 8º título de campeão nacional em apenas 10 temporadas. O FC Porto, apesar de não ter demonstrado o futebol da temporada passada, foi a equipa mais regular ao longo das 28 jornadas até agora disputadas, tendo recuperado de uma desvantagem de 5 pontos para o Benfica. As vitórias no Estádio da Luz e em Braga foram os jogos mais importantes para os dragões (na altura decisiva os azuis e brancos não falharam e demonstraram ter estofo de campeão), enquanto que Hulk voltou a ser a figura de um conjunto que apresentou quase sempre um futebol pobre, mas pragmático. Campeão justo? Irá Pinto da Costa despedir o campeão Vítor Pereira? Qual foi a grande figura dos azuis e brancos esta temporada? E que momentos foram decisivos nesta conquista dos dragões?

Rio Ave 2-2 Benfica (Atsu 8' e Yazalde 50'; Nolito 37' e Cardozo 40' g.p.)

O Benfica não conseguiu ultrapassar o Rio Ave em Vila do Conde, entregando de bandeja o título ao FC Porto. Com uma exibição muito fraca, mais com o coração do que com a cabeça, os comandados de Jesus entraram em campo praticamente "derrotados", muito nervosos, cedendo perante um conjunto extremamente bem organizado.

O primeiro lance de perigo da partida foi da autoria de Bruno César, que rematou de fora da área para defesa de Huanderson. Na resposta, o Rio Ave inaugurou o marcador - Atsu aproveitou a passividade de Luisão e Artur e encostou para a baliza. O Benfica reagiu (mais com o coração do que com a cabeça, diga-se), Cardozo desperdiçou várias oportunidades para empatar e pelo meio houve algumas tentativas disparatadas de fora da área. Entretanto, os vilacondenses iam procurando explorar a velocidade de Atsu e Yazalde para criar perigo. Num lance de bola parada, Nolito aproveitou uma bola perdida e fez a igualdade, para pouco depois, Cardozo, de grande penalidade, consumar a reviravolta e igualar Lima no topo da lista dos melhores marcadores.

Logo a abrir a etapa complementar, o Rio Ave chegou à igualdade. Yazalde correspondeu de cabeça a um cruzamento de Kelvin. A equipa da casa manteve-se por cima durante mais alguns minutos, com o brasileiro emprestado pelo Porto em bom plano. Capdevilla evitou um golo em cima da linha, Tarantini falhou ao segundo poste na sequência de um canto, mas o conjunto de Carlos Brito não conseguiu chegar à vantagem. A resposta do Benfica fez-se tardar, num remate de Maxi de pé esquerdo, ao lado. De seguida, Saviola obrigou Huanderson a aplicar-se. A turma de Jesus lutou até final, mas não conseguiu levar a decisão do título para a próxima jornada. Acima de tudo, o Benfica entrou em campo com pouca motivação, sabendo que era praticamente impossível conquistar o título. Quanto ao Rio Ave, fez um excelente jogo, merecendo totalmente pontuar contra as águias. Em termos individuais, Atsu foi o melhor em campo (um golo e várias iniciativas excelentes pelo corredor esquerdo), Yazalde e Kelvin (que técnica estonteante) criaram grandes dificuldades à defesa encarnada, com os médios Tarantini e Vítor Gomes a superiorizarem-se ao meio campo do Benfica. Huanderson também esteve excelente quando foi chamado a intervir. Do lado encarnado, Luisão acabou por ser o mais esclarecido (com vários cortes importantes na primeira parte) de uma equipa apática, onde Artur teve culpas no primeiro golo e no segundo podia ter feito melhor, Maxi deu muito espaço no seu corredor, Witsel e Aimar estiveram muito apagados, Cardozo apesar de ter voltado aos golos não foi feliz e Nolito, embora tenha marcado, ficou a ideia durante este campeonato que a sua produção triplica quando actua no Estádio da Luz. Destaques? 

Num ano em que a época ficou condicionado devido ao lockout, a condição física dos jogadores torna-se fulcral quando chega a altura dos playoffs. E, das equipas que estão presentes nesta fase final da temporada, os Celtics são das equipas que mais estão a sofrer os efeitos desta época dura. Rajon Rondo falhou três jogos antes de voltar frente aos Bucks, Ray Allen falhou os últimos nove jogos, Mickael Pietrus tem uma lesão num joelho, Greg Stiemsma está com problemas num pé e Kevin Garnett também está limitado fisicamente. Talvez por isso, os Celtics não arriscaram nos últimos jogos da época e decidiram descansar as suas principais estrelas, acabando por perder a vantagem de começar a jogar em casa para os Atlanta Hawks. A verdade é que, se por um lado os Celtics estão de facto muito afectados fisicamente, os Hawks não se ficam muito atrás, especialmente porque têm duas lesões na posição de poste: Al Horford (cuja ausência nesta primeira ronda já está confirmada) e Zaza Pachulia (sobre quem também não há grandes esperanças de que regresse para defrontar os Celtics). Tal facto deixa os Hawks a terem de colocar Jason Collins como titular, um jogador fraco com médias de apenas 1.3 pontos e 1.6 ressaltos por jogo. E pode ser por aqui que a eliminatória se vai decidir, visto que os Hawks vão depender quase totalmente de Jeff Teague e Joe Johnson ofensivamente (especialmente para criar boas situações de lançamento e alargar o jogo) e de Josh Smith defensivamente (nas zonas perto do cesto, o atlético extremo continua a ser dos jogadores mais fortes defensivamente). Na verdade, Jeff Teague tem-se assumido como um verdadeiro base líder desta equipa, embora vá ter pela frente um jogador em grande forma, Rajon Rondo, cuja capacidade de penetrar pela defesa adversária e de pôr os colegas a jogar melhor é reconhecida por todos. Há dois, três anos, os Celtics seriam favoritos para esta eliminatória pela sua experiência e porque são uma equipa claramente talhada para os jogos físicos dos playoffs, mas, hoje em dia, os Atlanta Hawks estão mais evoluídos, contando ainda com a experiência de Joe Johnson e Josh Smith. Por tudo isso, e pela vantagem do factor casa, o VM aposta que este ano os Hawks vão conseguir finalmente ultrapassar os Celtics (em 2008, quando os Celtics eram os primeiros cabeças-de-série tiveram de ir até ao sétimo jogo para derrotar Atlanta) ao fim de seis jogos, acabando com a eliminatória à frente dos seus adeptos. A fadiga e idade dos Celtics vai fazer-se sentir no seu jogo? Ou a experiência de Boston vai prevalecer sobre os Hawks? Ray Allen, Paul Pierce e Kevin Garnett vão conseguir mostrar a sua influência de antigamente? Qual é a principal figura da equipa de Atlanta?

P. Pinto

Chris Paul, Rudy Gay, Blake Griffin, Zach Randolph: são apenas alguns dos nomes sonantes, que prometem animar esta eliminatória. Os Clippers são uma das grandes histórias desta época, depois de terem resgatado aquele que é aclamado por muitos como o melhor base da liga, Chris Paul, facto que colocou os californianos a lutar pela hegemonia de Los Angeles com os Lakers de novo. É inegável que a qualidade de Paul teve uma grande influência na evolução de Blake Griffin, mas parece que, ao fim de uma série de épocas decepcionantes (é apenas a segunda vez em quinze anos que os Clippers chegam aos playoffs), os vermelhos de LA estão finalmente a construir uma equipa capaz de voos muito altos. No entanto, pela frente vão ter a grande surpresa do ano passado, a equipa que tem, muito provavelmente, o melhor jogo colectivo da NBA. É curioso pensar que, em 2009, foram os Clippers a dar (sim, a dar, pois a moeda de troca foi Quentin Richardson) Zach Randolph a Memphis, altura em que começou a crescer uma equipa fortíssima. Chegamos à actualidade e vemos um plantel que conta com Rudy Gay, Mike Conley, Randolph e Marc Gasol, não só talentosos mas também muito jovens, sendo visível que os Grizzlies chegaram para ficar. No ataque, a equipa de Memphis é o que os americanos chamam de matchup nightmare: Marc Gasol deu o salto este ano, Mike Conley é um base muito rápido que desenvolveu o seu lançamento, enquanto Rudy Gay é dos extremos mais atléticos da liga. Mas a chave mais importante deste confronto será entre Zach Randolph e Blake Griffin. A capacidade ofensiva de Griffin não é desconhecida de ninguém, mas a maneira como o jovem extremo-poste vai defender Randolph vai decidir muito do destino desta série: Zach Randolph não só consegue fazer movimentos típicos de poste como também consegue afastar-se do cesto e lançar a cair à rectaguarda, algo que pode causar muitos problemas a Griffin. São dois plantéis muito talentosos mas os Grizzlies levam vantangem, não só pela extensão de qualidade de todo o seu roster (a juntar aos citados contam ainda com Mayo, Arenas e o tremendo defendor que é Tony Allen) mas também por terem a experiência dos playoffs do ano passado (derrotaram os Spurs e apenas perderam no sétimo jogo frente aos Thunder), que, aliada com o facto de deterem a vantagem de jogar mais encontros em casa nesta eliminatória, pode revelar-se decisiva. Por tudo isto, especialmente pelo colectivo muito forte dos Grizzlies, o VM aposta numa vitória de Memphis por 4-1, deixando para trás Chris Paul e Blake Griffin. Triunfo fácil dos Memphis? Ou Griffin e Paul vão levar os Clippers à vitória? Com o colectivo que tem, juntamente com o facto de já terem derrotado os Spurs, os Grizzlies têm hipóteses de chegar às finais da NBA?


