Inter de Milão: A exigência de um grande clube; Como superar o "trauma pós-Mourinho"?

Depois da conquista de 5 scudettos consecutivos (entre 05/06 e 09/10), o Inter está agora há dois anos sem alcançar o título, curiosamente, após a saída do técnico José Mourinho (já passaram, sem sucesso, 5 treinadores pelos Nerazurri, contando com o actual). O emblema italiao parte para esta época com um plantel claramente inferior ao da Juventus e precisará de se reforçar até ao final deste mês de forma a atacar o campeonato, que será o seu principal objectivo esta época, sob o comando do jovem técnico Andrea Stramaccioni. Nesse sentido, o colosso de Milão precisa de investir em jogadores jovens, de forma a rejuvenescer o plantel, com qualidade e, se possível, a um preço razoável (o Inter não parece disposto a grandes loucuras).

GR: Com a saída certa de Júlio César, está efectuada a primeira renovação no 11. Handanovic (contratado à Udinese) assegura a qualidade na baliza e será o titular, com o experiente Castellazi como suplente e o também eslovaco Belec Vid como 3ª opção. 
DD: A continuidade de Maicon ainda não é um dado adquirido, mas se permanecer o brasileiro será o natural dono do lugar e terá a concorrência de Jonathan. Zanneti é a outra opção para a posição. 
DC: Samuel e Ranocchia mantêm-se da época passada, Chivu pode funcionar como opção, Matías Silvestre foi contratado ao Palermo e Lúcio foi substituído pelo jovem Juan.
DE: Os polivalentes Chivu e Zanneti podem fazer a posição, o japonês Nagatomo será na teoria o titular, no entanto, Álvaro Pereira (FC Porto) seria claramente um acréscimo de qualidade. 
Mdef: Posição que parece definida, com a manutenção de Cambiasso e a contratação de Gaby Mundigayi (internacional belga de 30 anos resgatado ao Bolonha). Mariga fecha o lote de opções para este lugar.
MC: Guarín, Stankovic, Zanetti e Obi são jogadores suficientes. Com disponibilidade financeira, Strootman (PSV) ou M'Vila (Rennes) seriam obviamente contratações de grande qualidade e a pensar no futuro.
MO: Sneijder é titular indiscutível, o jovem brasileiro Philippe Coutinho, depois de 6 meses positivos de empréstimo ao Espanyol (16 jogos, 5 golos) regressa e será uma boa alternativa ao holandês. Ricky Álvarez pode também actuar nesta posição.
Extremos: Stramaccioni não parece muito interessado em actuar com extremos “puros” e, por isso, esta posição não deve receber reforços, no entanto, é notório que a equipa do Inter precisa de homens que “estiquem” o jogo e que possam dar alguma irreverência ao ataque. Nesse sentido, a contratação de Konoplyanka (ucraniano do Dnipro que deu nas vistas no último europeu) ou Vargas seriam mais valia s importantes. Ricky Álvarez é também uma solução.
PL: Milito, Pazzini, Rodrigo Palacio (contratado ao Génova) e o jovem Samuele Longo serão as opções para o ataque. Caso o treinador opte por não actuar com extremos e utilize 2 pontas de lança, faz sentido contratar pelo menos mais um avançado. Lewandowski (Dortmund), Dzeko (City), Adebayor (City) ou Llorente (Atlhetic) seriam contratações de peso. 

Com este plantel, seria o Inter capaz de conquistar novamente o Scudetto? Na opinião do leitor, que ajustes deveria fazer o emblema italiano em termos de entradas e saídas? Faz sentido falar num “trauma pós Mourinho” (jogadores como Júlio César, Maicon, Cambiasso, Milito, etc, nunca mais renderam da mesma forma)?

Luís N.

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