29 de Dezembro de 2012

Rugby – Epílogo de 2012 e Antevisão de 2013

2012 foi um ano um pouco mais morno que o anterior para os amantes do rugby, algo natural devido a ser o ano da ressaca do Rugby World Cup 2011, mas ainda assim, foi apenas mais morno para os menos atentos, pois vários foram os fatores de interesse para aqueles que seguem a modalidade com paixão. O novo torneio das 4 nações com a Argentina a juntar-se aos três tubarões Austrália, África do Sul e Nova Zelândia foi a grande referência internacional do ano que antecede vários jogos decisivos de apuramento para o mundial 2015 e preparação para os jogos Olímpicos de 2016, que com a inclusão do rugby de sete na competição, deixa todas as grandes nações com enorme vontade de se apurarem e conquistarem a primeira edição desta nova modalidade olímpica, competição onde os nossos lobos comandados Frederico Sousa têm natural aspiração a elevar o nome do nosso país, numa modalidade em que somos bastante respeitados.

Começando então de dentro para fora, no nosso campeonato nacional, o CDUL voltou a conquistar o título e em grande estilo, após um jejum de mais de duas décadas. Os universitários venceram na final do campeonato uma equipa de Agronomia que mais uma vez voltou a vacilar no jogo decisivo do ano e deixou assim escapar a hipótese de levar para a Tapada mais um título nacional, isto apesar de ter liderado a fase regular do campeonato durante grande parte da competição. O CDUL foi um justíssimo campeão, pois praticou um elevado nível de rugby durante toda a época e principalmente nos jogos decisivos. Esta equipa prima acima de tudo pela sua enorme velocidade e técnica, fazendo das transições ofensivas o seu ponte forte, já Agronomia, com uma defesa compacta e recheada de jovens com uma enorme alma e coração, foi vice-campeã e venceu pela quarta vez consecutiva a taça de Portugal. Menção honrosa para a Académica que com uma equipa com bastantes jogadores experientes perdeu dignamente no regresso à final de uma grande competição. No panorama internacional, o País de Gales foi o grande destaque europeu do ano, ao vencer o torneio das 6 nações após vencer os 5 jogos em disputa, algo que foi amplamente merecido após o grande mundial que realizaram no ano anterior que fez com que os galeses caíssem, na meia-final, aos pés dos franceses de forma injusta. Justiça feita em 2012 e o País de Gales venceu a competição sem espaço para dúvidas. Quanto ao reformulado torneio das 4 nações, a Nova Zelândia venceu sem grande surpresa a competição após ter dominado com relativa tranquilidade, deixando sempre a ideia que são bastante superiores, até sem ter que dar tudo por tudo em campo, e após vencer o campeonato do mundo, venceram assim esta nova competição. De referir que a Argentina lutou honrosamente contra estas grandes equipas e justificou plenamente a sua entrada na competição. No panorama das equipas nacionais, em 2012 os lobos tiveram alguns jogos e estágios de preparação para o apuramento para o campeonato do mundo. Os resultados não têm sido os melhores mas também se têm feito várias experiências e há vários jogadores novos prontos para se integrarem. Quanto aos sevens, após vencerem o Algarve rugby sevens, apuraram-se para o mundial em 2013 e reúnem agora forças, após boa participação no circuito mundial, para se prepararem para a competição e para os jogos olímpicos. Os sevens recebem agora e cada vez mais, incentivos para a tentativa de nos tornarmos numa potência mundial. Em grande destaque está o lobo Pedro Leal que recentemente foi eleito o 14º melhor jogador do mundo na modalidade de sevens. Parabéns ao Pedro por um feito que bastante honra e orgulho trás não só à modalidade mas a todo o país. Por outro lado e pela negativa, José Ricardo Sequeira, treinador e jogador com muitos anos de ligação ao mais alto nível do Rugby nacional, faleceu no passado dia 24, após doença fulminante. Para toda a sua família e amigos, os mais sinceros sentimentos e que descanse em paz.

2013
Para o próximo ano começa o apuramento para o campeonato do mundo, e Portugal aspira a conquistar mais uma vez o histórico apuramento, algo que apenas será conseguido com muito esforço e dedicação por parte dos nossos atletas, mas todos têm que ter fé que mais uma vez, os Lobos podem vir a estar nas bocas do mundo. No panorama internacional mais dois torneios para seguir atentamente, o 4 e 6 nações, com grandes jogos em perspectiva para todos os que amam a modalidade. Força Lobos!

Balanço de 2012? Prognósticos para 2013?

Visão do Leitor: Francisco Paiva

4 comentários:

  1. Parabéns pelo post, venho acompanhando este blogue no dia-a-dia e fico contente por falarem de Rugby.

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  2. vm deviam fazer um post sobre beach rugby e a ascensao dos caparica sharks que foram convidados para um torneio internacional. podem encontra los no facebook

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    1. Concordo plenamente meu caro amigo, é de recordar que tivemos uma equipa amoadora e que praticamente sem ajudas nenhuma se tornou na 4ª melhor da europa e do mundo. Os Caparaica Sharks perderam no jogo que decidia o terceiro lugar contra uma equipa francesa no principal torneio de rugby de praia do mundo, tornando-se a 4ª amadora. Também é de recordar o excelente trabalho da organização do torneio de beach rugby da figueira da foz, que se esta a tornar numa etapa crucial do circuito europeu de beach rugyb (De realçarque os jogadores desta equipa têm uma media de 20 anos de idade). um abraço e sharkalhaço para todos!

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  3. Excelente post. O rugby é uma modalidade que nos vai dar muitas alegrias nos próximos anos, quer na variante clássica, quer nos sevens. Cada vez mais jovens de ambos os sexos, do litoral ao interior do país, estão a despertar para esta modalidade. Força Lobos!

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