31 de março de 2012

Benfica 2-1 Braga (Witsel 77´g.p. e Bruno César 90´+2; Elderson 82´)

Benfica e Sp. Braga mostraram argumentos de candidatos ao título, numa partida de excelente nível e decidida apenas nos últimos 15 minutos. Um resultado, injusto para os minhotos, que deixa tudo em aberto na Liga. Os dois rivais equivaleram-se, contudo, a "estrelinha" caiu sobre o Benfica, com um golo aos 92 minutos. São os golos nestas ocasiões e nestes momentos, que poderão decidir os campeonatos. Com este resultado, o FC Porto saltou para a liderança da Liga, com o Benfica a 1 ponto e Sp. Braga a 2 pontos. Bruno César foi o melhor jogador dos encarnados (marcou o golo decisivo e ainda ganhou a grande penalidade), Mossoró e Custódio foram os melhores em campo e Elderson foi o grande protagonista da partida (cometeu grande penalidade, marcou o golo dos minhotos e foi ultrapassado por Gaitán no 2º golo do Benfica).

Quanto à partida, os encarnados entraram decididos a marcar cedo, enquanto que os gverreiros espreitavam as transições rápidas. Rodrigo e Bruno César foram os primeiros a testar Quim, contudo, o Benfica não conseguia definir bem o último passe/remate. Na resposta, os minhotos tentavam o contra-ataque, com Mossoró e Lima em destaques. A primeira parte terminou com uma defesa de Artur a remate de Mossoró, na melhor e única situação de golo até então. No início do 2º tempo, o Benfica voltou a entrar melhor, contudo, os minhotos foram mais perigosos na sua ofensiva. Lima rematou por cima na sua melhor oportunidade, Witsel respondeu com um lance onde Quim levou a melhor e, depois, Mossoró, completamente sozinho na área, cabeceou para fora na melhor ocasião de golo em toda a partida. Os minhotos tinham a partida controlada e saíam em perigosos contra-ataques, contudo, Elderson, cometeu uma grande penalidade sobre Bruno César e Witsel colocou os encarnados em vantagem. Os minhotos responderam logo de seguida, com o mesmo Elderson a marcar o golo do empate após um erro de Artur. Quando se esperava um empate 1-1, Bruno César rematou certeiro para o 2-1 final e vitória do Benfica.

Destaques:

Sp. Braga - Interrompeu o ciclo de 13 vitórias consecutivas, mas demonstrou que é um forte candidato título. Fez o seu jogo (foi claro que o empate beneficiava os minhotos e os comandados de Jardim jogaram com isso), criou a única oportunidade de golo na 1ª parte e a mais flagrante da 2ª (ambas por Mossoró) e inclusive estava por cima do encontro quando o Benfica chegou ao 1-0. Os gverreiros descem para 3º lugar e sabem que neste momento já dependem dos resultados do Benfica para chegar ao título e que precisam igualmente de ganhar ao FC Porto para não depender dos resultados dos azuis e brancos.

Benfica - Voltou a ter "estrelinha" que já tinha tido recentemente frente ao Paços, no entanto, também foi evidente que os encarnados procuraram sempre a vitória (apesar de esse querer não estar directamente ligado com a qualidade do futebol, clarividência e capacidade em desequilibrar). As águias disputam na próxima jornada um encontro decisivo com o Sporting, com a certeza que nas restantes jornadas o calendário beneficia claramente o clube da Luz.

Bruno César - O elemento mais esclarecido dos encarnados. Rematou várias vezes, marcou o golo decisivo e ainda sofreu a grande penalidade que originou o 1º golo do Benfica.

Gaitán/Rodrigo - Dois dos jogadores que mais tentaram desequilibrar na frente de ataque dos encarnados, mas quase sempre sem definirem bem no final. O argentino foi decisivo no 2º golo do Benfica.

Maxi/Capdevila - O uruguaio não mostrou a mesma intensidade que noutras partidas, enquanto que o espanhol, apesar de ter passado por algumas dificuldades, conseguiu apresentar-se num nivel melhor que Emerson.

Javi Garcia - Muitas dificuldades no meio encarnado, sobretudo, pela liberdade que deu a Mossoró para construir jogadas de perigo para os minhotos.

Mossoró/Custódio - Os melhores elementos em campo. O brasileiro esteve muito bem na organização do ataque minhoto, aproveitou os espaços concedidos pelo meio campo encarnados e apenas falhou na finalização. O português encheu o meio campo com toda a sua qualidade táctica.

Lima - O goleador da Liga procurou bem os espaços na defensiva encarnada, criou desequilíbrios, mas, tal como Mossoró, não foi feliz na finalização.

Nuno André Coelho/Douglão - Duas boas exibições por parte da dupla de centrais do Sp. Braga. Anularam Cardozo (não teve qualquer espaço para fazer uso do seu pé esquerdo) e mostraram tranquilidade perante o maior caudal ofensivo do Benfica.

Melhor Presidente: Luís Filipe Vieira (SLB) ou António Salvador (SCB)? Ambos presidem os respectivos clubes desde 2003 e ambos parecem dispostos a deixar uma marca no futebol português. No entanto, Vieira precisa da vitória no campeonato para enfrentar as próximas eleições do Benfica (no último trimestre deste ano). Mais um desaire pode complicar a continuidade do presidente encarnado na Luz. Enquanto que Salvador quer afirmar de vez este Braga como um "grande" de Portugal e colocar os minhotos na história dos nossos campeonatos (um triunfo na Liga iria permitir igualar o registo de Belenenses e Boavista).

Jogos oficiais em 2011-12
Sporting: 46
Benfica: 44
SC Braga: 40
FC Porto: 40

Ao todo são 46 o numero de jogos oficiais que o Sporting efectuou na presente época (poderá acabar a temporada com 57 caso chegue à final da Liga Europa, um valor "anormal" e próximo dos 58 do Porto em 2010-2011). Valores que fazem dos leões a equipa portuguesa com mais encontros disputados em 2011-12 (vão fazer pelo menos 54 jogos). Também o Benfica parte para esta recta final do campeonato com a certeza que vai acabar o ano com pelo menos 52 encontros disputados, um desgaste que poderá ser decisivo na luta pelo título, já que Porto e Braga no máximo só vão disputar 46 jogos esta época. Até que ponto o nº de jogos e o consequente desgaste poderá ser decisivo nas contas finais do campeonato? Como se explica que o Porto com o seu super-orçamento esta temporada realize menos 12 jogos que o ano passado ("descansa" quase meio campeonato)? E na perspectiva do Sporting, considerando que desde Sá Pinto passou a orientar os leões (ou seja há um mês e meio) o clube leonino já disputou 11 jogos, qual deverá ser a equipa titular frente à U. Leiria (deixamos a nossa sugestão na imagem)?

Melhor defesa central (lado esquerdo): Miguel Vítor (SLB) ou Nuno A. Coelho (SCB)?

El Maestro. A sua alcunha resume muito do que aqui vai ser dito sobre o treinador uruguaio. Um dos melhores e mais conceituados génios tácticos da actualidade, que não tem essa fama por acaso. Basta ver o trabalho recente de Óscar Tabárez ao serviço da selecção do Uruguai, onde tem surpreendido todo o mundo do futebol. A forma como em Setembro de 2006 conseguiu pegar numa selecção que tinha falhado o apuramento para o Mundial, e fez do Uruguai a equipa mais forte e competente da América do Sul na actualidade, marca a sua carreira, mesmo tendo uma conquista na Taça dos Libertadores ao serviço do Peñarol em 1987. Como estandarte da sua qualidade consideramos a brilhante campanha no Campeonato do Mundo de 2010, onde chegou até às meias-finais, sendo apenas travado pela Holanda num jogo memorável. O experiente técnico de 65 anos conseguiu colocar o Uruguai a praticar um futebol muito disciplinado mas também muito eficaz. E acima de tudo, com resultados para o comprovar. Após esse Mundial memorável, liderou Suárez, Forlán e companhia até à vitória na Copa América de 2011 (já em 2007 na sua 1ª competição como seleccionador tinha conseguido um bom 4º lugar). O seu rigor táctico foi muito visível na prestação defensiva dos uruguaios nessa prova sul-americana, onde apenas consentiram 3 golos durante toda a competição. Como grande galardão individual, Tabárez apresenta os troféus de melhor treinador sul-americano dos anos de 2010 e 2011 e melhor seleccionador do Mundo igualmente em 2011, reconhecimentos completamente merecidos. O melhor seleccionador da actualidade? Mesmo com o sucesso que teve no Penarol e Boca Juniors (desiludiu no AC Milan) é típico treinador com perfil para orientar uma selecção? É justo afirmar que Tabárez fez deste Uruguai a selecção sul-americana mais forte da actualidade à frente de equipas como o Brasil e Argentina?

P. Pinto

30 de março de 2012

Melhor treinador: Jorge Jesus (SLB) ou Leonardo Jardim (SCB)? São 20, os anos que os separam, o currículo de ambos é igualmente diferente, mas em termos de rigor táctico e competência (pelo menos dentro das ambições dos respectivos clubes) as diferenças não tem sido muitas esta época. O madeirense (muito criticado pelos braguistas no principio da temporada) conduziu o Braga a uma sequência de 13 vitórias consecutivas e à liderança da Liga, enquanto que o técnico encarnado apesar do 3º lugar da Liga a 2 pontos dos minhotos, guiou as águias até aos quartos-de-final da LC e à final da Taça da Liga.

PS - Marítimo vence em Coimbra no jogo de abertura da 25ª jornada e ganha vantagem na luta pelo 4º lugar; Só a presença na final da Taça de Portugal salva Pedro Emanuel, a Académica não venceu nenhum dos últimos 13 jogos, denota muitas dificuldades em marcar golos (que falta faz Éder), em Coimbra não vence há 6 meses e se continuar assim complica a permanência.