P. Pinto

De um lado os Lakers que tiveram uma época bastante atribulada (situação indefinida em relação a  Pau Gasol - o espanhol foi humilhado pelo franchise ao tentarem trocá-lo, saídas de Odom e Fisher, a tentativa de aquisição de Chris Paul, e mudança de treinador), mas sólida no final da fase regular, com o terceiro lugar e a hegemonia de LA segura. Do outro lado estão os Denver Nuggets, uma equipa destruída depois da saída de Carmelo Anthony mas que foi buscar forças, reconstruiu-se e hoje em dia apresenta uma série de jogadores interessantíssimos (Ty Lawson tem-se afirmado um dos melhores bases, Kenneth Faried foi um dos rookies que se revelou melhor jogador). Algo que pode beneficiar muito os Nuggets (ou prejudicar os Lakers, dependendo do ponto de vista) é o estado físico de Kobe Bryant. O Black Mamba teve este ano uma taxa de utilização muito elevada, sendo até obrigado a parar por lesão nos últimos jogos, já prevenindo os playoffs, mas, mesmo assim, conseguiu mais uma brilhante temporada, especialmente tendo em conta o facto de a idade não parar de avançar e ter levado a equipa ao colo em muitas ocasiões. Na perspectiva do conjunto de LA, Andrew Bynum finalmente teve uma época completa, sem lesões, e onde mostrou o seu valor real. O jovem poste está a assumir-se como um dos melhores Centers da liga e vai ser um problema que os Nuggets vão ter de resolver se querem ter hipóteses de chegar às meias-finais. Outro ponto fulcral desta eliminatória vai ser a forma como Ramon Sessions se vai estrear nos playoffs - o jovem base chegou aos Lakers como resposta ao problema da lentidão no backcourt da equipa de Los Angeles e vai ter de o provar quando tiver o rapidíssimo Ty Lawson pela frente. Onde a equipa de Denver vai ter vantagem é a partir do banco, jogadores como McGee, Harrington, Miller fazem dos Nuggets um dos planteis com mais profundidade na NBA. Embora nesta época os Lakers tenham ganho três jogos e perdido apenas um frente aos Nuggets, o historial mostra como Denver consegue incomodar muito os Lakers, especialmente a jogar no Pepsi Center. Ainda assim, a experiência dos Lakers, com a vontade de ganhar de Kobe, não vão deixar os Nuggets avançar para a próxima fase embora vá ser uma série bastante equilibrada, decidida nos pormenores. Por tudo isso, o VM aposta numa vitória dos Lakers ao fim de seis jogos complicados, preparando-se para enfrentar os Mavericks ou Thunder. Kobe Bryant vai regressar da lesão mais forte e mostrar tudo o que vale? Ou o tempo de Kobe chegou ao fim e está na hora dos Lakers se reconstruírem à volta de Bynum? A velocidade de Ty Lawson vai ultrapassar Sessions e dar vantagem aos Nuggets? Sempre considerados candidatos ao título, os Lakers merecem esse rótulo este ano? Até que ponto a experiência de George Karl pode ser decisiva neste duelo?

P. Pinto


PS - Mesmo sem contar com Dwight Howard os Magic foram a Indiana bater os Pacers por 77-81. Já os Thunder, no jogo mais esperado desta 1ª ronda, bateram os Mavs por 99-98. Kevin Durant a 1.5 segundos do final garantiu o triunfo num encontro onde o conjunto de Dallas esteve quase sempre na frente e demonstrou que o clique dos playoffs é completamente diferente da fase regular. Destaque para a exibição de Ibaka, o PF com os seus 22 pontos, alguns em momentos decisivos acabou por ser fundamental para os OKC.

28 de Abril de 2012

Muitos acreditavam que era este ano que os Spurs iam finalmente ceder e começar a reconstrução. Mas, mais uma vez, Gregg Popovich fez uma gestão fantástica dos seus veteranos e levou a equipa novamente ao 1º lugar da Conferência Oeste. Por outro lado, os Utah Jazz chegam aos playoffs com uma equipa perigosa, liderada por um frontcourt temível constituído por Paul Millsap e Al Jefferson (com Favors no banco), mas que não tem conseguido manter a bitola exibicional sempre em cima. Os Spurs partem para esta eliminatória em vantagem muito pelo facto de Tony Parker estar a realizar uma época fantástica (o 3º melhor jogador na fase regular) e especialmente porque Duncan e Ginobili fizeram uma gestão física inteligente e podem agora "explodir". É meritório o trabalho de Popovich, que conseguiu levar esta equipa a 50 vitórias, potenciando jogadores jovens e fazendo-os subir de forma nas alturas decisivas. A favor da equipa de Salt Lake City está o factor casa, que ao longo dos últimos anos se tem revelado sempre decisivo para as aspirações do Jazz. Contudo, será a forma como Utah vai defender que vai decidir o futuro desta equipa nos playoffs. Se é verdade que Millsap e Jefferson são jogadores muito perigosos nas zonas perto do cesto (a que se juntam Derrick Favors e Enes Kanter, formando assim um frontcourt muito alto que vai colocar problemas quando estiver DeJuan Blair a defender), também é verdade que os Spurs este ano transformaram-se na melhor equipa a lançar da linha de três pontos, passando a ser o ataque mais eficiente da liga em termos estatísticos. Por isso, os Jazz vão ter de ser muito criteriosos e rápidos a defender porque, por um lado irão ter as penetrações de Ginobili e Parker  ou os movimentos de poste alto de Tim Duncan, e, por outro, os lançamentos de três pontos que tantas vezes têm entrado nesta época. As adições de Patty Mills, Stephen Jackson e Boris Diaw fortaleceram muito o banco de San Antonio e também isso pode destacar os Spurs quando estiverem as segundas unidades dentro de campo. Por tudo isto, pese o facto de os Jazz serem uma equipa perigosa que vai aproveitar o factor casa, na opinião do VM os Spurs vão arrumar ao assunto ao fim de 5/6 jogos avançando assim para a próxima fase. Popovich merece ser o treinador do ano pelo trabalho à frente dos Spurs? Quais são as chaves para desbloquear esta eliminatória? É realista pensar numa surpresa dos Jazz, à semelhança do que aconteceu o ano passado com os Memphis (na altura eliminaram os super-favoritos San Antonio, que também tinham sido o melhor conjunto do Oeste)? A veterania dos Spurs, aliada à juventude de alguns jogadores (Leonard, Blair), coloca a equipa de San Antonio como uma das favoritas ao título?


PS - Nos encontros dos playoffs até ao momento, os Heat derrotaram os Knicks por uns expressivos 100-67 (Lebron marcou 32 pontos, mas foram os seus flops no 2º período que enervaram o conjunto de New York e acabaram por condicionar o encontro), e os Bulls venceram os 76ers por 103-91, no jogo de abertura. Uma vitória com sabor amargo para Chicago, já que D. Rose perto do fim da partida lesionou-se com gravidade e vai falhar o resto da época. Destaques destes 2 encontros? Até que ponto a lesão de Rose (o MVP do ano passado) aniquila as esperanças dos Bulls em chegar ao anel este ano? Será Rose "o novo Brandon Roy"?

P. Pinto

Marítimo 0 - 2 FC Porto (Hulk 16' g.p., 89' g.p.)

