31 de Março de 2012

Benfica 2-1 Braga (Witsel 77´g.p. e Bruno César 90´+2; Elderson 82´)

Benfica e Sp. Braga mostraram argumentos de candidatos ao título, numa partida de excelente nível e decidida apenas nos últimos 15 minutos. Um resultado, injusto para os minhotos, que deixa tudo em aberto na Liga. Os dois rivais equivaleram-se, contudo, a "estrelinha" caiu sobre o Benfica, com um golo aos 92 minutos. São os golos nestas ocasiões e nestes momentos, que poderão decidir os campeonatos. Com este resultado, o FC Porto saltou para a liderança da Liga, com o Benfica a 1 ponto e Sp. Braga a 2 pontos. Bruno César foi o melhor jogador dos encarnados (marcou o golo decisivo e ainda ganhou a grande penalidade), Mossoró e Custódio foram os melhores em campo e Elderson foi o grande protagonista da partida (cometeu grande penalidade, marcou o golo dos minhotos e foi ultrapassado por Gaitán no 2º golo do Benfica).

Quanto à partida, os encarnados entraram decididos a marcar cedo, enquanto que os gverreiros espreitavam as transições rápidas. Rodrigo e Bruno César foram os primeiros a testar Quim, contudo, o Benfica não conseguia definir bem o último passe/remate. Na resposta, os minhotos tentavam o contra-ataque, com Mossoró e Lima em destaques. A primeira parte terminou com uma defesa de Artur a remate de Mossoró, na melhor e única situação de golo até então. No início do 2º tempo, o Benfica voltou a entrar melhor, contudo, os minhotos foram mais perigosos na sua ofensiva. Lima rematou por cima na sua melhor oportunidade, Witsel respondeu com um lance onde Quim levou a melhor e, depois, Mossoró, completamente sozinho na área, cabeceou para fora na melhor ocasião de golo em toda a partida. Os minhotos tinham a partida controlada e saíam em perigosos contra-ataques, contudo, Elderson, cometeu uma grande penalidade sobre Bruno César e Witsel colocou os encarnados em vantagem. Os minhotos responderam logo de seguida, com o mesmo Elderson a marcar o golo do empate após um erro de Artur. Quando se esperava um empate 1-1, Bruno César rematou certeiro para o 2-1 final e vitória do Benfica.

Destaques:

Sp. Braga - Interrompeu o ciclo de 13 vitórias consecutivas, mas demonstrou que é um forte candidato título. Fez o seu jogo (foi claro que o empate beneficiava os minhotos e os comandados de Jardim jogaram com isso), criou a única oportunidade de golo na 1ª parte e a mais flagrante da 2ª (ambas por Mossoró) e inclusive estava por cima do encontro quando o Benfica chegou ao 1-0. Os gverreiros descem para 3º lugar e sabem que neste momento já dependem dos resultados do Benfica para chegar ao título e que precisam igualmente de ganhar ao FC Porto para não depender dos resultados dos azuis e brancos.

Benfica - Voltou a ter "estrelinha" que já tinha tido recentemente frente ao Paços, no entanto, também foi evidente que os encarnados procuraram sempre a vitória (apesar de esse querer não estar directamente ligado com a qualidade do futebol, clarividência e capacidade em desequilibrar). As águias disputam na próxima jornada um encontro decisivo com o Sporting, com a certeza que nas restantes jornadas o calendário beneficia claramente o clube da Luz.

Bruno César - O elemento mais esclarecido dos encarnados. Rematou várias vezes, marcou o golo decisivo e ainda sofreu a grande penalidade que originou o 1º golo do Benfica.

Gaitán/Rodrigo - Dois dos jogadores que mais tentaram desequilibrar na frente de ataque dos encarnados, mas quase sempre sem definirem bem no final. O argentino foi decisivo no 2º golo do Benfica.

Maxi/Capdevila - O uruguaio não mostrou a mesma intensidade que noutras partidas, enquanto que o espanhol, apesar de ter passado por algumas dificuldades, conseguiu apresentar-se num nivel melhor que Emerson.

Javi Garcia - Muitas dificuldades no meio encarnado, sobretudo, pela liberdade que deu a Mossoró para construir jogadas de perigo para os minhotos.

Mossoró/Custódio - Os melhores elementos em campo. O brasileiro esteve muito bem na organização do ataque minhoto, aproveitou os espaços concedidos pelo meio campo encarnados e apenas falhou na finalização. O português encheu o meio campo com toda a sua qualidade táctica.

Lima - O goleador da Liga procurou bem os espaços na defensiva encarnada, criou desequilíbrios, mas, tal como Mossoró, não foi feliz na finalização.

Nuno André Coelho/Douglão - Duas boas exibições por parte da dupla de centrais do Sp. Braga. Anularam Cardozo (não teve qualquer espaço para fazer uso do seu pé esquerdo) e mostraram tranquilidade perante o maior caudal ofensivo do Benfica.

Porto 2-0 Olhanense (Lucho 23´ e James 66´)

O Porto saltou para a liderança da Liga, ainda que à condição, depois de receber e derrotar um inofensivo Olhanense. Os azuis e brancos  regressaram assim às vitórias depois de uma derrota frente ao Benfica na Taça da Liga e um empate na última jornada diante do Paços. Boa exibição dos dragões, podiam inclusive ter conseguido outros números não fosse a partida de grande nível de Fabiano (o guardião dos algarvios fez uma dezena de defesas impressionantes), numa partida onde um dos destaques foi a presença de Rolando (ele que tem cometido vários erros infantis) no banco de suplentes (Maicon e Otamendi formaram a dupla de centrais).

No que diz respeito ao encontro, foi uma partida de sentido único. A Olhanense praticamente não criou perigo, aliás poucas vezes rematou e os azuis e brancos dominaram o jogo por completo. O Porto podia ter marcado logo aos 20 segundos, com Hulk sem conseguir bater Fabiano. Estava lançado o mote para o duelo da noite (já na 1ª volta o guardião dos algarvios defendeu um penalti do Incrível). O brasileiro ia tentando (muitas vezes quando estava isolado sobre o lado direito), James e Maicon (num pontapé de canto proporcionou a Fabiano uma das defesas da Liga) iam acompanhando o 12 do Porto, mas Fabiano tudo ia defendendo. Até que Lucho com um remate à entrada da área depois de um pontapé de canto fez o 1-0. Ao intervalo o resultado pecava por escasso. No 2º tempo foi mais do mesmo, logo a abrir Hulk isolado não conseguiu bater Fabiano, até que James acabaria por fazer o "golo da tranquilidade" depois de uma excelente jogada (o colombiano deu um bom seguimento a um bom lance de Hulk). O 2º golo "matou" a partida, e até final os dragões baixaram a intensidade. Em suma, uma vitória justa do Porto que até peca por escassa. Fabiano com várias defesas de grande nível foi de longe o melhor em campo (se fosse nos anos 80/90 já não saia hoje do Dragão sem contrato assinado), James juntou ao golo uma bola no poste e uma exibição convincente (desde o jogo na Luz para a Liga que vinha a realizar partidas muito pobres), Moutinho esteve igualmente bem na dinâmica no meio campo do Porto, e Hulk apesar dos golos que falhou foi dos mais interventivos. Destaque igualmente para a exibição frustrada de Alvaro Pereira (correu muito mas nunca conseguiu dar uma boa sequência aos lances) e para mais uma nulidade que foi a presença de Janko em campo (o austríaco continua a dar razão ao VM quando afirmamos no dia da sua contratação que em termos de movimentações, técnica e finalização era inferior a Kléber). Destaques?

Melhor Presidente: Luís Filipe Vieira (SLB) ou António Salvador (SCB)? Ambos presidem os respectivos clubes desde 2003 e ambos parecem dispostos a deixar uma marca no futebol português. No entanto, Vieira precisa da vitória no campeonato para enfrentar as próximas eleições do Benfica (no último trimestre deste ano). Mais um desaire pode complicar a continuidade do presidente encarnado na Luz. Enquanto que Salvador quer afirmar de vez este Braga como um "grande" de Portugal e colocar os minhotos na história dos nossos campeonatos (um triunfo na Liga iria permitir igualar o registo de Belenenses e Boavista).

Jogos oficiais em 2011-12
Sporting: 46
Benfica: 44
SC Braga: 40
FC Porto: 40

Ao todo são 46 o numero de jogos oficiais que o Sporting efectuou na presente época (poderá acabar a temporada com 57 caso chegue à final da Liga Europa, um valor "anormal" e próximo dos 58 do Porto em 2010-2011). Valores que fazem dos leões a equipa portuguesa com mais encontros disputados em 2011-12 (vão fazer pelo menos 54 jogos). Também o Benfica parte para esta recta final do campeonato com a certeza que vai acabar o ano com pelo menos 52 encontros disputados, um desgaste que poderá ser decisivo na luta pelo título, já que Porto e Braga no máximo só vão disputar 46 jogos esta época. Até que ponto o nº de jogos e o consequente desgaste poderá ser decisivo nas contas finais do campeonato? Como se explica que o Porto com o seu super-orçamento esta temporada realize menos 12 jogos que o ano passado ("descansa" quase meio campeonato)? E na perspectiva do Sporting, considerando que desde Sá Pinto passou a orientar os leões (ou seja há um mês e meio) o clube leonino já disputou 11 jogos, qual deverá ser a equipa titular frente à U. Leiria (deixamos a nossa sugestão na imagem)?

Melhor defesa central (lado esquerdo): Miguel Vítor (SLB) ou Nuno A. Coelho (SCB)?

