Marco Fortes foi há pouco eliminado no lançamento do peso, com a marca de 20.06 (ficou no 15º lugar, o último apurado fez 20.25). Apesar de ter estado aquém do seu recorde nacional (que é bastante bom, diga-se), não se entendem as criticas (na maioria dos casos, até as regras básicas desconhecem e limitam-se a olhar para o resultado) e as constantes piadas - "foi de manhã, está-se bem é na caminha" (quando todos sabemos que o fuso horário em Pequim é muito grande e se não houver tempo de adaptação o rendimento não é o melhor) - vindas de quem nem sequer acompanhou uma única prova do português durante o ano. Isto não só se aplica a Marco Fortes, como a todos os atletas lusos (desta feita não há qualquer desculpa, o fuso horário de Londres é igual ao de Portugal). Patrícia Mamona falhou a final do triplo-salto por apenas 5 cm, ficando na 13ª posição. As críticas não tardaram em vir, referindo que Patrícia tinha sido vice-campeã europeia em Helsínquia e deveria ter feito melhor. A atleta portuguesa tem apenas 23 anos e ainda está a crescer como atleta.
Os resultados da comitiva portuguesa não têm sido brilhantes, é um facto. Contudo, os nossos melhores atletas não vão participar (Naide Gomes, Nélson Évora e Vanessa Fernandes, caso estivesse na melhor forma) e seguramente que os que nos têm representado têm dado o seu melhor. Se não conseguem ganhar medalhas ou chegar a finais, é porque não competem sozinhos e os adversários, na grande maioria dos casos, têm muito melhores condições de treino. Depois, surgem exemplos que não têm a mínima noção da realidade desportiva de alguns países, como o Quénia, Etiópia ou Jamaica (que obviamente são fortíssimos no atletismo) e determinados países asiáticos (halterofilismo, luta, taekwondo, badminton, boxe e ténis de mesa, tiro e tiro com arco), que são especialistas em algumas modalidades que estão enraizadas nas suas culturas há muitos anos. Podemos dizer que o nosso país se equivale um pouco aos países sul-americanos, onde o futebol é praticamente o único desporto e não conseguem alcançar resultados de relevo.
A quantas provas assistiram dos atletas portugueses que participam nestes JO? À excepção de Telma Monteiro, quem poderemos dizer que desiludiu em Londres, tendo em conta os objectivos iniciais?



Nenhum deles desiludiu, o facto de estarem lá já é uma grande victoria.
ResponderEliminar- Destaque para o Lomachenko que ontem fez um combate perfeito.
Tiagok66
ResponderEliminarNão concordo com este ponto de vista, a primeira desculpa que se tem são as condições, é preciso lembrar que neste momento temos um campo de treino de alto rendimento, nunca tivemos tantos piscinas como temos agora , o próprio Nelson Evora quando esteve a comentar estes jogos Olimpicos disse que as condições nao são hoje em dia desculpa para qualquer resultado. A segunda desculpa aqui referida é a do enraizamento de certos desportos pois bem é verdade , mas repara-se o futebol está enraizado aqui em Portugal e não vamos ao Jogos Olimpicos, poderá inclusivamente dizer-se que, as disciplinas de fundo e meio fundo estão tambem enraizados e no entanto, somos superados. A unica coisa que vejo constantemente nos nossos atletas é falta concentração e pressão, pensem nisto : por exemplo a Telma Monteiro, perdeu com uma atleta á qual já tinha ganho 3 vezes, portanto as mesmas condições que a fizeram uma das melhores do ranking são as mesmas condições que ela tem nos Jogos, mas falha. Se nós nao queremos desculpas para o resto da sociedade ,temos de criticar abertamente os resultados, dar os parabens a quem merece mas criticar se achar-mos correcto, por algumas pessoas parece que os atletas Olimpicos são imaculados , mas não
Eu não custumo ser muito critico aos atletas, apesar de ficar desulado com os resultados. O que não posso è com as declarações do Marco Fortes.
ResponderEliminarEm Pequim foi a caminha, em Londres foi a pressão por estar nos JO.
Como é que é? Marco Fortes tem 29, faz brevemente 30 anos, já não são os seus primeiros JO. É lamentável, um atleta com experiência ter este tipo de comentários, depois de maus resultados. Que se faça homem, esse menino, que corpo tem ele para o ser...
A natação foi a maior "desilusão", não pelas classificações, mas pelas marcas, especialmente levando em conta a competição (ajuda nadar com os melhores) e a piscina desenhada para bater recordes. A explicação pode ser o desgaste da temporada.
ResponderEliminarA patrícia mamona foi vice europeia muito porque as melhores ou não foram, ou foram para "treinar". imediatamente, foi colocada como medalhável, não sei bem porquê. Ainda hoje os espanhois pagaram nos 3000M obstáculos a aposta nos europeus.
Alguns países não são potências, mas têm escola e tradição. Os asiáticos no badminton ou ténis de mesa (imaginem centenas mesas num jardim público com pessoas a praticar, é essa a realidade na China), os ex-soviéticos (e outros, como Mongólia, Irão) nos desportos de combate, tal como nós no hoquei em patins, que é o mis próximo que temos de um "desporto nacional".
A verdade é uma: temos poucos praticantes, quuer lúdicos, quer federados; não há dinheiro para, como fazem outros países, PAGAR os melhores treinadores, e ter atletas profissionais! e atletas profissionais, não quer dizer pagos a pso de ouro, quer dizer, que têm que ter 100% disponibilidade: treinos, estágios, competições.