O Visão de Mercado adicionou uma nova abordagem aos jogadores da Liga ZON-Sagres, nomeando todos os meses os 10 melhores jogadores desse mês e os 10 melhores jovens (tudo isto, com os critérios próprios do VM). As partidas seleccionadas para elaborar os tops foram as das jornadas 21, 22, 23 e 24, bem como as meias finais da Taça da Liga. Capel foi o melhor de Outubro (ver aqui), Baba foi o melhor em Novembro (ver aqui), Lima foi o melhor de Dezembro (ver aqui), Custódio foi o melhor de Janeiro (ver aqui) e Hugo Viana foi o melhor de Fevereiro (ver aqui).

Na opinião do VM, Lima foi o jogador em maior destaque no mês de Março. O brasileiro segue numa série de 8 jogos consecutivos a marcar, em todas as competições (10 golos), tendo contribuído para as vitórias do Sp. Braga nos 4 jogos para o campeonato em Março. Para além dos 4 golos para a Liga, o avançado marcou também para a Taça da Liga, ainda que os minhotos tenham cedido nas grandes penalidades para o Gil Vicente. Apesar do Sp. Braga ter sofrido 6 golos nas 5 partidas em análise, o ataque dos gverreiros não perdoou e facturou por 13 vezes, com grande contributo de Lima (grande mobilidade, técnica e poder de remate na frente de ataque).

Top - 10:
1 – Lima (BRA)
2 – Mossoró (BRA)
3 – Hugo Viana (BRA)
4 – Cláudio (GVIC)
5 – Heldon (MAR)
6 – Custódio (BRA)
7 – Luisinho (PFER)
8 – Douglão (BRA)
9 – Edgar (VGUI)
10 – Dady (OLH)

Qual o top-10 de Março? Poderá Lima ser o goleador da Liga ZON-Sagres e levar os gverreiros ao título?


PS - Como a jornada 25 só termina em Abril, vamos considerar o que os jogadores protagonizarem nesta ronda (mesmo os que jogam hoje e amanhã) só nesse mês. Em Março o Sporting perdeu com Setúbal e Gil Vicente, o Benfica perdeu com o Porto e empatou com o Olhanense, e o Porto empatou com Académica, Paços e perdeu com o Benfica para a Taça da Liga, ou seja a nomeação de jogadores dos 3 clubes para o Top10 dos melhores de Março não faz qualquer sentido.

Josep Guardiola, teceu hoje rasgados elogios a Raúl, avançado do Schalke e ex-capitão do Real Madrid. «A presença de Raúl no Europeu é uma decisão de Del Bosque. Agora, ele é o jogador espanhol mais importante de todos os tempos. É impressionante. É o melhor e foi o melhor. Ontem fez um golo de vólei e o primeiro é parecido a outros 500 que já marcou. É um exemplo para aqueles que estão a começar. Joga há tantos anos e fez tantos golos. É incrível», afirmou o treinador catalão. Concorda com Guardiola? Será Raul o melhor jogador espanhol de sempre? Do que viu jogar, qual o seu Top5? VM - Emilio Butragueño e Michel eram bons (Di Stefano já não é do nosso tempo, como tal, preferimos não opinar), mas Raul foi e é muito melhor. Concordamos que Raul foi o jogador espanhol mais importante na história, mas para o VM Xavi é o melhor jogador espanhol de todos os tempos. Iniesta e Raul completam o nosso pódio. O próprio Guardiola merece um lugar neste Top10, outro elemento a destacar (que para muitos não tinha lugar nem no Top50) é Luis Enrique, como é óbvio é inferior a Villa, Torres, Casillas, Hierro, mas a sua raça, atitude, polivalência era notável.

Noutro âmbito Guardiola foi questionado sobre as camadas jovens do Barça (de longe a melhor escola de formação do Mundo). Afinal, qual é a diferença da «cantera culé» para as outras? «Há gente que trabalha melhor que nós, mas, aqui, nós colocamo-los a jogar», argumentou. Uma afirmação simples, inteligente e que traduz o que o VM tem vindo a referir (ler aqui): Como é que querem que jovens como Nélson Oliveira, David Simão, Cafu, Betinho, Esgaio, Chaby, Adrien, Tiago Ferreira, Tozé, etc, sejam craques ou opções quando não os metem a jogar nem lhes dão condições para evoluir e se afirmar? É óbvio que dos escalões de formação dos nossos principais clubes não vão sair todos os dias jogadores como o Messi, Cesc, Iniesta, Xavi, Pique ou Busquets, mas se a aposta nos elementos que saem dos escalões jovens for nula ou intermitente dificilmente vamos saber se atletas como os referidos seriam melhores que Emerson, Janko, Wolfswinkel, Matic, etc. Como é se explica que o Barcelona, a melhor equipa do Mundo nos últimos 6 anos, tenha construído o seu sucesso devido à formação, e em Portugal haja uma política de aposta constante no jogador estrangeiro (pois na teoria segundo alguns são melhores do que os nosso portugueses que nunca viram sequer jogar pois não tiveram oportunidade para tal)?

Por último, o treinador do Barcelona aproveitou mais uma vez para elogiar Bielsa e o seu Bilbao (equipa que vai defrontar amanhã algo que tem gerado muita polémica em Espanha pois os bascos nem 48h vão descansar). Para Guardiola não há dúvidas, o Athletic é a grande sensação da temporada a nível europeu e Bielsa o melhor treinador do Mundo na actualidade (o catalão afirmou mesmo que aprende todos os dias com o argentino). Concorda?

Melhor avançado: Cardozo (SLB) ou Lima (SCB)? A decisão da partida pode passar por eles e protagonizam igualmente um duelo à parte: a luta pela liderança dos melhores marcadores, sendo que neste momento o brasileiro leva vantagem com 19 golos apontados contra 18 do paraguaio na Liga. Dois avançados com características diferentes, quer físicas quer no estilo de jogo. Cardozo mais posicional, Lima mais rápido e com outra capacidade para aparecer nas alas fugindo à marcação dos centrais, mas que apresentam dois pormenores similares: nenhum dos 2 é particularmente forte no jogo aéreo e ambos possuem um forte remate (não é por acaso que tanto o brasileiro como o paraguaio gostam de receber a bola preferencialmente no espaço e à frente dos mesmos).

O último jogo do Benfica para a Liga dos Campeões foi disputado sem qualquer português nos 14 jogadores que pisaram o relvado do Estádio da Luz. Até as outras três equipas que jogaram no mesmo dia do Benfica utilizaram portugueses (APOEL, Real Madrid e Chelsea). Com o FC Porto e Sporting a seguirem as mesmas pisadas do clube da Luz, poderemos dizer que Paulo Bento não terá grandes opções nos 3 grandes para o Euro 2012. O FC Porto utiliza com regularidade Rolando e João Moutinho, enquanto que Varela está num plano inferior. Já o Sporting utiliza Rui Patrício e João Pereira, enquanto que Carriço, André Santos, André Martins e Pereirinha têm uma utilização mais intermitente. Quando se fala que para os clubes portugueses terem maior competitividade, têm que utilizar mais estrangeiros, o Sp. Braga vem provar o contrário, pois Leonardo Jardim tem apostado em Quim, Hélder Barbosa, Custódio, Hugo Viana e, mais recentemente, em Nuno André Coelho e Miguel Lopes, para além de Ukra sair com regularidade do banco de suplentes e Ruben Amorim também ter sido opção até se lesionar. Contudo, é o futuro que poderá estar em causa, já que para 2012, Portugal tem excelentes opções a jogar no estrangeiro. Mas a partir de 2016 quando Ronaldo, Nani, Pepe, Moutinho, Veloso e Meireles, por exemplo, estiverem na casa dos 30 anos, as alternativas serão muito poucas ou nenhumas.

Após a brilhante campanha no Mundial sub-20, pensava-se que estaria dado o mote para mudar a mentalidade dos dirigentes dos clubes portugueses, no que toca à contratação de jogadores e aposta no produto nacional, contudo, parece que aconteceu o contrário. Dos jogadores que fizeram parte da campanha portuguesa na Colômbia, poucos jogam com regularidade nos principais campeonatos. Para além disso, chegou agora à discussão o alargamento da Liga ZON-Sagres de 16 para 18 clubes. Uma medida que, ao manter-se a política de contratação de estrangeiros, só vai abrir o mercado português a mais jogadores sul-americanos em detrimento do jogador português.

Depois de o FC Porto ter acabado a temporada passada sem nenhum jogador da sua formação no plantel (algo único na história do clube), 2011-12, com o empréstimo de Ventura e Castro o cenário não foi diferente. Já no Benfica, com a saída de Coentrão como seria expectável actuou 95% das partidas sem nenhum jogador português no 11 (Nélson Oliveira foi o único a contrariar este cenário). Por sua vez, o Sporting que era a excepção e de longe o melhor exemplo para o futebol nacional, não conseguiu resistir à tendência e contratou 19 jogadores (todos estrangeiros). Três clubes, três equipas que deviam ser exemplo para todas as outras a nível nacional, mas que com esta política estão a contribuir para uma falta de identidade do futebol português. No plano económico, está igualmente provado que o jogador português é dos que vende melhor no Mundo, como tal, esta aposta nula é uma má política de mercado (como querem vender jogadores como o Nani, Coentrão, Carvalho, se não apostarem neles?). Os outros clubes da Liga Zon-Sagres infelizmente dão continuidade a este flagelo e salvo algumas excepções o cenário pouco animador. Como tal, parece-nos oportuno voltar referir o projecto que o Visão de Mercado elaborou para o futebol português e destacou em Setembro de 2010.