El Maestro. A sua alcunha resume muito do que aqui vai ser dito sobre o treinador uruguaio. Um dos melhores e mais conceituados génios tácticos da actualidade, que não tem essa fama por acaso. Basta ver o trabalho recente de Óscar Tabárez ao serviço da selecção do Uruguai, onde tem surpreendido todo o mundo do futebol. A forma como em Setembro de 2006 conseguiu pegar numa selecção que tinha falhado o apuramento para o Mundial, e fez do Uruguai a equipa mais forte e competente da América do Sul na actualidade, marca a sua carreira, mesmo tendo uma conquista na Taça dos Libertadores ao serviço do Peñarol em 1987. Como estandarte da sua qualidade consideramos a brilhante campanha no Campeonato do Mundo de 2010, onde chegou até às meias-finais, sendo apenas travado pela Holanda num jogo memorável. O experiente técnico de 65 anos conseguiu colocar o Uruguai a praticar um futebol muito disciplinado mas também muito eficaz. E acima de tudo, com resultados para o comprovar. Após esse Mundial memorável, liderou Suárez, Forlán e companhia até à vitória na Copa América de 2011 (já em 2007 na sua 1ª competição como seleccionador tinha conseguido um bom 4º lugar). O seu rigor táctico foi muito visível na prestação defensiva dos uruguaios nessa prova sul-americana, onde apenas consentiram 3 golos durante toda a competição. Como grande galardão individual, Tabárez apresenta os troféus de melhor treinador sul-americano dos anos de 2010 e 2011 e melhor seleccionador do Mundo igualmente em 2011, reconhecimentos completamente merecidos. O melhor seleccionador da actualidade? Mesmo com o sucesso que teve no Penarol e Boca Juniors (desiludiu no AC Milan) é típico treinador com perfil para orientar uma selecção? É justo afirmar que Tabárez fez deste Uruguai a selecção sul-americana mais forte da actualidade à frente de equipas como o Brasil e Argentina?

P. Pinto

30 de Março de 2012

Melhor treinador: Jorge Jesus (SLB) ou Leonardo Jardim (SCB)? São 20, os anos que os separam, o currículo de ambos é igualmente diferente, mas em termos de rigor táctico e competência (pelo menos dentro das ambições dos respectivos clubes) as diferenças não tem sido muitas esta época. O madeirense (muito criticado pelos braguistas no principio da temporada) conduziu o Braga a uma sequência de 13 vitórias consecutivas e à liderança da Liga, enquanto que o técnico encarnado apesar do 3º lugar da Liga a 2 pontos dos minhotos, guiou as águias até aos quartos-de-final da LC e à final da Taça da Liga.

PS - Marítimo vence em Coimbra no jogo de abertura da 25ª jornada e ganha vantagem na luta pelo 4º lugar; Só a presença na final da Taça de Portugal salva Pedro Emanuel, a Académica não venceu nenhum dos últimos 13 jogos, denota muitas dificuldades em marcar golos (que falta faz Éder), em Coimbra não vence há 6 meses e se continuar assim complica a permanência.

O Visão de Mercado adicionou uma nova abordagem aos jogadores da Liga ZON-Sagres, nomeando todos os meses os 10 melhores jogadores desse mês e os 10 melhores jovens (tudo isto, com os critérios próprios do VM). As partidas seleccionadas para elaborar os tops foram as das jornadas 21, 22, 23 e 24, bem como as meias finais da Taça da Liga. Capel foi o melhor de Outubro (ver aqui), Baba foi o melhor em Novembro (ver aqui), Lima foi o melhor de Dezembro (ver aqui), Custódio foi o melhor de Janeiro (ver aqui) e Hugo Viana foi o melhor de Fevereiro (ver aqui).

Na opinião do VM, Lima foi o jogador em maior destaque no mês de Março. O brasileiro segue numa série de 8 jogos consecutivos a marcar, em todas as competições (10 golos), tendo contribuído para as vitórias do Sp. Braga nos 4 jogos para o campeonato em Março. Para além dos 4 golos para a Liga, o avançado marcou também para a Taça da Liga, ainda que os minhotos tenham cedido nas grandes penalidades para o Gil Vicente. Apesar do Sp. Braga ter sofrido 6 golos nas 5 partidas em análise, o ataque dos gverreiros não perdoou e facturou por 13 vezes, com grande contributo de Lima (grande mobilidade, técnica e poder de remate na frente de ataque).

Top - 10:
1 – Lima (BRA)
2 – Mossoró (BRA)
3 – Hugo Viana (BRA)
4 – Cláudio (GVIC)
5 – Heldon (MAR)
6 – Custódio (BRA)
7 – Luisinho (PFER)
8 – Douglão (BRA)
9 – Edgar (VGUI)
10 – Dady (OLH)

Qual o top-10 de Março? Poderá Lima ser o goleador da Liga ZON-Sagres e levar os gverreiros ao título?


PS - Como a jornada 25 só termina em Abril, vamos considerar o que os jogadores protagonizarem nesta ronda (mesmo os que jogam hoje e amanhã) só nesse mês. Em Março o Sporting perdeu com Setúbal e Gil Vicente, o Benfica perdeu com o Porto e empatou com o Olhanense, e o Porto empatou com Académica, Paços e perdeu com o Benfica para a Taça da Liga, ou seja a nomeação de jogadores dos 3 clubes para o Top10 dos melhores de Março não faz qualquer sentido.

Josep Guardiola, teceu hoje rasgados elogios a Raúl, avançado do Schalke e ex-capitão do Real Madrid. «A presença de Raúl no Europeu é uma decisão de Del Bosque. Agora, ele é o jogador espanhol mais importante de todos os tempos. É impressionante. É o melhor e foi o melhor. Ontem fez um golo de vólei e o primeiro é parecido a outros 500 que já marcou. É um exemplo para aqueles que estão a começar. Joga há tantos anos e fez tantos golos. É incrível», afirmou o treinador catalão. Concorda com Guardiola? Será Raul o melhor jogador espanhol de sempre? Do que viu jogar, qual o seu Top5? VM - Emilio Butragueño e Michel eram bons (Di Stefano já não é do nosso tempo, como tal, preferimos não opinar), mas Raul foi e é muito melhor. Concordamos que Raul foi o jogador espanhol mais importante na história, mas para o VM Xavi é o melhor jogador espanhol de todos os tempos. Iniesta e Raul completam o nosso pódio. O próprio Guardiola merece um lugar neste Top10, outro elemento a destacar (que para muitos não tinha lugar nem no Top50) é Luis Enrique, como é óbvio é inferior a Villa, Torres, Casillas, Hierro, mas a sua raça, atitude, polivalência era notável.

Noutro âmbito Guardiola foi questionado sobre as camadas jovens do Barça (de longe a melhor escola de formação do Mundo). Afinal, qual é a diferença da «cantera culé» para as outras? «Há gente que trabalha melhor que nós, mas, aqui, nós colocamo-los a jogar», argumentou. Uma afirmação simples, inteligente e que traduz o que o VM tem vindo a referir (ler aqui): Como é que querem que jovens como Nélson Oliveira, David Simão, Cafu, Betinho, Esgaio, Chaby, Adrien, Tiago Ferreira, Tozé, etc, sejam craques ou opções quando não os metem a jogar nem lhes dão condições para evoluir e se afirmar? É óbvio que dos escalões de formação dos nossos principais clubes não vão sair todos os dias jogadores como o Messi, Cesc, Iniesta, Xavi, Pique ou Busquets, mas se a aposta nos elementos que saem dos escalões jovens for nula ou intermitente dificilmente vamos saber se atletas como os referidos seriam melhores que Emerson, Janko, Wolfswinkel, Matic, etc. Como é se explica que o Barcelona, a melhor equipa do Mundo nos últimos 6 anos, tenha construído o seu sucesso devido à formação, e em Portugal haja uma política de aposta constante no jogador estrangeiro (pois na teoria segundo alguns são melhores do que os nosso portugueses que nunca viram sequer jogar pois não tiveram oportunidade para tal)?

Por último, o treinador do Barcelona aproveitou mais uma vez para elogiar Bielsa e o seu Bilbao (equipa que vai defrontar amanhã algo que tem gerado muita polémica em Espanha pois os bascos nem 48h vão descansar). Para Guardiola não há dúvidas, o Athletic é a grande sensação da temporada a nível europeu e Bielsa o melhor treinador do Mundo na actualidade (o catalão afirmou mesmo que aprende todos os dias com o argentino). Concorda?

Melhor avançado: Cardozo (SLB) ou Lima (SCB)? A decisão da partida pode passar por eles e protagonizam igualmente um duelo à parte: a luta pela liderança dos melhores marcadores, sendo que neste momento o brasileiro leva vantagem com 19 golos apontados contra 18 do paraguaio na Liga. Dois avançados com características diferentes, quer físicas quer no estilo de jogo. Cardozo mais posicional, Lima mais rápido e com outra capacidade para aparecer nas alas fugindo à marcação dos centrais, mas que apresentam dois pormenores similares: nenhum dos 2 é particularmente forte no jogo aéreo e ambos possuem um forte remate (não é por acaso que tanto o brasileiro como o paraguaio gostam de receber a bola preferencialmente no espaço e à frente dos mesmos).

O último jogo do Benfica para a Liga dos Campeões foi disputado sem qualquer português nos 14 jogadores que pisaram o relvado do Estádio da Luz. Até as outras três equipas que jogaram no mesmo dia do Benfica utilizaram portugueses (APOEL, Real Madrid e Chelsea). Com o FC Porto e Sporting a seguirem as mesmas pisadas do clube da Luz, poderemos dizer que Paulo Bento não terá grandes opções nos 3 grandes para o Euro 2012. O FC Porto utiliza com regularidade Rolando e João Moutinho, enquanto que Varela está num plano inferior. Já o Sporting utiliza Rui Patrício e João Pereira, enquanto que Carriço, André Santos, André Martins e Pereirinha têm uma utilização mais intermitente. Quando se fala que para os clubes portugueses terem maior competitividade, têm que utilizar mais estrangeiros, o Sp. Braga vem provar o contrário, pois Leonardo Jardim tem apostado em Quim, Hélder Barbosa, Custódio, Hugo Viana e, mais recentemente, em Nuno André Coelho e Miguel Lopes, para além de Ukra sair com regularidade do banco de suplentes e Ruben Amorim também ter sido opção até se lesionar. Contudo, é o futuro que poderá estar em causa, já que para 2012, Portugal tem excelentes opções a jogar no estrangeiro. Mas a partir de 2016 quando Ronaldo, Nani, Pepe, Moutinho, Veloso e Meireles, por exemplo, estiverem na casa dos 30 anos, as alternativas serão muito poucas ou nenhumas.