O FC Porto deu um enorme passo rumo à conquista do seu 26º título de campeão nacional, ao derrotar o Marítimo, no Estádio dos Barreiros, por duas bolas a zero. Ambos os golos da partida foram apontados por Hulk, que não perdoou da marca de grande penalidade. Uma eventual perda de pontos do Benfica amanhã em Vila do Conde, acaba desde já com as contas do título, já que apenas 2 pontos separam os dragões do início dos festejos.

No que diz respeito ao encontro, o FC Porto entrou forte, criando diversos desequilíbrios pelo flanco esquerdo, principalmente por intermédio de Varela. Destaque para um cruzamento-remate de Hulk e para um corte providencial de Ruben Ferreira, que quase em cima da linha de golo, evitou o tento inaugural da partida. Golo esse que surgiu pouco tempo depois, estavam decorridos 16 minutos, quando uma atitude infantil de Fidélis (corte com a mão, num lance controlado pela defesa madeirense), colocou Hulk na linha dos 11 metros, e este não desperdiçou. A desvantagem no marcador, espevitou um pouco o Marítimo, que procurou jogar um futebol mais apoiado, construir mais o jogo, contrariamente ao que se verificou no início da partida (a opção de colocar João Luíz no onze inicial, incutiu um maior poderio físico, mas uma menor capacidade de posse de bola). Até ao final do primeiro tempo, apesar de uma melhoria dos madeirenses, a melhor ocasião de golo pertenceu ao FC Porto, à qual Salin correspondeu com uma boa defesa com os pés, a um remate de James. No segundo tempo, o Marítimo promoveu as entradas de Heldon (ao intervalo) e Benachour, que animaram o encontro. O melhor período da partida, ocorreu sensivelmente entre os 65 e os 80 minutos, com ocasiões em ambas as balizas (Hulk, Fidélis e Benachour podiam ter alterado o marcador). Com duas substituições claramente defensivas na recta final do encontro (James por Defour, e Lucho, que tivera nos pés uma grande oportunidade de golo, por Rolando), Vítor Pereira viu ainda Hulk, novamente de grande penalidade (desta vez por falta de Rafael Miranda sobre Djalma), estabelecer o resultado final. Hulk foi o melhor em campo, sempre bastante activo pelos flancos, tendo sido ele o autor dos 2 golos. Varela começou bem a partida, mas foi diminuindo de produção, até que foi substituído. James esteve um pouco apagado, enquanto que o meio campo portista fez um jogo equilibrado, sem grandes sobressaltos. Maicon realizou mais uma boa exibição, muito seguro nas bolas paradas, tendo sido apenas por uma vez ultrapassado por Fidélis. Helton e Salin (sem culpas nos golos sofridos), mostraram atenção e segurança, sempre que postos à prova. Briguel foi inúmeras vezes ultrapassado no flanco direito da defesa madeirense, ao passo que Fidélis, Sami, Danilo Dias e Benachour mostraram bons apontamentos. Destaques?

Segunda-feira, pelas 20horas, a cidade de Manchester assemelhar-se-á a um vulcão prestes a entrar em erupção. Em causa, o derby da cidade, que terá lugar no Ettihad Stadium, e que colocará frente a frente as equipas do City e do United. Com apenas 3 jornadas para o desfecho do campeonato, e com ambos os conjuntos separados por apenas 3 pontos, o resultado final será extremamente importante nas contas do título. 

Os citizens, comandados por Mancini, viram reduzida a sua desvantagem pontual nas derradeiras jornadas, o que lhes permite abordar este jogo a dependerem apenas de si próprios para alcançarem o primeiro lugar.  Apenas a vitória interessa, já que em caso de igualdade pontual, encontram-se em vantagem face ao seu opositor (na Premier League, o primeiro factor de desempate é a diferença de golos, onde o City leva uma pequena vantagem, +60 contra +54). Depois da estrondosa vitória por 6-1 em Old Trafford, no jogo da primeira volta do campeonato, os azuis de Manchester, que esta época já foram derrotados na Supertaça, e eliminados da FA Cup pelos red devils, vêm depender, e muito, do próximo jogo, a oportunidade de voltarem às conquistas na Premier League (a última aconteceu na já longínqua temporada de 1967/68). Com jogadores como Nasri, David Silva, Aguero e Tevez, e com um plantel bastante superior em todos os níveis ao do rival, caso o City não vença a Premier League esta temporada (a única competição onde ainda podem ter aspirações a algo), estaremos provavelmente perante o fim do ciclo de Mancini no comando técnico do clube. No caso do United, qualquer resultado que não a derrota, abre boas perspectivas para a revalidação do título (recebe o Swansea na jornada 37 e desloca-se ao terreno do Sunderland na última ronda). Claramente mais um ano onde o trabalho de Alex Ferguson se faz notar. Com um plantel inferior em termos de qualidade e quantidade, comparativamente a City, Chelsea e inclusivamente Tottenham, o escocês, que recentemente afirmou que este será "o maior derby da carreira enquanto treinador do Manchester United", pode elevar ainda mais o número de conquistas na sua já longa carreira ao serviços dos red devils.

Neste jogo não estará só em causa o título de campeão, estará também em discussão a supremacia na cidade,  onde o adormecido City, à custa de milionários investimentos, desafia um United, dono e senhor do lugar de destaque em Manchester, nas últimas décadas. Prognósticos? Quais os onze iniciais que Mancini e Alex Ferguson deverão colocar em campo? Em caso de perda da Premier League, será o fim de ciclo de Mancini no clube? Jogo do título, ou o Newcastle (adversário dos Citizens na jornada 37) pode complicar as contas do City? No frente-a-frente entre os jogadores das duas equipas (Hart vs De Gea; Zabaleta vs Rafael; Kompany vs Evans; Lescott vs Ferdinand; Kolarov vs Evra; Barry vs Carrick; Yaya vs Scholes; Silva vs Nani; Nasri vs Young; Aguero vs Rooney; Tevez vs Welbeck) quem leva a melhor?

A. Carvalho

Será, a par do confronto entre Heat e Knicks, a série com mais qualidade e emoção. Basta ver que Oklahoma e Dallas se defrontaram nas finais de conferência do ano passado, altura em que os Mavericks triunfaram por 4-2, antes de conquistarem o título frente aos Miami Heat. Este ano, as circunstâncias são bastante diferentes depois de uma época desapontante por parte dos campeões em título, enquanto que os Thunder estiveram no primeiro lugar da conferência Oeste todo o ano, até cederem esse lugar para os Spurs, na parte final da temporada. As grandes figuras de ambas as equipas, Kevin Durant e Dirk Nowitzki, vão ser o foco de toda a atenção visto que vão ter excelentes defensores pela frente: o veteraníssimo e matreiro Shawn Marion vai encarregar-se de defender o melhor marcador da NBA deste ano enquanto que Serge Ibaka, um dos favoritos a melhor jogador defensivo do ano, terá as mãos cheias com o versátil gigante Nowitzki. No entanto, poderá estar em Russell Westbrook a chave para desbloquear esta eliminatória. O atlético base tem realizado uma época formidável e vai colocar grandes problemas a Jason Kidd, que já não tem o andamento de há uns anos atrás. Também os suplentes vão decidir muito do que vai acontecer: de um lado está uma segunda unidade liderada pelo grande favorito a melhor sexto jogador do ano, James Harden; do outro está o Jet, Jason Terry, um experiente atirador que ganha outra dimensão nos grandes jogos. Embora na fase regular os Thunder tenham ganho três jogos e os Mavericks apenas um, o equilíbrio está bem patente quando se faz a média de pontuação entre as duas equipas - Kevin Durant e companhia marcaram 95.3 pontos por jogo frente aos 94.8 dos Mavericks, nos confrontos entre si. Não só pela qualidade individual de cada jogador dos Mavericks como também pela experiência adjacente ao facto de serem os campeões em título, esta é uma das séries com o prognóstico mais complicado, tanto pode dar um triunfo fácil dos Thunder por 4-0 ou 4-1 como no apuramento dos Dallas no jogo 7 (quantos mais jogos realizarem, mais a experiência dos Mavs vai ser decisiva e consequentemente a pressão sobre os Thunder, que são favoritos neste confronto, vai ser maior), de qualquer das maneiras, vamos pela lógica e pela juventude, acreditando que os OKC vão avançar para um confronto frente a Lakers ou Nuggets. Quem será o MVP desta eliminatória? Durant e Nowitzki vão anular-se um ao outro ou vão fazer sobressair toda a sua qualidade? O que vai prevalecer: a juventude ou a experiência? Conseguirão os Thunder aguentar a pressão de serem apontados desde o inicio da época como os principais favoritos no lado Oeste? Ou os Dallas vão provar que o que aconteceu na fase regular pouco importa e nos playoffs é que se vê quem são os campeões? Depois daquele jogo fantástico na fase regular, onde Durant marcou o triplo da vitória, é expectável que o duelo entre estas duas equipas sejam todos equilibrados e decididos nos últimos segundos?