Soluções?

O Visão de Mercado sugere algumas soluções a aplicar pela Liga de Clubes, como forma a reduzir esta invasão de jogadores extracomunitários. As medidas são na nossa perspectiva realistas e de acordo com os padrões do futebol português. A saber:
- O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube (a mesma regra da UEFA: ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos).
- Para equilibrar o número de jogadores portugueses no 11 inicial, sugerimos que obrigatoriamente em todos os jogos, as equipas coloquem 4 jogadores nacionais de inicio, como forma a que joguem pelo menos 64 portugueses no fim-de-semana desportivo. Esta medida (que como é óbvio seria gradual, ou seja no próximo ano 2, daqui a 2 anos ter de utilizar 3, até que em 2015 teria a obrigação dos 4 portugueses), obrigaria os clubes nacionais a terem um plantel com pelo menos 10-12 jogadores nacionais, como forma de prevenir qualquer lesão ou castigo. Recordamos que por exemplo no campeonato russo há uma obrigatoriedade de as equipas apresentarem 6 jogadores russos no 11.
- Limitar as transferencias de jogadores do exterior para 8 ou 10 (desde que pelos menos 5 deles sejam internacionais por qualquer escalão de formação do seu país). Esta medida visa reforçar as trocas internas, fomentando a circulação interna do dinheiro e maior equilíbrio das contas dos clubes.
- Quanto à limitação de jogadores extracomunitários, consideramos essa medida um pouco xenófoba, preferindo a obrigatoriedade de utilizar jogadores nacionais, em vez de restringir a entrada de extracomunitários.

Em relação à II Liga, seria também razoável implementar a obrigatoriedade de inscrever mais jogadores portugueses (pelo menos 14 jogadores em 27, 5 jogadores da formação e 5 jogadores no onze inicial). Quanto aos escalões de formação, seria importante obrigar os clubes a utilizar pelo menos 8 jogadores nacionais no onze inicial, como forma de fomentar a formação de jogadores portugueses. É lamentável não conseguirmos estar de maneira assídua nas grandes competições juvenis (o último Mundial sub-20 foi a excepção), e pela forma como países como a Alemanha, Bélgica, França, Espanha e até a Inglaterra estão a trabalhar há muito perdemos o estatuto de potência ao nível da formação.

PS - Caso os 4 principais clubes nacionais utilizassem regularmente pelo menos 4 jogadores nacionais de inicio, formariam uma boa base de apoio para a selecção nacional, pois seriam 16 jogadores em competição acesa na Liga Nacional, e quem sabe nas Competições Europeias. Quem ficava a ganhar era a selecção nacional!

Que medidas equaciona para uma melhoria do nosso futebol? O que acrescentaria ou retirava às ideias do Visão de Mercado para permitir evoluir a nossa Liga em termos de sustentabilidade dos clubes, indirectamente ajudar o futuro da nossa selecção, e para dar mais condições ao jogador português? Recordamos que em 2004 (parece que foi há um século, mas foi há meia dúzia de anos) o Porto de Mourinho venceu a Liga dos Campeões com 9/10 portugueses a jogar assíduamente, como tal, a ideia de os clubes só poderem ser mais competitivos com jogadores estrangeiros não faz sentido. E se os nossos melhores querem sair, ao menos que se criem condições para outros apareceram e mostrar o seu valor...e para isso só actuando com regularidade. Poderá Portugal estar a correr sérios riscos em termos de afirmação da nossa selecção no futuro?

Melhor extremo esquerdo: Nolito (SLB) ou Heldér Barbosa (SCB)? Dois jogadores rápidos, de boa técnica, que este ano estão na sua época de afirmação ao mais alto nível apesar de já terem 25 e 24 anos respectivamente, e que apresentam uma peculiar veia goleadora, o espanhol já marcou 8 golos na Liga enquanto que o português leva 5.

29 de março de 2012

Sporting 2-1 Metalist (Izmailov 51´e Insúa 64´; Cleiton Xavier 90 + 1 g.p.)

O Sporting conquistou uma vitória na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa, frente aos ucranianos do Metalist. Uma vantagem curta para a visita à Ucrânia, devido ao golo tardio de Cleiton Xavier. Tal como o VM afirmara no dia do sorteio, o Metalist mostrou ser uma equipa perigosa, muito técnica e com jogadores rápidos. Os leões entraram cautelosos, contudo, uma entrada forte na 2ª parte, permitiu ao Sporting chegar aos dois golos de vantagem. No ranking da UEFA, Portugal afastou-se definitivamente da França (a não ser que o Ol. Marselha vá a Munique dar a volta ao 0-2) e o Sporting subiu ao 20º lugar a nível de clubes (os leões aproximaram-se do melhor registo europeu dos últimos 5 anos).

Quanto à partida, o Metalist começou melhor, com um grande envolvimento de todo o seu meio campo na construção de jogo. Os sul-americanos deste sector mostraram grande qualidade no passe e uma técnica acima da média, contudo, nunca conseguiram assustar Rui Patrício. O primeiro remate direccionado a uma baliza só aconteceu aos 31 minutos, através de Carriço, mas sem perigo para Goryainov. No segundo tempo, o Sporting cauteloso, passou para um Sporting ofensivo e mais intenso. Os leões tiveram uma entrada perfeita e marcaram por duas ocasiões. Primeiro Izmailov a concluir uma boa jogada de Capel e Insua e, depois, o lateral argentino a rematar certeiro, na sequência de um livre em zona frontal. Para além dos golos, os leões tinham o perigoso Metalist sobre controlo, até à entrada de Devic. O avançado ucraniano foi a referência que tinha faltado ao Metalist e a partir da sua entrada, Rui Patrício foi obrigado a aplicar-se (três excelentes intervenções e ainda outra que foi anulada por fora-de-jogo de Devic). O Sporting respondeu no contra-ataque e podia mesmo ter chegado ao 3º golo, contudo, foi mesmo o Metalist a reduzir em cima dos 90 minutos, numa grande penalidade convertida por Cleiton Xavier.

Destaques:

Sá Pinto - Analisou bem o adversário e percebeu que o Sporting mesmo a jogar em casa teria de ser humilde (sem bola) para levar de vencida este conjunto, devido à mais-valia dos ucranianos em termos técnicos e de velocidade. Os leões foram cautelosos na 1ª parte, tentaram evitar as transições do adversário, e no 2º tempo incutiram outra intensidade nos movimentos ofensivos. A estratégia resultou e apenas o golo sofrido nos descontos penaliza o resultado do clube leonino. Sem Carriço na 2ª mão, aliás já neste jogo fez falta para substituir o português a maior velocidade e intensidade de Rinaudo no meio campo será fundamental para o Sporting.

Metalist - Confirmou tudo o que o VM tinha referido na antevisão. Um conjunto recheado de excelentes elementos (o facto de ter um orçamento superior ao Sporting explica muito) com jogadores muito velozes e com uma técnica superior, mas que em termos defensivos apresenta algumas lacunas. Os ucranianos pelo perigo que criaram, pelas suas movimentações ofensivas e pela dinâmica que incutiram justificam o golo. Torsiglieri e Gueye foram acumulando faltas; Torres encheu o meio campo com a sua capacidade em recuperar a bola; Cleiton Xavier foi dos melhores elementos na 1ª parte; Taison o melhor do Metalist, com a sua velocidade criou muitas dificuldades a João Pereira; Sosa demonstrou a razão de ser titular na selecção Argentina; Cristaldo criou problemas aos centrais leoninos com a sua velocidade e técnica; e Devic entrou e acabou por ter um papel decisivo, não só pela maneira como ganhou o penalti mas pelo seu trabalho de avançado (sabe jogar melhor com os apoios e decide melhor).

Rui Patrício - Melhor elemento do Sporting. Três intervenções de grande nível (quase impossíveis) a remates de Cristaldo, Devic e Sosa a juntar a outras de bom nível que foram segurando um resultado (não sofrer golos) que seria essencial para os leões.

Sporting - Conseguiu uma série de sete vitórias consecutivas em casa nesta edição da Liga Europa (100 por cento de aproveitamento) e igualou o recorde das competições europeias dos últimos nove anos. Em 2002/03, o Barcelona ganhou sete jogos seguidos em Camp Nou na mesma temporada, na Liga dos Campeões. Além disso, este triunfo permitiu aos leões aproximarem-se do melhor registo europeu dos últimos 5 anos e chegar ao top-20 europeu. A vitória de hoje deixa tudo em aberto e, mesmo com o golo sofrido, o clube leonino apresenta todas as condições para superar o Metalist (na Ucrânia vários resultados favorecem os leões) e defrontar o Athletic Bilbao nas meias-finais.

Daniel Carriço - Fez uma exibição para Paulo Bento ver. O médio defensivo foi dos melhores elementos do Sporting. Intensidade, forte na recuperação de bola e ainda uma presença interessante no ataque (na 1ª parte fez os únicos remates dos leões). O clube leonino sentiu a sua saída, mas as faltas que fez e a dinâmica ofensiva do Metalist obrigava a uma cautela em relação ao amarelo que já tinha. Falha a partida da 2ª mão.

Capel/Izmailov/Matias - Uma 1ª parte muito apagada dos 3, o que muito contribui para a falta de dinâmica ofensiva dos leões, e um 2º tempo de grande nível. Os 3 jogadores do meio campo ofensivo leonino "abriram o livro" nos segundos 45 minutos e contribuíram de maneira decisiva para a vitória leonina. Capel assistiu Izmailov para o 1-0 (excelente jogada) e Matias foi ganhando faltas (uma delas deu o 2-0) e conseguiu ter mais jogo de frente para a baliza. Na Ucrânia terão de ter a dinâmica da 2ª parte, caso os leões queiram ter sucesso.