Vivemos de um grupo d atletas de excepção (Évora, José garcia, Lopes, R. Mota) que nos deram edõ alegrias, mas nunca tivemos "escola".
Na minha opinião não se pode culpar os atletas - que fazem verdadeiros milagres para conseguir conciliar as suas vidas pessoais, profissionais e desportivas.
ResponderEliminarAgora Vicente Moura e toda a direcção do C.O. Português é que não percebo que especie de trabalho fazem durante estes anos.
Os resultados estão a ser maus, mesmo dentro das previsões. Disseram aos portugueses que o que interessava não eram as medalhas, mas sim as finais, agora nem finais (praticamente) - vamos valorizar o k ? Participações ?
Marco Fortes é um grande atleta - merecia a final e é tão estupido ser gozado por umas declarações infelizes que proferiu á 4 anos.
Falou bem iorda9.
ResponderEliminarA maioria dos atletas portugueses tem que conciliar a vida profissional (trabalho ou universidade) com a desportiva. Isto em alta-competição é muito difícil de competir com outros. E não é com subsidios do estado que tudo vai mudar.
Muitos atletas de outros países são profissionais a 100% nas suas modalidades.
Tiagok66
ResponderEliminarDe que me serve um centro de alto rendimento no Jamor se tenho que trabalhar/estudar todos os dias em Faro?
Só os superdotados portugueses é que conseguem ganhar medalhas olímpicas. Portugal não consegue por atletas medianos a vencer medalhas, como outros países, porque não há meios nem interesse, muito menos dinheiro. A mentalidade dos portugueses é também, em geral, pequena, por isso, colocar 77 atletas nas olimpíadas (sem equipas de futebol, basket, andebol, etc) já é muito positivo.
ResponderEliminarEste ano, a nível das provas desportivas que tenho assistido, tem sido um desastre, com a excepção do Euro.
ResponderEliminarEu que tanto gosto dos JO e de ver determinados desportos, não tendo televisão em casa e estranhos horários no meu dia-a-dia, consegui apenas apanhar a prova da Lei Mendes, um pouco de ciclismo e pouco mais.
Não tivesse o vosso blog para poder acompanhar o dia a dia com qualidade e rigor jornalistico e andaria completamente às escuras.
Quanto CUSTARÁ a preparação anual do Phelps?
ResponderEliminarFoi dada demasiada importância ao fait-diver da "caminha", mas agora não me venham dizer que o desgraçado do Marco Fortes se estava a referir ao fuso horário quando apenas foi infeliz nas declarações...
ResponderEliminarNão quero defender o Marco Fortes, porque ele é bem maior que eu e defende-se sozinho, mas...
ResponderEliminarem primeiro lugar, é complicado um atleta competir fora dos horários a que está habituado.
Segundo, o rapaz tentou "fazer humor" perante a desilusão, e saiu-se mal. É o que acontece quando pela primeira vez nos metem umas dezenas de microfones à frente. Não é à toa que os CR7s são formados pelos seus clubes para responder à atenção mediática dos media.
Mais uma vez: falamos de atletas IGNORADOS durante 4 ano, que competem em quase anonimato, e que de repente são o centro das atenções.
às vezes ouço as pessoas falarem, e penso que esstamos perante o declínio de uma potência desportiva.
ResponderEliminarÉ fazer as contas: 30 olimpíadas, 22 medalhas. Não chega a UMA por competição.
Portugal
- não é um país populoso
- não é um país rico
- não tem cultura desportiva
- não tem uma estrutura desportiva estatizada
Ainda a considerar o factor genético... há que importar ums eslavas para apurarmos a raça :)
Isto é muito simples, os resultados não aparecem porque não existem condições nem qualidade para aparecerem.
ResponderEliminarSejamos realistas, exceptuando a Telma Monteiro, Portugal não tinha uma hipótese credível de medalha, não podemos esperar que atletas amadores ou semi-profissionais consigam medalhas ou resultados de relevo. Quando se fala em falta de condições acho que já não se fala em infraestruturas mas sim em dinheiro para fazer uma preparação decente. A equipa do remo não recebe prémios à muito tempo, o treinador deles já não recebe à uma porrada de meses, o Ganchinho dos trampolim tem como único rendimento a bolsa olímpica e está entre os 16 melhores do mundo.
Existe também é um problema de mentalidade dos atletas e dos "espectadores" das provas. Os atletas derivado ao trabalho que têm só para se qualificar já ficam contentes só de participar e não têm a espectativa de fazer pelo menos a sua melhor marca de sempre.
Os espectadores também gostam muito de criticar e colocar pressão mas o único desporto que fazem são o levantamento do copo e os 100 metros tremoços, se em vez de ficar deitados no sofá fossem correr ou praticar uma modalidade talvez encontrassem algum talento escondido e pudessem vir a participar nos JO e aí sim podem ter moral para criticar
Mais um post excelente do VM e concordo a 100%.
ResponderEliminarComo ja disse ontem, a pressao e mais do que dobrada durante os jogos e alguns atletas nao conseguem demonstrar o seu valor.
Mas, eu proprio estava com muitas esperanças, so que nao vou criticar ninguem, porque os atletas nao merecem, porque vao para la para dar o maximo, porque querem ganhar medalhas, ales querem agora conseguir, nao e pra esquecer que tem adversarios.