P. Pinto

PS - Com o início dos playoffs marcado para o dia 28 de Abril, começa também o NBA Drive To The Finals. Um passatempo, onde os concorrentes escolhem 1 jogador para cada dia de jogo, com o objectivo de conquistar mais PRA´s (pontos, ressaltos e assistências). Tal como na época passada o Visão de Mercado já criou a sua liga, onde todos poderão aceder (aqui!). Nota: Só se pode utilizar 1 jogador por uma vez em todo o playoff.

O campeonato está a chegar ao fim e como é apanágio do Visão de Mercado vamos apontar os melhores de 2011-12. Na posição de médio ofensivo/Nº 10 (ou jogador mais adiantado no habitual trio de meio campo no 4-3-3) alguns jogadores estiveram em destaque: Aimar (Benfica), Mossoró (Sp. Braga), Matias Fernandéz (Sporting), Lucho (Porto), Diego Barcellos (Nacional), e Danilo Dias (o brasileiro do Marítimo também pode ser considerado na posição de extremo direito). Qual foi o melhor esta temporada?

Provavelmente a série mais entusiasmante da primeira ronda. New York Knicks e Miami Heat vão encher o Madison Square Garden e o American Airlines Arena em todos os jogos, com espectáculo e emoção garantida. Os Heat, desde o inicio da época apontados como os grandes favoritos querem mais que o ano passado (perderam na final frente a Dallas), enquanto que os Knicks partem para estes playoffs como uma das equipas mais perigosas e, talvez, como a que tem mais hipóteses de conseguir uma surpresa nesta primeira ronda (se fosse contra os Bulls não tínhamos dúvidas que os matchups os favoreciam). Embora os Heat tenham vencido os três jogos na fase regular, os Knicks tem, finalmente, quase todos os jogadores à disposição (fica apenas a faltar Jeremy Lin) e, acima de tudo, Carmelo Anthony a atingir o pico da sua época na altura certa. No entanto, não vai ser só Carmelo o elemento decisivo na equipa de Nova Iorque (muito por causa do grande defensor que LeBron James é). O frontcourt dos Knicks é claramente mais forte que o dos Heat e se Amare dominar Bosh, aliado ao poder defensivo de Chandler os dados estão lançados para um grande duelo. Na perspectiva dos Heat (se baterem os New York estão praticamente na final da Conferência) Dwyane Wade vai ter de ultrapassar o excelente defensor que é Shumpert enquanto LeBron terá de saber mediar muito bem o esforço despendido para travar Anthony e para ele próprio atacar. Será sem dúvida uma série entusiasmante, com pontuações altas, e que irá ser discutida até ao fim. O duelo Bosh-Amare, e o banco das duas equipas (principalmente devido à presença de J.R. Smith) na nossa opinião pode ter um impacto decisivo nesta ronda e irá favorecer o conjunto de Miker Woodson. Por isso mesmo, o VM aposta numa upset dos Knicks, que vão triunfar em casa no sexto jogo. Conseguirão os Knicks (que não vencem um jogo nos playoffs desde 2001) derrotar os favoritos Heat? Ou a dupla Wade-Lebron será demasiado forte neste duelo? Stoudemire vai voltar ao mais alto nível e ser dominador frente a Bosh? Se New York ganhar tem aspirações ao título?

P. Pinto

27 de Abril de 2012

Sp. Braga 1-2 Olhanense (Nuno André Coelho 19´; Caue 57´ e Dady 74´)

O Sp. Braga foi derrotado em casa perante o Olhanense e poderá ver o Sporting a apenas 3 pontos, caso os leões vençam a Académica na próxima segunda-feira. Os minhotos realizaram uma primeira parte tranquila, contudo, demasiados erros defensivos deitaram tudo a perder no segundo tempo. O Sp. Braga apenas conquistou 1 ponto dos últimos 12 possíveis e poderá ter dito adeus ao 2º lugar.  O Olhanense conquistou uma excelente vitória e chegou aos 35 pontos (recorde do clube), logo no dia em que completa 100 anos. 

A partida começou numa toada lenta, sempre com o Sp. Braga a ter a iniciativa de jogo, contudo, à excepção dos remates de fora da área (Caue, Ruben Amorim e Custódio), as balizas não foram ameaçadas. Aos 19 minutos, o Sp. Braga passou para a frente do marcador, depois de Nuno André Coelho desviar com sucesso (de cabeça) um livre de Alan. Os minhotos ficaram com maior tranquilidade e poderiam ter chegado ao 2-0, não fosse o remate de Lima, à passagem da meia hora, ter sido defendido por Fabiano. O segundo tempo começou com uma boa iniciativa de Wilson Eduardo, que foi parada por Quim (defendeu para canto). Pouco tempo depois, os algarvios marcaram mesmo. Caue aproveitou uma falha de Quim (e de um defesa minhoto) e, na sequência de um pontapé de canto, empurrou para o fundo da baliza minhota. Com o 1-1, o jogo ganhou emoção, com o Sp. Braga a arriscar tudo para chegar ao golo e o Olhanense a responder no contra-ataque. Nuno Gomes cabeceou para grande defesa de Fabiano, enquanto que Dady, isolado, permitiu a intervenção de Quim. Contudo, à segunda tentativa, o cabo-verdiano não desperdiçou. Wilson Eduardo recuperou a bola a meio campo e lançou o avançado do Olhanense, que fez o 1-2 frente a Quim. A resposta dos minhotos veio de pronto, com Douglão a marcar golo, mas em situação irregular (anulado pelo auxiliar). O defesa brasileiro excedeu-se nos protestos e recebeu ordem de expulsão. Apesar de estar reduzido a 10 elementos, o Sp. Braga pressionou durante os últimos minutos e poderia ter chegado ao golo em duas excelentes situações. Primeiro foi Custódio a rematar dentro da área, para Fernando Alexandre cortar em cima da linha de golo e, no minuto seguinte, foi Fabiano a defender também em cima da linha de golo um remate de Nuno Gomes. Um resultado injusto para as oportunidades de golo criadas pelo Sp. Braga, mas que penalizou a forma como a equipa sofreu os seus golos. Fabiano Freitas voltou a ser um "gigante" entre os postes, enquanto que Wilson Eduardo comandou a reviravolta algarvia. Principais destaques?

PS - Neste momento, o Sp. Braga está a 3 pontos do Benfica e tem o Sporting a 6 (os clubes de Lisboa têm menos 1 jogo), contudo, esta pontuação poderá ficar alterada com a situação da União de Leiria. Caso os leirienses falhem os restantes 3 jogos e abandonem a competição (os jogadores profissionais rescindiram, mas poderão ainda utilizar os juniores), o Sp. Braga irá ganhar 3 pontos aos seus dois rivais directos, porque os jogos da U. Leiria serão anulados (o Sp. Braga perdeu 1-0 em Leiria, enquanto que Sporting e Benfica ganharam os seus encontros frente aos leirienses). A classificação ficaria assim: Benfica (26 jogos e 59 pts, faltando jogar contra Rio Ave e Vit. Setúbal), Sp. Braga (26 jogos e 56 pts, faltando jogar contra Beira-Mar e Sporting) e Sporting (25 jogos e 47 pts, faltando jogar contra Académica, FC Porto e Sp. Braga). Com a derrota frente ao Olhanense, os minhotos ficaram mais longe do 2º lugar, contudo, caso ganhe os pontos que perdeu em Leiria, ficariam perto de assegurar o 3º lugar. Entretanto, já veio para a discussão que os resultados já homologados não poderão ser anulados, pelo que, esta situação ainda poderá dar várias voltas. Uma coisa parece certa, a Liga de Clubes têm em mãos uma situação bastante bicuda que merece ser tratada com a maior celeridade para bem da verdade desportiva. 