João Pereira/Insúa - Ambos sofreram bastante com a velocidade dos jogadores do Metalist, principalmente o português (que curiosamente é mais rápido que o argentino), mas acabaram por realizar exibições distintas. João Pereira demonstrou mais uma vez que apresenta pouca qualidade para jogar num "grande", acumulando erros defensivos, na saída de bola e dando zero apoio ofensivo; já Insúa errou menos defensivamente e teve um papel decisivo na vitória do Sporting (principalmente pela profundidade que deu na 2ª parte). Participou activamente no 1-0 e marcou o 2-0.

Schaars/Wolfswinkel - Duas exibições esforçadas mas pouca esclarecidas. O médio foi importante na recuperação de bola, mas não conseguiu encher o campo, sofreu com a velocidade dos jogadores do Metalist e não esteve bem na decisão com bola; já o avançado à excepção de um remate (na sequência de uma bola parada, algo que os leões na 2ª mão vão ter de aproveitar ainda mais, pois este Metalist já com esta equipa treme, sem os seus 2 altos centrais ainda vai tremer mais) não fez praticamente nada. É justo referir que sofreu falta em 90% das bolas que disputou, o que condicionou as suas acções.

Liga Europa - Schalke 04 2-4 Ath. Bilbao (Raul 22´e 60´; Llorente 20´e 73´, Oscar de Marcos 81´e Muniain 90´); AZ Alkmaar 2-1 Valencia (Brett Holman 45´e Martens 79´; Mehmet Topal 51´); Atl. Madrid 2-1 Hannover (Falcao 9´e Salvio 89´; Diouf 38´). VM - O Ath. Bilbao voltou a dar espectáculo na Liga Europa. Depois da vitória em Old Trafford, os bascos foram ao terreno do Schalke 04 vencer por 4-2, num resultado que deverá ter sentenciado a eliminatória. Na Holanda, o AZ, impulsionado pela dupla Holman e Martens (2 golo e 2 assistências) ganhou uma ligeira vantagem sobre o favorito Valencia, enquanto que o Atl. Madrid terá que sofrer em Hannover para chegar às meias finais da prova (Falcao abriu o activo e Salvio voltou a oferecer o triunfo aos madrilenos).

Melhor médio ofensivo: Bruno César (SLB) ou Mossoró (SCB)? Dois brasileiros com momentos diferentes nesta época. O benfiquista depois de um mau arranque fez 2 meses de bom nível dando mesmo algumas vitórias ao Benfica fruto da qualidade de remate do seu pé esquerdo, enquanto que o braguista depois de um mau começo de temporada nos últimos 2 meses e meio tem sido um dos melhores elementos do Braga. São 2 jogadores de zona central mas 'Chuta-Chuta' tem actuado preferencialmente do lado direito, enquanto que Mossoró apesar de jogar preferencialmente no meio (onde é um dos mais fortes da Liga no transporte de bola) muitas vezes descai sobre o lado esquerdo.

Neste dia 29 de Março, dois dos jogadores com mais classe e talento que passaram pelos relvados portugueses nos últimos 20 anos, fazem anos (Balakov 46, Rui Costa 40). Como tal, o Visão de Mercado, aproveita esta ocasião para questionar os nossos leitores sobre qual foi o melhor médio ofensivo, especialista na construção de jogo ou como era apelidado antigamente, nº10. Um duelo entre dois jogadores de grande classe e que deixaram bastante saudades na 2ª circular (se juntarmos Deco a estes dois, estão encontrados aqueles que foram de longe os melhores jogadores nesta posição nos respectivos clubes). Rui Costa jogou no Benfica entre 1991 e 1994, regressando 12 anos depois para terminar a carreira na Luz. Nas primeiras três temporadas ao serviço dos encarnados foi peça importante para a conquista do campeonato em 1994, sendo o maestro da orquestra benfiquista. Saiu da Luz com apenas 22 anos, deixando um enorme espaço em branco no clube. Krassimir Balakov chegou a Alvalade em 1990, completando 5 temporadas de leão ao peito. Venceu apenas 1 Taça de Portugal, contudo, espalhou magia pelos relvados portugueses. Sem dúvidas um dos melhores estrangeiros que já passou por Portugal, com um pé esquerdo que rivalizava na altura com Maradona, tal era a magia, quer de bola corrida, como de bola parada que espalhava. Qual foi o melhor nº10: Rui Costa (SLB) ou Krassimir Balakov (SCP)?

"Vocês não querem? Ok, não há problema, nós ficamos com ele!" Estas podem muito bem ter sido as palavras que António Salvador mais utilizou, desde que assumiu a presidência do SC Braga. Se analisarmos a constituição do actual plantel dos gverreiros, constatamos que são inúmeros os jogadores que já representaram pelo menos um dos denominados "3 grandes" do futebol português, afirmação desactualizada nos dias de hoje, dado o crescimento do clube minhoto. Começando pela baliza, o SC Braga apresenta dois guarda-redes com elevada experiência. Quim (ex-SLB), internacional português, é o titular, sendo secundado por Berni, guardião proveniente da Lazio de Roma. Subindo no terreno, na defesa encontramos Nuno André Coelho (ex-FCP e SCP), Miguel Lopes (ex-FCP e com passagem pela formação do Benfica), Baiano e Paulo Vinicius, contratados a Paços de Ferreira e U. Leiria, respectivamente. A estes, podemos adicionar os brasileiros Ewerton, Douglão e Samuel, estes últimos adquiridos a clubes europeus (Kavala da Grécia e Anderlecht). Já Elderson e Imorou, curiosamente dois laterais esquerdos, são provenientes de dois clubes franceses, mais propriamente Rennes e Chateauroux. No centro do terreno, os gverreiros contam no seu elenco com Ruben Amorim (emprestado pelo SLB), Custódio e Hugo Viana (dois jogadores com passagens pelo clube de Alvalade), Vinicius, Djamal, Mossoró, Leandro Salino (recentemente adaptado a defesa direito) e Luís Alberto, estes últimos todos contratados a clubes presentes no nosso campeonato. No ataque às redes contrárias, os arsenalistas têm nas suas fileiras Alan, Hélder Barbosa, Ukra (todos com passagem pelo FCP, o extremo direito encontra-se mesmo emprestado pelos dragões) e Nuno Gomes (ex-SLB). A estes nomes podemos ainda acrescentar a promessa Édson Rivera (ex-Atlas), bem como Lima, Paulo César e Carlão, que exceptuando este último, foram adquiridos...também a clubes portugueses!

O SC Braga poderá não ser o clube com mais pontos na tabela no fecho da 30ª jornada, mas é já claramente o campeão do mercado interno no futebol português pela maneira como consegue com um orçamento muito inferior aos rivais fazer um trabalho competente ao nível da prospecção e aquisição de jogadores, muitas vezes aproveitando o que os ditos "grandes" rejeitam e pela maneira como forma conjuntos equilibrados e competitivos. Os gverreiros estão neste momento numa série impressionante de 13 vitórias consecutivas, algo que apenas José Mourinho e Villas-Boas conseguiram, o que lhes permite seguir na liderança isolada da Liga, antes de duas jornadas em que muito estará em jogo. Uma equipa séria e extremamente competente, à imagem de Leonardo Jardim, que na sua primeira época no clube está desde já a marcar a sua posição. Pegou num conjunto que viu partir toda a sua linha defensiva (Artur, M. Garcia, Paulão, Rodriguez, Silvio e Vandinho, todos rumaram a outras paragens), zona do terreno que normalmente demora mais tempo a calibrar, e nem o azar de diversas lesões ao longo da presente época (Baiano, Salino, Ewerton, NAC, Vinicius, Imorou, Custódio, Ukra e Alan já estiveram todos de fora), têm impedido o sucesso dos minhotos. Sem a necessidade de desculpas nos momentos menos bons, António Salvador e restantes membros directivos e da equipa técnica revelam conhecer o futebol português como poucos...ou mesmo como ninguém.

Na sua opinão, que jogadores do plantel actual do Braga teriam lugar no onze titular dos outros candidatos ao título? Existe um fraco aproveitamento de SLB, FCP e SCP, em relação aos jogadores do nosso campeonato? Em muitos casos, não seria melhor um jogador português, ou da Liga ZON-Sagres, já adaptado e mais acessível no valor económico, do que "arriscar" num jogador estrangeiro? Se tivesse de formar um top5 dos responsáveis pela excelente época do Braga quais seriam (de maneira hierárquica) as suas escolhas?

A. Carvalho

Melhor extremo: Nico Gaitán (SLB) ou Alan (SCB)? Na teoria são os 2 elementos "mais" de cada conjunto. No entanto, ambos tem estado aquém das expectativas. O argentino parece apenas estar focado na Liga dos Campeões (em termos internos as suas exibições tem sido manifestamente medianas), enquanto que o brasileiro devido a lesão não mostrou ainda o nível evidenciado em outras épocas.