Uns dos problemas tambem e que normalmente muitos dos atletas conseguem a classificaçao nas ultimas provas e os outros ja conseguiram ha muito tempo, e em ano de jogos vao gerindo a sua forma fisica para atingir o pico de forma na altura dos jogos.
Patrcia Mamoma teve azar, ficando so a um lugar da final.
Tiagok66
ResponderEliminarEu nao percebo quando se fala em atletas não profissionais, vou no segundo ano da Universidade e gostaria de ser professor, no inicio da minha carreira publica receberia 1200 euros, um aluno de doutoramento por bolsa de merito recebe mais ou menos esse valor, um atleta olimpico recebe 1375, portanto sejamos realistas com a exigências, todos nós temos pressão na nossa vida, se eu estudar muito e chegar ao exame e reprovar ninguem me vem apoiar, se um atleta olimpico fizer um resultado, e for aos jogos fazer PIOR , parece que é imaculado, nao são profissionais com 1375 euros por mes? se calhar nao sao é realistas, os atletas têm uma falta de concentração e de vontade que é visivel . Enfim se calhar sou o unico a pensar assim , num pais em que o salario minomo é 500 euros
Diogo Ganchinho com esta classificaçao. segundo outro ginasta portugues que esta a comentar na rtp2, perde a sua bola de alta competiçao e e o mesmo vai acontecer com alguns atletas por causa da ma classificaço olimpica.
ResponderEliminarO que quer dizer o que conta sao so os jogos , nao o que fazem anteriormente.
E isto pode ser mais um fator de pressao, pois alguns atletas sabem se nao fizerem bons resultados la sei vai a bolsa.
É preciso separar o trigo do joio, claramente. Tudo bem que é errado criticar atletas que são mal apoiados e de fracas condições, tudo bem que Portugal tem poucos atletas. Estou plenamente de acordo, muitos deles no fundo são heróis pelo que conseguem fazer com o que têm. Mas também não me venham dizer que Telma Monteiro ou o Pina têm poucas condições de trabalho, também era o que mais faltava. Assim como se a nossa selecção de futebol não se apurasse ao próximo mundial também tenho o mesmo direito de "revolta" porque há atletas que têm potencial e excelentes condições! Por isso também não é de todo certo colocar todos no mesmo saco como mártires. (Nota que Portugal já tem 3 centros de alto rendimento de excelência mundial, ou estão a ser feitos)
ResponderEliminarTemos que ser equilibrados. Hoje em dia h]a muito mais condições, aliás, são consições de topo. O CAR do Jamor é espetacular. Temos 3 piscinas de 50m na área de Lisboa (EUL, Jamor e Vila Franca de Xira), Quando, por exemplo, Londres só tem duas (contando com a dos jogos olimpicos que ainda não foi aberta ao público). Desportos aquáticos não é preciso mencionar. Agora cabe ao governo fomentar o desporto de alta competição e encontrar uma forma de colocar os atletas em universidades ou escolas em Lisboa (ou perto de zonas onde haja condições de alto nível para o treino da modalide em questão). Fraco investimento do governo, fraca preparação do COI, falta de cultura desportiva eclética dos Portugueses e falta de fibra dos nossos atletas. Estes resultados são o espelho desta conjugação de factores.
ResponderEliminarDe referir que o Gonçalo Carvalho merece os parabéns pelo apuramento para as meias-finais e a Luciana Diniz nos Saltos de Obstáculos também poderá eventualmente ser uma candidata a uma medalha.
Marinho/Nunes também espreitam o pódio.
A ver vamos, mas gostava que a cultura desportiva no país (ao nivel de todos os agentes envolvidos, atletas, treinadore, dirigentes, governo e adeptos) evoluísse.
Sinceramente eu acho que o maior problema é mesmo a mentalidade do atleta português.
ResponderEliminarNao temos uma mentalidade vencedora, á mínima falha caiem logo bastante psicologicamente mesmo dentro da própria prova.
A mentalidade vencedora tem de ser mais incutida nos nossos desportistas porque normalmente se começa mal já se sabe que vai acabar mal pois não tem capacidade para dar a volta por cima.
Depois vem as desculpas que já se fez muito por Portugal antes.
Não se pode participar com tranquilidade e que se correr bem sou o maior se correr mal ta tudo fiz o melhor e que se lixe noutras alturas ja mostrei que sou bom...
É preciso ter responsabilidade ao usar o símbolo de Portugal ao peito e as vezes se nao for na qualidade ganha se no querer, na raça que tanto define o nosso povo.
A mim parece me que existe muito o sistema de ir com tranquilidade e se correr mal é porque as condições não foram as ideias ou porque já se fez muito no passado ou por ai fora.
Perde se assume e fala se do futuro.
Passado já lá vai e não ganha títulos.
o que eu penso é que é preciso saber que tipo de apoios estatais têm estes atletas (directa e indirectamente) para depois se poder criticar. Se um atleta está lá por mérito próprio (conseguiram mínimos) e não têm algum tipo de apoio estatal mesmo que faça má figura não se pode criticar. agora se ele recebe uma bolsa olímpica as coisas já mudam de figura, pois é o trabalho deles. claro que esses apoios não são nada de especial em termos financeiros, mas os atletas aceitam-nos e portanto têm de ter uma classificação a condizer com os seus pergaminhos.