Os Bulls, que, tal como os San Antonio Spurs, conseguiram atingir a marca das 50 vitórias na fase regular (melhor registo da competição), iniciam a sua campanha nos playoffs frente aos 76ers. A equipa de Tom Thibodeau apresenta-se como a clara favorita para esta série, uma vez que o primeiro lugar conseguido na liga foi alcançado praticamente sem Rose (jogou apenas 39 dos 66 jogos) e o conjunto conseguiu melhorar os processos que já tinham dado resultado a temporada passada. Esse sucesso deve-se muito ao trabalho defensivo excepcional por parte de quase todos os jogadores (em especial Luol Deng), que foram decisivos para os Bulls terminarem a fase regular como a equipa que menos pontos consentiu e mais ressaltos conquistou. Foram muitos os experts que durante a época disseram que os Bulls conseguiam sobreviver sem Derrick Rose mas não conseguiriam sobreviver sem Deng, um dos jogadores mais completos (e com mais minutos) de toda a liga. Tal facto vai ser muito difícil de contornar por parte dos 76ers, que pareciam encaminhar-se para uma época a fazer lembrar o passado, mas que a meio estagnaram ofensivamente (desde o All-Star praticamente deixaram de jogar e nunca atingiram o que tinham protagonizado na 1ª metada da temporada. Iguodala foi disso exemplo e com o seu mau momento contagiou toda a equipa). Para piorar a situação de Philadelphia, Derrick Rose está descansado, com as baterias no máximo e pronto para assumir as rédeas dos Bulls em mais uma caminhada para o título. Durante a temporada, no head-to-head Chicago ganhou dois jogos enquanto Philadelphia ganhou 1, embora seja de referir que no jogo que os 76ers ganharam, Deng e Hamilton não jogaram, e Derrick Rose estava limitado. Em termos de Backcourt e Frontcourt os Bulls são claramente melhores, e só a pressão, um Iguodala (ele que é um defensor tremendo) a um nível ofensivo superior e os jovens dos 76ers particularmente inspirados, pode impedir que o conjunto de Chicago não chegue às meias-finais. Mesmo que Lou Williams e Evan Turner tenham dito publicamente que preferiam os Bulls aos Heat, na opinião do VM, por todas as razões em cima explicadas, os Bulls são claros favoritos e vão derrotar os 76ers sem consentir qualquer derrota. Derrick Rose vai apresentar-se na máxima força e fazer a diferença? É descabida a possibilidade de uma surpresa por parte dos 76ers? Ou os jovens de Philadelphia (à excepção de Elton Brand é um conjunto muito jovem) vão fazer sentir a sua força nos playoffs? São fundamentadas as afirmações dos comentadores americanos que disseram que os Bulls não aguentavam sem Deng, ao contrário do que aconteceu sem Rose? Terá sido esta poupança do MVP da época passada propositada? 

P. Pinto

NBA - A temporada regular da NBA chegou ao final, sem grandes surpresas no quadro para os playoffs. Em relação ao início do ano, das previsões feitas pelo VM, apenas os Portland Trail Blazers acabaram por desiludir (foram a grande decepção da temporada). A outra grande desilusão do ano acabou por ser os Charlotte Bobcats. Não se esperavam muitas vitórias, mas também se estava longe de imaginar que a equipa de Michael Jordan ia ficar com o pior registo da história da NBA (7-59 10.6%). Kevin Durant acabou por ser o melhor marcador da competição, MVP do All-Star Game e poderá juntar ainda o MVP da fase regular. Destaques da fase regular?

Sporting – Para além do futebol leonino ter chegado às meias finais da Liga Europa, hoje o Futsal vai disputar frente ao Barcelona uma presença na final da UEFA Futsal Cup (20 horas na RTP2) e amanhã o Andebol vai tentar segurar a vantagem de 2 golos frente ao Wacker Thun da Suíça, nas meias finais da Taça Challenge. Destaque para o facto de quer Sporting e quer Barcelona nunca terem conquistado um titulo europeu em Futsal, logo os dois emblemas com mais títulos gerais na Europa. Considerando que os leões nunca igualaram este feito (3 meias finais europeias no mesmo ano nas 3 modalidades colectivas profissionais), como se explicam as críticas à actual direcção do Sporting?

FC Porto – Vítor Pereira voltou a repetir a mesma convocatória para a partida frente ao Marítimo, deixando de fora Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez. O extremo uruguaio já está no seu país natal e não vai regressar mais aos dragões (termina contrato), enquanto que o lateral esquerdo, depois de ter falhado a partida frente ao Beira-Mar por castigo, ficou de fora por opção do técnico portista (o gesto aquando da sua substituição em Braga está no motivo da ausência para o jogo de sábado). Com Alex Sandro a demonstrar qualidade, a partida de Braga terá sido o último jogo de Álvaro Pereira ao serviço dos dragões?

Telma Monteiro – A melhor judoca portuguesa da história conquistou mais uma medalha de Ouro no Campeonato da Europa da modalidade (categoria -57 kg). Na final, a portuguesa derrotou a grega Ioulietta Boukouvala em apenas 1 minuto e 33 segundos. Telma Monteiro apresenta no seu currículo 4 medalhas de Ouro, 2 medalhas de Prata e 2 medalhas de Bronze em 8 participações nos Campeonatos da Europa, a que junta 3 medalhas de Prata e 1 de Bronze em Mundiais, faltando apenas uma medalha Olímpica. Poderá ser em Londres 2012?

É oficial! Guardiola (que esta época, claramente a sua pior, já venceu uma Super-Taça de Espanha, uma Europeia, o Mundial de Clubes e ainda pode vencer a Taça do Rei) anunciou hoje que vai deixar o Barcelona no final da presente época (o desgaste de 4 anos foi a razão invocada). O até agora adjunto Tito Vilanova será o seu sucessor. VM - Independentemente de se gostar ou não do Barcelona é impossível ficar indiferente a este momento. É o fim de uma era, um dia marcante neste desporto. Guardiola impôs um estilo único, dominador e fez deste Barcelona o maior "papão" da história do futebol Mundial. Um treinador único, perfeito em termos técnicos e tácticos, elegante, um gentleman que soube potenciar ao máximo este conjunto catalão, e que claramente se distingue dos demais. Pegou numa equipa que tinha ficado em 3º a 18 pontos do Real Madrid, dispensou Ronaldinho e Deco, e em 4 anos bateu todos os recordes. Ao todo são 13 títulos (podem ser 14 caso vença a final da Taça do Rei): três campeonatos de Espanha, uma Taça do Rei, três Supertaças de Espanha, duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças europeias e dois Mundiais de clubes, palmarés que lhe permite ser o treinador com mais troféus na história do Barcelona. A este registo soma exibições monumentais (6-2 no Santiago Bernabéu, 5-0 ao Real de Mourinho em Camp Nou), e quase 100% de encontros dominadores (os catalães dominaram todos os adversários que se enfrentaram, salvo algumas excepções como aquela meia-final frente ao Chelsea em 2009, raros foram os jogos em que o Barça não terminasse a partida com mais de 70% de posse de bola). Sem dúvida um dia que marca a história do Barcelona e do próprio futebol Mundial. Veremos por onde passa o seu futuro, o facto de falar catalão, castelhano, italiano e inglês de maneira perfeita, a juntar ao seu valor técnico e táctico permite-lhe voltar a ser bem sucedido no próximo projecto que abraçar (City ou Chelsea seriam desafios excelentes). Quanto a Tito Vilanova, é uma aposta que não surpreende. Um treinador que conhece o Barcelona e que acompanhou Guardiola nos últimos 5 anos (1 na equipa B), como tal, mantém a perspectiva de dar continuidade ao futebol único dos catalães. Que balanço faz do trajecto de Guardiola ao serviço do Barcelona? Por onde passa o futuro do ex-médio? Conseguirá (nunca ninguém ganhou tanto como ele em tão pouco tempo) o espanhol ampliar o seu palmarés noutro campeonato? Como se explica que um treinador que pegou num clube que tinha ficado em 3º e fez dele o maior papão da história continue a ser desvalorizado? E no que diz respeito a Vilanova, foi a melhor escolha? Até que ponto o Real (que só por duas vezes  desde que Mourinho assumiu o clube conseguiu vencer Guardiola) pode sair beneficiado com esta decisão do catalão?