Um verdadeiro vencedor que começou a revolucionar o futebol alemão. A sua predilecção pelo futebol de ataque e a forma como consegue fazer aparecer jovens de grande valor na equipa principal alemã têm-no destacado de outros seleccionadores. Mesmo sem ter conseguido conquistar um grande título (muito por causa de Espanha) até ao momento, Joachim Low mostrou desde os tempos em que foi o assistente de Jurgen Klinsmann na selecção alemã que era um génio táctico e com muita apetência para o futebol ofensivo. Aliás, essa é mesmo uma das características mais marcantes de Low - a forma como consegue potenciar um rendimento ofensivo notável dos alemães. Tal pode verificar-se pelos resultados iniciais do técnico de 52 anos no comando da Alemanha: onze vitórias, um empate e uma derrota com 41 golos marcados e apenas 6 sofridos. Mal começou a orientar a sua selecção, Low incutiu uma filosofia vencedora e muito atacante, conseguindo tornar a Mannschaft numa das equipas mais temidas do mundo. No Euro 2008 apenas foi travado por Espanha na final e conclui a qualificação para o Mundial de 2010 de forma imaculada, sem conhecer o sabor da derrota. Embora tenha voltado a ser travado pelos espanhóis, Low mostrou uma nova faceta ao apresentar a segunda equipa mais jovem do Campeonato do Mundo, facto que demonstra a qualidade técnica do treinador alemão. Como se o que já tinha feito não bastasse, o técnico demonstrou, mais uma vez, o poderio com que a Alemanha se vai apresentar no Euro 2012 - conseguiu o impressionante registo de dez vitórias em dez jogos disputados, concluindo assim a sua segunda fase de qualificação consecutiva sem qualquer derrota. Recorde-se que a Alemanha, com quem não nos damos nada bem, será uma das equipas no grupo de Portugal, tal como Holanda e Dinamarca. Será no Euro 2012 que o alemão vai conquistar o seu primeiro grande título? Substituto ideal para Mourinho no Real Madrid como se tem falado? É justo afirmar que a dimensão internacional actual de jogadores como Ozil, Khedira, Podolski, Boateng, Kroos, entre tantos outros, se deve em grande parte ao seleccionador alemão (eram elementos que por exemplo no caso de Podolski nem no seu clube se destacavam e na selecção potenciaram claramente o seu futebol).

P. Pinto

28 de março de 2012

Melhor médio: Axel Witsel (SLB) ou Hugo Viana (SCB)? O belga afirmou-se na Luz logo na sua época de estreia, onde tem evidenciado a sua qualidade, enquanto que o internacional português está a realizar uma das suas melhores épocas de sempre, sendo um principais responsáveis pela liderança do conjunto minhoto na Liga.

Melhor lateral direito: Maxi Pereira (SLB) ou Miguel Lopes (SCB)? Curiosidade: Miguel Lopes é o 3º lateral direito a assumir a titularidade no conjunto minhoto esta época, depois das lesões de Baiano (estava a fazer um excelente campeonato) e Salino (na opinião do VM estava a ser o melhor lateral direito da Liga e um dos 3 melhores elementos do Braga, a prova disso é que figurou quase sempre no Top10 do melhor jogador mês do Visão de Mercado).

27 de março de 2012

Benfica 0-1 Chelsea (Kalou 75´)

Os encarnados terão que ir a Londres derrotar o Chelsea, para uma presença nas meias finais, depois de uma 1ª mão com um resultado enganador. O Benfica foi superior aos londrinos, teve uma fase de grande pressão no 2º tempo, contudo, as substituições de Jorge Jesus, juntando às boas exibições de David Luiz, Ramires e Fernando Torres contribuíram para o 0-1 final.

O encontro teve um início equilibrado e lento, mas cedo o Benfica tentou chegar à baliza de Petr Cech. Cardozo cabeceou duas vezes com perigo, mas foi num lançamento de Bruno César, que o paraguaio desperdiçou a melhor ocasião dos primeiros 45 minutos (domínio de peito, mas remate desastrado). Bruno César ainda tentou visar a baliza do Chelsea, que respondeu com dois remates desenquadrados de Torres e um remate com selo de golo de Meireles, mas que Artur defendeu para canto.

O início da 2ª parte foi demolidor por parte do Benfica, com grande pressão sobre a defensiva do Chelsea, mas sem o devido retorno em termos de finalização. As oportunidades de golo sucederam-se com destaque para Cardozo, que rematou com força para corte de David Luiz sobre a linha de golo. Bruno César voltou a testar novamente a atenção de Petr Cech, com dois remates enquadrados com a baliza, enquanto que o Chelsea respondeu num cabeceamento de Kalou em excelente posição para fazer golo. Nesta fase, o Benfica esteve bastante rematador, contudo, foi Mata a falhar a melhor ocasião da partida. O espanhol surgiu isolado, fintou Artur, mas depois rematou ao poste. Jardel ainda cabeceou para grande defesa de Petr Cech, momentos antes de Jorge Jesus colocar em campo Matic e Rodrigo. Numa altura em que o Chelsea não pressionava muito o meio campo encarnado, o treinador português decidiu reforçar a zona central desse sector, tirando do campo Aimar e Bruno César (que até estava a jogar bem). Pouco tempo depois, o Chelsea chegou mesmo ao golo. Ramires ganhou uma bola perto da sua área, correu para o ataque, serviu Torres (que se desfez de Jardel), que cruzou para o desvio certeiro de Kalou (Emerson, Javi Garcia e Jardel poderiam ter cometido falta em qualquer dos momentos do lance, mas falharam nesse propósito, o que se revelou fatal). Até final, o Benfica tentou chegar ao empate, mas foi Mata a falhar o 0-2, que poderia ter colocado o ponto final na eliminatória.

Destaques:

Benfica - Pode ainda resolver a eliminatória em Londres, mas caso não o faça vai ficar sempre aquele sentimento que os encarnados desperdiçaram uma oportunidade única de estar entre as 4 melhores equipas do Mundo, algo que contexto actual seria épico (como referimos na antevisão). Este Chelsea não é nenhum "papão", está numa má fase em termos futebolísticos e anímicos e está perfeitamente ao alcance do clube da Luz (ou estava, caso os encarnados não tivessem cometido alguns erros neste encontro).

Jorge Jesus - Demonstrou demasiado respeito pelo Chelsea e foi um dos principais responsáveis pela derrota. A insistência em Emerson voltou a ter consequências, mas foi a substituição de Bruno César por Matic numa fase em que o domínio da partida pertencia aos encarnados (o Chelsea nem sequer ameaçava a baliza de Artur) o principal e decisivo erro do técnico encarnado. Tendo em conta que o clube da Luz jogava em casa, foi uma dupla substituição absurda, que bloqueou o Benfica e o que é certo, é que logo a seguir o clube da Luz sofreu o golo, com Jesus a retirar Javi e voltar à estratégia inicial, já tarde demais.

Gaitán - O argentino foi o elemento mais desequilibrador do Benfica, esteve bastante irrequieto, assinando diversas iniciativas individuais. No entanto, em certas fases do encontro demonstrou estar mais preocupado em mostrar-se aos ingleses do que em trabalhar em prol do colectivo (exagerou nas fintas, nem sempre dando a melhor sequência às jogadas).

Emerson/Jardel - Foram os elos mais fracos do Benfica. O lateral esquerdo foi constantemente ultrapassado por Ramires; enquanto que o central errou de maneira decisiva no golo do Chelsea, ao não conseguir travar Torres.

Cardozo - Exibição muito negativa. Não conseguiu fazer o seu papel, que é marcar golos e falhou algumas das melhores oportunidades do Benfica. Uma em que seguia isolado, e duas de cabeça quando saltou praticamente sem oposição.

Bruno César/Witsel - O Chuta-Chuta foi crescendo com o decorrer da partida, e estava a ser mesmo uma das unidades mais activas do Benfica (falhou ao nível do remate, mas a sua saída acabou por surpreender); já o belga não fez uma exibição particularmente feliz, cumpriu defensivamente mas em termos ofensivos aproveitou mal o espaço que dispôs.

Javi/Maxi - Exibição esforçada dos dois jogadores. O trinco teve de ter especial cuidado no auxílio aos centrais e no apoio a Emerson (tarefa em que falhou). Já o lateral, tendo pela frente Kalou, não arriscou demasiado e realizou uma exibição segura, mas sem rasgo.

Torres - Excelente exibição de um dos jogadores que, quanto a nós, a 100% em termos físicos e de confiança é um dos 10 melhores do mundo. Deu muito trabalho aos centrais encarnados (ganhando bolas pelo ar ou em antecipação), pressionou bastante, assinou jogadas de qualidade (como a que deixou 4 jogadores para trás e rematou por cima) e, principalmente, quando arrancou pela linha e fez a assistência para Kalou.

Ramires/D.Luiz - No regresso à Luz, os dois brasileiros actuaram a um nível altíssimo. O primeiro fez o que quis de Emerson e teve a importância habitual no meio campo. Já o central limpou toda a sua zona, quer pelo ar quer pelo chão, assumindo igualmente a saída de bola. Dividiram o estatuto de MVP desta partida.

Chelsea - Sem fazer muito por isso, os britânicos estão em posição bastante favorável na eliminatória. Vieram à Luz com uma estratégia pouco ambiciosa, à procura de um erro adversário que pudesse dar vantagem, e foi isso que aconteceu. Em termos defensivos, boa atitude da turma de Di Matteo, que manteve a organização e o bloco compacto. Mata não esteve particularmente inspirado e ainda falhou a melhor oportunidade do jogo; Cech voltou a demonstrar que aquele rótulo de "já não ser o mesmo desde a lesão", deixou de fazer sentido e protagonizou defesas de bom nível; Mikel e P. Ferreira foram competentes nas suas acções.

Melhor defesa central (lado direito): Luisão (SLB) ou Douglão(SCB)?  Um duelo entre 2 brasileiros que medem 1m93. O capitão encarnado é um dos mais experientes da nossa Liga e marcou 1 golo no presente campeonato, enquanto que o central bracarense depois de um mau inicio afirmou-se na defesa do conjunto minhoto e leva já 3 golos na Liga. Curiosidade: O Sp. Braga não vence no Estádio da Luz desde 1954, será desta? Como se explica, estes quase 60 anos sem vencer em Lisboa?