ResponderEliminarMas na minha opinião o grande mal vem "de cima". O que é que o Vicente Moura ainda anda lá a fazer ? Um lider já completamente fora deste tempo. E o mal é que ainda quer ficar. E que ainda fazem nas respectivas federações certos presidentes? Natação? Atletismo? Judo? Entre outras. Vejam que são os presidentes das respectivas federações e ao tempo que por lá andam. É mais uma coisa para este governo cortar, apoios a desportos que nas condições dos últimos anos não nos levam a lado nenhum. Qual é o tamanho da nosso missão olímpica e quantos são os atletas ? O que fazem lá os outros todos ?
O que aconteceu ao nosso meio fundo e fundo ? Qual a taxa de ocupação das instalações em portugal, das piscinas, pistas de atletismo ? Quantos treinadores de nível mundial temos cá a ajudar a desenvolver o desporto ?
Imensas respostas que ficam por responder, mas com estes dirigentes, não vale a pena criticar os atletas, de uma forma geral.
Concordo em absoluto com o VM (e nem sempre concordo com vocês, mas os meus comentários acerca deste assunto neste espaço têm sido coincidentes com esta posição do VM)
ResponderEliminarQuanto às provas a que assisti, não sei se referem ao vivo ou na tv, porque se for ao vivo dos atletas que estão nos jogos não vi sinceramente nenhum, no ultimo ano vi ao vivo selecção de basket, a taça de Portugal de ginástica de miúdos (e com as portas abertas ou seja grátis para todos) e vi futebol. Já na tv vi atletismo (os magazines na rtp 2 e as competições como os Europeus e Mundiais), vi as provas de ciclismo, vejo de vez em quando andebol e também vejo às vezes o magazine de remo. Triatlo vi uma ou outra prova. Ou seja dos olímpicos só vi na tv os do atletismo, ciclismo e remo. Sei que não é muito mas permite-me ser bem mais tolerante com estes atletas
E sim acho que há falta de cultura desportiva (entre outras ) em Portugal
Eu acho que os nossos atletas simplesmente não têm mentalidade ganhadora.Percebo que os apoios sejam poucos,reconheço a sua qualidade e tenho a certeza que fazem tudo para dar o seu melhor.mas o que é facto é que chegam aos JO e fracassam.Eu não peço medalhas,eu peço que eles façam o que sabem.O marco Fortes tem um recorde pessoal quase 1 metro acima do que fez hoje.Será assim pedir muito que se qualificasse para a final?E a Telma que era 2ª cabça de série,será normal perder logo á 1ª?E a Naide há 4 anos quando era super favorita ao ouro?
ResponderEliminarEu apoio os nossos atletas e aplaudo o seu esforço,mas caramba,não se pode dar só palmadinhas nas costas senão é que não ganhamos mesmo nada.
Devíamos acabar de uma vez por todas com a frase "o que interessa é participar" e incutir de uma vez por todas nas nossas bases desportivas seja em que modalidade for o espirito de competição e de que só a vitoria interessa...em Portugal parece que existe sempre o medo de ferir susceptibilidades e de apontar o dedo! Sao os nossos (irritantes) brandos costumes...
ResponderEliminarAntes de mais esta prestaçao é fraca e muito pobre digam o que disserem.
ResponderEliminarSe nós nao temos nenhuma especialidade como outros paises e se nao temos ninguem capaz de trazer medalhas que aquele senhor responsavel pela delegaçao portuguesa que disse " Esta é a mais bem preparada de sempre...." nao diga o que disse, ora logo ele está a por em Check os atletas assim como a dar aos mais desatentos o pensar " Eh lá, isto este ano até vai ser bom"
Em 70 pessoas ir a uma final é um feito tem tudo de mau.
PS: Parabens aquela rapariga que nao foi, ao menos nao fez figura de ursa e que possa nascer de lá um futuro campeao
E acho que a falta de cultura desportiva vê-se exactamente no caso do Marco Fortes... Ele é criticado por toda a gente (basta ir ver a caixa de comentários do jornal a Bola)... O Marco Fortes foi 15º no mundo (nestes jogos) em termos de marcas é o 12º atleta (atenção não tem obviamente a 12ª marca) numa disciplina que posso estar enganado terá sido o primeiro representante português (pequim). Tem uma marca que deixa os outros portugueses a milhas. Penso que ninguém nesta prova se aproximou dos seu máximos pessoais (posso estar enganado, se estiver corrijam-me) e o coitado do Marco tinha que ir aos Jogos e bater o seu record ou ficar próximo quando os outros não o conseguiram. Se para bater records bastasse estar nos Jogos toda a gente bateria records pessoais.
ResponderEliminarA Mamona foi vice campeã da Europa. Se forem a esse post do Vm e forem aos comentários aparece uma data de gente a perguntar quais são as hipóteses dela nos jogos... Eu na altura acho que respondi que não teria grandes hipóteses porque primeiro era um campeonato da Europa, segundo ela só tinha 12ª marca, depois não estavam lá todas as europeias. Não vejo assim tanto atletismo para que eu possa fazer este raciocínio e os outros não. Mas acho que é preciso ver algum atletismo.