A previsível saída de Gaitán no final desta temporada implica uma lógica simples no futebol: 1+1 são 2 (sai o argentino entra um ala no Benfica na próxima época). Partindo desse princípio básico e com o campeonato a terminar começou a época do "gatilho" (uma espécie de mau caçador com muitos cartuchos que tanto dispara que em algum há-de acertar). Ola John, Wijnaldum, Jesé Rodríguez, Assaidi, Chadli, Elia, Luciano Narsingh, são os nomes apontados ao clube da Luz até ao momento, e sendo certo que alguns destes extremos foram associados aos encarnados pela imprensa internacional, a lista promete engordar e não ficar por aqui (90% dos jogadores que são falados nos jornais desportivos portugueses tem como base sites estrangeiros sendo que os 10% que são avançados pela comunicação social portuguesa por norma são meras ilusões para encher capas). VM - Mesmo com Bruno César, Nolito e Djaló, na nossa opinião, caso Gaitán venha a sair, o Benfica deverá contratar não 1 mas 2 alas (um deles até poderia passar pelo regresso de Urreta, mas Jesus não parece apreciar o rendimento do uruguaio). Posto isto, e dos nomes adiantados até ao momento parece claro que Ola John e Salvio (por razões diferentes) são mais para atrair atenções (desde Agosto que os benfiquistas falam do holandês e é um nome bastante apreciado pela massa adepta encarnada, enquanto que o argentino deixou saudades na Luz). Os restantes (à excepção de  Jesé Rodríguez) podem indicar que o Benfica vai apontar baterias para o mercado holandês, talvez na lógica do que o VM há muito menciona: os jogadores da Eredivisie (inclusive os de Top) cada vez mais olham para a Liga portuguesa como um campeonato superior e ideal para ganhar visibilidade e intensidade competitiva antes de "darem o salto" para um clube de nomeada, e como tal são alvos mais acessíveis (em termos financeiros considerando que já actuam na Europa não são particularmente caros e depois há esta vantagem de ser mais fácil convencê-los a actuarem no nosso País). Dos falados todos apresentam potencial para se destacarem no Benfica. Quase todos rápidos, que gostam de arriscar no 1 contra 1, e com boa técnica. A situação de Elia (vai ser dispensado da Juventus) à priori pode ser a mais apetecível, mas Chadli, Wijnaldum e os 2 jogadores do Heerenveen financeiramente (principalmente em termos de contrato) são mais acessíveis. Quem deverá substituir Gaitán no Benfica? Deverá o clube da Luz adquirir 1 ou 2 alas? 

Talvez o duelo menos apetecível desta 1ª ronda dos playoffs (já que sem Howard, os Magic perderam as aspirações em chegar ao título). Duas equipas com trajectos completamente distintos ao longo desta temporada. De um lado, estão os Indiana Pacers, de quem muito pouco se falou apesar dos excelentes resultados que foram conseguindo (acabar a conferência Este à frente de franchises como os próprios Magic e Celtics é de facto assinalável). Do outro, estão os Orlando, que estiveram nas bocas do mundo devido a toda a controvérsia em volta do futuro de Dwight Howard. A previsão mais fácil e mais directa seria a de que os Pacers iriam dominar os Magic, que não vão contar com Howard devido a lesão. Esse facto, aliado à juventude dos rapazes de Indiana, que tem em Granger, Roy Hibbert, David West e George Hill as suas grandes armas, leva a pensar que a eliminatória vai claramente pender para os lados do técnico de Indiana, Frank Vogel. No entanto, há que ter em conta alguns factores importantes que podem equilibrar a série. Não só os Magic ganharam três jogos na fase regular contra apenas uma derrota frente a Indiana, como também têm muito mais experiência nos Playoffs, algo que ainda falta aos Pacers. Ainda que com a contribuição de Dwight Howard, os comandados de Stan Van Gundy não tiveram grandes dificuldades frente aos Pacers durante a época regular, e, pese a ausência do poste, Jameer Nelson, Jason Richardson, Hedo Turkoglu e Ryan Anderson são jogadores fundamentais pela sua experiência. A chave da eliminatória vai estar na defesa interior dos Magic e na defesa exterior dos Pacers. Enquanto Anderson, Daniel Orton e Glen Davis vão ter de arranjar forma de travar David West e Roy Hibbert nas áreas perto do cesto, os Pacers vão ter de mostrar especial cuidado com o tiro exterior de Orlando, que tem em JJ Redick, Nelson e Anderson dos atiradores mais perigosos da liga. Na opinião do VM, e tendo em conta os factores já enunciados, os Magic vão conseguir contrariar o favoritismo teórico dos Pacers e avançar para a segunda ronda ao fim de sete duros jogos. Prognósticos? Os Pacers vão acusar a pressão de ter melhor record de vitórias e derrotas? Qual vai ser o jogador decisivo nesta eliminatória? A equipa de Orlando vai conseguir triunfar sem a sua estrela?

P. Pinto

26 de Abril de 2012

Athletic Bilbao 3-1 Sporting (Susaeta 17´, Ibai Gomez 45´+1 e Llorente 88´; Van Wolfswinkel 44´)

Acabou o sonho do Sporting em chegar à final de Bucareste, depois da partida desta noite no Estádio San Mamés. Os leões até realizaram uma boa primeira parte, mas o golo sofrido em cima do intervalo e a quebra de rendimento (o Sporting quebrou fisicamente e ressentiu-se da ausência de Izmailov) na segunda parte deitaram tudo a perder. Para Sá Pinto vai grande parte do mérito dos leões nesta caminhada europeia, pois encontrou uma equipa que estava abatida animicamente e sem qualquer fio de jogo até meio de Fevereiro e conseguiu colocá-la a praticar um excelente futebol e a discutir uma presença numa final europeia. Já João Pereira, cometeu vários erros defensivos que deitaram tudo a perder em Bilbao (em especial no 2º e 3º golos dos bascos, onde entrou "à queima" e foi batido). No computo geral da eliminatória, os leões mereciam mais, pois foram superiores em Alvalade (o resultado foi enganador), jogaram melhor nos primeiros 45 minutos, perdendo apenas no último quarto da eliminatória. 

Quanto à partida de hoje, uma boa entrada do Sporting, com circulação de bola e jogadas ofensivas, mas sem causar perigo para Iraizoz. Os bascos respondiam também pelo seu futebol apoiado, mas foi através de um lançamento longo que podiam ter marcado. Llorente conseguiu bater Polga, contudo, falhou no remate. Pouco tempo depois, o Athletic chegou mesmo ao golo. Llorente recebeu um cruzamento e, de peito, assistiu Susaeta para o 1-0. Os leões não sentiram o golo adversário, podendo mesmo chegar ao golo do empate logo de seguida. Capel cruzou com qualidade, mas Pereirinha cabeceou por cima em boa posição para fazer golo. O Sporting chegava com perigo junto da baliza de Iraizoz e foi Polga a obrigar o guarda-redes basco a grande defesa à passagem dos 33´. O jogo estava bastante intenso e o Bilbao podia ter chegado ao 2-0 por duas ocasiões (na segunda, Rui Patrício respondeu com uma grande defesa). Perto do intervalo, o Sporting empatou mesmo. Pontapé de canto para os leões, um ressalto de bola em Xandão e o remate final de Van Wolfswinkel. Quando se pensava que o resultado ia empatado para o intervalo, Llorente voltou a ganhar à defensiva leonina e assistiu Ibai Gomez para o 2-1.

No segundo tempo, o Bilbao entrou mais pressionante e podia ter chegado ao golo por duas ocasiões. Na primeira, Susaeta, numa jogada individual, rematou com força para grande intervenção de Rui Patrício, enquanto que na segunda, Javi Martinez cabeceou ao poste, na sequência de um pontapé de canto. A resposta dos leões veio através de um livre de Ínsua, que foi desviado por Amorebieta para o seu poste. O Athletic continuava bastante rematador, com destaque para Iturraspe e Llorente, ambos para defesas seguras de Rui Patrício. O Bilbau tinha mais posse de bola, mas à medida que os minutos iam passando, o calculismo de ambos os conjuntos vinha ao de cima. Contudo, quando se esperava pelo prologamento, Ibai Gomez ultrapassa João Pereira e cruza para o desvio certeiro de Llorente. Um golpe muito forte para o Sporting, pois com pouco tempo para jogar, o máximo que os leões conseguiram fazer foi um remate de Jeffren de longe, para defesa de Iraizoz.

Destaques:


Sá Pinto - Se o Sporting só agora sai das competições europeias (é só a 5ª vez que estava a este nível) e cai de pé nas meias-finais deve-se em 90% ao seu treinador. Não se pode ignorar tudo o que fez até agora e nestas circunstâncias (recebeu um conjunto sem alma, sem fio, sem princípios básicos de jogo). Hoje arriscou num 11 mais ofensivo e a verdade é que os leões no 1º tempo conseguiram fazer uma boa posse de bola e jogar mais no meio campo adversário, na 2ª parte a quebra física do conjunto leonino acabou por derrotar os leões. A ausência de Izmailov (faltou alguém no meio campo que tivesse mais critério na posse de bola na 2ª parte) e as substituições (demonstrou ousadia e que queria ganhar ainda nos 90m quando colocou Carrillo, mas Jeffren pouco acrescentou e Carriço ficou desde cedo condicionado) acabaram igualmente por não ajudar.