Após a brilhante campanha no Mundial sub-20, pensava-se que estaria dado o mote para mudar a mentalidade dos dirigentes dos clubes portugueses, no que toca à contratação de jogadores e aposta no produto nacional, contudo, parece que aconteceu o contrário. Dos jogadores que fizeram parte da campanha portuguesa na Colômbia, poucos jogam com regularidade nos principais campeonatos. Para além disso, chegou agora à discussão o alargamento da Liga ZON-Sagres de 16 para 18 clubes. Uma medida que, ao manter-se a política de contratação de estrangeiros, só vai abrir o mercado português a mais jogadores sul-americanos em detrimento do jogador português.

Depois de o FC Porto ter acabado a temporada passada sem nenhum jogador da sua formação no plantel (algo único na história do clube), 2011-12, com o empréstimo de Ventura e Castro o cenário não foi diferente. Já no Benfica, com a saída de Coentrão como seria expectável actuou 95% das partidas sem nenhum jogador português no 11 (Nélson Oliveira foi o único a contrariar este cenário). Por sua vez, o Sporting que era a excepção e de longe o melhor exemplo para o futebol nacional, não conseguiu resistir à tendência e contratou 19 jogadores (todos estrangeiros). Três clubes, três equipas que deviam ser exemplo para todas as outras a nível nacional, mas que com esta política estão a contribuir para uma falta de identidade do futebol português. No plano económico, está igualmente provado que o jogador português é dos que vende melhor no Mundo, como tal, esta aposta nula é uma má política de mercado (como querem vender jogadores como o Nani, Coentrão, Carvalho, se não apostarem neles?). Os outros clubes da Liga Zon-Sagres infelizmente dão continuidade a este flagelo e salvo algumas excepções o cenário pouco animador. Como tal, parece-nos oportuno voltar referir o projecto que o Visão de Mercado elaborou para o futebol português e destacou em Setembro de 2010.

Soluções?

O Visão de Mercado sugere algumas soluções a aplicar pela Liga de Clubes, como forma a reduzir esta invasão de jogadores extracomunitários. As medidas são na nossa perspectiva realistas e de acordo com os padrões do futebol português. A saber:
- O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube (a mesma regra da UEFA: ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos).
- Para equilibrar o número de jogadores portugueses no 11 inicial, sugerimos que obrigatoriamente em todos os jogos, as equipas coloquem 4 jogadores nacionais de inicio, como forma a que joguem pelo menos 64 portugueses no fim-de-semana desportivo. Esta medida (que como é óbvio seria gradual, ou seja no próximo ano 2, daqui a 2 anos ter de utilizar 3, até que em 2015 teria a obrigação dos 4 portugueses), obrigaria os clubes nacionais a terem um plantel com pelo menos 10-12 jogadores nacionais, como forma de prevenir qualquer lesão ou castigo. Recordamos que por exemplo no campeonato russo há uma obrigatoriedade de as equipas apresentarem 6 jogadores russos no 11.
- Limitar as transferencias de jogadores do exterior para 8 ou 10 (desde que pelos menos 5 deles sejam internacionais por qualquer escalão de formação do seu país). Esta medida visa reforçar as trocas internas, fomentando a circulação interna do dinheiro e maior equilíbrio das contas dos clubes.
- Quanto à limitação de jogadores extracomunitários, consideramos essa medida um pouco xenófoba, preferindo a obrigatoriedade de utilizar jogadores nacionais, em vez de restringir a entrada de extracomunitários.

Em relação à II Liga, seria também razoável implementar a obrigatoriedade de inscrever mais jogadores portugueses (pelo menos 14 jogadores em 27, 5 jogadores da formação e 5 jogadores no onze inicial). Quanto aos escalões de formação, seria importante obrigar os clubes a utilizar pelo menos 8 jogadores nacionais no onze inicial, como forma de fomentar a formação de jogadores portugueses. É lamentável não conseguirmos estar de maneira assídua nas grandes competições juvenis (o último Mundial sub-20 foi a excepção), e pela forma como países como a Alemanha, Bélgica, França, Espanha e até a Inglaterra estão a trabalhar há muito perdemos o estatuto de potência ao nível da formação.

PS - Caso os 4 principais clubes nacionais utilizassem regularmente pelo menos 4 jogadores nacionais de inicio, formariam uma boa base de apoio para a selecção nacional, pois seriam 16 jogadores em competição acesa na Liga Nacional, e quem sabe nas Competições Europeias. Quem ficava a ganhar era a selecção nacional!

Que medidas equaciona para uma melhoria do nosso futebol? O que acrescentaria ou retirava às ideias do Visão de Mercado para permitir evoluir a nossa Liga em termos de sustentabilidade dos clubes, indirectamente ajudar o futuro da nossa selecção, e para dar mais condições ao jogador português? Recordamos que em 2004 (parece que foi há um século, mas foi há meia dúzia de anos) o Porto de Mourinho venceu a Liga dos Campeões com 9/10 portugueses a jogar assíduamente, como tal, a ideia de os clubes só poderem ser mais competitivos com jogadores estrangeiros não faz sentido. E se os nossos melhores querem sair, ao menos que se criem condições para outros apareceram e mostrar o seu valor...e para isso só actuando com regularidade. Poderá Portugal estar a correr sérios riscos em termos de afirmação da nossa selecção no futuro?

Melhor extremo esquerdo: Nolito (SLB) ou Heldér Barbosa (SCB)? Dois jogadores rápidos, de boa técnica, que este ano estão na sua época de afirmação ao mais alto nível apesar de já terem 25 e 24 anos respectivamente, e que apresentam uma peculiar veia goleadora, o espanhol já marcou 8 golos na Liga enquanto que o português leva 5.

29 de Março de 2012

Sporting 2-1 Metalist (Izmailov 51´e Insúa 64´; Cleiton Xavier 90 + 1 g.p.)

O Sporting conquistou uma vitória na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa, frente aos ucranianos do Metalist. Uma vantagem curta para a visita à Ucrânia, devido ao golo tardio de Cleiton Xavier. Tal como o VM afirmara no dia do sorteio, o Metalist mostrou ser uma equipa perigosa, muito técnica e com jogadores rápidos. Os leões entraram cautelosos, contudo, uma entrada forte na 2ª parte, permitiu ao Sporting chegar aos dois golos de vantagem. No ranking da UEFA, Portugal afastou-se definitivamente da França (a não ser que o Ol. Marselha vá a Munique dar a volta ao 0-2) e o Sporting subiu ao 20º lugar a nível de clubes (os leões aproximaram-se do melhor registo europeu dos últimos 5 anos).

Quanto à partida, o Metalist começou melhor, com um grande envolvimento de todo o seu meio campo na construção de jogo. Os sul-americanos deste sector mostraram grande qualidade no passe e uma técnica acima da média, contudo, nunca conseguiram assustar Rui Patrício. O primeiro remate direccionado a uma baliza só aconteceu aos 31 minutos, através de Carriço, mas sem perigo para Goryainov. No segundo tempo, o Sporting cauteloso, passou para um Sporting ofensivo e mais intenso. Os leões tiveram uma entrada perfeita e marcaram por duas ocasiões. Primeiro Izmailov a concluir uma boa jogada de Capel e Insua e, depois, o lateral argentino a rematar certeiro, na sequência de um livre em zona frontal. Para além dos golos, os leões tinham o perigoso Metalist sobre controlo, até à entrada de Devic. O avançado ucraniano foi a referência que tinha faltado ao Metalist e a partir da sua entrada, Rui Patrício foi obrigado a aplicar-se (três excelentes intervenções e ainda outra que foi anulada por fora-de-jogo de Devic). O Sporting respondeu no contra-ataque e podia mesmo ter chegado ao 3º golo, contudo, foi mesmo o Metalist a reduzir em cima dos 90 minutos, numa grande penalidade convertida por Cleiton Xavier.

Destaques:

Sá Pinto - Analisou bem o adversário e percebeu que o Sporting mesmo a jogar em casa teria de ser humilde (sem bola) para levar de vencida este conjunto, devido à mais-valia dos ucranianos em termos técnicos e de velocidade. Os leões foram cautelosos na 1ª parte, tentaram evitar as transições do adversário, e no 2º tempo incutiram outra intensidade nos movimentos ofensivos. A estratégia resultou e apenas o golo sofrido nos descontos penaliza o resultado do clube leonino. Sem Carriço na 2ª mão, aliás já neste jogo fez falta para substituir o português a maior velocidade e intensidade de Rinaudo no meio campo será fundamental para o Sporting.

Metalist - Confirmou tudo o que o VM tinha referido na antevisão. Um conjunto recheado de excelentes elementos (o facto de ter um orçamento superior ao Sporting explica muito) com jogadores muito velozes e com uma técnica superior, mas que em termos defensivos apresenta algumas lacunas. Os ucranianos pelo perigo que criaram, pelas suas movimentações ofensivas e pela dinâmica que incutiram justificam o golo. Torsiglieri e Gueye foram acumulando faltas; Torres encheu o meio campo com a sua capacidade em recuperar a bola; Cleiton Xavier foi dos melhores elementos na 1ª parte; Taison o melhor do Metalist, com a sua velocidade criou muitas dificuldades a João Pereira; Sosa demonstrou a razão de ser titular na selecção Argentina; Cristaldo criou problemas aos centrais leoninos com a sua velocidade e técnica; e Devic entrou e acabou por ter um papel decisivo, não só pela maneira como ganhou o penalti mas pelo seu trabalho de avançado (sabe jogar melhor com os apoios e decide melhor).