Por último o facto de eles serem profissionais. Alguns são... Mas temos que ver uma coisa se eles forem profissionais e estiverem a lutar contra outros profissionais ( e estão) isso torna os lugares que estes atletas têm tido vergonhosos. Se é profissional tem que ganhar, já os dos outros países que são profissionais têm o quê? Depois há aí um rapaz que está a comparar a sua vida de estudante com a de um atleta. Ele é o 15º melhor do mundo naquilo que ele faz?? É uma questão que nem se pode comparar mas se querem ir por aí (e não me venham que não recebem para estudar, etc porque até pode não ser o caso e se não for peço desde já desculpa, mas se estiver a ser sustentado pelos pais para estudar é como receber um salário e essa é a sua profissão). Nós temos alguns profissionais, mas não nos devemos iludir a maioria não é... E esta história de estarem dependentes dos jogos para a bolsa, e só voltarem a receber a bolsa daqui a 3 anos quando conseguirem a qualificação para os próximos, e se conseguirem, não é uma situação de um atleta profissional. Tirando os dos clubes (e dos grandes porque dos outros, não podem de certeza considerar-se profissionais) não há uma verdadeira profissionalização e mesmo nestes duvido se possam considerar verdadeiros profissionais. Receber uma quantia (que até pode ser baixa) por um acto não faz de ninguém profissional. Se tens que estudar ao mesmo tempo (e não estamos em univ americanas) não podes ser considerado um profissional, se trabalhas noutra coisa não podes ser considerado um profissional, se treinas numa cave não podes ser considerado um profissional, etc etc
Mais interessante e até sugiro ao mercado para fazer um post sobre isso (e se não estiverem interessados eu mesmo o posso tentar fazer mas duvido que consiga com o rigor que vocês costumam ter) seria fazer uma comparação entre o número de olímpicos entre países com a mesma dimensão. Isto nos diria de uma forma mais acurada a valia do nosso desporto
Cumprimentos e bom trabalho
Quero começar o comentário agradecendo e dando os parabéns a todosos atletas olímpicos...Muitos conseguiram a classificação em condições muito inferiores que os de outros países e tenho a certeza que tosdos deram o máximo...Desporto é desporto, não é um exame ou um trabalho que tem que ser feito...os outros também concorrem e há que ter o fair-play de aceitar as derrotas...há no entanto alguns pontos que merecem reflexão:
ResponderEliminar1 - A não profissionalização não é desculpa. Grande parte dos atletas americanos sãoestudantes universitários. Como cá, a vida deles é treinar, mas muitos dos nossos atletas têm esse privilégio, entram nas faculdades com estatuto, não têm que fazer exames e a matrícula não prescreve.
2 - A dimensão do país só é desculpa a competir com chinas,russia ou EUA. Vejamos a Espanha como grande potência desportiva. Exemplos menos flagrantes são a argentina (com um poder económico precário), a áustria, a frança. Holanda na natação, os países de leste no atletismo, com muito piores condições desportivas e económicas que Portugal...
Então o que se passa?
1 - Não há uma estruturação desportiva com aconteceu em Espanha após os Olímpicos.
2- O desporto - escolar é fraquissimo...deum amadorismo gritante, como se fosse mais uma disciplina em que osmiúdos são obrigados a frequentar...não há cultura de ser-se federado...de competir...para não falar que muitos desportos são caríssimos. Quase só os desportos de equipa são grátis...
3- as modalidades têm fraca adesão...isso resulta do centralismo em grandes cidades de condições físicas apropriadas.
4 - Fraquissimo desporto universitario em Portugal. As universidades não têm orgulho em terosmelhores atletas. Só dão épocas de exames, poderiam dar créditos...
5 - Faltam treinadores de nível internacional
Há questões ficam por responder:
Como não háumtenista de topo,com todas as condições que temos? São piores que as da Sérvia? Como não há um nadador de topo se treinam tanto tempo como osoutros? Na polónia, hungria é melhor? Porque somos bons em disciplinas onde o nível técnico não é tao importante como corta-mato, corridas de meio-fundo e de fundo?
Mais uma vez,os aplausos paraosnossos atletas e continuem a ganhar para Portugal
Penso que o Lourenço acrescentou pontos muito importantes em relação ao tema do post.
ResponderEliminarPenso que nos próximos anos deve-se apostar forte e com competência no desporto escolar e em diversas modalidades, se for assim teremos certamente mais atletas portugueses nos jogos olímpicos e certamente a probabilidade de ganhar medalhas aumenta.
ResponderEliminarDeixava-se de criar clubes e mais clubes de futebol nos escalões jovens e seniores para andarem sempre nas primeiras e segundas divisões distritais e criava-se clube para originar a prática desportiva das outras restantes modalidades e mais muitos clubes federados podiam extinguir com o futebol e apostar nas modalidades que não têm muito relevo em Portugal, tinham maus sucesso de certeza dada a quantidade clubes de futebol que existem no nosso país. Em relação aos clubes não federados deveriam todos mas todos fomentar a prática desportiva em modalidades sem ser futebol.
É impressionante em qualquer lugar que vamos encontramos sempre clubes de futebol e nas outras modalidades é difícil encontrar.
Futsal, Basquetebol, Hóquei de Patins e Andebol estão no bom caminho tanto que
Portugal já se classificou e jogou há muito pouco tempo para o mundial de hóquei de patins que alcançamos as meias finais no mundial.
Basquetebol - presentes no euro 2011
Futsal - Tivemos esse ano no euro, no euro 2010 tivemos na final do campeonato da Europa.
Andebol - Ainda há poucos dias estivemos no europeu sub 20 e Portugal fez uma brilhante exibição neste euro alcançando o 5ºlugar.
Está na altura de deixar de olhar para o futebol e nas restantes modalidades (rugby incluindo) incluindo também as que disse acima.