Melhor lateral esquerdo: Joan Capdevila (SLB) ou Elderson (SCB)? Curiosidade: A posição de lateral esquerdo representa em ambos os conjuntos o ponto fraco da presente temporada. Emerson que devido a castigo não irá estar presente neste decisivo Benfica-Braga, tem sido um dos mais visados pela crítica, o mesmo acontecendo com Elderson. O internacional AA pela Nigéria mesmo com a melhoria que evidenciou nos últimos 2/3 meses é invariavelmente o elo mais fraco do conjunto de Leonardo Jardim (que falta faz a versatilidade de Paulo Vinicius).

Hoje, pelas 19h45 será dado o pontapé de saída, na primeira mão dos quartos de final da mais prestigiante prova europeia a nível de clubes. Aos encarnados, o sorteio indicou-lhes que seriam os milionários londrinos de Roman Abramovich o seu adversário, curiosamente o clube desejado publicamente por Jorge Jesus. Será um confronto entre duas equipas que não estão a atravessar um bom momento, em termos de qualidade futebolística. O Chelsea, vê na Liga dos Campeões a oportunidade de salvar a época (os blues apenas podem aspirar à conquista da Taça de Inglaterra a nível interno e têm inclusive em risco a presença na LC na próxima temporada), ao passo que o Benfica pode fazer história caso alcance as meias-finais. No contexto actual, dada a grande disparidade de orçamentos entre os clubes dos principais campeonatos europeus (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e inclusivamente França), aos quais podemos acrescentar os clubes da Rússia, em comparação com a nossa realidade, a presença dos encarnados entre as quatro melhores equipas do Mundo, teria para o VM um impacto semelhante à conquista de uma Taça dos Campeões Europeus, nos anos 60.

O Benfica apresentar-se-á praticamente na máxima força e em termos tácticos, deverá alinhar num 4-2-3-1, com Artur na baliza, Maxi, Luisão, Jardel e Emerson na defesa, Javi e Witsel na zona mais recuada do meio campo, enquanto que Aimar, Gaitán e Bruno César jogarão no apoio ao único ponta de lança, Oscar Cardozo. A equipa encarnada terá que ter a máxima atenção à velocidade de Sturridge, bem como ao portento físico que é Drogba (incrível a sua capacidade de luta), e à magia que sai dos pés de Juan Mata. Os londrinos deverão alinhar no habitual 4-3-3, sendo que a dinâmica imposta pelo seu trio do meio campo terá um papel importante no desfecho desta eliminatória (o fraco futebol dos blues esta época, em muito se deve à falta da mesma), já que elementos como Essien, Ramires, Lampard, Mikel e Meireles, têm inegáveis qualidades. A recente descida ao terceiro lugar no campeonato, não terá a minima influência, pois nesta fase adiantada da mais prestigiada prova europeia a nível de clubes, os factores motivacionais encontram-se na sua plenitude. É expectável lotação esgotada hoje na Luz, estádio onde o Benfica não perde há dez jogos na Europa, factor que funcionará como 12º jogador, no regresso de Ramires e David Luiz à sua antiga casa.

Já dizia António Gedeão, que quando um homem sonha, o mundo pula e avança. Pelo que mais logo, para bem do futebol português, pede-se aos jogadores encarnados que dêem um pulo significativo no avanço rumo às meias-finais...e que o sonho lhes comande a vida. Prognósticos? Na sua opinião, a entrada de jogadores rápidos como Nolito, Rodrigo ou Nélson Oliveira, no decorrer da segunda parte, e face aos erros cometidos pela defesa do Chelsea recentemente, poderão ser decisivos no desfecho da eliminatória? Se o futebol tivesse lógica, considerando que o Sporting actual 5º classificado da nossa Liga bateu o City que está na luta pela Premier League, o Benfica (que luta pelo nosso campeonato) não teria problemas em bater este Chelsea que é muito inferior aos citizens e está apenas em 5º lugar empatado com 6º Newcastle?

A. Carvalho

PS - Na sondagem que promovemos na nossa página do Facebook, Juan Mata foi considerado o melhor jogador do Chelsea pelos nossos visitantes. Drogba ficou em 2º, Torres em 3º, David Luiz em 4º e Ramires em 5º. Concordam?

No próximo Sábado, pelas 21h15, o Sp. Braga vai defender na Luz a liderança no campeonato. Considerando que na jogada seguinte recebe o Porto, um empate frente ao Benfica poderá ser um bom resultado. O Visão de Mercado não podia ficar indiferente a este jogo e como tal, vai questionar os leitores sobre qual o jogador em cada posição, que na ideia dos visitantes poderá estar melhor na partida, confrontando aquele que é o provável 11 titular, de ambas as equipas. No meio campo um duelo entre 2 elementos fundamentais para os seus treinadores. Fortes na marcação, ocupação de espaços e na capacidade de criar perigo através dos lances de bola parada. O espanhol é mais forte em termos defensivos, enquanto que o português apresenta outra qualidade na saída de bola. Melhor médio defensivo: Javi Garcia (SLB) ou Custódio (SCB)?

26 de março de 2012

O presidente do Sporting, Godinho Lopes, afirmou hoje que o clube leonino poderia ainda estar a lutar pelo título se não fossem algumas arbitragens. «Se olharmos hoje para a classificação do Sporting, em condições normais, independente de alguns erros que temos cometido, o Sporting estaria claramente a lutar pelo título se tivesse existido em todos os jogos uma forma igualitária de estar das arbitragens». Concorda com Godinho Lopes? E, aproveitando o facto de hoje se celebrar um ano que está à frente do Sporting, que balanço faz do percurso de GL até ao momento? Bom mandato? Quais as principais valias do 1º ano desta nova direcção leonina? Os principais erros? E o que deverá ser feito na próxima época (defeso da equipa de futebol, modalidades, e em termos de infra-estruturas)? VM - A aposta em Domingos (o principal lapso sem dúvida), a falta de evolução nas questões: pavilhão e fecho do fosso, o facto do forte investimento não ter tido uma consequência directa nos resultados desportivos (esta ideia pode ser ultrapassada caso os leões vençam a Liga Europa), e o agravamento das contas do clube, foram na nossa opinião alguns dos erros desta nova direcção. Em termos positivos a destacar o bom investimento na equipa de futebol (à excepção de Aguiar, Bojinov e Ribas, os outros elementos claramente acrescentaram qualidade à equipa leonina, e considerando que são jovens internacionais na próxima época podem ter ainda mais impacto), a consistência das modalidades (era a única herança positiva que tinham recebido da Era Bettencourt, e até ao momento estão a dar continuidade à mesma, com a presença em fases importantes em termos internacionais no Andebol e Futsal) e a criação de uma espécie de "onda verde" (é notório que os sportinguistas voltaram a estar mais próximos do Sporting, a encher os estádios, e claramente protegem o clube leonino de uma maneira diferente) foram os pontos fortes alcançados por GL. Em suma, na nossa opinião o balanço é razoável (para o positivo), algo que poderá ser reforçado com a ideia de que o Sporting há 2 anos terminou o campeonato no 4º lugar a quase 30 pontos do 1º e a época passada terminou no 3º a quase 40 pontos do líder, 2 cenários (em termos pontuais) que esta época dificilmente se vão repetir.

No próximo Sábado, pelas 21h15, Benfica e Sp. Braga disputam um encontro que poderá ser decisivo nas contas finais do campeonato (campeão e 2º lugar). Um duelo que se prevê intenso, entre duas equipas que nos últimos anos tem alimentado uma "luta" aguerrida entre si, dentro e fora dos relvados (luta pela Liga em 2009, meias-finais da Liga Europa, caso Alan-Javi, "bocas" de Artur, etc). O Visão de Mercado não podia ficar indiferente a este jogo e como tal, vai questionar os leitores sobre qual o jogador em cada posição, que na ideia dos visitantes poderá estar melhor na partida, confrontando aquele que é o provável 11 titular, de ambas as equipas. Na baliza um duelo entre 2 trintões, de um lado o benfiquista com 21 golos sofridos na Liga até ao momento, e do outro um braguista que contribuiu para que o clube minhoto só tenha encaixado 19 golos neste campeonato. Apresentam como curiosidade o facto do brasileiro ter conseguido se afirmar no futebol português devido à lesão do internacional português. Foi a indisponibilidade de Quim de jogar a época passada e mais tarde a saída de Felipe que permitiu a Artur (ele que ia ser a 2ª escolha) conquistar o seu espaço no Minho e dar o salto para a Luz. Melhor guarda-redes: Artur (SLB) ou Quim (SCB)?

Mesmo com um currículo invejável, o italiano tem sido, desde sempre, um dos treinadores mais visados pela imprensa, adeptos e até por parte de políticos - recorde-se Silvio Berlusconi, que escrutinou Ancelotti por adoptar uma táctica demasiado defensiva. No entanto, o técnico que já conta com duas vitórias na Liga dos Campeões (e outra final) ao serviço do AC Milan sempre soube se adaptar às adversidades e reagir a todos os ataques. Prova disso mesmo foi a produção ofensiva que Ancelotti conseguiu criar no Chelsea, que, na época de 2009/2010, se tornou a primeira equipa a ultrapassar os 100 golos na Premier League desde 1962. Nesse ano, fez história ao conseguir conquistar a dobradinha doméstica pela primeira vez no currículo do Chelsea. No início da sua carreira era de facto um treinador ao estilo italiano e dava primazia ao aspecto defensivo mas, como a sua evolução o demonstra, hoje em dia é um técnico mais preocupado com a capacidade criativa da sua equipa. Agora, no milionário Paris Saint Germain, Ancelotti terá novamente de conjugar um conjunto de estrelas e principalmente chegar ao título, algo que o italiano tem conseguido, em parte - neste momento, o PSG lidera a Ligue 1, em igualdade pontual com o Montpellier. Ainda assim, considerando a diferença de orçamentos não está a ser de todo positiva até ao momento a experiência do italiano em França. Como é que se explica que Ancelotti seja neste momento, o 2º mais bem pago do Mundo, à frente de nomes como Sir Alex Ferguson e Arsene Wenger? A sua qualidade justifica o que aufere? A verdade é que na última década poucos venceram tanto como o italiano: Duas Ligas dos Campeões (apenas Mourinho e Guardiola igualam esse feito), Duas Super Taças da Europa, um campeonato do Mundo de clubes, Série A e Premier League.