Rui Patrício - Melhor elemento do Sporting. Três intervenções de grande nível (quase impossíveis) a remates de Cristaldo, Devic e Sosa a juntar a outras de bom nível que foram segurando um resultado (não sofrer golos) que seria essencial para os leões.

Sporting - Conseguiu uma série de sete vitórias consecutivas em casa nesta edição da Liga Europa (100 por cento de aproveitamento) e igualou o recorde das competições europeias dos últimos nove anos. Em 2002/03, o Barcelona ganhou sete jogos seguidos em Camp Nou na mesma temporada, na Liga dos Campeões. Além disso, este triunfo permitiu aos leões aproximarem-se do melhor registo europeu dos últimos 5 anos e chegar ao top-20 europeu. A vitória de hoje deixa tudo em aberto e, mesmo com o golo sofrido, o clube leonino apresenta todas as condições para superar o Metalist (na Ucrânia vários resultados favorecem os leões) e defrontar o Athletic Bilbao nas meias-finais.

Daniel Carriço - Fez uma exibição para Paulo Bento ver. O médio defensivo foi dos melhores elementos do Sporting. Intensidade, forte na recuperação de bola e ainda uma presença interessante no ataque (na 1ª parte fez os únicos remates dos leões). O clube leonino sentiu a sua saída, mas as faltas que fez e a dinâmica ofensiva do Metalist obrigava a uma cautela em relação ao amarelo que já tinha. Falha a partida da 2ª mão.

Capel/Izmailov/Matias - Uma 1ª parte muito apagada dos 3, o que muito contribui para a falta de dinâmica ofensiva dos leões, e um 2º tempo de grande nível. Os 3 jogadores do meio campo ofensivo leonino "abriram o livro" nos segundos 45 minutos e contribuíram de maneira decisiva para a vitória leonina. Capel assistiu Izmailov para o 1-0 (excelente jogada) e Matias foi ganhando faltas (uma delas deu o 2-0) e conseguiu ter mais jogo de frente para a baliza. Na Ucrânia terão de ter a dinâmica da 2ª parte, caso os leões queiram ter sucesso.

João Pereira/Insúa - Ambos sofreram bastante com a velocidade dos jogadores do Metalist, principalmente o português (que curiosamente é mais rápido que o argentino), mas acabaram por realizar exibições distintas. João Pereira demonstrou mais uma vez que apresenta pouca qualidade para jogar num "grande", acumulando erros defensivos, na saída de bola e dando zero apoio ofensivo; já Insúa errou menos defensivamente e teve um papel decisivo na vitória do Sporting (principalmente pela profundidade que deu na 2ª parte). Participou activamente no 1-0 e marcou o 2-0.

Schaars/Wolfswinkel - Duas exibições esforçadas mas pouca esclarecidas. O médio foi importante na recuperação de bola, mas não conseguiu encher o campo, sofreu com a velocidade dos jogadores do Metalist e não esteve bem na decisão com bola; já o avançado à excepção de um remate (na sequência de uma bola parada, algo que os leões na 2ª mão vão ter de aproveitar ainda mais, pois este Metalist já com esta equipa treme, sem os seus 2 altos centrais ainda vai tremer mais) não fez praticamente nada. É justo referir que sofreu falta em 90% das bolas que disputou, o que condicionou as suas acções.

Liga Europa - Schalke 04 2-4 Ath. Bilbao (Raul 22´e 60´; Llorente 20´e 73´, Oscar de Marcos 81´e Muniain 90´); AZ Alkmaar 2-1 Valencia (Brett Holman 45´e Martens 79´; Mehmet Topal 51´); Atl. Madrid 2-1 Hannover (Falcao 9´e Salvio 89´; Diouf 38´). VM - O Ath. Bilbao voltou a dar espectáculo na Liga Europa. Depois da vitória em Old Trafford, os bascos foram ao terreno do Schalke 04 vencer por 4-2, num resultado que deverá ter sentenciado a eliminatória. Na Holanda, o AZ, impulsionado pela dupla Holman e Martens (2 golo e 2 assistências) ganhou uma ligeira vantagem sobre o favorito Valencia, enquanto que o Atl. Madrid terá que sofrer em Hannover para chegar às meias finais da prova (Falcao abriu o activo e Salvio voltou a oferecer o triunfo aos madrilenos).

Melhor médio ofensivo: Bruno César (SLB) ou Mossoró (SCB)? Dois brasileiros com momentos diferentes nesta época. O benfiquista depois de um mau arranque fez 2 meses de bom nível dando mesmo algumas vitórias ao Benfica fruto da qualidade de remate do seu pé esquerdo, enquanto que o braguista depois de um mau começo de temporada nos últimos 2 meses e meio tem sido um dos melhores elementos do Braga. São 2 jogadores de zona central mas 'Chuta-Chuta' tem actuado preferencialmente do lado direito, enquanto que Mossoró apesar de jogar preferencialmente no meio (onde é um dos mais fortes da Liga no transporte de bola) muitas vezes descai sobre o lado esquerdo.

Neste dia 29 de Março, dois dos jogadores com mais classe e talento que passaram pelos relvados portugueses nos últimos 20 anos, fazem anos (Balakov 46, Rui Costa 40). Como tal, o Visão de Mercado, aproveita esta ocasião para questionar os nossos leitores sobre qual foi o melhor médio ofensivo, especialista na construção de jogo ou como era apelidado antigamente, nº10. Um duelo entre dois jogadores de grande classe e que deixaram bastante saudades na 2ª circular (se juntarmos Deco a estes dois, estão encontrados aqueles que foram de longe os melhores jogadores nesta posição nos respectivos clubes). Rui Costa jogou no Benfica entre 1991 e 1994, regressando 12 anos depois para terminar a carreira na Luz. Nas primeiras três temporadas ao serviço dos encarnados foi peça importante para a conquista do campeonato em 1994, sendo o maestro da orquestra benfiquista. Saiu da Luz com apenas 22 anos, deixando um enorme espaço em branco no clube. Krassimir Balakov chegou a Alvalade em 1990, completando 5 temporadas de leão ao peito. Venceu apenas 1 Taça de Portugal, contudo, espalhou magia pelos relvados portugueses. Sem dúvidas um dos melhores estrangeiros que já passou por Portugal, com um pé esquerdo que rivalizava na altura com Maradona, tal era a magia, quer de bola corrida, como de bola parada que espalhava. Qual foi o melhor nº10: Rui Costa (SLB) ou Krassimir Balakov (SCP)?

"Vocês não querem? Ok, não há problema, nós ficamos com ele!" Estas podem muito bem ter sido as palavras que António Salvador mais utilizou, desde que assumiu a presidência do SC Braga. Se analisarmos a constituição do actual plantel dos gverreiros, constatamos que são inúmeros os jogadores que já representaram pelo menos um dos denominados "3 grandes" do futebol português, afirmação desactualizada nos dias de hoje, dado o crescimento do clube minhoto. Começando pela baliza, o SC Braga apresenta dois guarda-redes com elevada experiência. Quim (ex-SLB), internacional português, é o titular, sendo secundado por Berni, guardião proveniente da Lazio de Roma. Subindo no terreno, na defesa encontramos Nuno André Coelho (ex-FCP e SCP), Miguel Lopes (ex-FCP e com passagem pela formação do Benfica), Baiano e Paulo Vinicius, contratados a Paços de Ferreira e U. Leiria, respectivamente. A estes, podemos adicionar os brasileiros Ewerton, Douglão e Samuel, estes últimos adquiridos a clubes europeus (Kavala da Grécia e Anderlecht). Já Elderson e Imorou, curiosamente dois laterais esquerdos, são provenientes de dois clubes franceses, mais propriamente Rennes e Chateauroux. No centro do terreno, os gverreiros contam no seu elenco com Ruben Amorim (emprestado pelo SLB), Custódio e Hugo Viana (dois jogadores com passagens pelo clube de Alvalade), Vinicius, Djamal, Mossoró, Leandro Salino (recentemente adaptado a defesa direito) e Luís Alberto, estes últimos todos contratados a clubes presentes no nosso campeonato. No ataque às redes contrárias, os arsenalistas têm nas suas fileiras Alan, Hélder Barbosa, Ukra (todos com passagem pelo FCP, o extremo direito encontra-se mesmo emprestado pelos dragões) e Nuno Gomes (ex-SLB). A estes nomes podemos ainda acrescentar a promessa Édson Rivera (ex-Atlas), bem como Lima, Paulo César e Carlão, que exceptuando este último, foram adquiridos...também a clubes portugueses!

O SC Braga poderá não ser o clube com mais pontos na tabela no fecho da 30ª jornada, mas é já claramente o campeão do mercado interno no futebol português pela maneira como consegue com um orçamento muito inferior aos rivais fazer um trabalho competente ao nível da prospecção e aquisição de jogadores, muitas vezes aproveitando o que os ditos "grandes" rejeitam e pela maneira como forma conjuntos equilibrados e competitivos. Os gverreiros estão neste momento numa série impressionante de 13 vitórias consecutivas, algo que apenas José Mourinho e Villas-Boas conseguiram, o que lhes permite seguir na liderança isolada da Liga, antes de duas jornadas em que muito estará em jogo. Uma equipa séria e extremamente competente, à imagem de Leonardo Jardim, que na sua primeira época no clube está desde já a marcar a sua posição. Pegou num conjunto que viu partir toda a sua linha defensiva (Artur, M. Garcia, Paulão, Rodriguez, Silvio e Vandinho, todos rumaram a outras paragens), zona do terreno que normalmente demora mais tempo a calibrar, e nem o azar de diversas lesões ao longo da presente época (Baiano, Salino, Ewerton, NAC, Vinicius, Imorou, Custódio, Ukra e Alan já estiveram todos de fora), têm impedido o sucesso dos minhotos. Sem a necessidade de desculpas nos momentos menos bons, António Salvador e restantes membros directivos e da equipa técnica revelam conhecer o futebol português como poucos...ou mesmo como ninguém.