VM o que acham do meu texto? Será que podem responder?Obrigado
Saudações Desportivas
e o João tb
ResponderEliminarPortugal levou, se não estou em erro, 77 atletas a Londres. Desses 77, apenas uns 10 (se tantos) são profissionais a 100%. Desses, apenas a Telma Monteiro é verdadeiramente uma atleta de topo, depois há o Marco Fortes que faz umas marcas boas, a Mamona que foi vice campeã europeia, mas num europeu sem as melhores atletas da modalidade.. e pouco mais. Os restantes são atletas em "part-time", pois estudam ou trabalham, tendo que treinar antes das aulas/trabalho ou então ao final do dia... estando já exaustos muitas das vezes. Treinam 2 ou 3 horas por dia, no máximo 4... como poderiam competir com atletas que treinam 8 horas diárias, com todas as condições e os melhores treinadores?
ResponderEliminarPara mim, há grandes problemas, entre eles :
- A maior parte dos atletas, como já referi, não se podem dedicar a 100% à modalidade;
- Faltam treinadores de renome internacional;
- Há um centro de treinos excelente, tal como disse o Nelson Évora, mas só um ... não chega;
- Os media, a população em geral, e mesmo os membros do governo não dão a devida importância a estes atletas;
- Falta dinheiro, faltam patrocínios;
- Espirito vencedor, precisa-se. "O que importa é participar" já não chega, é preciso ir para ganhar;
- Incentivos, apoios (não só financeiros), motivações para a prática de outras modalidades que não o futebol. Tal como já aqui referiram, o nosso desporto escolar é anedótico, os miúdos são quase que obrigados a participar, não o fazem por gosto.. mas tambem, como é que alguem pode ganhar gosto por um desporto que não conhece, por magia?
- Falta de cobertura televisiva, que chegue às massas e não às minorias que possuem canais pagos;
- O desporto universitário... existe em Portugal? A FAP (Federação Académica do Porto) organizou um ou dois pequenos torneios, mas foi muito mal divulgado. As Associações de Estudantes e Associações Académicas promovem alguns torneios internos, mas isso não chega.
- Porque é que não se criam ligas universitárias? Se calhar até sai um bocado caro, mas será que não traria lucro? A fonte de atletas dos EUA vem dos universitários, e olhem para o sucesso deles...
Estes são alguns problemas, alguns já anteriormente referidos até... não adianta bater na mesma tecla todos os meses, não vai mudar nada, mas ao menos ficam os nossos desabafos. Saudações!
Concordo com tudo o que o "portugues" e o alexandre falaram.
ResponderEliminarNa minha linha de pensado, acho que se deve incrementar a prática desportivo desde a juventude, criar condições para os jovens competirem entre si e promover o desporto escolar. Depois, se encontrarmos algum jovem potencial, dar todo o apoio para entrar na alta-competição. Já agora, Portugal devia canalizar o pouco dinheiro que tem (para as modalidades olimpicas), em desportos como o Remo, Atletismo, Canoagem, Vela e Judo, pois são aquelas que nos dão mais garantias de sucesso ao mais alto nível - claro que não se pode esquecer das restantes modalidades. Seria importante também, como refere o Alexandre, incentivar ao desporto universitário.
O povo português é muito engraçado, quando os atletas vêm pedir dinheiro ou no mínimo CONDIÇÕES de treino ninguém liga nenhuma, ninguém da importância e só se fala no futebol e o resto está esquecido, e depois nestas grandes competições vêm criticar as prestações dos atletas, eu próprio me incluo neste grupo dos que não "liga" quando eles vêm pedir apoios, mas pelo menos não faço as figuras ridículas de depois os criticar quando não atingem os resultados que eu gostava para o nosso país!
ResponderEliminarSe eles não ganham é porque há outros melhores, porque são mesmo melhores ou porque tiveram condições para terem uma preparação melhor, mas não tenho dúvidas que mais do que ninguém os atletas portugueses estão tristes por não ganharem medalhas para o país mas também para a sua carreira!
VIVA PORTUGAL E VIVA OS ATLETAS QUE DÃO O SEU MELHOR EM PROL DO NOSSO PAÍS!
Sinceramente acho que já é altura do VM, que tem feito um trabalho notável neste Blog e que sigo atentamente, deixar de ser paninhos quentes com os atletas portugueses e respectivas prestações.
ResponderEliminarAcho ridículo que atletas financiados pelos cofres portugueses, não consigam pelo menos aproximarem-se, em algumas situações, dos tempos ou marcas que alcançaram em outras competições de menos prestígio. Parecem que muitos chegam aos JO e simplesmente bloqueiam e alguns não só bloqueiam como ainda têm o desplante de procurar justificar o injustificável. O fuso horário não é para todos, ou é só para os portugueses? O levantar cedo da cama também custa à generalidade dos seres humanos, ou só nós é que prezamos mais umas horas deitados a descansar? As infraestruturas e todos os aspectos logísticos são igualmente semelhantes para todos os atletas, pelo que nem deviam ser referidos como um factor condicionante. Ou temos um grande azar e a programação de treinos e competição termina sempre por nos prejudicar? Será alguma cabala mundial por parte dos outros países que receiam a nossa prestação? Francamente, acho que já chega de acreditar no Pai Natal e na Fada dos Dentes.
Acho que é o momento de racionalizar apoios, tomando noção que somos um país pobre e que não há dinheiro para andar a brincar aos JO. Sou apologista de se apoiar apenas aqueles que são do topo, ou que sendo jovens apresentam grande potencial para lá chegar, garantindo assim mais apoios, do que está a desperdiçar recursos com atletas menores que não projectam o nome do país nem a sua prática por parte dos jovens, antes pelo contrário.