P. Pinto 

25 de março de 2012

Paços de Ferreira 1-1 FC Porto (Melgarejo 79´; Ricardo 47´a.g.)

Uma partida bem disputada na Mata Real, onde os dragões saltaram para a frente quando menos o mereciam, enquanto que o Paços empatou depois do FC Porto ter desperdiçado boas ocasiões para fazer o 0-2. A Liga ZON-Sagres está assim ao rubro, com FC Porto e Benfica separados por 1 ponto e com o Sp. Braga à espreita da liderança. Caso os minhotos ganhem amanhã à Académica, passam para o 1º lugar, com 1 ponto de vantagem para o FC Porto e 2 para o Benfica. Lucho (defesa de Cássio) e Janko (ao poste, de baliza aberta) falharam as melhores oportunidades de golo na 1ª parte, com o Paços a responder através de um cabeceamento de Melgarejo (o jogo não teve grande velocidade nesta fase). No início do 2º tempo, os dragões chegam à vantagem através de um auto-golo de Ricardo e ficaram bastante perto da vitória por diversas ocasiões. Hulk teve o golo nos pés por 4 vezes, contudo, Cássio esteve gigante na baliza pacense e negou o 0-2 ao FC Porto. Num pontapé de canto a favor do Paços, surgiu o golo do empate, por intermédio de Melgarejo. Incrível como o paraguaio escapou à marcação da defensiva azul e branca, pois era o único jogador do Paços na pequena área. Os dragões tentaram um "pressing" final, contudo, o resultado ficou fechado depois do cabeceamento de Melgarejo.

Destaques para a grande exibição de Cássio e Luiz Carlos no Paços de Ferreira e para Hulk do lado do FC Porto, pois foi o único a tentar lutar contra a defensiva pacense. Lucho, à excepção de um bom passe (desmarcou Hulk com grande categoria), fez mais um encontro muito pobre. As suas segundas partes então têm sido constrangedoras, tal é o seu apagamento. Janko foi o pior em campo. Falhou um golo fácil, de baliza aberta, e falhou sempre ao nível das movimentações e posicionamento (esforço, saltar às bolas, mas sem dar sequência e tentativa de lutar, qualquer adepto que pudesse actuar pelo seu clube faria...os elogios que recebeu do comentador da Sport TV são apenas mais uma demonstração da fraca qualidade/fracos conhecimentos que afecta a maioria dos indivíduos que falam de futebol em Portugal na Comunicação Social; os que falam na TV com uma consequência maior, pois condicionam ainda mais a opinião das pessoas). Principais destaques?

Liga ZON-Sagres – O Vit. Setúbal conquistou importante vitória rumo à manutenção, depois de bater a União de Leiria por 1-0. Miguelito marcou o golo solitário, logo aos 3 minutos de jogo, que colocou os sadinos com 6 pontos de vantagem para os lugares de despromoção. Quem se apresenta em má forma é o Beira-Mar, que somou nova derrota. Os aveirenses receberam o Nacional e perderam por 3-0 (Claudemir 15´g.p. e 63´g.p. e Keita 75´). O Vit. Guimarães foi a Vila do Conde derrotar o Rio Ave por 1-0 (Edgar aos 78´) e colocou alguma pressão no Marítimo.

Premier League – Enquanto Manchester United e Fulham não medem forças para ver a quantos pontos o City vai ficar da liderança (em caso de derrota do United, os dois rivais ficam com os 70 pts), o Newcastle aproveitou a visita ao terreno do WBA para se aproximar dos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões. Cisse (2x) e Ben Arfa chegaram ao 3-0, enquanto Shane Long reduziu para o 1-3 final. Os magpies somam 50 pts, os mesmos do Chelsea, e menos 5 que o Tottenham.

Bundesliga – O Borussia Dortmund não quis ficar atrás do Bayern em termos de goleadas e foi a Colónia massacrar o seu rival. Novakovic ainda abriu o activo para a equipa da casa, contudo, Piszczek, Kagawa (2x), Lewandowski, Gundogan e Perisic deram a volta ao marcador (1-6). O Estugarda derrotou o Nuremberga por 1-0 e aproximou-se dos lugares europeus.

Ligue 1 – O Toulouse derrotou o Auxerre (lanterna-vermelha) por 1-0 e regressou ao 4º lugar da Liga Francesa, a apenas 3 pontos do Lille, enquanto que o Dijon deu um passo importante rumo à manutenção, depois de derrotar o Caen por 2-0. No topo da Liga, o PSG empatou em casa com o Bordéus (1-1) e ficou com os mesmos 60 pts do Montpellier.

Serie A – Lazio (1-0 ao Cagliari) e Atalanta (2-0 ao Bolonha) foram os únicos vencedores da tarde. Os romanos reforçaram o 3º lugar (têm agora 3 pontos de vantagem para Nápoles e Udinese), enquanto que a equipa de Bérgamo continua a mostrar grande qualidade na Liga Italiana. O Nápoles desperdiçou uma vantagem de 2 golos na recepção ao Catania (2-2), resultado que se repetiu no Genova-Fiorentina e no Cesena-Parma. Novara e Lecce empataram sem golos, enquanto que o Chievo-Siena terminou 1-1. Na partida da noite, a Juventus derrotou o Inter por 2-0 (Cáceres e Del Piero) e voltou a ficar a apenas 4 pontos do AC Milan.

La Liga – O Saragoça somou o 2º triunfo consecutivo na Liga Espanhola (1-0 ao Atletico Madrid) e aproximou-se dos lugares que garantem a permanência na Liga. Já os madrilenos afastaram-se dos lugares europeus, sendo a Liga dos Campeões cada vez mais uma miragem (8 pontos de desvantagem). Málaga (2-1 no terreno do Espanyol) e Osasuna (2-1 no terreno do Levante) perseguem o objectivo 4º lugar (os andaluzes estão inclusive empatados com o Valencia em 3º), enquanto que o Athletic Bilbao, tal como o de Madrid, ficou mais longe dos lugares europeus (1-1 frente ao Sp. Gijon). O Villarreal somou um importante triunfo no terreno do Rayo Vallecano (2-0), afastando-se dos lugares de perigo.

Modalidades – O Sporting vai marcar presença nas meias finais da Taça Challenge, depois de bater os romenos do Suceava por 30-24 na 2ª mão; o Benfica foi eliminado pelo Celje da Eslovénia, apesar de ter ganho por 31-30 na 2ª mão dos quartos-de-final da Taça das Taças; FC Porto venceu ABC por 27-26 e comanda a Liga de Andebol com grande tranquilidade; Benfica derrotou FC Porto na Liga de Basquetebol, numa partida disputada no Dragão Caixa (76-67) e ficou a apenas 1 ponto dos dragões; Fernando Alonso venceu o chuvoso GP da Malásia, à frente do surpreendente mexicano Sergio Pérez (Sauber) e Lewis Hamilton.

A menos de uma semana do embate milionário do S.L. Benfica diante dos também milionários Chelsea, o Visão de Mercado recorda, a par de Simão Sabrosa, o último herói encarnado num embate frente a ingleses: Fabrizio Miccoli. A Série A é a trintona que ainda tem algo para oferecer. O cimento de San Siro ou do Olímpico de Turim está mais que oxidado, mas mantém a beleza. As fachadas de todos os outros recintos estão preenchidas por graffitis, os relvados parece que foram atravessados por cargueiros gigantescos e, de repente, um golaço. Rasgando o silêncio que pintava as bancadas, por cima das grades metálicas mastigadas pelo tempo e que sofrem com o desdém de adeptos travessos, eleva-se um grupo de bons homens. Futebolistas pelos quais vale a pena comprar o jornal desportivo na segunda-feira vindoura. Um deles é Fabrizio Miccoli. O tempo de Miccoli já passou, e por muito que insista em relembrar Prandelli da sua utilidade, já nos custa imaginar o 'pequeno bombardeiro' como um jogador de sucesso. Demasiado regateiro, demasiado acomodado à vida pacífica de Palermo. Demasiado gordo. Miccoli teve os seus momentos há uns anos atrás, mas já não vai chegar. Pelo menos assim parece. Não obstante, este seu ano de Série A está a ser bastante produtivo e merece a referência. Com 11 golos e 12 passes para, o Maradona de Salento chama a si as luzes da ribalta. Miccoli mantém-se o mesmo que se mostrou por cá: joga nas segundas linhas, sempre à espreita de bolas perdidas, com aquela peculiar forma de guardar a bola debaixo do seu metro e sessenta de artista de rua. Recebe e volta a filtrá-la por entre a defesa rival. Em Palermo é sempre o gordo. De vez em quando, Maradoninha surge na ressaca de uma jogada de ataque e solta um remate envenenado. Mas a onda dele sempre foi a imaginação. Ainda para mais num Palermo completamente sem a identidade de anos recentes, Miccoli voltou a reencontrar-se com o seu ritmo. É o motor da equipa e pelo momento mereceria, porventura, um telefonema do selecionador italiano.

Na semana passada reafirmou o seu amor a Palermo. Participou na inauguração de um centro comercial cujo dono é o presidente do seu clube. Foi visto a passear-se por entre o evento citado como se estivesse em casa. Temos as nossas dúvidas de que os habitantes de Palermo necessitem de um novo centro comercial, mas de Miccoli precisam como o imperativo hábito de comer. Para adoçar o primeiro café de segunda-feira, já se sabe.