Na sua opinão, que jogadores do plantel actual do Braga teriam lugar no onze titular dos outros candidatos ao título? Existe um fraco aproveitamento de SLB, FCP e SCP, em relação aos jogadores do nosso campeonato? Em muitos casos, não seria melhor um jogador português, ou da Liga ZON-Sagres, já adaptado e mais acessível no valor económico, do que "arriscar" num jogador estrangeiro? Se tivesse de formar um top5 dos responsáveis pela excelente época do Braga quais seriam (de maneira hierárquica) as suas escolhas?

A. Carvalho

Melhor extremo: Nico Gaitán (SLB) ou Alan (SCB)? Na teoria são os 2 elementos "mais" de cada conjunto. No entanto, ambos tem estado aquém das expectativas. O argentino parece apenas estar focado na Liga dos Campeões (em termos internos as suas exibições tem sido manifestamente medianas), enquanto que o brasileiro devido a lesão não mostrou ainda o nível evidenciado em outras épocas.

Um verdadeiro vencedor que começou a revolucionar o futebol alemão. A sua predilecção pelo futebol de ataque e a forma como consegue fazer aparecer jovens de grande valor na equipa principal alemã têm-no destacado de outros seleccionadores. Mesmo sem ter conseguido conquistar um grande título (muito por causa de Espanha) até ao momento, Joachim Low mostrou desde os tempos em que foi o assistente de Jurgen Klinsmann na selecção alemã que era um génio táctico e com muita apetência para o futebol ofensivo. Aliás, essa é mesmo uma das características mais marcantes de Low - a forma como consegue potenciar um rendimento ofensivo notável dos alemães. Tal pode verificar-se pelos resultados iniciais do técnico de 52 anos no comando da Alemanha: onze vitórias, um empate e uma derrota com 41 golos marcados e apenas 6 sofridos. Mal começou a orientar a sua selecção, Low incutiu uma filosofia vencedora e muito atacante, conseguindo tornar a Mannschaft numa das equipas mais temidas do mundo. No Euro 2008 apenas foi travado por Espanha na final e conclui a qualificação para o Mundial de 2010 de forma imaculada, sem conhecer o sabor da derrota. Embora tenha voltado a ser travado pelos espanhóis, Low mostrou uma nova faceta ao apresentar a segunda equipa mais jovem do Campeonato do Mundo, facto que demonstra a qualidade técnica do treinador alemão. Como se o que já tinha feito não bastasse, o técnico demonstrou, mais uma vez, o poderio com que a Alemanha se vai apresentar no Euro 2012 - conseguiu o impressionante registo de dez vitórias em dez jogos disputados, concluindo assim a sua segunda fase de qualificação consecutiva sem qualquer derrota. Recorde-se que a Alemanha, com quem não nos damos nada bem, será uma das equipas no grupo de Portugal, tal como Holanda e Dinamarca. Será no Euro 2012 que o alemão vai conquistar o seu primeiro grande título? Substituto ideal para Mourinho no Real Madrid como se tem falado? É justo afirmar que a dimensão internacional actual de jogadores como Ozil, Khedira, Podolski, Boateng, Kroos, entre tantos outros, se deve em grande parte ao seleccionador alemão (eram elementos que por exemplo no caso de Podolski nem no seu clube se destacavam e na selecção potenciaram claramente o seu futebol).

P. Pinto

28 de Março de 2012

Liga dos Campeões - AC Milan 0-0 Barcelona - Partida sem golos em Milão, ainda que com um excelente espectáculo durante os primeiros 45 minutos. Robinho e Ibrahimovic falharam duas oportunidades escandalosas, enquanto que do outro lado, Messi, Alexis, Iniesta e companhia também não mostraram qualidade na finalização. O Barcelona voltou a controlar os acontecimentos e couberam a Messi e Tello as melhores ocasiões do 2º tempo. Ol. Marselha 0-2 Bayern Munique (Gomez 44´ e Robben 69´) - Boas notícias para o futebol português, com a vitória dos alemães sobre o único resistente francês. Mario Gomez marcou o 11º golo nesta edição (está a apenas 1 de Messi), revelando a frieza habitual (marcou no primeiro remate). O Ol. Marselha dispôs das melhores oportunidades para marcar, contudo, a fraca finalização e a atenção de Neuer foram demais para os franceses. No segundo tempo, Robben (em grande nível) poderá ter sentenciado a eliminatória, com um segundo golo para os bávaros. Poderá o AC Milan fazer uma surpresa em Barcelona (recordamos que os milaneses empataram 2-2 na fase de grupos)? E o Bayern, já terá reservado lugar frente ao Real Madrid nas meias finais?

Sporting - Sá Pinto divulgou a lista dos 21 convocados para a recepção ao Metalist. O treinador português chamou Capel e Izmailov, contudo, os dois jogadores não treinaram no dia de hoje e dificilmente jogarão na partida de amanhã. Caso o extremo espanhol e o médio russo não joguem, quem deverá ocupar as duas posições? Baixas de peso para os leões?

Arbitragem - Fernando Gomes, presidente da FPF, referiu após reunião com os árbitros da Liga, que a classe mantém a ameaça de greve para a jornada 26. Caso não haja contenção nas críticas às arbitragens da jornada 25, os juízes poderão mesmo fazer greve na jornada seguinte, o que poderia trazer danos irreparáveis para a Liga ZON-Sagres e Orangina. Fernando Gomes apelou à contenção verbal dos dirigentes, nomeadamente nas questões de "honra e honorabilidade" dos árbitros. Poderemos ter a paralisação dos campeonatos profissionais de futebol na jornada 26? Quem tem razão, os árbitros ou os dirigentes do futebol português?

Janko - O avançado do FC Porto tem proferido algumas declarações polémicas, com a última a revelar um traço de sociólogo no austríaco em relação às rivalidades existentes em Portugal. Em declarações ao “SportWoche”, o avançado revelou que: "Na Áustria nunca vivi nada assim, porque as emoções não são tão extremas. Ódio talvez seja uma palavra demasiado forte, mas as relações entre os rivais são difíceis. Isso tem a ver com a história de Portugal. No Norte, onde fica o Porto, estão os trabalhadores. No Centro estão os estudantes e no Sul, isto é em Lisboa, gasta-se o dinheiro." O jogador portista revelou mesmo que pediu à sua namorada para não usar roupas vermelhas no Estádio do Dragão e respondeu aos críticos com as suas estatísticas no Twente: "É uma luta contra moinhos de vento e não quero participar nisso. Fiz 35 golos em 69 jogos pelo Twente".

Melhor médio: Axel Witsel (SLB) ou Hugo Viana (SCB)? O belga afirmou-se na Luz logo na sua época de estreia, onde tem evidenciado a sua qualidade, enquanto que o internacional português está a realizar uma das suas melhores épocas de sempre, sendo um principais responsáveis pela liderança do conjunto minhoto na Liga.

- Deve ser dos únicos portistas que não cai na crítica fácil ao treinador e aponta os verdadeiros responsáveis pelo descalabro do Porto nesta época: os jogadores. O VM já o referiu por diversas vezes, VP é 20% responsável pela má época dos azuis e brancos, mas a cota maior tem de ser repartida entre a direcção liderada por Pinto da Costa e pelos jogadores. Que culpa têm Vítor Pereira de usar aquele que é para 95% da crítica o melhor 11 do Porto, mas depois assistir a erros infantis de jogadores como o Rolando à lentidão e arrastamento do Lucho González ao apagamento de James quando é titular à falta de vontade de Alvaro Pereira e ter como opções para o ataque um avançado banal como é Janko?
- A afirmação de "vai haver problemas" é grave, e o incentivo a que as claques do Porto reajam parece um incentivo a que hajam agressões aos jogadores. Concorda com as declarações de Manuel Serrão? Qual o principal responsável pelo descalabro que está a ser a época do Porto (mesmo que os azuis e brancos vençam a Liga, considerando que apresentam o maior orçamento da história do futebol português é manifestamente pouco)? E como se explica este incentivo num programa de TV à violência?

Depois do brilhante apuramento perante o Manchester City, o Sporting tem pela frente os ucranianos do Metalist nos quartos de final da Liga Europa. Analisando o adversário, importa dizer que venceu o seu grupo, à frente do AZ Alkmaar, despachou o Salzburgo facilmente e eliminou o líder do campeonato grego, o Olympiacos, no seu terreno. Apesar de serem o 3º classificado do campeonato ucraniano, nos últimos anos reduziram bastante as diferenças para Shakhtar e D.Kiev, à custa de  um investimento muito forte na equipa de futebol (o Metalist apresenta um orçamento muito superior ao do Sporting, a prova disso é a aquisição de vários craques sul-americanos que eram estrelas no campeonato argentino e brasileiro). O 11 habitualmente titular, disposto num 4231 ou 442, apresenta elementos como Villagra (lateral bastante ofensivo), Torsiglieri e Gueye (2 centrais com mais de 1m90), Juan Torres (médio defensivo), Cleiton Xavier (a estrela da equipa a organizar o jogo), Sosa (ex-Bayern e Nápoles e habitual titular na selecção argentina), Taison (jogador muito rápido que na esquerda ou no meio cria desequilíbrios com facilidade), Blanco ou Marlos (ambos bastante técnicos) e Cristaldo, ou seja, é praticamente composto por brasileiros e argentinos promissores e de grande qualidade (há que também ter cuidado com Devic, excelente avançado ucraniano). É um conjunto bastante técnico, rápido e muito perigoso nas transições ofensivas, mas que não gosta de assumir os encontros, o que pode explicar que obtenham melhores resultados fora de portas.