Querem ir ao JO com tempo miseráveis para conseguir tirar uma foto ao lado do Kobe Bryant e poderem afirmar que estiveram lá? Pois bem, vão, mas às vossas custas e/ou do clube que lhes paga o salário, sem subsídios de um país que está de tanga.
Escrevi há pouco o meu texto mas não disse uma palavra, e 1 palavra pode mudar o texto,então aqui vai
ResponderEliminarEstá na altura de deixar de olhar apenas para o futebol e apostar nas restantes modalidades(rugby íncluindo) íncluindo também as modalidades que disse acima
Só uma nota extra... A universidade coimbra ganhou os campeonatos europeus este ano...ou seja, o problema universitário é mais europeu que nacional...quantos atletas olimpicos nessas equipas universitárias tem a universidade coimbra? Desconheço algum...alguns estudam lá mas não são atletas de lá porque não há condições nem dinheiro...campeonatos internos que as vezes passam na RTP são de fraquíssimo nível...
ResponderEliminarA lamentar tenho só a lamentar o "azar" do Gonçalo hoje no trampolim fez uma primeira ronda rasoável tendo um pequeno erro deitado tudo a perder no 3ºsalto fiquei comovido ao ver o desespero daquele rapaz que chorou como uma criança em pleno pavilhão ficou a sensação que sem aquele azar poderia ter alcançado uma classificação melhor.
ResponderEliminarComo off topic a prestação do Federer e do del Potro no ténis quase 4h e 20 minutos sempre de grande nível mas que jogo pessoalmente gostei muito
Cumprimentos
Assisti a várias provas dos portugueses e até ao momento nenhum me desiludiu pois não esperava grande coisa. Atletas como telma Monteiro, João Pina, Marco Fortes, em quem muita gente tinha algumas esperanças já revelaram anteriormente que não têm estaleca para estas andanças. Não são maus atletas e têm-no provado ao longo dos anos, mas em Jogos Olimpicos a pressão, a responsabilidade e a exigência é outra e claramente que eles não são fortes mentalmente para aguentarem com tudo isso. Os jogos olimpicos é a maior prova para a maioria das modalidades, é nesta competição que estas modalidades são mais faladas e por isso a pressão é maior.
ResponderEliminarNo atletismo, julgo que a única esperança será nos atletas que vão correr a maratona mas dificilmente dará para medalhas. A atleta da marcha também poderá fazer boa figura.
Neste momento, os rapazes do remo são claramente o destaque português destes jogos olimpicos e acredito que na final poderão chegar ainda mais longe
sem dúvida que a raiz do insucesso português não está nos atletas em si. Alguns talvez pudessem ter feito melhor (aproximar recordes pessoais pelo menos..) no entanto o problema deve-se à falta de cultura desportiva em Portugal culpa dos nossos governantes (para não variar).
ResponderEliminarA fim de mudar isto penso que seria benéfico garantir o acesso a uma série de desportos desde a entrada das crianças na escola. Apartir de uma certa idade identificar talentos em determinado desporto e trabalhar em conjunto com clubes da região no desenvolvimento de um potencial atleta. Ao nivel universitário incentivar os jovens a apostarem no desporto através de bolsas especiais para desportistas (à semelhança do que se faz nos EUA).
É verdade que algum dinheiro seria investido mas ganhariamos cultura desportiva, os próprios clubes regionais ganhariam pois teriam atletas (já pratiquei atletismo e sei bem como é dificil cativar pessoas para a prática de desporto)
Concordo com o comentário do CRF.
ResponderEliminarA verdade é que a Educação Física nas escolas, além de ser mal considerada por muitas pessoas, é muitas vezes inadequada para uma prática desportiva adequada: dão-se umas corridinhas, fazem-se uns jogos e repetem-se os mesmos desportos da mesma maneira durante anos.
Era preciso que houvesse um ensino consistente de diversas modalidades, imagine-se durante 2 ou 3 meses (tempo que chegaria para adivinhar alguns dos maiores talentos) e passar-se-ia depois a outra, sem repetir e tentando diversificar a prática desportiva.
Ou seja, tem de existir um currículo a sério e uma aposta consistente e não algo, como é frequente no nosso país, que parece só existir por existir.
Respondendo ao artigo em si, parece-me que as prestações não sendo más também não podem ser classificadas como boas, tendo em conta o que os próprios atletas já fizeram. Isso também terá a ver com a mentalidade "pequenina" que está implantada nos portugueses e que faz com que tenham tendência a claudicar...
Bem, por 1375 euros/mês, o mínimo a exigir é uma medalha de ouro. Verdadeiros nababos, estes atletas, provavelmente mal conseguem correr de tão gordos que estão!
ResponderEliminarVamos a ser sérios: a bolsa olímpica é uma ajuda, não permite a um atleta ser 100% profissional. É que falamos de níveis de profissionalismo elevados; não são só estruturas, é treinadores, fisioterapeutas, nutricionistas, estágios, ginásio, competições, tudo isto custa dinheiro! A China contratou pré-pequim a nata dos treinadores do leste e dos EUA.
E atenção, isto VAI PIORAR! O ministro Crato já mostrou o que pensa da educação física (que em si é uma fantochada, com professores, coitados, sem formação e mal pagos). Os clubes pequenos estão a morrer. Os grandes, apostam cada vez menos nas modalidades. As câmaras estão falidas. Veja-se a situação financeira do Estádio Universitário...