Sporting - Mérito em ter sido o clube português que mais longe foi nas competições europeias esta época. Dado histórico ao chegar pela 5ª vez a esta fase (o resultado do 1º jogo, onde os leões mereciam mais, impediu que o conjunto leonino chegasse à final de Bucareste). Boa competição em termos de valorização de activos. Mas no que diz respeito a este jogo específico a prova de os responsáveis pela SAD leonina devem apetrechar Sá Pinto (o treinador dos leões merece mais que ninguém) com alguns elementos. A defesa leonina continua a não ser um porto seguro, a baixa média de alturas no futebol actual (hoje os bascos ganharam quase todos os lances de bola parada) é inaceitável, e ter apenas Wolfswinkel como opção de ataque é muito pouco (falta banco a este Sporting).

Quarteto defensivo do Sporting - Exibição péssima. Os centrais perderam demasiados duelos com Llorente, enquanto que os laterais (muitas vezes mal apoiados é certo) deram demasiado espaço nos seus flancos.

João Pereira - Ficou provado as razões do VM afirmar que é um lateral sem qualidade para jogar num "grande". A maneira como faz um carrinho no 2º golo do Bilbao (deixando a sua posição livre, no caso Ibai Gomez sozinho) e como é batido no 3-1 é digno de um jogador dos infantis. A estes erros somou vários em termos tácticos ao longo do encontro.

Ath. Bilbao - Demonstrou a intensidade e agressividade (quase sempre excessiva mas tolerada pelo árbitro inglês) que caracteriza esta equipa. Llorente, o corredor direito (Susaeta e Iraola), e a maior frescura física na 2ª parte acabaram por apurar os bascos para a final. No conjunto dos 2 jogos, apenas nos últimos 45m foram superiores ao Sporting mas isso foi decisivo. O timing dos golos (principalmente o 2-1) demonstrou que os bascos estavam com a "estrelinha".

Llorente - Foi a grande figura do encontro. O VM já tinha prevenido que era o principal perigo do Bilbao e hoje demonstrou o porquê. Uma participação directa nos 3 golos e com o seu poder físico e trabalho de área foi sempre uma dor de cabeça para a defensiva leonina.

Capel/Wolfswinkel - O espanhol foi dos mais activos do Sporting no 1º tempo e um dos primeiros a responder ao golo do Bilbao, na 2ª parte desapareceu; já o holandês juntou a uma exibição de combate um golo.

Pereirinha/Matias - Exibição esforçada mas pouco conseguida em termos de decisão por parte do substituto de Izmailov. Podia ter feito o empate de cabeça (estava em excelente posição), decidiu mal alguns lances ofensivos, mas em termos tácticos, de luta, e posse de bola ofereceu mais ao jogo que por exemplo Jeffren; já o chileno fez 10/15m de grande nível mas ou por desgaste físico ou pelo excesso de agressividade dos bascos foi menos preponderante que é habitual. Ao intervalo acabou por sair (o jogo pedia a entrada de Carriço e entre as opções a melhor passava pela saída do chileno).

Patrício/Schaars - Duas das melhores unidades do Sporting. O guardião defendeu praticamente tudo, enquanto que o médio fez mais uma exibição competente no meio campo.

André Martins - Enquanto teve forças foi o melhor leão em campo. Ganhou faltas, conseguiu desequilibrar pela zona central, ajudou defensivamente (principalmente na marcação a Muniain) e foi sempre o jogador leonino com mais critério ao nível da decisão e posse de bola. É sem dúvida um médio com características únicas (técnicas, velocidade, passe e capacidade em desequilibrar com bola pelo meio) e considerando o actual lote de jogadores portugueses nesta posição deveria merecer uma especial atenção de Paulo Bento.

Valencia 0-1 Atl. Madrid (Adrian Lopez 60´) – Os colchoneros chegam à final depois de ultrapassarem o Valencia. O único golo da partida surgiu do génio de Adrian Lopez, que atirou uma autêntica bomba para a baliza de Diego Alves (podem ver o golo no facebook do VM). Tiago vai falhar a final, depois de ter sido expulso aos 79´ por agredir Soldado (o jogador português foi muito provocado pelos elementos do Valencia, num lance em que o árbitro até tinha marcado grande penalidade inexistente, que viria a ser anulada). Falcao pode vencer a Liga Europa e ser o melhor marcador pelo 2º ano consecutivo, enquanto que o Atletico pode conquistar a 2ª Liga Europa em apenas 3 anos. Quem vai levar a melhor no duelo de Atleticos?


O campeonato está a chegar ao fim e como é apanágio do Visão de Mercado vamos apontar os melhores de 2011-12. Na posição de defesa central (lado esquerdo) vários jogadores estiveram em destaque: Nuno A. Coelho (Sp. Braga), Cláudio (Gil Vicente, Polga (Sporting), Roberge (Marítimo), Garay (Benfica), Ewerton (Sp. Braga), Otamendi (FC Porto) e Yohan Tavares (Beira-Mar) na nossa opinião destacaram-se em relação aos demais. Qual foi o melhor esta temporada?

O cenário estava montado, quando aos 14 minutos CR7 fez o 2º golo frente ao Bayern, parecia inevitável que nos primeiros dias de 2013, na Suíça, Ronaldo e Mourinho fossem coroados pela FIFA como o melhor jogador e melhor treinador do Mundo em 2012. A perspectiva de juntar à La Liga uma final da LC deixava a concorrência em termos de treinadores e jogadores a uma distância enorme. Algo que para Portugal, independentemente de se gostar ou não do Real, era um marco histórico, ter 2 portugueses (quando o nosso País tem menos de 11 milhões de habitantes) no topo da hierarquia de uma modalidade que envolve tantos praticantes e tantas emoções é atingir uma dimensão estratosférica. E não vamos ser hipócritas por mais que tanto Ronaldo e Mourinho queiram o sucesso do conjunto de Madrid, ambos querem essencialmente o reconhecimento Mundial com o trono do melhor do Mundo, sabendo que uma coisa leva a outra. No entanto, um conjunto merengue apático deixou-se dominar por um Bayern superior e acabou de maneira justa eliminado. Mourinho falhou em termos técnicos e tácticos (no 11, na estratégia, no banco), Ronaldo falhou nos penaltis, e de um prémio de Melhor do Mundo em 2012, que parecia já não fugir aos 2 portugueses, temos agora uma mão cheia de incertezas. Vencer apenas a La Liga é muito pouco e pode ser insuficiente para que Ronaldo e Mourinho vençam pela 2ª vez a respectiva Bola de Ouro. Acreditamos que ambos ainda estão na pole-position para arrecadar os respectivos prémios, pois Di Matteo e Jupp Heynckes mesmo que vençam a LC e a Taça interna não gozam de comunicação social suficiente para serem considerados, e no que diz respeito aos jogadores a menos que Robben ou Ribery juntem a conquista da Liga dos Campeões ao Euro 2012 dificilmente vão ser considerados, contudo era importante a CR7 e ao Special One atingirem alguns objectivos nos próximos meses para que consigam aproveitar essa pole-position para cortar a meta em 1º lugar, a saber:

Cristiano Ronaldo:
1º - Conseguir o título de melhor marcador da La Liga e como consequência disso ser o Bota de Ouro (caso Messi junte a Bota de Ouro ao título de melhor marcador da LC vai voltar a ganhar vantagem);
2º - Realizar um Euro2012 em grande. Um falhanço em termos colectivos e individuais pode levar a que o português passe a ser rotulado como um jogador que falha nas grandes decisões (a sua prestação na Polónia/Ucrânia vai ter um peso decisivo na decisão final da FIFA/France Football. Golos e meias- finais, o grupo de Portugal cruza com o mais acessível da prova, são condições necessárias para que o protagonismo do português não fique manchado);
3º - Iniciar a época 2012-13 da melhor maneira. Muitas vezes os seleccionadores/jornalistas quando votam em Outubro/Novembro ignoram o que se passou nos primeiros 6 meses do ano e dão essencialmente importância aos últimos jogos. Neste caso a Super-Taça de Espanha que irá opor o Real ao Barcelona ou Bilbao, os primeiros jogos da LC e da La Liga vão ser importantes. Pois se os merengues jogarem uma ou duas vezes com os catalães nesse período e perderem, Ronaldo fica logo com uma posição fragilizada.