Na equipa de Sá Pinto (nesta fase em termos europeus parece já ter definido o seu 11 base) não deverão haver grandes novidades, Carriço e Schaars regressarão ao meio campo (Rinaudo seria bastante importante para travar a velocidade dos homens do Metalist), Matias e Izmailov ficarão encarregues de criar o jogo ofensivo dos leões, e Capel e João Pereira com a missão de dar profundidade à equipa. Patricio, Polga, Xandão, Insua e Wolfswinkel serão os restantes titulares. Se a turma verde e branca conseguir não sofrer golos, dará um passo muito importante no que toca ao apuramento (poderá ser a chave da eliminatória). Apesar de o Sporting ser favorito, não deve subestimar o Metalist (que apesar de pouco mediático é um conjunto muito perigoso), encarando este adversário com o máximo respeito. Não cometer erros na transição defensiva (o Sporting não se pode expor ao contra-ataque do Metalist) e explorar o sector defensivo do Metalist (é claramente o ponto fraco dos ucranianos) e as situações de bola parada (apesar da presença de Gueye e Torsiglieri no seu todo o adversário leonino é uma equipa baixa e que defende mal estas situações) podem ser os trunfos para que os leões vençam o jogo de amanhã. Prognósticos? Qual será o 11 de Sá Pinto? É justo afirmar que jogadores como Taison, Sosa, Cleiton Xavier, Marlos e Cristaldo seriam titulares de caras por exemplo no Braga, equipa que lidera a Liga Zon-Sagres? Um 0-0 em casa, perante o melhor ataque da Liga Europa, e considerando a importância de não sofrer golos no seu terreno nas competições europeias e as características do adversário (joga melhor fora onde pode explorar as transições ofensivas do que no seu terreno onde tem de assumir o jogo e fica mais exposto defensivamente) pode ser um bom resultado para o Sporting?

Melhor lateral direito: Maxi Pereira (SLB) ou Miguel Lopes (SCB)? Curiosidade: Miguel Lopes é o 3º lateral direito a assumir a titularidade no conjunto minhoto esta época, depois das lesões de Baiano (estava a fazer um excelente campeonato) e Salino (na opinião do VM estava a ser o melhor lateral direito da Liga e um dos 3 melhores elementos do Braga, a prova disso é que figurou quase sempre no Top10 do melhor jogador mês do Visão de Mercado).

27 de Março de 2012

Pablo Aimar - Foi suspenso por 2 jogos devido à agressão a Rui Duarte do Olhanense e falha assim o encontro do Benfica no próximo sábado com o Sp. Braga e também o derby com o Sporting, na 26ª jornada. Decisão justa? Mesmo considerando que o argentino só foi titular em 16 dos 24 jogos dos encarnados para a Liga, vai fazer falta nestas duas partidas?

Sporting - O Everton juntou-se ao Cagliari, Bordéus, Montpellier, Hannover e Osasuna na corrida por Pereirinha. Qual o valor de mercado do polivalente jogador? Outro jogador que está com a cotação em alta é Matias Fernandez. Carlos Freitas referiu mesmo que os leões receberam uma proposta de 7 milhões de euros pelo chileno. Boa proposta? Deverá o clube leonino vender El Crá ou renovar com o 14? Qual o seu valor de mercado?

Liga dos Campeões - O Real Madrid bateu fora o APOEL por 3-0, e está praticamente nas meias-finais da Liga dos Campeões. Benzema, com um bis, e Kaká assinaram os golos, num encontro em que os merengues foram claramente superiores, mas onde apenas conseguiram traduzir essa superioridade depois das entradas de Marcelo e Kaká para os lugares de Coentrão e Higuain; Curiosidade: Hoje jogaram 4 equipas na Liga dos Campeões, ao todo foram utilizados 10 portugueses (Coentrão, Pepe, Cristiano Ronaldo, Nuno Morais, Helio Pinto, Paulo Jorge, Helder Sousa, Bosingwa, Meireles e Paulo Ferreira) sendo que o único clube que não utilizou jogadores nacionais foi precisamente o Benfica (o único conjunto luso ainda em prova). Um pormenor insignificante? Uma consequência da globalização e principalmente da política do comprar, potenciar, valorizar e vender caro? Seria impossível ao Benfica chegar a esta fase com jogadores portugueses? Ou este cenário é mais uma prova de que são necessárias medidas urgentes, como estas que o VM apresenta (ler aqui) para ajudar na valorização do jogador português?

Benfica 0-1 Chelsea (Kalou 75´)

Os encarnados terão que ir a Londres derrotar o Chelsea, para uma presença nas meias finais, depois de uma 1ª mão com um resultado enganador. O Benfica foi superior aos londrinos, teve uma fase de grande pressão no 2º tempo, contudo, as substituições de Jorge Jesus, juntando às boas exibições de David Luiz, Ramires e Fernando Torres contribuíram para o 0-1 final.

O encontro teve um início equilibrado e lento, mas cedo o Benfica tentou chegar à baliza de Petr Cech. Cardozo cabeceou duas vezes com perigo, mas foi num lançamento de Bruno César, que o paraguaio desperdiçou a melhor ocasião dos primeiros 45 minutos (domínio de peito, mas remate desastrado). Bruno César ainda tentou visar a baliza do Chelsea, que respondeu com dois remates desenquadrados de Torres e um remate com selo de golo de Meireles, mas que Artur defendeu para canto.

O início da 2ª parte foi demolidor por parte do Benfica, com grande pressão sobre a defensiva do Chelsea, mas sem o devido retorno em termos de finalização. As oportunidades de golo sucederam-se com destaque para Cardozo, que rematou com força para corte de David Luiz sobre a linha de golo. Bruno César voltou a testar novamente a atenção de Petr Cech, com dois remates enquadrados com a baliza, enquanto que o Chelsea respondeu num cabeceamento de Kalou em excelente posição para fazer golo. Nesta fase, o Benfica esteve bastante rematador, contudo, foi Mata a falhar a melhor ocasião da partida. O espanhol surgiu isolado, fintou Artur, mas depois rematou ao poste. Jardel ainda cabeceou para grande defesa de Petr Cech, momentos antes de Jorge Jesus colocar em campo Matic e Rodrigo. Numa altura em que o Chelsea não pressionava muito o meio campo encarnado, o treinador português decidiu reforçar a zona central desse sector, tirando do campo Aimar e Bruno César (que até estava a jogar bem). Pouco tempo depois, o Chelsea chegou mesmo ao golo. Ramires ganhou uma bola perto da sua área, correu para o ataque, serviu Torres (que se desfez de Jardel), que cruzou para o desvio certeiro de Kalou (Emerson, Javi Garcia e Jardel poderiam ter cometido falta em qualquer dos momentos do lance, mas falharam nesse propósito, o que se revelou fatal). Até final, o Benfica tentou chegar ao empate, mas foi Mata a falhar o 0-2, que poderia ter colocado o ponto final na eliminatória.

Destaques:

Benfica - Pode ainda resolver a eliminatória em Londres, mas caso não o faça vai ficar sempre aquele sentimento que os encarnados desperdiçaram uma oportunidade única de estar entre as 4 melhores equipas do Mundo, algo que contexto actual seria épico (como referimos na antevisão). Este Chelsea não é nenhum "papão", está numa má fase em termos futebolísticos e anímicos e está perfeitamente ao alcance do clube da Luz (ou estava, caso os encarnados não tivessem cometido alguns erros neste encontro).

Jorge Jesus - Demonstrou demasiado respeito pelo Chelsea e foi um dos principais responsáveis pela derrota. A insistência em Emerson voltou a ter consequências, mas foi a substituição de Bruno César por Matic numa fase em que o domínio da partida pertencia aos encarnados (o Chelsea nem sequer ameaçava a baliza de Artur) o principal e decisivo erro do técnico encarnado. Tendo em conta que o clube da Luz jogava em casa, foi uma dupla substituição absurda, que bloqueou o Benfica e o que é certo, é que logo a seguir o clube da Luz sofreu o golo, com Jesus a retirar Javi e voltar à estratégia inicial, já tarde demais.

Gaitán - O argentino foi o elemento mais desequilibrador do Benfica, esteve bastante irrequieto, assinando diversas iniciativas individuais. No entanto, em certas fases do encontro demonstrou estar mais preocupado em mostrar-se aos ingleses do que em trabalhar em prol do colectivo (exagerou nas fintas, nem sempre dando a melhor sequência às jogadas).

Emerson/Jardel - Foram os elos mais fracos do Benfica. O lateral esquerdo foi constantemente ultrapassado por Ramires; enquanto que o central errou de maneira decisiva no golo do Chelsea, ao não conseguir travar Torres.

Cardozo - Exibição muito negativa. Não conseguiu fazer o seu papel, que é marcar golos e falhou algumas das melhores oportunidades do Benfica. Uma em que seguia isolado, e duas de cabeça quando saltou praticamente sem oposição.

Bruno César/Witsel - O Chuta-Chuta foi crescendo com o decorrer da partida, e estava a ser mesmo uma das unidades mais activas do Benfica (falhou ao nível do remate, mas a sua saída acabou por surpreender); já o belga não fez uma exibição particularmente feliz, cumpriu defensivamente mas em termos ofensivos aproveitou mal o espaço que dispôs.

Javi/Maxi - Exibição esforçada dos dois jogadores. O trinco teve de ter especial cuidado no auxílio aos centrais e no apoio a Emerson (tarefa em que falhou). Já o lateral, tendo pela frente Kalou, não arriscou demasiado e realizou uma exibição segura, mas sem rasgo.

Torres - Excelente exibição de um dos jogadores que, quanto a nós, a 100% em termos físicos e de confiança é um dos 10 melhores do mundo. Deu muito trabalho aos centrais encarnados (ganhando bolas pelo ar ou em antecipação), pressionou bastante, assinou jogadas de qualidade (como a que deixou 4 jogadores para trás e rematou por cima) e, principalmente, quando arrancou pela linha e fez a assistência para Kalou.