Que memórias guarda de Miccoli? Quem poderá ser o "herói" do Benfica frente ao Chelsea? Conseguirá o clube da Luz eliminar os Blues e repetir 2005-2006, quando atirou para fora da prova o Liverpool, na altura detentor do título da Liga dos Campeões, com um golo semi-bicicleta do pequeno bombardeiro italiano (ver aqui)?

A. Borges

No futebol moderno, o 10 tradicional tem vindo a desaparecer, dando lugar ao médio box-to-box, com mais versatilidade. A selecção portuguesa não é excepção, adoptando um meio campo sem um elemento criativo e com 3 jogadores de características semelhantes. Esta mudança de paradigma poderá levar a que um dos potenciais titulares para essa posição não seja devidamente aproveitado num futuro próximo - André Martins.

Ninguém pode duvidar do talento do jovem formado no Sporting, que tem encantado na selecção de esperanças. Inicialmente comparado a João Moutinho (essencialmente pelas parecenças físicas), é na nossa opinião bem diferente do médio do Porto. É desde logo um jogador com muito mais criatividade, ao contrário do titular da selecção, que com o passar dos anos (e depois de algumas dúvidas em relação à posição onde mais poderia render) se foi tornando num elemento com outras qualidades (capacidade de pressão, ocupação de espaços, etc).

Visão de jogo, qualidade de passe, inteligência na leitura de jogo, velocidade de execução, capacidade de decisão. André Martins reúne todas estas qualidades, mas o seu aspecto franzino poderá prejudicá-lo num futebol cada vez mais exigente. Nesta época, não tem sido muito utilizado, dada a forte concorrência no meio campo do Sporting. No entanto, tem aproveitado as chances que tem tido, deixando excelentes indicações. Veremos quem leva a melhor: se a força da técnica, se a técnica da força. Esperemos que seja a primeira opção. 

Poderá André Martins ser o próximo 10 da selecção? Ou as suas características e as exigências do futebol actual impedirão a sua afirmação como futebolista? A que se deve o desaparecimento dos médios criativos (temos vários exemplos de jogadores que se adaptaram a novas realidades, principalmente no futebol inglês - Modric, Anderson, entre outros)? 

Como os nossos leitores sabem, apreciamos particularmente a sétima arte (temos abordado sempre os Óscares, em 2012 foi a excepção), e como tal, queremos aproveitar esse conhecimento para sugerir 3 filmes que na nossa opinião podem enriquecer os nossos leitores em termos desportivos e neste caso sociais. A saber:
Raging Bull (filme de 1980): Link do IMDB;
Rudo y Cursi  (filme de 2008): Link do IMDB;
Jerry Maguire (filme de 1996): Link do IMDB;

24 de março de 2012

Benfica - João Gabriel, que foi escolhido pela Media Capital (dona da TVI) para gerir a comunicação institucional da empresa, expressou a indignação dos encarnados perante as arbitragens em jogos do Benfica. O director de comunicação da Luz afirmou que "nesta altura a classificação está aldrabada por influência directa dos árbitros", enumerando alguns casos, nomeadamente nos jogos Benfica-FC Porto, Académica-Benfica, Vit. Guimarães-Benfica e Paços de Ferreira-Benfica. Sobre a recente arbitragem de João Capela, o Benfica vai mais longe e referiu que o árbitro expulsa o Aimar, pela primeira vez na carreira do argentino (algo que não corresponde à verdade), por uma jogada legal e que foi "diligente moço de recados do treinador do FC Porto", devido à redobrada atenção com que observou os lances de bola parada que beneficiaram o ataque do Benfica. Terá o Benfica razão nas suas queixas? A arbitragem portuguesa, na temporada 2011-2012, vai influenciar negativamente a classificação? Ou será um escape para os maus resultados (tão habituais nos dirigentes do futebol português)?

James - De acordo com a imprensa francesa, o colombiano está na mira do PSG e uma proposta na ordem dos 20 milhões de euros poderá chegar em breve ao Dragão. Bom negócio para o Porto? Qual o valor de mercado de El Bandido?

La Liga - Real Madrid e Barcelona continuam separados pelos mesmos 6 pontos, depois de ambos terem vencido os seus encontros. Os catalães viajaram até Maiorca para derrotar o seu rival por 2-0 (Messi 25´e Piqué 79´). Messi voltou a marcar (35 na Liga), Thiago Alcantara foi expulso aos 57´, mas Piqué ofereceu tranquilidade ao Barcelona com o 2º golo. Em Madrid, um Real desejoso de vitórias, recebeu e goleou a Real Sociedad por 5-1 (o Real tem agora 95 golos na Liga Espanhola). Higuain (6´), Benzema (41´e 49´) e Cristiano Ronaldo (33´e 56´) marcaram os golos para os merengues, enquanto que Xavi Prieto (42´) fez o tento de honra dos bascos. O internacional português igualou Messi no topo dos goleadores e soma 132 golos em 131 jogos pelo Real Madrid (foi inclusive, o jogador do Real a chegar com maior rapidez aos 100 golos na Liga). Quem levará o Pichichi para casa? E com que números?

Premier League - Mais um tropeção do Manchester City, que poderá ver o rival United partir para uma vantagem de 3 pontos na Liga Inglesa. Os citizens deslocaram-se ao terreno do Stoke City e até estiveram em desvantagem, depois de um golaço de Peter Crouch (podem ver no Facebook do VM), contudo, Yaya Touré empatou aos 76´. Chelsea e Tottenham empataram 0-0 no derby de Londres, que foi bem aproveitado pelo Arsenal (3-0 ao Aston Villa). Os gunners têm agora 3 pontos de vantagem para os Spurs, que por sua vez, mantêm a vaga na Liga dos Campeões por 5 pontos de diferença para os blues. Destaque para mais uma derrota do Liverpool (1-2 em Anfield, frente ao Wigan), para a homenagem do Bolton a Muamba (vitória por 2-1 frente ao Blackburn) e para mais uma expulsão de Cissé (o QPR perdeu por 3-1 em Sunderland). Poderá o United ser campeão, mesmo não estando no top-3 da Liga em termos de qualidade do plantel?

Bundesliga - O Bayern Munique derrotou o Hannover por 2-1 e colocou pressão sobre o Bor. Dortmund (2 pts de vantagem para o actual campeão), enquanto que o Bor. Moechengladbach poderá ter dito adeus a qualquer hipótese de ser campeão (derrota caseira por 2-1, frente ao Hoffenheim). O Schalke 04 subiu ao 3º lugar, depois de bater o Bayer Leverkusen por 2-0.

Ligue 1 - O Montpellier subiu provisoriamente ao 1º lugar da Liga Francesa, depois de bater o St-Etienne por 1-0 (Giroud marcou perto do final). Na luta pelo 3º lugar, o Lille foi ao terreno do Evian vencer por 3-0, enquanto que o Ol. Lyon derrotou o Sochaux por 2-1. Nancy (1-0 em Brest) e Valenciennes (1-0 ao Rennes) tiveram importantes vitórias, enquanto que ainda não foi desta que o Ol. Marselha ganhou na Ligue 1 (1-1 em Nice).

Serie A - O AC Milan recebeu a AS Roma e conquistou uma importante vitória na luta pelo bi-campeonato. Os romanos estiveram a vencer (Osvaldo), contudo, Ibrahimovic deu a volta ao resultado na 2ª parte. Na outra partida do dia, o Palermo não foi além de um empate 1-1 com o candidato ao 3º posto, a Udinese.

Sporting 1-0 Feirense (Capel 14´g.p.)
Uma exibição q.b., suficiente, mas nivelada por baixo deu novo triunfo ao Sporting nesta Era Sá Pinto (os leões com o novo técnico venceram todos os jogos em Alvalade e ainda não sofreram golos no seu terreno). O clube leonino que sobe à condição ao 4º lugar, parece já ter "desligado a ficha do campeonato" (ciente que já não vai chegar ao 3º lugar), não apresenta motivação e procura apenas guardar forças para a Liga Europa e Taça de Portugal. Por sua vez o Feirense com esta derrota mantém o último lugar, posição injusta considerando que é das poucas equipas que utiliza preferencialmente jogadores portugueses (ou dos nossos campeonatos) que procura jogar o jogo pelo jogo, não faz anti-jogo, e não opta pelos ditos "autocarros".

Encontro fraco, sem grandes motivos de interesse, decidido através de uma penalidade convertida por Capel depois de uma infantilidade de Ludovic. Os leões, à excepção dos primeiros minutos da 2ª parte, fruto do golo madrugador tiveram sempre o jogo controlado (apesar de denotarem que estavam já com a mente no jogo da Liga Europa) e podiam mesmo (sempre num ritmo lento) ter ampliado o marcador (Wolfswinkel, Capel e João Pereira desperdiçaram as melhores oportunidades de golo do encontro). Já o Feirense que com Carlos Fonseca (entrou na 2ª parte) deu outra agressividade ao seu ataque, nunca demonstrou capacidade para obter outro resultado e acabou o encontro sem criar uma oportunidade clara de golo. A pouca intensidade do jogo leonino, a boa 1ª parte de Renato Neto (na 2ª baixou muito o nível) , a participação em termos ofensivos de João Pereira (ignorando os comportamentos anti-desportivos que demonstrou, foi o melhor em campo), a superior clarividência de Izmailov e capacidade de decisão em relação aos outros 21 jogadores que estiveram em campo, o esforço de Buval (sempre muito sozinho, mas ainda conseguiu incomodar os centrais leoninos) e a nulidade que foi o jogo de elementos como Elias, Carrillo e Jeffren foram as principais notas desta pobre partida. Destaques?