José Mourinho:
1º - Estamos num ano em que nenhum treinador sobressaiu (como frisamos Di Matteo e Jupp Heynckes mesmo que vençam a LC e a Taça interna não gozam de comunicação social suficiente para serem considerados) e apenas o técnico que vencer o Euro 2012 pode rivalizar com o português. Se juntar à conquista da La Liga a Super-Taça de Espanha, acreditamos que será meio caminho andado para chegar à Bola de Ouro. Caso chegue ao momento das votações só com um título (a La Liga) poderá perder alguma vantagem.

Conseguirá Ronaldo conquistar a Bola de Ouro de 2012? Que jogadores podem rivalizar com o português? Quais os principais candidatos? E Mourinho, conseguirá o português a sua 2ª Bola de Ouro de melhor treinador do Mundo? Será só 1 título (a  La Liga) suficiente para dar o prémio ao Special One? Quem pode destronar o técnico do Real? Por último, como é que se explica que por exemplo Ronaldo seja tão pouco valorizado pelos portugueses...às vezes parece que são mais os que desejam o seu insucesso do que o seu sucesso, não se dando conta de que como é prestigiante ter um português no Top do futebol Mundial (se Messi é melhor ou pior não está em discussão, mas querer o insucesso do extremo/avançado merengue é algo que nos faz confusão)?

A temporada 2011-12 da NBA entrou nos últimos dias, aqueles que vão decidir os jogos para a 1ª ronda dos playoffs e quem fica com as melhores hipóteses para ganhar o 1º lugar do Draft 2012. Há equipas que já "pararam" por completo, colocaram os seus melhores jogadores a descansar, enquanto que outras dão tudo por tudo por um lugar entre as 8 melhores de cada Conferência. De entre as melhores equipas, seguramente vão sair os jogadores candidatos aos prémios individuais de final da temporada. Mais uma vez, o VM coloca o desafio aos leitores de indicar quem merece levar para casa o prémio de melhor Treinador do Ano. A meio da época, de acordo com o VM, Scott Brooks merecia o prémio de Treinador do Ano - ver aqui.

Mercado - O final da época aproxima-se e com isso os rumores e a especulação aumenta. No que diz respeito a treinadores (o defeso não apresenta apenas os jogadores como protagonistas), os 2 finalistas da última Liga Europa são hoje associados a 2 emblemas. Villas-Boas pode substituir Unay Emery no Valencia, enquanto que Domingos é um dos eleitos para o comando técnico do Olympiakos. Teremos os 2 portugueses a disputar a LC na próxima época? Boas soluções para o futuro de ambos? No que diz respeito a jogadores, a imprensa holandesa garante que o Benfica está a negociar o guarda-redes Nikolay Mihaylov e o extremo Nacer Chadli, ambos do Twente. VM - Dois bons jogadores mas Mihaylov só faz sentido se o clube da Luz vender Artur, já Chadli poderá corresponder a uma das lacunas que os encarnados querem reforçar na próxima época (falta um ala desde a saída de Enzo Pérez, caso Gaitán seja vendido ficam a faltar 2); Por sua vez a imprensa espanhola volta a associar Buonanotte ao Sporting, o argentino vai sair do Málaga e tem sido apontado a clubes portugueses e mexicanos. VM - Médio ofensivo de grande virtuosismo, mas que infelizmente para o futebol desde o acidente que teve nunca mais foi o mesmo. Poderá aproveitar a nossa Liga para voltar ao nível que exibiu no passado (se assim for é certamente um bom reforço); Por último, Fabrice N'Sakala, lateral esquerdo/médio internacional sub-21 por França que milita no Troyes da 2ª divisão francesa está a ser apontado ao Porto e Lyon. VM - Caso Alvaro Pereira seja vendido certamente os azuis e brancos vão procurar colmatar essa saída (a menos que Emídio Rafael recupere). No capítulo das vendas, Hulk volta a ser apontado ao Tottenham, o Daily Mail avança que os Spurs vão oferecer 43 milhões pelo Incrível; enquanto Carole, o lateral do Benfica que está emprestado ao Sedan é hoje associado ao Sevilha. No Benfica sai Artur (tem sido associado a clubes russos) entra Mihaylov? Deverá Carole regressar à Luz? E no que diz respeito ao reforço das alas, quais deveriam ser os alvos? No Sporting, Buonanotte é uma boa opção? E no Porto, é este Verão que Hulk sai do Dragão? Qual o seu valor de mercado?

NBA - Já são conhecidas as 16 equipas que vão disputar os playoffs. Oeste: San Antonio Spurs, Memphis Grizzlies, Dallas Mavericks, Oklahoma City Thunder, Los Angeles Lakers, Los Angeles Clippers, Denver Nuggets e Utah Jazz. Este: Philadelphia 76ers, Chicago Bulls, Miami Heat, Indiana Pacers, Atlanta Hawks, Boston Celtics, Orlando Magic e New York Knicks. Falta conhecer as posições de alguns franchises. VM - À excepção dos Portland (claramente a desilusão da época) não houve nenhuma surpresa. Prognósticos?

Chelsea - Fernando Torres marcou frente ao Barcelona o golo mais importante ao serviço dos londrinos. Tendo em conta que foi apenas o 9º pelo Chelsea, pode-se mesmo afirmar que, até ao momento, cada golo de “El Niño” pelos blues custou cerca de 6.4 milhões de euros. Conseguirá o espanhol compensar os 58 milhões de euros que o Chelsea investiu na sua contratação?

Juniores - Faltam apenas 3 jornadas para terminar mais um campeonato de Juniores, com Benfica (24 pts), Sporting (23 pts), FC Porto (21 pts) e Sp. Braga (20 pts) ainda na luta pelo título. Na 11ª jornada, o FC Porto derrotou o Vit. Setúbal por 3-2, enquanto que Sporting e Sp. Braga empataram 1-1. O líder Benfica também não foi além de um empate 2-2 em Guimarães. Qual o principal favorito?

Sporting -
Foi aprovada em Assembleia-Geral a contracção de dois empréstimos no valor de 120 milhões de euros conducentes à fusão por incorporação da Sporting Património e Marketing (SPM) com a SAD. 
Os sócios aprovaram a contracção de um empréstimo de 52,8 milhões de euros, destinado ao aumento de capital ou a liquidar dívida da SPM, e um outro, no valor de 67,2 milhões de euros, para financiamento da Sporting, SGPS, para que esta possa acorrer ao referido aumento de capital.
A direcção tenciona desta forma extinguir a SPM e incorporá-la na SAD, fazendo transitar para a sociedade que gere o futebol profissional o direito de superfície do Estádio José Alvalade e do respectivo terreno.
Boa decisão por parte dos sócios leoninos?

Serie A - Juventus e AC Milan continuam separados por 3 pontos, depois de ambos os conjuntos terem vencido os seus jogos por 1-0. Em Cesena, foi Borriello a resolver para a vecchia signora, aos 80´, já depois de Pirlo ter desperdiçado uma grande penalidade ainda na 1ª parte (a 2ª em 2 jogos). Em San Siro, o Genova resistiu até aos 86´, altura em que Kevin-Prince Boateng marcou o único golo da partida. A luta pelo 3º lugar está ao rubro, depois da surpreendente derrota da Lazio em Novara (2-1 com um golaço de Mascara de livre directo). Quem aproveitou foi o Inter (3-1 em Udine) e o Nápoles (2-0 em Lecce), que estão a 3 e 1 ponto da Lazio, respectivamente. Udinese (mesmos 52 pts do Inter) e AS Roma (50 pts, depois da derrota caseira frente à Fiorentina) também ainda estão na luta. Com o Cesena despromovido e o Novara bastante próximo, resta a Lecce (35 pts) e Genova (36 pts) tentarem escapar à 3ª vaga para a Serie B.

Ténis - Frederico Gil derrotou João Sousa pelos parciais de 4-6, 6-4 e 6-3 e qualificou-se para a 3ª ronda do torneio de Barcelona. Agora terá pela frente o sérvio Janko Tipsarevic (nº 8 do ranking ATP). Pedro Sousa (nº 245) derrotou Gilles Muller (nº 61), o principal candidato a vencer o Challenger de Nápoles, por 6-4 e 6-2 e avançou para a 3ª ronda. Gastão Elias derrotou o brasileiro Fernando Romboli por 6-2 e 6-3, no Challenger de São Paulo.