Ramires/D.Luiz - No regresso à Luz, os dois brasileiros actuaram a um nível altíssimo. O primeiro fez o que quis de Emerson e teve a importância habitual no meio campo. Já o central limpou toda a sua zona, quer pelo ar quer pelo chão, assumindo igualmente a saída de bola. Dividiram o estatuto de MVP desta partida.

Chelsea - Sem fazer muito por isso, os britânicos estão em posição bastante favorável na eliminatória. Vieram à Luz com uma estratégia pouco ambiciosa, à procura de um erro adversário que pudesse dar vantagem, e foi isso que aconteceu. Em termos defensivos, boa atitude da turma de Di Matteo, que manteve a organização e o bloco compacto. Mata não esteve particularmente inspirado e ainda falhou a melhor oportunidade do jogo; Cech voltou a demonstrar que aquele rótulo de "já não ser o mesmo desde a lesão", deixou de fazer sentido e protagonizou defesas de bom nível; Mikel e P. Ferreira foram competentes nas suas acções.

Melhor defesa central (lado direito): Luisão (SLB) ou Douglão(SCB)?  Um duelo entre 2 brasileiros que medem 1m93. O capitão encarnado é um dos mais experientes da nossa Liga e marcou 1 golo no presente campeonato, enquanto que o central bracarense depois de um mau inicio afirmou-se na defesa do conjunto minhoto e leva já 3 golos na Liga. Curiosidade: O Sp. Braga não vence no Estádio da Luz desde 1954, será desta? Como se explica, estes quase 60 anos sem vencer em Lisboa?

O campeonato entrou na sua fase final e, quando faltam apenas 6 jornadas para terminar a Liga, Sp. Braga, FC Porto e Benfica mostram argumentos para uma disputa imprevisível. Neste momento, os minhotos estão no 1º lugar, com 1 ponto de vantagem para os dragões e 2 pontos para o Benfica. Beneficiando de uma fantástica série de 13 vitórias consecutivas, os minhotos seguem na liderança, enquanto que dragões e águias têm mostrado uma irregularidade gritante.

Vamos olhar para o calendário dos 3 conjuntos:

Sp. Braga – Benfica (f), FC Porto (c), Paços de Ferreira (f), Olhanense (c), Beira-Mar (c) e Sporting (f). Os minhotos conquistaram a liderança da Liga a 6 jornadas do final, contudo, serão 6 longos jogos até final. A visita ao Estádio da Luz e recepção ao FC Porto, logo de seguida, poderão ser decisivos para o que falta. Caso os gverreiros conquistem 6 pontos nestes dois jogos, então, ficarão bem próximo de um inédito título. As deslocações a Paços de Ferreira e a Alvalade também irão pesar nas contas finais dos minhotos, tendo pelo meio a recepção ao Olhanense e Beira-Mar.
FC Porto – Olhanense (c), Sp. Braga (f), Beira-Mar (c), Marítimo (f), Sporting (c) e Rio Ave (f). Quando foi feita esta análise, a 9 jornadas do fim, os dragões seguiam no 1º lugar e tinham 3 confrontos acessíveis pela frente, contudo, os empates frente a Académica e Paços, ditaram a perda da liderança. Se os dragões derrotarem o Olhanense, irão ganhar pontos aos dois rivais ou a um deles, pois Sp. Braga e Benfica vão se encontrar na Luz. Contudo, até final, as deslocações a Braga, ao terreno do Marítimo (os madeirenses querem assegurar o 4º lugar, que vale a melhor classificação de sempre) e a recepção ao Sporting poderão deitar tudo a perder para os dragões.
Benfica – Sp. Braga (c), Sporting (f), Marítimo (c), Rio Ave (f), U. Leiria (c) e Vit. Setúbal (f). Os encarnados perderam uma excelente oportunidade de subir ao 1º lugar, depois do empate no Algarve, frente ao Olhanense. Os próximos 15 dias serão mesmo os mais decisivos da temporada para o Benfica, com as partidas frente ao Chelsea, Sp. Braga, Chelsea e Sporting. Se o Benfica conquistar 6 pontos na jornada frente a gverreiros e leões, poderá aproveitar a embalagem e terminar com mais 4 vitórias na Liga (apesar da recepção ao Marítimo não ser fácil, bem como as deslocações a Vila do Conde e Setúbal). Em caso de deslize frente ao Sp. Braga e Sporting, os encarnados dificilmente poderão sonhar com o 1º lugar.

Quem está melhor posicionado para conquistar a Liga ZON-Sagres 2011-12? Poderá o Sp. Braga fazer uma proeza histórica? Ou FC Porto e Benfica, mesmo com alguns tropeções, irão conquistar o título? Poderão Marítimo e Sporting afectar decisivamente a luta pelo 1º lugar?

Melhor lateral esquerdo: Joan Capdevila (SLB) ou Elderson (SCB)? Curiosidade: A posição de lateral esquerdo representa em ambos os conjuntos o ponto fraco da presente temporada. Emerson que devido a castigo não irá estar presente neste decisivo Benfica-Braga, tem sido um dos mais visados pela crítica, o mesmo acontecendo com Elderson. O internacional AA pela Nigéria mesmo com a melhoria que evidenciou nos últimos 2/3 meses é invariavelmente o elo mais fraco do conjunto de Leonardo Jardim (que falta faz a versatilidade de Paulo Vinicius).

Hoje, pelas 19h45 será dado o pontapé de saída, na primeira mão dos quartos de final da mais prestigiante prova europeia a nível de clubes. Aos encarnados, o sorteio indicou-lhes que seriam os milionários londrinos de Roman Abramovich o seu adversário, curiosamente o clube desejado publicamente por Jorge Jesus. Será um confronto entre duas equipas que não estão a atravessar um bom momento, em termos de qualidade futebolística. O Chelsea, vê na Liga dos Campeões a oportunidade de salvar a época (os blues apenas podem aspirar à conquista da Taça de Inglaterra a nível interno e têm inclusive em risco a presença na LC na próxima temporada), ao passo que o Benfica pode fazer história caso alcance as meias-finais. No contexto actual, dada a grande disparidade de orçamentos entre os clubes dos principais campeonatos europeus (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e inclusivamente França), aos quais podemos acrescentar os clubes da Rússia, em comparação com a nossa realidade, a presença dos encarnados entre as quatro melhores equipas do Mundo, teria para o VM um impacto semelhante à conquista de uma Taça dos Campeões Europeus, nos anos 60.

O Benfica apresentar-se-á praticamente na máxima força e em termos tácticos, deverá alinhar num 4-2-3-1, com Artur na baliza, Maxi, Luisão, Jardel e Emerson na defesa, Javi e Witsel na zona mais recuada do meio campo, enquanto que Aimar, Gaitán e Bruno César jogarão no apoio ao único ponta de lança, Oscar Cardozo. A equipa encarnada terá que ter a máxima atenção à velocidade de Sturridge, bem como ao portento físico que é Drogba (incrível a sua capacidade de luta), e à magia que sai dos pés de Juan Mata. Os londrinos deverão alinhar no habitual 4-3-3, sendo que a dinâmica imposta pelo seu trio do meio campo terá um papel importante no desfecho desta eliminatória (o fraco futebol dos blues esta época, em muito se deve à falta da mesma), já que elementos como Essien, Ramires, Lampard, Mikel e Meireles, têm inegáveis qualidades. A recente descida ao terceiro lugar no campeonato, não terá a minima influência, pois nesta fase adiantada da mais prestigiada prova europeia a nível de clubes, os factores motivacionais encontram-se na sua plenitude. É expectável lotação esgotada hoje na Luz, estádio onde o Benfica não perde há dez jogos na Europa, factor que funcionará como 12º jogador, no regresso de Ramires e David Luiz à sua antiga casa.

Já dizia António Gedeão, que quando um homem sonha, o mundo pula e avança. Pelo que mais logo, para bem do futebol português, pede-se aos jogadores encarnados que dêem um pulo significativo no avanço rumo às meias-finais...e que o sonho lhes comande a vida. Prognósticos? Na sua opinião, a entrada de jogadores rápidos como Nolito, Rodrigo ou Nélson Oliveira, no decorrer da segunda parte, e face aos erros cometidos pela defesa do Chelsea recentemente, poderão ser decisivos no desfecho da eliminatória? Se o futebol tivesse lógica, considerando que o Sporting actual 5º classificado da nossa Liga bateu o City que está na luta pela Premier League, o Benfica (que luta pelo nosso campeonato) não teria problemas em bater este Chelsea que é muito inferior aos citizens e está apenas em 5º lugar empatado com 6º Newcastle?

A. Carvalho

PS - Na sondagem que promovemos na nossa página do Facebook, Juan Mata foi considerado o melhor jogador do Chelsea pelos nossos visitantes. Drogba ficou em 2º, Torres em 3º, David Luiz em 4º e Ramires em 5º. Concordam?

No próximo Sábado, pelas 21h15, o Sp. Braga vai defender na Luz a liderança no campeonato. Considerando que na jogada seguinte recebe o Porto, um empate frente ao Benfica poderá ser um bom resultado. O Visão de Mercado não podia ficar indiferente a este jogo e como tal, vai questionar os leitores sobre qual o jogador em cada posição, que na ideia dos visitantes poderá estar melhor na partida, confrontando aquele que é o provável 11 titular, de ambas as equipas. No meio campo um duelo entre 2 elementos fundamentais para os seus treinadores. Fortes na marcação, ocupação de espaços e na capacidade de criar perigo através dos lances de bola parada. O espanhol é mais forte em termos defensivos, enquanto que o português apresenta outra qualidade na saída de bola. Melhor médio defensivo: Javi Garcia (SLB) ou Custódio (SCB)?