Já aqui foi quase tudo dito: desporto escolar organizado, desporto universitário, incutir uma cultura desportiva que promova praticantes lúdicos, que se transformam em público e alguns, em federados. Alguém falou na Holanda... a Holanda é pouco maior em população que Portugal, e tem muitos mais atletas federados.
A comunicação social tem um papel a desempenhar, em especial aquela paga por nós (a Pública). Divulgar o desporto, e divulgar os feitos dos atletas nacionais. Em vez de darem tempo de antena a discussões laterais sobre bola, mostrem resultados, resumos, entrevistem atletas e treinadores, façam aquilo que é real serviço público.
Porque a verdade é que estas críticas (e claro, a análise individual ao desempenho de cada atleta é outra coisa) são consequência de um só facto: as pessoas não conhecem os desportos, nem os atletas que os praticam.
Estou desiludido com os resultados, mas não extremamente critico, até porque nem tive a possibilidade de ver as provas.
ResponderEliminarConcordo com o VM, em Portugal não existe uma grande mentalidade de desporto em competição, a não ser no futebol, pelo que em restantes modalidades, é muito difícil praticar algum desporto desde de criança, e poder fazê-lo mais tarde de forma profissional.
Em Portugal falta formação desportiva, e acima de tudo falta competição mas camadas jovens das várias modalidades.
Cumprimentos.
Tal como referi noutro post divulgado por vocês,que era sobre a cultura desportiva portuguesa, é notório que existe uma falta de cultura desportiva e de acompanhamento do desporto em geral, excepto o futebol, pois quando existem grandes competições exigimos logo medalhas aos nossos atletas, esquecendo-se que os outros atletas também competem para ganhar e não para nos fazer favor.
ResponderEliminarQuanto ao Marco Fortes, apesar de não ter chegado a final, consegui ser semifinalista. Antes do Marco,quantos atletas ficaram nos 16 primeiros no lançamento do peso?
Em relação à Patrícia, a CS já queria que ela fosse novamente medalhada,no entanto, e ai é bem patente a falta de cultura desportiva dos jornalistas esqueceram-se de referir que nos últimos Europeus não participaram as melhores atletas, não tirando o mérito à Patrícia Mamona.
Continuem o excelente trabalho
Jornal Público, 2009
ResponderEliminarhttp://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1395917
Até agora acompanhei todos os portugueses e já os conhecia a todos antes destes Jogos e tinha uma noção dos seus resultados anteriores. Não estou desiludido com nenhum, claro que gostaria de medalhas, mas isso não é para todos.
ResponderEliminarCá em Portugal há uma diferença e uma simples frase que explica tudo: Em Portugal primeiro é preciso mostrar resultados para receber dinheiro, lá fora recebes primeiro o dinheiro e depois fazes o teu trabalho consoante as tuas possibilidades físicas/técnicas/tácticas/mentais.
E depois não pode ser pelo atletas estarem a fazer maus resultados, que se devem cortar apoios. Isto é piorar a situação. E ser atleta em Portugal é difícil. Os melhores portugueses que por vezes são dos melhores europeus e até do mundo recebem uns 1500€ por mês. Os nossos melhores advogados, engenheiros e médicos, ganham muito mais do que isso de certeza...
Não vamos exigir resultados, vamos sim pensar que aqueles que estão lá estão-nos a honrar e a tentar fazer o seu melhor pois de certeza que tiveram 4 anos com dificuldades de todos os tipos para poderem estar presentes nestes Jogos...
Força Portugal!
Parabens VM por um excelente post!
ResponderEliminarNão será de estranhar se não levar-mos nenhuma medalha olímpica, ou mesmo nenhum diploma.
Noutro aspecto, teriamos só uma hipotese flagrante de conseguir uma medalha que era da Telma Monteiro. Mas em relação a isso, ela deve tar mais triste que nós portugueses todos juntos. Não digam que ela não se esforçou e não sei que, mas ela não lutou sozinha, e foi derrotada.
Noutro posto, acho inadmissivel o trabalho do COP. Quando o presidente do COP (um velho do restelo) vem dizer que não tava à espera de medalhas, mesmo antes dos jogos, parece que quer cortar logo as pernas aos atletas. Como ví há dias, no caso da velejadora que se foi embora, que ela disse que a comitiva de Portugal não tem competência para estar lá. E de maneira não tem. Tem de haver um novo ciclo para o desporto em geral em Portugal e não um perpétuo lugar na presidencia do COP, Federações, Associações etc.
Por último, em relação ao Desporto Escolar:
- Vocês acham que é com 3 horas semanais de Educação Física que vamos incutir o espirito desportivo nalgum aluno/potencial atleta?
- Vocês acham que é com os campos de gravilha, com várias linhas de determinados desportos, que vamos criar quantidade suficiente para renovar/aparecer outro desportista de topo?
- Vocês acham que um professor com 30 anos de carreira a dar Ed. Física tem paciência para voltar a aturar miudos de 8 a 17 anos.
A razão pela qual somos melhores no futebol prende-se pela quantidade de atletas que existem. E com quantidade, aparecem vários com qualidade. E a questão prende-se por aí. Revolucionar o Desporto Escolar, complementando o clubes. Só com quantidade poderemos chegar a mais qualidade.
Cumprimentos a todos.