26 de Março de 2012

Sp. Braga 2-1 Académica (Mossoró 35´ e Lima 45´; David Simão 61´)

O Braga neste momento é sinónimo de: 13 vitórias consecutivas e liderança do campeonato a 6 jornadas do fim da Liga Zon Sagres, com mais um ponto que o FC Porto e mais dois que o Benfica. Os minhotos sofreram (tiveram mesmo a estrelinha na parte final da partida), mas a verdade é que ao contrário dos rivais não facilitaram, derrotaram a Académica e chegaram ao 1º lugar. Este triunfo pode mesmo permitir aos gverreiros gerir a partida no Estádio da Luz no próximo sábado (um empate passa a ser um bom resultado, considerando que os braguistas ainda recebem o Porto). Os adeptos e a comunicação social foram menosprezando os gverreiros ao longo da época, mas este cenário a 6 jornadas do fim, apenas confirma o que o VM referiu há um mês atrás (ler aqui) e inclusive logo em Setembro (ler aqui): o Braga é um forte candidato a vencer a Liga.

No que diz respeito ao encontro, foi uma 1ª parte de domínio total do Braga. Os minhotos entraram com vontade de ganhar, pressionantes e com um Mossoró particularmente inspirado, foram traduzindo essa superioridade em golos. Primeiro pelo próprio brasileiro, através de um cabeceamento espectacular, depois pelo suspeito do costume: Lima, que correspondeu bem a uma assistência de Mossoró. No 2º tempo, a Académica entrou melhor, o Braga por sua vez foi recuando em demasia, perdeu intensidade, e os estudantes aproveitaram. David Simão (que antes já tinha proporcionado um bom movimento ofensivo) reduziu o marcador com um golaço fora da área (um dos golos da época), e os gverreiros começaram a acusar a pressão. Nos últimos minutos a Briosa pressionou, esteve perto de marcar (atirou ao poste e Quim na sequência desse lance fez mesmo a defesa da noite), mas a estrelinha de campeão acabou por proteger os minhotos. Em suma, um triunfo injusto considerando as oportunidades de golo da Académica e o péssimo futebol apresenta pelo Braga nos últimos 30 minutos, mas que premeia a boa 1ª parte dos minhotos. O 19º golo de Lima, líder isolado dos melhores marcadores, a excelente 1ª parte de Mossoró, a exibição de Quim (o melhor em campo), as decisões de Jardim ao colocar Djamal (justificou o recuo da equipa bracarense com o cansaço, mas o que é certo é que este encontro, ou melhor esta apatia foi uma fotocópia da recente partida frente ao Leiria, com a diferença de que a Académica apresenta outras armas. Posto isto, é importante reforçar que o Braga tem apenas menos 1 golo marcado que Benfica e Porto, e conquistou 39 pontos consecutivos algo que só Mourinho conseguiu) e António Salvador (vai mudando de treinadores, mas a qualidade e competência do conjunto minhoto não muda, neste momento o Braga é líder da Liga, tem o melhor marcador do campeonato, e tudo isto se deve ao trabalho efectuado pelo presidente braguista) foram os principais destaques desta partida. Da perspectiva dos estudantes, excelente 2ª parte, David Simão entrou bem na partida, Flávio Ferreira tirou um golo certo a Lima e foi competente na defesa, Ferreira esteve igualmente em destaque, e Edinho falhou o melhor lance da Briosa. Destaques?

Resultados/Inter - O Marítimo regressou ao 4º lugar, depois de bater o Gil Vicente por 3-2. Numa partida emocionante, os madeirenses marcaram primeiro por Heldon (3´), contudo, permitiram a reviravolta dos gilistas ainda antes do intervalo (Zé Luís 43´e Luís Carlos 44´). No segundo tempo, os suplentes Fidelis (62´) e Pouga (86´) consumaram a reviravolta final para os insulares; Na Premier League o Manchester United derrotou o Fulham por 1-0 e tem agora 3 pontos de vantagem para o Manchester City. Um golo de Rooney aos 42´ ofereceu o triunfo aos red devils; Já em Itália, Ranieri foi finalmente despedido do comando técnico dos nerazzurri, depois de mais uma derrota na Liga Italiana. O Inter ocupa neste momento um decepcionante 8º lugar e foram recentemente eliminados da Liga dos Campeões pelo Ol. Marselha. Andrea Stramaccioni, que venceu recentemente a NextGen (competição onde derrotou o Sporting), será o treinador interino. Conseguirá o Marítimo segurar o 4º lugar? O Man Utd é o mais forte candidato a vencer a Premier League? E, em relação ao Inter, será AVB o senhor que se segue?

O presidente do Sporting, Godinho Lopes, afirmou hoje que o clube leonino poderia ainda estar a lutar pelo título se não fossem algumas arbitragens. «Se olharmos hoje para a classificação do Sporting, em condições normais, independente de alguns erros que temos cometido, o Sporting estaria claramente a lutar pelo título se tivesse existido em todos os jogos uma forma igualitária de estar das arbitragens». Concorda com Godinho Lopes? E, aproveitando o facto de hoje se celebrar um ano que está à frente do Sporting, que balanço faz do percurso de GL até ao momento? Bom mandato? Quais as principais valias do 1º ano desta nova direcção leonina? Os principais erros? E o que deverá ser feito na próxima época (defeso da equipa de futebol, modalidades, e em termos de infra-estruturas)? VM - A aposta em Domingos (o principal lapso sem dúvida), a falta de evolução nas questões: pavilhão e fecho do fosso, o facto do forte investimento não ter tido uma consequência directa nos resultados desportivos (esta ideia pode ser ultrapassada caso os leões vençam a Liga Europa), e o agravamento das contas do clube, foram na nossa opinião alguns dos erros desta nova direcção. Em termos positivos a destacar o bom investimento na equipa de futebol (à excepção de Aguiar, Bojinov e Ribas, os outros elementos claramente acrescentaram qualidade à equipa leonina, e considerando que são jovens internacionais na próxima época podem ter ainda mais impacto), a consistência das modalidades (era a única herança positiva que tinham recebido da Era Bettencourt, e até ao momento estão a dar continuidade à mesma, com a presença em fases importantes em termos internacionais no Andebol e Futsal) e a criação de uma espécie de "onda verde" (é notório que os sportinguistas voltaram a estar mais próximos do Sporting, a encher os estádios, e claramente protegem o clube leonino de uma maneira diferente) foram os pontos fortes alcançados por GL. Em suma, na nossa opinião o balanço é razoável (para o positivo), algo que poderá ser reforçado com a ideia de que o Sporting há 2 anos terminou o campeonato no 4º lugar a quase 30 pontos do 1º e a época passada terminou no 3º a quase 40 pontos do líder, 2 cenários (em termos pontuais) que esta época dificilmente se vão repetir.

No próximo Sábado, pelas 21h15, Benfica e Sp. Braga disputam um encontro que poderá ser decisivo nas contas finais do campeonato (campeão e 2º lugar). Um duelo que se prevê intenso, entre duas equipas que nos últimos anos tem alimentado uma "luta" aguerrida entre si, dentro e fora dos relvados (luta pela Liga em 2009, meias-finais da Liga Europa, caso Alan-Javi, "bocas" de Artur, etc). O Visão de Mercado não podia ficar indiferente a este jogo e como tal, vai questionar os leitores sobre qual o jogador em cada posição, que na ideia dos visitantes poderá estar melhor na partida, confrontando aquele que é o provável 11 titular, de ambas as equipas. Na baliza um duelo entre 2 trintões, de um lado o benfiquista com 21 golos sofridos na Liga até ao momento, e do outro um braguista que contribuiu para que o clube minhoto só tenha encaixado 19 golos neste campeonato. Apresentam como curiosidade o facto do brasileiro ter conseguido se afirmar no futebol português devido à lesão do internacional português. Foi a indisponibilidade de Quim de jogar a época passada e mais tarde a saída de Felipe que permitiu a Artur (ele que ia ser a 2ª escolha) conquistar o seu espaço no Minho e dar o salto para a Luz. Melhor guarda-redes: Artur (SLB) ou Quim (SCB)?

Mesmo com um currículo invejável, o italiano tem sido, desde sempre, um dos treinadores mais visados pela imprensa, adeptos e até por parte de políticos - recorde-se Silvio Berlusconi, que escrutinou Ancelotti por adoptar uma táctica demasiado defensiva. No entanto, o técnico que já conta com duas vitórias na Liga dos Campeões (e outra final) ao serviço do AC Milan sempre soube se adaptar às adversidades e reagir a todos os ataques. Prova disso mesmo foi a produção ofensiva que Ancelotti conseguiu criar no Chelsea, que, na época de 2009/2010, se tornou a primeira equipa a ultrapassar os 100 golos na Premier League desde 1962. Nesse ano, fez história ao conseguir conquistar a dobradinha doméstica pela primeira vez no currículo do Chelsea. No início da sua carreira era de facto um treinador ao estilo italiano e dava primazia ao aspecto defensivo mas, como a sua evolução o demonstra, hoje em dia é um técnico mais preocupado com a capacidade criativa da sua equipa. Agora, no milionário Paris Saint Germain, Ancelotti terá novamente de conjugar um conjunto de estrelas e principalmente chegar ao título, algo que o italiano tem conseguido, em parte - neste momento, o PSG lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com o Montpellier. Ainda assim, considerando a diferença de orçamentos não está a ser de todo positiva até ao momento a experiência do italiano em França. Como é que se explica que Ancelotti seja neste momento, o 2º mais bem pago do Mundo, à frente de nomes como Sir Alex Ferguson e Arsene Wenger? A sua qualidade justifica o que aufere? A verdade é que na última década poucos venceram tanto como o italiano: Duas Ligas dos Campeões (apenas Mourinho e Guardiola igualam esse feito), Duas Super Taças da Europa, um campeonato do Mundo de clubes, Série A e Premier League.

P. Pinto